Selma Regina de Vequi
Tabela de conteúdo
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[editar] Produção Gráfica
[editar] Análise de peças segundo os critérios de Design
[editar] Fotografia
- Equilíbrio
Pode-se considerar o equilíbrio desta foto a medida em que o enquadramento valoriza a imagem, as linhas não coincidem com as metades (vertical ou horizontal) respeitando a regra dos terços. Não há nada "gritante", que chame a atenção de forma a desvalorizar o restante da foto. No terço superior toda a imagem tem um apoio, não há nada "flutuando" na foto.
- Harmonia
A uniformidade das cores na foto concordam com a mensagem transmitida. Os elementos visuais formam uma unidade com os elementos sensitivos (sensações experimentadas pelo observados diante da foto), permitindo que a imagem seja apreciada como um todo.
- Imagem vs. Fundo
Mais uma vez, não há nada "gritante" na foto, apesar dos tons não variarem muito, há um contraste entre a estátua e o seu apoio. Isso permite que, depois da observação da foto como um todo, perceba-se seus elementos separadamente.
- Contraste
Justamente o que permite que a imagem seja percebida por meio de seus componentes é o contraste entre os diversos tons da mesma cor (ou não cor), o preto e ainda a presença do branco, que permite a percepção de luz, sombra e reflexo.
- Ênfase e Hierarquia
A hierarquia é facilmente percebida nessa foto. O olhar do observador é guiado pela foto no sentido de cima para baixo, da estátua para o seu reflexo na lápide. Esse efeito causa surpresa e a reação do observador é de tentar compreender e verificar se é aquilo mesmo que ele está vendo.
- Formas
As formas nesta foto são bastante conhecidas e familiares para o observador a medida que são forma do corpo humano, o que facilita o entendimento da imagem e da mesagem por ela transmitida.
- Camadas
A estátua está representada por apenas uma parte de seu corpo, isso leva o observador a tentar desvendar o todo, buscar a continuação da imagem. É então que ele percebe o reflexo na lápide.
- Fluxo e Ritmo
Por ser uma imagem harmoniosa, apresenta um fluxo bem definido, levando o observador a perceber a sua continuidade e se sentir confortável.
- Simplicidade e Síntese
A imagem não apresenta grande simplicidade, porém isso não a desvaloriza a medida em que é justamente a sua complexidade para o entendimento que a tornam interessante.
[editar] Quadro de artes plásticas
- Equilíbrio e Harmonia
A imagem apresenta-se extremamente equilibrada. Não há nenhum elemento perdido ou fora de lugar. Isso também contribui para que ela seja harmoniosa, o carinho da mãe com a criança é coeso com as cores escolhidas pelo pintor, assim como a luz e as sombras aplicadas.
- Imagem vs. Fundo
A imagem da mãe e do bebê destaca-se completamente do fundo, sendo o elemento mais importante da pintura. O fundo apresenta-se sem uma forma ou elementos que chamem a atenção.
- Contraste
As luzes aplicadas geram as sombras e os destaques necessários para evidenciar os elementos que devem ser destacados na pintura. Além disso, ajudam na percepção da expressão da mãe amamentando a criança.
- Ênfase e Hierarquia/Fluxo e Ritmo
Toda a ênfase da imagem está na mãe e na criança, portanto o observador é guiado de forma a olhar primeiramente para o rosto da mãe, ir descendo pelo seu colo até chegar na criança. Depois deste processo, o observados passa a perceber os demais elementos da imagem.
- Formas
Mais uma vez, formas conhecidas. A situação apresentada também é conhecida, de forma a despertar a familiaridade de quem olha.
- Camadas
Apesar de apresentar uma cena cotidiana e familiar, a mulher não se apresenta completamente nua, nem completamente vestida, há apenas um xale cobrindo seus ombros, o que desperta a curiosidade com relação ao seu corpo.
- Simplicidade e Síntese
Trata-se de uma imagem simples e clara, porém encantadora.
[editar] Cartaz
- Equilíbrio
O design desta imagem apresenta certo desequilíbrio, os elementos estão soltos no fundo cinza, que acaba servindo como apoio para todos eles.
