Vermeer
Vermeer pode ser considerado um ótimo fotógrafo, uma vez que pinta suas obras como se ele estivesse invisível no ambiente da peça retratada. Ele consegue se aproximar do objeto da pintura sem ser notado, conseguindo dessa forma, uma ampla naturalidade por parte dos elementos que foram pintados. Outra qualidade é a captura exata das emoções dos retratados. Basta olhar para suas feições e já é possível distinguir entre surpresa, concentração, desejo, alegria, tédio etc. O jogo de luz e sombra, aliado a utilização das cores corretas, têm papel fundamental para a caracterização das emoções vivenciadas no quadro, gerando uma grande empatia por aquilo retratado.
Hugo Dionisi
[editar] Johannes Vermeer
Vermeer não foi muito famoso em sua época, sua arte apenas foi reconhecida tempos depois de sua morte. Nasceu em 1632, em Delft, Holanda, e lá viveu sempre durante a chamada “Idade de Ouro da Holanda”. Não sabe quem foi seu professor de pintura, não teve alunos nem aprendizes, poucas obras suas são conhecidas (35 a 60 – não há consenso sobre um número exato), e provavelmente não vivia e nem sustentava a família com apenas elas. Não tinha vida de fartura com a família que criara, uma vez que tinha 15 filhos (4 falecidos ainda pequenos) e após sua morte, os deixou com muitas dívidas. Não existe certamente um auto-retrato (apenas uma especulação de tal- figura 1), nada sobre sua escrita à mão, há apenas documentos sobre seu nascimento, casamento e morte. Pouco se sabe como trabalhava e pintava, há especulações de que ele usava câmeras escuras. Embora existam muitas dúvidas sobre sua vida e obra, ainda assim, Vermeer é considerado o segundo mais famoso pintor holandês depois de Rembrandt.Também não há consenso da datação de suas obras: alguns afirmam apenas 3 obras terem data(The Procuress, 1656; O Astrônomo, 1655 e O Geógrafo, 1669) enquanto outros afirmam outras muito mais obras. Observa-se a predominância de alguns tons em suas pinturas (amarelo, cinza, azul), presença de poucas pessoas e ambientação doméstica. Em 1866, Joseph Théophile Thoré, descobriu a obra “Vista de Delft” e, a partir de então, passou a procurar e pesquisar sobre Jan Vermeer e 20 anos depois publicou uma monografia sobre o misterioso e até então desconhecido pintor.
Possuía obras de outros pintores, e até mesmo copiava alguns fundos em alguns quadros próprios, mas não significa que ele se inspirava neles ou os copiava por inteiro.
Retrata, basicamente, o cotidiano dos burgueses ("Carta de Amor") e pessoas como serventes, empregados e mensageiros ligados a eles (“A Leiteira”).
- Câmera obscura
Muitos afirmam que Vermeer usava câmeras obscuras para pintar, as antecessoras da máquinas fotográficas. Por exemplo, na pintura "Vista de Delft", a vista panorâmica obtida é por vezes creditada ao uso de uma câmera. As especulações começaram em 1891, com o quadro "Soldado e Garota Rindo", no qual nota-se a perspectiva "fotográfica". Também foram feitos espécies de "raio-x" em suas obras, que permitiram saber que antes da pintura não haviam linha guias nem rascunhos, mas sim outra imagem igual porém em preto e branco. Philip Steadman fez todo um estudo sobre essas hipóteses e produziu um livro, Vermeer's Camera(Oxford University Press, 2001).
[editar] Análises
"Pequeno Segredo"A obra foge do ambiente interno encontrado na maiorias das obras de Vermeer, retrata casas e rua. Mas também apresenta suas qualidades como a luz natural suave, enquadramento em terços e cores suaves - tudo a favor da tranqülidade e calma que as suas obras passam.
"Soldado e Moça Rindo" Ambiente típido de Vermeer, interno com iluminação natural suave. As personagens se encontram nos terços, com a moça em destaque por estar totalmente iluminada pela luz da janela e o soldado praticamente nas sombras. Ambos com poses e expressões naturais, em uma conversa agradável, como é perceptível pelo rosto da moça.
"A Alegoria da Fé"
Esta obra é talvez um das mais diferentes de Vermeer, mesmo tendo sua tradicional luz suave, ambiente interno e sensação de "os figurinos não sabem que estou aqui", porque a personagem está com feição de aflição, não se encontra em uma pose natural e descontraída. É até mesmo uma pintura meio que perturbadora, pelo seu título e a disposição de seus elementos.
--Bianca 19:30, 14 Outubro 2007 (PDT)
http://www.grand-illusions.com/vermeer/vermeer2.htm http://www.vermeerscamera.co.uk/home.htm http://www.almendron.com/arte/pintura/vermeer/vermeer.htm
