Teoria de cores
Renata Campos Neumann
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[editar] Teoria de Cores
[editar] O que é cor e como funciona?
Para entender as cores, é preciso antes falar de luz. A luz branca é composta de radiações de diversos comprimentos de onda. Cada comprimento de onda corresponde a uma cor que nós percebemos. Assim, se você usar um prisma para decompor a luz solar, poderá ver uma cor em cada direção diferente.
Como enxergamos a cor? A cor é uma percepção visual provocada pela ação de uma onda de luz sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso. Ao vermos uma folha de uma arvore, por exemplo, nós a enxergamos na cor verde. Isso porque, ao ser iluminada pela luz do Sol, ela tem a propriedade de absorver todas as cores, exceto o verde. Portanto, de todas as cores que chegam à folha, a única que é rejeitada e rebate até atingir seu olho é a cor verde.
Por que isso acontece? Porque a folha tem pigmentos. O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. As folhas das plantas, por sua vez, são verdes por terem clorofila. Esses pigmentos não absorvem uma ou mais de uma cor. A clorofila, por exemplo, não absorve o verde, do mesmo jeito que o pigmento em uma camiseta vermelha, não vai absorver o vermelho, que um objeto branco reflete todas as cores e um objeto preto, por sua vez, absorve todas as cores.
[editar] Sistemas de Classificação
Existem vários sistemas que classificam a maneira como o ser humano percebe a cor. Podemos distinguir a cor entre a cor aditiva, onde ela é percebida diretamente a partir da fonte luminosa (cor luz) ou a cor subtrativa, onde ela é percebida a partir do reflexo da luz sobre uma superfície.
[editar] Síntese Subtrativa
Esse sistema utiliza as cores primárias de luz, que são as mesmas secundárias de pigmento, tal como as secundárias de luz, que são as primárias de pigmento.
O sistema clássico utiliza como cores primárias o vermelho, azul e amarelo (conhecido também por sua sigla em inglês RYB). Na pintura acadêmica clássica teoricamente as demais cores poderiam ser obtidas através destes pigmentos.
Atualmente as artes gráficas utilizam o sistema CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto). O sistema é baseado nas cores primárias propostas por Goethe (púrpura, azul-celeste, amarelo), com a adição do preto para destacar as sombras, sendo o branco do papel responsável pela ilusão impressa da luz.
Além disso, também temos o sistema Pantone, baseado em seis cores primária para fazer cores exatas.
[editar] Síntese Aditiva
Os sistemas aditivos são utilizados principalmente em equipamentos de cine-foto e eletrônicos. O mais utilizado é o sistema RGB (vermelho, verde e azul), que entra em contraposição ao modelo CMYK de cores subtrativas, o sistemas HSB (matiz, saturação e brilho), HLS e Lab.
[editar] História da Cor
Até se chegar a esses sistemas de organização de cores atuais, foram feitas várias teorias sobre as cores.
[editar] Aristóteles
A primeira que se tem conhecimento é a teoria do grego Aristóteles, que concluiu que as cores eram propriedades dos objetos. Ele disse que as cores eram um número de seis, o vermelho, o verde, azul, amarelo, branco e preto.
[editar] Idade média e Renascença
Desde a Idade Média, as cores eram estudadas por ter um forte aspecto psicológico e cultural. Por exemplo, o dourado era distinto da cor amarela que identificava os proscritos, bandidos, mães solteiras e hereges. Judas Iscariotes é representado com túnica amarela, cor dos covardes e traidores. Também os loucos deviam se vestir de amarelo, em sinal de humilhação. Nas mulheres, as libertas usavam vestidos de cores diferentes das matronas: verde desmaiado ou amarelo, açafrão, mirtilo, ametista, cor de vinho ou rosa, azeviche, castanho, amêndoa; enquanto que estas usavam tecidos mais caros na cor púrpura.
Na Renascença, muitos artistas começaram a estudar a natureza das cores.
[editar] Leon Battista Alberti
Leon Battista Alberti, relacionou as quatro cores mais importantes aos quatro elementos:
-Fogo – vermelho; -Ar - Azul; -Água - verde; -Terra - Cinza
[editar] Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci foi o primeiro a falar que a cor não vinha dos objetos, mas sim da luz. Ele afirmava que todas as outras cores poderiam se formar a partir do vermelho, verde, azul e amarelo. Ele ainda foi mais longe e afirmou que o branco e o preto não eram cores, mas sim extremos de luz.
[editar] Isaac Newton
Newton fez importantes experimentos sobre a decomposição da luz com prismas e acreditou que as cores eram devidas ao tamanho da partícula de luz.
Em 1666 Isaac Newton pegou um prisma totalmente polido e o colocou frente a um orifício na janela do seu quarto. Com esse feito, ele percebeu que a luz branca, proveniente do Sol, se dispersava em feixes coloridos e a esse conjunto de cores chamou spectrum. Newton não era a favor da idéia de que esse colorido surgia devido a impurezas existentes no prisma. Assim sendo, realizou novo experimento onde deixava apenas uma cor passar através de um segundo prisma. Com isso, verificou que o mesmo não adicionava nada ao feixe de luz que incidia sobre ele. Dessa forma, o físico lançou a hipótese de que a luz não era pura, mas sim formada pela mistura ou superposição de todas as cores do espectro.
Assim, por meio de um simples experimento Isaac Newton percebeu a dispersão da luz branca, ou seja, conseguiu visualizar que se a mesma incidisse sobre um prisma de vidro, totalmente polido, dava origem a inúmeras outras cores. Foi a partir daí que o físico começou seus estudos sobre as cores dos corpos. Newton teorizou que “as cores de todos os corpos são devidas simplesmente ao fato de que eles refletem a luz de uma certa cor em maior quantidade do que as outras”.
[editar] Goethe
O poeta Goethe se se aprofundou questão da cor e criou uma teoria que colocaria abaixo as teorias de Newton. Goethe, diferente de Newton, estudou sobre a fisiologia e psicologia das cores, criando suas teorias em cima dela.
Ele defendia a idéia das cores serem resultado da interação da luz com a "não luz" ou a escuridão. Baseando-se nisso, ele interpretou as cores do arco-iris: O amarelo seria a impressão produzida no olho pela luz branca vinda em nossa direção através de um meio translúcido. Já o azul seria o resultado da fuga da luz de nós até a escuridão. O verde seria a neutralização do azul e do amarelo.
Observando a retenção das cores na retina, a tendência do olho humano em ver nas bordas de uma cor complementar, notou que objetos brancos sempre parecem maiores do que negros. Assim, Goethe criou a Roda das Cores.
[1] Roda das Cores de Goethe
[editar] Referências
[2] [3] [4] [ http://books.google.com.br/books?id=WXZNPaX-LvcC&dq=designers+guide+to+color&hl=pt-BR&ei=JtTjTfuIHurq0gGJjOGOBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CEEQ6AEwAw] [5] [6] [7]