- Harmonia
Apesar do desequilíbrio, a imagem é harmoniosa. Consegue-se percebê-la como um todo. Ambienta-se como o centro de uma cidade grande, com seus vendedores ambulantes e muita gente circulando pelos calçadões.
- Imagem vs. Fundo
A imagem foi elaborada de forma a destacar o homem localizado no primeiro plano. O fundo não tem importância diante do homem caregando a placa amarela.
- Contraste
O único contraste mais forte dessa imagem consite na placa amarela, sendo que é nela que cosntam as informações do evento em questão. O contraste se dá por ela ser a única peça preenchida com cor (o restante da imagem não passa de tons de cinza e preto).
- Ênfase e Hierarquia
A ênfase está toda sobre a placa em amarelo, chamando a atenção do observador para as informaçõs do evento anunciado.
- Formas
Neste caso, temos também formas conhecidas e uma situação familiar para quem já andou pelo menos uma vez pelo centro de uma grande cidade. A placa pendurada nos ombros com anúncios, normalmente de compra e venda de ouro e prata é um elemento comum neste ambiente.
- Camadas
Todo o desenho gira em torno de camadas, coisas e contornos indefinidos. A única coisa mais explícita e evidente é, novamente, a placa amarela.
- Fluxo e Ritmo
O observador é guiado primeiramente para a placa amarela, pela ênfase dada a ela, e depois passeia o olhar pelo restante da figura.
- Simplicidade e Síntese
Trata-se de uma peça simples e clara. Evidencia o que é importante, deixando todo o resto em um segundo plano.
[editar] Basmala
- Equilíbrio
O barco está completamente equilibrado no enquandramento, completado pela lua. As letras árabes fazem todo o apoio da figura, fazendo a ligação entre a proa e a popa e ainda apoiando os mastros e as velas.
- Harmonia
A harmonia se constrói a medida que primeiro se percebe o todo da imagem, vê-se um barco e uma noite calma de lua cheia. Depois disso começa-se a ver as partes e então percebe-se que o barco é formado, na verdade por caligrafia árabe.
- Imagem vs. Fundo e Contraste
O contraste se dá pela cor e ilumibação do barco em sobreposição ao fundo escuro. Esse efeito valoriza os contornos da imagem.
- Ênfase e Hierarquia
A hierarquia nesta imagem é clara, o elemnto mais importante é o barco, em segundo lugar temos a lua, só depois percebemos o céu e o mar no fundo.
- Formas
As formas são leves e delicadas, típicas da caligrafia árabe. Essa delicadeza estende-se por toda a figura, reforçando a harmonia.
- Camadas
O que é mostrado em um segundo momento tende a ser mais interessante do aquilo que está óbvio aos olhos. Nesse caso, o desenho do barco desperta a curiosidade fazendo com que o observador prenda sua atenção a fim de descobrir o que forma a base do barco.
- Fluxo e Ritmo
A harmonia das letras fazem com que a imagem flua natural e delicadamente. O olhar aprecia a imagem primeiramente do barco depois para o restante da imagem.
- Simplicidade e Síntese
A imagem é simples e clara, percebe-se o barco facilmente, porém o detalhe das letras incrementa e valoriza o desenho.
[editar] Mosaico
- Equilíbrio
O equilíbrio da imagem se dá pela total distribuição dos elemento pelo espaço diponível. No centro, temos a cabeça do leão, ocupando o espaço à direita, tem-se o corpo do animal e à esquerda, completando o espaço restante, vê-se a mata e mais alguns animais, contextualizando a posição do leão.
- Harmonia
Os elementos são bastante harmoniosos, os traços do quadro remetem aos traços com que foi desenhado o próprio leão, o que permite que tudo tenha coesão. Além disso, há a moldura envolvendo toda a imagem, reunindo todos os elemntos como uma coisa só, única.
- Imagem vs. Fundo
A imagem do leão destaca-se do fundo por se apresentar bem maior que todos os outros elementos. Apesar de o mosaico apresentar uma certa "confusão" por ser formado por muitas partes, neste, pode-se definir claramente o destaque das partes com relação ao fundo.
