Sebastião Salgado

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair"


[editar] Biografia

O fotógrafo nasceu em 1944, em Minas Gerais, e estudou economia. Defendeu mestrado na área na USP e na Vanderbilt University (EUA), doutorado na Universidade de Paris em 71 e até 73 trabalhou na Organização Internacional do Café.


1967: se graduou e casou-se com Lélia Deluiz Wanick

1971: começou a trabalhar na Organização Internacional do Café

1973: foi à África, largou a Economia e decidiu então que seria fotógrafo. Trabalhou para agências como Sygma e Gamma. Foi eleito membro da Magnum Photos, uma associação internacional de fotógrafos e lá ficou por 15 anos. Viveu em Paris, mas vivia viajando para cobrir guerras na Angola e Saara espanhol, o atentado ao presidente dos EUA Ronald Reagan. Junto a isso, elaborava documentários pessoais.

1979: largou a Gamma e se junto à Magnum Photos, onde ficou por 15 anos. Fez muitas reportagens em muitos países para revistas européias e americanas

1977 ~ 84, fez uma viagem pela América Latina visitando povoados e lugares distantes, praticamente desconhecidos

1984: começou seu trabalho com os Médicos Sem Fronteiras no Sahel, África

1986: publicou o livro "Outras Américas" (86) na França, Espanho e EUA, e que foi inspirado e retrata as culturas e resistências que conheceu na viagem anterior

1986: Os 2 anos de trabalho na África lhe renderam um documentário, Sahel: O Homem em Pânico na França e Sahel: O Fim da Estrada na Espanha, sobre os povos miseráveis da região seca. Ambos ajudaram a bancar custos do Médicos Sem Fronteiras.

1993: publicação de Trabalhadores, fruto de 7 anos de trabalho e pesquisa e que retrata o detrimento do trabalho manual no mundo na era tecnológica

2000: a partir de um trabalho de 1993 à 1999, retratou o Brasil e a luta por terras em Terra: Luta dos Sem-Terra; e Êxodos e Crianças sobre migrantes de 43 países. A partir deste último trabalho, milhares de pôsteres foram impressos para serem mostrados e pendurados em halls, igrejas, centros culturais, e usados para programas educacionais. É estimado que 3 milhões de pessoas tenham visto o trabalho.


Faz contribuições significativas para a UNICEF, Médicos Sem Fronteiras, OMS, conta com o apoio deles e os ajuda. Denuncia e comunica situações de camadas mais pobres, que vivem situações de risco e miséria. Também ilustra a batalha dessas pessoas pela sobrevivência. Já doou direitos a projetos de ajuda social como o Movimento Global Pela Criança e o relatório sobre o Impacto dos Conflitos Armados sobre as Crianças.

Sua esposa, Lélia, que criou e ajudou na publicação da maioria dos livros de Sebastião Salgado. Juntos, fundaram a Amazonas Images, agência fotográfica que representa apenas ele próprio. Também, em 1998 criaram o Instituto Terra cujo objetivo é manter a natureza - eles plantam árvores, têm um centro educacional.

O fotógrafo é reconhecido mundialmente, fez muitas exposições, recebeu a maioria dos prêmios mais importantes da categoria. Continua vivendo em Paris, com esposa e 2 filhos, e já com 1 neto.

[editar] Análise

Sebastião Salgado busca retratar o sofrimento proveniente das circunstâncias sociais, da cruel exploração humana ignorada no dia-a-dia das grandes metrópoles. A ausência de cor denota uma ausência de alegria, ao mesmo tempo em que realça o sentimento de dor presente em suas obras.


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A foto é um close do bebê e seu caixão. A luz destaca as flores ao redor do defunto, e a cruz sobre a sua cabeça. Não há sombras no seu rostinho bem iluminado, ganhando grande destaque chocante, assim, os olhos abertos. A mão à esquerda causa ainda mais choque na imagem, segurando um terço, velando a criança. Toda foto de criança morta é impactante, mas esta em especial pela iluminação utilizada e os olhos abertos. (Bianca S.)



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A foto enquadra as figuras humanas nos terços, com poses e feições naturais, embora tristes e olhares sem grandes expectativas. A luz natural que vem da porta, dura, gerando grandes contrastes de sombras, trata todos igualmente: pessoas, frutas e caixões. O mais interessante é o espaço que os caixões ocupam: praticamente metade da altura das fotos pertence a eles, e um deles está bem centralizado horizontalmente, dividindo atenção com as pessoas e deixando as frutas em segundo plano. (Bianca S.)



Bianca Sakai e Renata Viegas Cardamoni

Ferramentas pessoais