Vinicius Alves Sarralheiro
Aluno: Vinicius Alves Sarralheiro
Nº USP: 7166061
Curso: Publicidade e Propaganda - Noturno
E-mail: vinicius.sarralheiro@usp.br
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[editar] O que aprendi...
[editar] Roy Lichtenstein e sua Pop-Art
Roy Fox Lichtenstein (Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 — Nova Iorque, 29 de setembro de 1997) foi um pintor estado-unidense identificado como grande disseminador da Pop Art. Em suas obras, procurou utilizar, sobretudo, a temática das histórias em quadrinho (HQs) - valorizando os clichês como forma de arte. Além disso, retratava símbolos conhecidos da cultura de massa, para, dessa menira, colocar-se dentro de um movimento que tentou criticá-la.
A obra de Lichtenstein parece simples, mas não é. Graças à clareza e simplicidade de sua apresentação, ela se torna acessível e de fácil consumo. Olhada de relance, a obra parece afirmar que o que os olhos veem é o que existe, mas na verdade ela vem repleta de sutilezas. Assim, essa arte – vulgar, kitsch e demasiadamente familiar – representa, a sua maneira, a verdade e a beleza, porque o artista escolheu temas de que gostava e técnicas que amava.
Kiss - 1964
A imagem é bastante intimista. Revela uma situação na qual o observador da cena se encontra bem próximo ao casal. A cena transmite uma emoção muito forte. Não é possível afirmar ao certo o que ocorre, mas o que parece é: ou este casal está em um momento de despedida, de partida, ou trata-se de um reencontro. Isso, devido à lágrima que escorre do rosto da mulher - obtendo o foco principal - e também pela disposição de seus rostos. Apesar do nome, não há o encontro dos lábios desses amantes, parecendo muito mais um abraço apertado, acalourado. Mas o que parece é que, em breve, esse beijo que dá nome à imagem ocorrerá. Dá vontade de estar alí, naquele abraço apertado... de ser um daqueles.
A Geometria da imagem parte da lágrima, nos leva às mãos do rapaz, depois às marcas do beijo que ele está dando, que leva aos olhos e, por fim, à lágrima novamente. Por isso, toda a ação se concentra no beijo.
In the Car - 1963
Mais uma imagem de caráter mais intimista, mostrando apenas os rostos dos 'personagens'. Mas ao contrário da imagem anterior, a expressão de cada um deles revela uma posição diferente. A mulher mostra-se mais preocupada, com medo. Já o homem, tem um semblante mais assustador, mau caráter. O que parece é que ele a está raptando de algum lugar, ainda mais devido aos traços de que o carro está correndo. Passa um pouco também a ideia de gangsters de filmes italianos.
O que é mais interessante é a questão do olhar dos dois. Ela olha para ele (e nos leva a olhar para ele). Ele olha fundo nos olhos dela (e trás nossos olhos de volta para os dela).
The Red Horseman - 1974
Essa imagem dá a ideia de movimento. Vamos 4 vezes cada pedaço do corpo do cavalo e do caveleiro (devido á técnica cubista), como em uma grande corrida. Assim, o fundo fica totalmente desconfigurado e o foco fica apenas na imagem principal.
Dá a sensação de liberdade. Dá vontade de acompanhar essa corrida ou ser aquele cavaleiro.
Tintin in a New World - 1993
Aí está representado uma figura conhecida do universo das HQs: Tintin, personagem do cartunista belga Hergé. Porém, apesar disso, não para ele que olhamos por mais tempo; o que chama mais atenção é aquele quadro com pessoas 'dançando' em roda e a faca que transpassa, cortando o quadro.
Somente conhecendo-se a referência do personagem e em quê se baseiam suas histórias, é que se torna possível compreender o contexto da imagem e tudo o que acontece. E então é como se houvesse um recorte de uma cena. E o observador vê tudo de fora, de frente, como se sua presença não estivesse alí.
Além disso, há outras referências às suas histórias presentes no contesto: como o cãozinho Milu e o chapéu do capidão Haddock sobre a cadeira.
Coca-Cola - s.d.
Esta é uma clara crítica ao consumo e a sociedade de massa. O foco está na garrafa de refrigerante e na boca feminina. A partir desse movimento de beber o conteúdo da garrafa, nosso olhar é levado para o carro (onde então percebemos que é um veículo da polícia e que está fora da estrada). Além disso, o pedaço do Outdoor escrito 'cola' com a imagem do refrigerante dão a certeza de qual se trata: Coca-Cola.
O enquadramento é perfeito, pois a moeda do preço se encontra bem no lugar onde estariam os olhos da mulher. Dessa maneira, essa é uma imagem de caráter mais cotidiano, que parece banal à primeira vista, mas que é dotada de pequenos elementos que tecem uma crítica à sociedade capitalista e massificada.