- Contraste
O contraste se dá pela presença das clores claras tanto no fundo, quanto no próprio animal. Essas cores claras se destacam ao se depararem com os tons escuros escolhidos para o contorno dos animais e dos componentes da floresta.
- Ênfase e Hierarquia
A ênfase é dada completamente ao leão, tanto por sua posição no centro do mosaico, quanto por seu tamanho destacado.
- Formas
As formas apresentadas não deixam de ser familiares, porém, apresentam um estilo próprio, um pouco diferente do convencional. Percebemos muitas curvas e nuances tanto nas formas do leão (principalmente na sua juba), quanto nas formas dos elementos ao seu redor.
- Camadas
O elemento mais evidente na figura é o leão, os demais apresentam-se em camadas, por trás dele. Não se percebe todo o cenário, pois o animal esconde parte dele com o seu corpo, o que é possível ver é o suficiente para que se perceba o contexto da cena. Cabe ao observador imaginar o cenário por completo.
- Fluxo e Ritmo
O olhar do observador é guiado do leão (elemento mais importante da imagem) para o restante da imagem, num movimento fluido, harmônico.
- Simplicidade e Síntese
Trata-se de uma imagem simples, apesar das curvas e nuances. A percepção de todos os elementos se torna fácil devido ao contraste e à clareza da representação.
[editar] Sumi-e
- Equilíbrio
Normalmente as artes orientais refletem o equilíbrio da cultura japonesa. Dessa forma, este sumi-e apresenta-se equilibrado, os traços são leves e consegue-se perceber até a direção em que eles foram feitos. Todo o espaço é bem aproveitado não tendo espaços muito cheios de elementos ou então completamente em branco.
- Harmonia
A harmonia se dá pela semelhança entre todos os traços, o que permite que se perceba a imagem como um todo coeso.
- Imagem vs. Fundo
O fundo branco valoriza completamente as flores, tornando-as evidentes.
- Contraste
O contraste se dá devido ao fundo branco, mais uma vez. E também por algun traços mais fortes feitos em algumas das flores.
- Ênfase e Hierarquia
A ênfase está completamente nas flores. A hierarquia da imagem determina que os elementos que devem chamar maior atenção são os elementos em preto, ou seja, as flores.
- Formas
As formas, apesar de não muito definidas, são delicadas e leves, proporcionando conforto ao observador.
- Camadas
As formas indefinidas fazem com que o observador retenha o olhar por alguns momentos na intenção de descobrir maiores detalhes na imagem.
- Fluxo e Ritmo
O fluxo é ditado pelas pinceladas do artista. Os traços mais fortes chamam os olhos para eles e depois os guiam para o restante da imagem, num ritmo leve como as formas.
- Simplicidade e Síntese
A imagem é clara, passa o que pretende facilmente. Retem os olhos do observador tempo suficiente para absorver todas as informações e para não se cansar.
[editar] Iluminura
- Equilíbrio
Esta iluminura apresenta um certo desequilíbrio, apesar dos elementos "pesados" no pé da página, ao final do texto. Este desequilíbrio se dá pelas figuras no alto do texto: 1. o quadro depois da terceira linha do texto; 2. o homem no meio das colunas, apoiado na coluna central. Estes elementos fazem o texto parecer pesado e desequilibrado, a medida em que dão a impresão de que vão cair a qualquer momento.
- Harmonia
Apesar de apresentar desequilíbrio, esta imagem é extremamente harmoniosa. Os elementos, apesar de um pouco caóticos, com todas as figuras que formam o todo, conseguem se juntar em unicidade, de forma coesa. Consegue-se olhar para o texto percebrndo o seu todo e, posteriormente decifrando as suas partes.
- Imagem vs. Fundo
O fundo em uma cor neutra (bege ou marrom claro) colabora para a melhor visualização dos elementos da imagem, uma vez que o fundo não chama a atenção para si.
- Contraste
O contraste se dá pelo fundo claro com as cores diversas dos desenhos, normalmente escuras e fortes.
