Texturas e superfícies

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tema de Bruna Bastos.

Um tema bastante pertinente ao design gráfico é o relacionado às texturas e superfícies. É a fim de descobrir um pouco mais sobre o universo das texturas e superfícies, que seguirão algumas considerações.

Antes de apresentarmos os principais aspectos acerca do tema, é importante ressaltar a premissa de que todas as superfícies possuem textura, desde a mais lisa a mais áspera. A textura é um dos elementos mais sutis do design, elas são capazes de agregar muito valor a obra, tornando-a mais versátil e interessante, mas são incapazes de sustentar sozinhas a obra como um todo.

Para entender de que forma as texturas atuam em uma composição, é importante ressaltar os diferentes efeitos que são produzidos a partir de cada tipo de textura. Assim, cabe ao designer dominar o comportamento de cada uma e utilizá-las de modo a tornar sua composição mais interessante.

Os dois principais tipos de texturas são: Textura visual e Textura tátil.

A Textura visual se relaciona principalmente ao design de 2 dimensões, pois se refere à ilusão de textura que a uma superfície pode apresentar. É como as texturas conseguem ser apresentada em uma plataforma de 2 dimensões, por exemplo em fotografias, desenhos, entre outras técnicas 2D.

A Textura tátil se relaciona principalmente ao design de 3 dimensões, pois prima pelo efeito produzido pelo toque. Como nas pinturas, através da técnica de “impasto”, por exemplo, ou nas colagens, através do uso de materiais como papelão, lixa, borrachas, barbantes, etc, e portanto, relacionada ao aspecto tátil dos materiais.

A técnica de colagem é uma técnica muito rica nesse sentido, pois ela permite uma composição que agregue diferentes texturas, tornando a obra como um todo mais interessante. Desse modo, quando fotógrafos, por exemplo, se apropriam da técnica da colagem, conseguem tornar seus trabalhos mais versáteis e sofisticados.

A maioria das texturas possui uma qualidade natural: a de repetir temas de modo aleatório. Esses temas podem ser figuras, imagens, cores, direções, formatos, objetos, etc. Os temas, por sua vez, se repete com alguma regularidade, produzindo um padrão. Quanto mais repetitivo for um tema, mais forte será o seu padrão.

Os padrões se relacionam intimamente com as texturas, e inclusive são frequentemente confundidos com elas, isso ocorre porque muitas vezes o padrão não é reconhecido pelo observador, ficando a margem de sua concepção, sendo interpretado apenas como textura.

Para deixar mais claro esse ponto, pode-se analisar, por exemplo, a experiência da visualização de uma árvore. Pode-se dizer que um observador, no primeiro momento verá a imagem da árvore como um todo, pondendo conceber as texturas do tronco e das folhas, mas muitas vezes não concebendo os padrões que compõem aquela tetxura. Somente quando se aproxima da árvore é que poderá reconhecer em seu tronco, por exemplo, os padrões repetidos de relevo, traços e cores.

Assim, quando vista de longe, o observador reconhece na árvore apenas suas texturas, não concebendo os padrões que a compõem. Somente quando vista de perto é que se pode reconhecer e dar-se conta dos padrões que compõem a textura daquela árvore.

Esse fenômeno ocorre principalmente nos padrões que trazem temas referentes à natureza, os padrões que não remetem aos elementos da natureza são mais facilmente identificáveis, não só mais facilmente identificáveis, como evidentes. Eles atraem diretamente o olhar do observador, se tornando elementos visuais muito fortes e que chamam muito a atenção.

Exemplos: Padrões


528_antipodium1.30.gif

pic_pattern-struggle.jpg

LWLies_07_pattern.jpg


Exemplos: Texturas


wood1.jpg wood7.jpg wood3.jpg

Referências

http://www.nikibrown.com/designoblog/2008/07/07/flickr-find-great-free-wood-textures/

http://daphne.palomaredu/design/texture.html

http://sixrevisions.com/graphics-design/20-useful-websites-for-graphic-design-textures-and-patterns/

http://abduzeedo.com/10-great-surface-pattern-designers

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