[editar] Admirar e Aprender: Robert Doisneau
Robert Doisneau (14 de Abril de 1912 - 1 de Abril de 1994) é um parisiense apaixonado por fotografias de rua, registrando a vida social das pessoas que viviam em Paris e em seus arredores. Também trabalhou em fotografias para publicações em revistas.
Foi um dos fotógrafos mais populares da França, conhecido por apresentar imagens irônicas, misturando as classes sociais das ruas e cafés de Paris. E é essa capacidade de enxergar a beleza no cotidiano das pessoas que o faz um fotógrafo excepcional.
"As maravilhas da vida cotidiana são tão emocionantes. Nenhum diretor de filmes pode organizar o inesperado que você encontra na rua". Robert Doisneau
A seguir, alguns destaques da sua obra:
Le Baiser de l'Hotel de Ville - 1950
É a fotografia mais famosa do artista. Mesmo parecendo tirada ao acaso – o que configura uma marca de Doisneu – a imagem foi pensada previamente por ele e encenada por dois atores. O fotógrafo se encontra em um típico café parisiense e parece estar misturado às pessoas que passam. Você se sente sentando no lugar dele, observando aquela cena. Dessa forma, seu olhar encontra-se em um plano um pouco mais baixo.
O movimento das pessoas ao redor também pode ser observado: há um homem ao fundo totalmente borrado. Além disso, elas parecem não se incomodar com a cena, como se o fotógrafo realmente estivesse ‘camuflado’ no meio delas. Apenas uma mulher olha para a câmera.
Paris é conhecida como a cidade do amor. Por isso, nada melhor do que um beijo apaixonado para caracterizá-la. Na foto, um casal apaixonado se beija enquanto passa perto de uma das margens do Rio Sena. Ao fundo, há um prédio antigo que dá ainda mais a caracterização de lugar romântico. A cena é um tanto intimista. É possível sentir um pouco da paixão vivida pelo casal central misturada à correria das pessoas, correria típica de uma grande metrópole.
Musician in the Rain - 1957
É uma cena simples, comum, mas ao mesmo tempo muito cômica. Tudo indica que já parou de chover ou então há apenas uma chuva fraca, uma garoa. Mas o homem em destaque na fotografia protege seu Violoncelo com um guarda-chuva. Ao invés de proteger a si mesmo, ele tenta preservar o instrumento.
Talvez seja uma imagem simples, mas a cena indica que o homem tem uma grande paixão pela música. E isso é um fato capaz de contar uma bela história e nos transportar para o mundo daquela pessoa.
Ao fundo, outro homem pinta a paisagem, a vista. Não é possível ver realmente como é esta paisagem real devido ao mal tempo, mas podemos observar alguns detalhes de beleza no quadro. O reflexo no chão, formado pela água da chuva, acaba, também, por embelezar ainda mais alguns detalhes da fotografia.
Mesmo singelamente, é impossível não perder algum tempo observando e admirando esta cena.
Le manege de Monsieur Barre - 1955
Nunca fui a Paris. Mas sempre ouvi dizer (seja através de amigos ou mesmo sob o olhar de filmes e publicações) que a ‘Cidade Luz’ é bem mais bonita em dias de chuva. Talvez seja devido ao reflexo da água nas ruas... não sei ao certo. Mas esta imagem mostra um pouco o contrário disto.
Apesar de a fotografia ser muito bonita, dá a sensação de solidão. Talvez também pelas condições em que se encontram o Carrossel. O brinquedo tem uma relação direta com diversão, com a imagem de ter muitas pessoas – na maioria crianças – rindo e brincando. Por estar vazio e parado traz a sensação de abandono. A chuva forte ajuda a ratificar essa idéia. E o Carrossel do Sr. Barre parece triste.
Le Muguet du Metro - 1954
Uma das fotos mais bonitas do artista. Um casal no metrô parece discutir a relação - pode-se pensar nisso ao observar as expressões de cada um deles.
A moça segura um lírio nas mãos. Provavelmente o rapaz lhe deu antes de chegar. Mas, mesmo assim, la não parece muito contente.
O fotógrafo (e nós, por consequência) se encontra ao lado da mulher, como se fosse testemunha do caso. Aí então o olhar parece mais intimista.
A imagem borrada ao fundo do metrô faz com que nosso foco fique sobre o casal. Assim, prestamos muito mais atenção neles e nas expressões do que qualquer outra coisa.
Dá para imaginar a história do fato.
Un Regard Oblique - 1953-1966
Esta não é uma única foto apenas, mas uma reunião de várias fotos tiradas sob um mesmo ponto de vista, formando uma coleção. Talvez seja o olhar mais cômico do fotógrafo.
Ele se encontra dentro da loja, olhando para fora, sobre a vitrine. Em destaque há um quadro com uma mulher nua.