- Ênfase e Hierarquia
A ênfase é dada aos desenhos em detrimento do texto em si. As ilustrações se colocam como mais importantes do que o próprio texto. A cor utilizada no texto não colabora para que ele seja destacado, perdendo a atenção para os desenhos.
- Formas
As formas e situações retradas são bastante conhecidas e percebe-se claramente que trata-se de um texto religioso devido às cenas descritas nos desenhos. Isso faz com que o observador sinta familiaridade com o que vê.
- Camadas
Não se percebe muito o efeito de camadas, os elementos estão bem definidos, porém, os que temos é uma certa confusão de elementos.
- Fluxo e Ritmo
Justamente esta confusão faz com que o ritmo da observação seja truncado. Recebe-se muita informação de um só vez devido à abundância de elementos apresentados.
- Simplicidade e Síntese
Não se trata de uma imagem simples, pois, mais uma vez, apresenta muitos elementos, o que torna a observação lenta e demorada para que se consiga perceber cada um dos elementos.
[editar] Caligrafia Oriental
- Equilíbrio
A caligrafia oriental apresenta bastante equilíbrio. Toda a "torre" da caligrafia é sustentada por uma base. Os traços superiores apóiam-se na coluna central, que por sua vez, sustentam-se na base da figura. Apesar da imagem ser verticalizada e "alta", ela não transmite a sensação de que pode desmontar a qualquer momento.
- Harmonia
Ao se observar qualquer caligrafia oriental, consegue-se perceber o todo da imagem. Os traços desta caligrafia remetem a figuras conhecidas, o que proporciona familiaridade. Os traços são coesos e formam a unicidade da imagem, tornando-a harmoniosa.
- Imagem vs. Fundo e Contraste
A caligrafia oriental colocada em fundo branco, invariavelmente terá grande contraste e se destacará do fundo.
- Ênfase e Hierarquia
A ênfase maior é dada à parte de cima da figura, onde os traços são maiores e têm formatos um pouco diferenciados dos da base.
- Formas
A caligrafia oriental tem como característica própria apresentar formas semelhantes às de elementos do cotidiano, portanto a observação deste tipo de figura dificilmente causa estranheza, uma vez que as formas normalmente são familiares.
- Camadas
Apesar de apresentar formas familiares que facilitam sua observação, a imagem desperta curiosidade pois estas formas não são óbvias, elas exigem alguns segundos de observação para que se perceba a que elas remetem.
- Fluxo e Ritmo
Este tipo de caligrafia geralmente é construído por meio dos movimentos de um pincel. Desta forma, temos o ritmo ditado pela intensidade e movimento do contato do pincel com o papel.
- Simplicidade e Síntese
A simplicidade da imagem se dá pelas formas retas ou pouco curvadas dos traços. Não se observa nenhum traço que tenha muitas curvas ou que percorra um caminho muito grande pela figura, desta forma, a imagem é simplificada. Podemos também observara síntese de tal caligrafia, uma vez que a escrita oriental busca sintetizar, em um único símbolo, muitos significados, podendo até representar uma frase ou palavra inteira.
[editar] Anúncio
- Equilíbrio
- Harmonia
- Imagem vs. Fundo
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- Camadas
- Fluxo e Ritmo
- Simplicidade e Síntese
[editar] Website
- Equilíbrio
- Harmonia
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- Fluxo e Ritmo
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[editar] Designer
[editar] Herb Lubalin
[editar] Designer gráfico norte-americano, tipógrafo, typeface designer, docente, empresário, fundador da ITC
Nascido em 1918, estudou de 1936 a 39 na Escola Cooper Union em Nova Iorque. Em 1939 trabalha para a Exposição Mundial em Nova Iorque. De 1941 a 42 foi art director para a Deutsch & Shea Advertising, depois para a Fairchild Publications (1942–43) e para a Reiss Advertising (1943–45).Em 1945 é apontado vice-presidente da Sudler & Hennesey Inc. Nos anos 1964–69 cria a empresa Herb Lubalin Inc. De 1969–75 é presidente da Lubalin, Smith & Carnase Inc., a partir de 1975 em parceria com Alan Peckolick. Em 1970 funda a International Typeface Corporation (ITC) em parceria com Aaron Burns. A partir de 1972 dá aulas na Cornell University e de 1976 a 81 na Cooper Union. A partir de 1973 publica o in-house magazine da ITC, Upper and lower case (U&lc).
