Sushila Vieira Claro

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Aluno: Sushila Vieira Claro

Nº USP: 6806170

Curso: Publicidade e Propaganda - Noturno

E-mail: sushila.claro@usp.br

CRP-0357 - Produção Gráfica - 2011

[editar] Design: O Bom, o Mau e o Feio



Run%20Lola%20Run.jpeg O Bom: O cartaz do filme "Corra, Lola, Corra" de 1998, é (singela opinião minha e de muita gente aí que eu sei) um excelente exemplo de bom design. Temos imagens segregadas que, mesmo criando duas unidades distintas, acabam harmonizando e interagindo entre si; a continuidade das figuras permite uma interpretação dupla sobre quem porta a arma. O contraste de cores (monocromática) quebrado com o vermelho do cabelo da protagonista cria uma sensação forte de exagero, que acaba sendo uma característica do próprio filme. Assim, temos uma peça interessante que cumpre seu papel publicitário de seduzir a audiência para ver o filme e que faz um sentido ainda maior após o conhecimento do enredo da película.





Star-Trek-IV-The-Voyage-Hom.jpg O Mau (e o Feio também): Que os anos 80 é referência de cafonice é um óbvio ululante (comprovado pelo fato desta aluna ter nascido no ápice de tal década), mas o pôster do filme "Star Trek IV: The Voyage Home" (1986) chuta o balde - entendemos que o filme tende à comédia, mas né? Começando pela quantidade de informações que não se interligam, gerando considerável quantidade de unidades que não tem harmonia nenhuma entre si, passamos para a escolha de cores da peça: é tanto exagero que no eixo central tem um arco-íris (!). Quem vê pela primeira vez não consegue compreender se está ocorrendo o San Francisco LGBT Pride Celebration e o punk, o Spock e Capitão Kirk estão apoiando a causa, se é um evento de cosplayers e tem até policial dando geral pelo bem do povo ou se simplesmente a pessoa que fez tal peça achou que "mais era mais" e colocou tudo o que lembrava na cena, gerando um pôster cheio de ruído, informações, cafonice e vergonha para a galera da frota estelar. Se for copiar o código html, ao menos me agradeça. Se quiser me pagar uma Coca Zero, pode ser também.



[editar] Harmonia | Desarmonia / Equilíbrio | Desequilíbrio



equeilibriowas-ihr-wollt.jpg Harmonia: O cartaz da ópera "Noite de reis" (Was ihr wollt) de Pierre Mendell é um ótimo exemplo de harmonia; há notável unidade por conta da repetição de formas e cores e também da acertada composição.







desarmoniaarmoniasocial-unicef-b.jpg Desarmonia: Neste cartaz (Design for Unicef) temos a quebra da harmonia dos retângulos pretos pelo corações que, além das variadas cores, possuem uma composição desalinhada, o que contribui para a desarmonia da bela peça.







harmoniabolena.jpg Equilíbrio: O cartaz da ópera Anna Bolena se revela altamente simétrico: perceba as formas, as cores - cada uma se repete no seu extremo, trazendo uma peça estática.







desequilibrio%20kabanova.jpg Desequilíbrio: No cartaz de Káťa Kabanová, Mendell brinca com as formas causando imensa tensão: é o imenso quadrado preto que esmaga a já instável casinha amarela. A sensação de destruição inevitável acaba traduzindo o que será visto na ópera. Se for copiar o código html, ao menos me agradeça. Se quiser me pagar uma Coca Zero, pode ser também.







[editar] Sir Isaac Newton chora lágrimas de necrochorume



belo%20site.JPG Todos choram: "A natureza e as leis da natureza estavam imersas em trevas; Deus disse 'Haja Newton' e tudo se iluminou." (A. Pope). Tudo se iluminou, exceto a cabeça de quem criou essa belezura. O site "Accept Jesus, Forever Forgiven" (que nem vou colocar o link porque pode ser mais destrutivo que o episódio do Porygon, no Pokémon), consegue desafiar todo tipo de lei: da física, do bom-gosto, do bom-senso, do amor ao próximo. O texto foi colocado totalmente na parte de cima, ficando muito pesado. As figuras, além de desproporcionais, não fazem sentido nenhum na composição. Jesus não vai salvar ninguém desse jeito, viu moçada?



oper_rape.jpg Todos aplaudem: No cartaz da ópera "O rapto de Lucrécia" (original "The Rape of Lucretia" - porque boa tradução é tudo), Pierre Mendell faz uma excelente trabalho: a gravidade está sendo respeitada - o risco segue em sentido ao chão; na verdade, todas as figuras seguem conforme gravidade como conhecemos e que - ao contrário do belíssimo exemplo acima - não causa estranheza ou desconforto algum. Se for copiar o código html, ao menos me agradeça. Se quiser me pagar uma Coca Zero, pode ser também.





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