O mais interessante é a expressão das pessoas ao olhar para o quadro. Alguns apenas riem. Outros se sentem constrangidos com a imagem. Outros ainda tentam disfarçar, fingindo não estar olhando. Reparar cada uma dessas expressões, reflete valores da sociedade e cada uma das pessoas que faz parte dela.
Um olhar interessante e cômico sobre os fatos.
Para ver mais algumas de suas fotografias, acesse:
http://www.robertdoisneau.com/index.htm
[editar] Nos bons tempos do Cinema algumas Luzes que não só iluminam.
Filme: A Lista de Schindler (Schindler's List)
É um filme americano de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica. O filme foi dirigido por Steven Spielberg e escrito por Steven Zaillian, baseado no romance Schindler's Ark escrito por Thomas Keneally. É estrelado por Liam Neeson como Schindler, Ben Kingsley como o contador judeu de Schindler Itzhak Stern e Ralph Fiennes como o oficial da SS Amon Göth. Foi ganhador de 7 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.
Por ser um filme quase totalmente em preto e branco – apenas a cena inicial e a final são coloridas – a luz se torna muito importante. Primeiro por seu dever principal: destacar os detalhes e prender a atenção dos expectadores. Depois para realçar as cenas, já que não há cores para realizar essa função. Dessa maneira, um grande esquema de luz deve ter sido feito para a realização desse filme para que existissem cenas belíssimas como essas:
Além disso, por ter muitas cenas externas e/ou dramáticas, a maior parte das vezes a luz principal vem somente de janelas, o que deixa o ambiente mais escuro, mas sem perder a força do momento.
Essas duas imagens são de momentos determinantes do filme. A primeira reflete um momento em que passamos a reconhecer e gostar mais do personagem principal (Schindler): ele desabafa com seu amigo e contador, o judeu Itzhak Stern, até que eles fazem um brinde à relação entre eles. A segunda, talvez a mais importante, é a montagem da lista que dá nome à película. Apesar de pouca luz, elas são belíssimas – e este recurso ainda faz com que sejam mais dramáticas, mais cruciais.
Mas mesmo com cenas como estas, os recursos do cinema podem ser ainda mais impressionantes, como é o caso da cena a seguir:
Sim, trata-se de uma cena apenas. Neste momento, Schindler está tendo uma conversa com o General Amon Göth e tentando convencê-lo de que não é preciso ser tão rude com os judeus, comparando, inclusive, a “sabedoria” e o poder dos grandes imperadores romanos com os acontecimentos daqueles dias.
Como podemos perceber, a cena é mais intimista, com a câmera bem próxima aos rostos dos personagens. A luz, portanto, realça as expressões deles e dá o “clima” à cena. Na primeira imagem, há uma luz forte no rosto de Schindler vindo do lado esquerdo, o que causa a sombra no nariz. Mas há também uma luz de rebate, muito mais fraca que a outra, que gera um pequeno reflexo na sua orelha. E ainda, há outra (também fraca) no rosto do General. Enquanto isso, as únicas luzes de verdade que vemos ao fundo seriam incapazes de iluminar dessa maneira.
Quando a cena inverte (segunda imagem), o esquema de luz também inverte: há uma luz forte no rosto do General – com um leve rebate na outra face. E agora também existe uma luz de frente para Schindler, inclusive iluminando sua orelha – que estava quase sem luz anteriormente – e gerando uma pequena sombra contrária que seria impossível na primeira imagem. É possível ver uma fonte de luz ao fundo que talvez seja a geradora da luz principal da cena.
Momentos interessantes como este é que fazem de ‘A Lista de Schindler’ um grande filme. Não é à toa, também, que o filme levou o Oscar de Melhor Fotografia. Somado a isto há uma grande história que consegue nos fazer sentir todos os tipos de sentimentos em suas mais de três horas de filme – passando do ódio ao amor pelos personagens. É por isso tudo que o filme foi um sucesso de bilheteria e de crítica. É por isso tudo que é um grande filme. É por isso tudo que é um clássico. Bons tempos de Spielberg.
[editar] Enquadramentos e Novas Perspectivas
Grande Plano Geral
Fotografei minha cidade, vista do alto: Caraguatatuba. Para mim, uma das mais belas vistas do mundo.
Plano Geral
Nada melhor do que olhar o mar. Sensação de liberdade...
Plano Médio
Tentando brincar um pouco com o vento no pier.
Close Up
Olhar no espelho, vaidade... Achei interessante a expressão de insatisfação da modelo.
[editar] Planejamento Fotográfico
Presentinho que ganhei da Vovó esta semana. Relíquia de família.
É a prova de que "casa de vó" = Baú de Surpresas

