Lubalin é responsável também pelo design das revistas Fact e AvantGarde. O trabalho de Lubalin nos leva diretamente ao centro de um assunto importante: a teoria do significado e de como o significado é comunicado, como uma idéia se move inteiramente de uma mente para outra. Lubalin transfere o significado para o design da tipografia. Para ele, se as palavras são um meio de transmitir significado, então as formas das letras dão voz, cor e individualidade ao significado.
Os logos feitos por Lubalin refletem exatamente o seu significado. Vemos uma criança em Mother & Child, uma família em Families e um casal em Marriage. O visual das palavras é o suficiente para que seus significados sejam apreendidos.
[editar] Tipografia
[editar] Corpo
Uma das características da composição tipográfica é o corpo da fonte. Trata-se de um sistema preciso para determinar o tamanho das letras de uma família tipográfica, incluindo desde a descendente até o espaço reservado para a utilização de acento nas letras maiúsculas. O tamanho não é a dimensão de uma letra propriamente dita, mas sim do retângulo formado pelo bloco de metal no qual é esculpida a letra para espelhá-la nas impressões. Com o surgimento da digitalização e de outras formas de produções gráficas, o tamanho é como se hipoteticamente fosse a impressão no mesmo bloco de metal.
O corpo da letra é medido em pontos, a menor medida utilizada nas artes gráficas. Esses pontos são resultantes da divisão de uma polegada em 72 pontos - com exceção da medida adotada na Europa continental, a chamada ponto Didot que é aproximadamente 7% maior que o ponto utilizado na Inglaterra e EUA. Isso nos leva à conclusão de que o corpo 12 significa que a letra tem 12/72 de uma polegada (aproximadamente 4,2mm). Dessa forma, o espaço ocupado desde a aste descendente do g e do p, até o acento colocado nas maiúsculas, tem que ser de 12 pontos (no caso de corpo 12). Ou seja, todos os elementos da família tipográfica têm que caber dentro deste espaço.
Muitas vezes olhamos letras de mesmo corpo mas percebemos que elas têm tamanhos diferentes. Isso acontece pois as divisões dentro do corpo não são pré-definidas, variam de tipo para tipo. Assim, as minúsculas de uma família tipográfica podem ser mais altas que de outra pois a altura "x" delas é diferente.
[editar] Família Tipográfica
[editar] Garamond
A Garamond divide com a Times New Roman o posto de tipo serifado mais popular do mundo (sendo o mais utilizado na França, seu país de origem). Essa família tipográfica tem origem por volta de 1530 e foi criada po Claude Garamond, sendo uma das mais antigas ainda em uso atualmente.
A Garamond ajuda a dar nome à família na qual é classificada, a das romanas garaldinas (Garamond+Aldus). Como as romanas humanistas, possui serifas triangulares nas caixas altas e oblíquas nas baixas. Diferencia-se delas pelo eixo menos inclinado, pelo maior contraste entre as hastes e pela barra do e, que é horizontal. É uma fonte de extrema leiturabilidade que se diferencia das fontes italianas imediatamente anteriores pela elegância e pela serifa delicada.
A história da Garamond é controversa. Foi utilizada pela primeira vez em edição de “Paraphrasis in Elegantiarum Libros Laurentii Vallae” de Erasmus, em 1530. É derivada da romana desenhada por Francesco Griffo (1450-1519), utilizada pelo impressor Aldus Manutius (1450-1551) para “De Aetna” do Cardeal Pietro Bembo.
Há outra Garamond, cuja origem são os romanos e itálicos “Caractères de l’Université” da Imprimerie Nationale de Paris. Uma fonte com características demasiado barrocas para o século XVI, mas atribuída a C. Garamond pelo Cardeal Richelieu no livro “Les Principaux Poincts de la Foy Catholique Defendus”.
