Van Gogh
VAN GOGH
Van Gogh nasceu no dia 30 de março de 1853 em Groot Zundert, Holanda e morreu no dia 29 de julho de 1890 em Auvers-sur-Oise, França. Seu pai se chamava Theodorus van Gogh e era partor calvinista. Sua mãe se chamava Anna Cornelius Cabentus. Van Gogh er aum ávido leitor, o que lhe proporionou ampla cultura. Apreciava ler romances sobre camponeses e perseguidos, o que reforçaria, mais tarde, o seu interesse pela pobreza e pelo sofrimento dos homens. Aos 16 anos começou a trabalhar como aprendiz na filial da galeria de arte francesa Goupil em Haia. Nesse trabalho teve a aportunidade de viajar para Bruxelas, Londres, e paris. Após ser despedido da galeria resolveu tornar-se partor, já que costumava ler muito a bíblia. Durante esse período também viajou para várias cidades e abdicou de qualquer luxo e conforto para fazer caridade. Chegou inclusive a morar em cabanas, dormir na palha e se alimentar apenas de pão e água. Tanto zelo com os mais carentes incomodou seus superiores de modo que a permissão para pregar não foi renovada. Diante da impossibilidade de exercer a carreira religiosa, decidiu dedicar-se à arte, que podia desenvolver de maneira solitária. Van Gogh, em outubro de 1880, passou a frequentar a Escola de Bellas-Artes, em Bruxelas. Nesse período desenhou intensamente, principalmente pessoas humildes: mineiros e camponeses. Mais tarde, em 1881, quando de volta à casa dos pais, investiu na pintura a óleo. Dedicou-se então ao estudo da cor, observada nos clássicos holandeses. Nesse período chegou a dar aulas de pintura. Levava os alunos ao campo e os incitava a pintar inesperadamente sem retocar. “Não tente embelezar”, dizia. Já era possível perceber a rapidez de execução que se tornaria uma de suas características e que Gauguin reprovava. Sua pintura dessa época era escura e fria. O exemplo mais famoso é a tela “Os comedore de batata”, de 1885. Em 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, hospedando-se na casa do seu irmão Theo. Na capital francesa o pintor entrou em contato com o impressionismo e fez amizades com muitos artistas renomados como: Toulouse-Lautrec, Émile Bernard, Pissarro, Gauguin, Seurat e Cezanne. Esses artistas, assim como as gravuras japonesas que ele passou a colecionar influenciaram muito sua arte. Tanto que as obras de Millet, que ele tanto admirava, lhe pareceram um tanto sombrias depois das cores vivas dos impressionistas. Foi nesse períodos que Vincent iniciou a temática dos girassóis que o ajudou a abandonar as tonalidades cinzas para se acostumar com uma escala de cores mais vivas. Vincent partiu então para Arles em fevereiro de 1888, onde finalmente encontrou a luminosidade que procurava e produziu seus quadros mais conhecidos. Em Arles, Van Gogh quiz finalmente concretizar seu sonho de constituir uma comunidade de artistas. A chegada de Gauguin, inclusive, acendeu-lhe a esperança. Mas nada se concretizou. A relação entre Van Gogh e Gauguin era bastante tensa e culminou no episódio em que Vincent cortou a própria orelha. Após esse episódio o artista entrou em inúmeras crises e passou por sucessivas internações no Hospital Principal de Arles. Em maio de 1889 Van Gogh ingressou voluntariamente no manicômio Saint-Paul-de-Mausole, em Sain-Rémy-de-Provence. Lá permaneceu por cerca de um ano. Contudo, como se pressentisse seus últimos dias, considerou a idéia de voltar para o norte. Mudou-se para Auvers-sur-Oise, perto de Paris, onde vivia o Dr. Paul Gachet, um amante da arte que poderia cuidar de sua saúde. Lá esteve bem até saber das dificuldades que seu irmão passava. A notícia o deixou atormentado e um mês depois, em 27 de julho, Van Gogh disparou um tiro no estômago e veio a morrer dois dias depois. Sobre sua obra podemos dizer que teve duas fazes bem marcantes. A primeira, desenvolvida na Holanda, é caracterizada pelas cores escuras e o tema social. O quadro mais significativo desse período é “Os comedores de batata”. A tela resume com perfeição tanto as conquistas técnicas de Van Gogh como os sentimentos vividos até aquele momento. Com ele, culmina uma etapa de sua vida na qual sua principal obsessão era ajudar o próximo, mostrando intensa preocupação religiosa. Já a segunda fase é a desenvolvida na França, tanto em Paris quanto em Arles. Nessa fase vemos o exercício da liberdade: cores utilizadas sem temor, pincelada expressiva, extensão do gesto e velocidade na pintura. Tudo isso nos faz perceber o seu veemente desejo de expressão e movimento.
Texto: Elias Chiacchio (Branco Chiacchio)