Derivações de ambas as fontes dominaram a imprensa mundial por mais de dois séculos e sempre foram atribuídas a Garamond. Um engano que só foi corrigido em 1927, por Beatrice Warde, num artigo para a revista “The Fleuron”. Nele a pesquisadora atribui os tipos utilizados pela Imprimerie ao designer/fundidor Jean Jannon (1580-1635), usando como prova documental uma contra-capa que deixava claro tal fato.
Na verdade, Jannon realizou um novo desenho da romana itálica que, apesar de baseado na Garamond, resultou completamente distinto: os “Caractères de l’Université”, de 1615, com tipos mais assimétricos e irregulares nas descendentes e nos eixos, possuem desenho muito mais apropriado ao século XVII que ao anterior.
[editar] Processo Gráfico
[editar] OffSet
Existem vários processos de impressão, cada um mais adequado ao tipo de aplicação: offset, flexografia, serigrafia, tipografia, hotstamp, impressões digitais, etc. A utilização de cada um vai depender de alguns fatores, tais como: a qualidade estética final do material impresso, a resistência do material, a tiragem etc.
O sistema OFFSET é um dos mais utilizados pelas gráficas, devido à alta qualidade e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades. É um sistema de impressão indireto, conforme a palavra original inglesa, baseado na repulsão tinta-água. O offset é o resultado da evolução da litografia, resolvendo os seus problemas básicos. Sendo um processo rotativo contínuo, permite altas velocidades de impressão, o que popularizou o seu uso. A utilização de uma blanqueta para a tranferência da tinta possibilita o uso dos mais diferents tipos de superfícies de papel. O uso de chapas metálicas, ao contrário das pedras na litografia, garantiu ao offset tiragens muito elevadas.
O offset foi descoberto casualmente pelo norte-americano Rubel em 1904, quando admirado, observou a nitidez do repinte no verso de uma folha de papel produzida pelo padrão de borracha de uma impressora litográfica, quando inadvertidamente rodou a máquina sem papel. Antes de iniciar o processo de impressão, foram elaborados os fotolitos e as subseqüentes chapas de impressão. Atualmente, existe um sistema que dispensa o uso dos fotolitos, também chamado de processo “direct to plate” (direto na chapa). A impressora é constituída basicamente de três cilindros:
- Um grande cilindro no qual está colocada a chapa de impressão, que entra em contato com os rolos de umedecimento de tintagem, recebendo uma fina camada de tinta - a parte gravada da chapa retém a tinta, ao contrário da parte não
gravada;
- Cilindro de blanqueta ou lençol de borracha que receberá a imagem da chapa tintada;
- Cilindro impressor que irá pressionar o papel contra o cilindro de blanqueta, transfereindo a imagem deixada na blanqueta pela chapa tintada.
A impressão offset é feita em folhas planas de papel ou filmes especiais (PVC-vinil). O processo offset permite o uso de várias cores, retículas uniformes ou variáveis, de modo que as cópias obtidas podem ser de alta qualidade. As máquinas offset podem ser planas ou rotativas, sendo que as rotativas servem para grandes tiragens (geralmente acima de 20.000 cópias) e as planas para menores tiragens. As impressoras podem também variar quanto à quantidade de tinta que podem imprimir: existem impressoras offset que imprimem apenas uma cor e aquelas que imprimem até seis cores automaticamente (ciano, magenta, amarelo, preto e mais duas cores especiais).
O sucesso de uma boa impressão depende igualmente de arquivos digitais bem construídos, fotolitos e chapas de impressão de qualidade, e de um rígido controle do funcionamento da máquina offset. As mais modernas possuem ajustes totalmente digitais e computadorizados, pois um mínimo deslize na posição ou nivelamento de uma chapa pode acarretar problemas visíveis na impressão final. Essas máquinas devem possuir também uma boa calibragem e regulagem quanto às cores nelas impressas.
[editar] Fotografia
[editar] Foto Nhé
Para mim, uma foto "nhé" é uma foto que não causa empatia ou não desperta qualquer tipo de sentimento no observador. Uma foto, para ser considerada uma foto boa, deve gerar uma reação no observador, deve despertar senrimento, sejam eles bons ou ruins. Deve ainda chamar a atenção, se destacar do meio onde se encontra, quem a observa não pode simplesmente olhar a foto, dizer "Tá, é bonito." e passar para a próxima sem se deter alguns instantes nela, se isso acontecer é porque a foto é "nhé", ou seja, não causou nada no observador para que ele dedicasse alguns minutos de atenção para ela. Uma foto "nhé" não "diz" nada para o observador. Uma foto de um lugar lindo pode ser uma foto nhé por não conseguir transmitir nenhuma sensação.
[editar] Top 10 Ecafoto
1)Esquilo
4)Saint Patrick's Church. Amém
6)Preguiça
7)Climb me
[editar] Cores aprendidas x cores apreendidas
Uma coisa que pode nos surpreender em relação às cores que aprendemos e que percebemos, é que uma coisa que normalmente dizemos ser "amarelo-alaranjado" e um pouco avermelhado, como um pôr-do-sol, pode se apresentar de maneira completamente diferente em relação aos tons, dependendo do momento e do lugar em que é observado. Essa foto, por exemplo, apresenta um pôr-do-sol de cores diferentes daquelas que estamos acostumados a relacionar a tal evento. O reflexo dos raios de luz restantes no fim da tarde, que refletem na água, proporcionam à situação diversos tons de azul, roxo, rosa e um pouco de amarelo atrás dos morros. É interessante observar que a única cor que nos remete ao sol em si é o amarelo. Indo até um pouco mais longe para reforçar que essas cores não são as cores que normalmente nos remeteriam a um pôr-do-sol, basta pedir para alguém desenhar ou pintar essa situação, seria muito difícil ela usar tons como os dessa foto, ela provavelmente usaria o "amarelo-alaranjado" e vermelho.
[editar] Planejamento
Retrato: A foto deve ter um menino negro, por volta de 5 anos, que está tomando um sorvete de creme ou coco (a cor do sorvete deve contrastar com a cor da pele da criança). A criança deve estar lambendo a colher e com a boca e bochechas lambusadas de sorvete, além disso, estará olhando para cima com uma expressão "arteira". O plano deve ser médio ou close-up, o fundo da foto deve ser um ambiente que pode parecer ser uma cozinha, porém deve ser branco e estar desfocado para atrair a atenção para a expressão de satisfação do garoto com o sorvete.
Paisagem: Trata-se da foto de um deserto, em que as cores predominantes sejam o amarelo da areia iluminada pelo sol escaldante e o azul do céu completamente limpo, sem nuvens. O deserto é formado por algumas dunas baixas, que permitam ainda ver o horizonte longínquo. O que deve predominar na foto é o céu, portanto a linha do horizonte deve estar no terço inferior. A foto deve transmitir um cenário longínquo e até infinito pela imensidão do céu.
[editar] Enquadramento
1) Campo
Acho que esse enquadramento ficou muito bom, porque a foto consegue mostrar um plano geral enquadrando diversos fatores que caracterizam o lugar, como a casa e a parte de uma carroça, além disso, ainda transmite a impressão de aconchego pela luminosidade alaranjada do sol sobre a vegetação.
2) Afeto
Enquadramento em plano médio muito adequado, conseguiu captar a simplicidade da mulher e o seu cuidado com a criança no colo. O que também valorizou a foto é o fato de a mulher não ter sido centralizada, com isso, a parede laranja atrás valoriza o tom moreno da pele da mulher e a luminosidade proporcionada pelo sol.
3) Cuti cuti...
Mais um enquadramento muito bom. A linha vertical se encontra entre a margem esquerda e o terço, o que tira a simetria da foto. Isso valorizou o contraste entre a grandeza da árvore, que apesar de aparecer só uma parte, é possível dizer que é muito grande, e o esquilo, que ficou parecendo bem pequeno e até frágil.










