Roy Lichtenstein
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[editar] Porque é um Bom Fotógrafo?
Roy Lichtenstein pode ser considerado como um bom fotógrafo pois ele consegue, através do seu estilo que lembra as histórias em quadrinhos americanas, captar os sentimentos contidos no cotidiano das pessoas. Percebe-se que, nas suas pinturas, Roy não é notado pelas pessoas as quais "fotografa". Isso é percebido na sua obra pois as pessoas não olham para o "fotógrafo".
--200.207.61.147 14:50, 14 Outubro 2007 (PDT)Danilo Muller Trevelin
[editar] Análise dos quadros de Roy Lichtenstein
[editar] Sem esperança
Esse quadro utiliza como plano de enquadramento o primeiro plano ou close-up, sendo que a cabeça da pessoa ocupa 2/3 da fotografia. Há um contraste de luminosidade no quadro, sendo que a cor amarela – que é a cor do cabelo da pessoa – contrasta com o roxo do local no qual ela está apoiada. A fotografia passa diversas sensações, das quais podemos destacar a desilusão e a tristeza. A utilização do close-up contribui para pensarmos na história que há por trás desse quadro. Não sabemos onde a mulher se encontra. Pelo roxo presente no terço inferior da foto podemos pensar que a mulher está numa cama, chorando. Ela pode ter se desiludido com alguma coisa, ou alguém.
Apesar de não o vermos, podemos dizer que o ambiente está bem iluminado, pois não há sombra na face da mulher. A luz principal dessa cena está vindo da direita para a esquerda do quadro, o que é percebido por causa dos reflexos no cabelo da jovem. Interessante notar a dinamicidade do quadro, que utiliza apenas linhas curvas.
[editar] Grrrrr!!
Lichtenstein, na paisagem na qual se encontra o cachorro, utiliza-se de um contraste de tom (azul e amarelo). Interessante perceber que o azul do cenário foi transmitido através do uso de retículas, material típico de histórias em quadrinhos. Esse uso de retículas está relacionado com uma técnica de impressão fotográfica chamada halftone. Essa técnica consiste na impressão fotográfica através de pontos. Quanto mais clara for a cor impressa, mais espaçados estarão os pontos. A ampliação das fotografias impressas com essa técnica resultava nessa visão dos pontos.
Nessa paisagem, o chão ocupa menos de um terço da fotografia. A onomatopéia (GRRRRR!!) também está posicionada no terço inferior da fotografia. Para a foto não ficar centralizada, e, conseqüentemente, transformar-se numa foto nhé, Roy teve a brilhante idéia de deslocar a cabeça do cachorro um pouco para a esquerda do quadro. Essa foto passa uma sensação de desespero, pois o enquadramento utilizado (plano geral) nos faz pensar que o fotógrafo estava caído no chão e tentando escapar do cachorro. Quanto a iluminação, temos que a luz principal está situada fora do quadro a esquerda. Percebemos isso pelas sombras, que estão a direita e que são bem visíveis. Essas sombras fortes também nos mostram que a luz de preenchimento é muito fraca. Aqui temos novamente a dinamicidade do quadro através do uso de linhas curvas no mesmo.
[editar] Nua na vaidade
O ângulo de enquadramento dessa foto faz com que a mulher pareça estar olhando para o fotógrafo através do espelho, porém não há nenhum reflexo do mesmo no espelho. Talvez o reflexo dele não possa ser visto devido à grande incidência de luz (que vem da direita do quadro) no espelho. O plano de enquadramento utilizado na pintura é o plano médio. O jogo de luz e sombra no quadro é feito através da espessura dos pontos. Roy utiliza esses pontos nos seus quadros pois eles se referem ao método de impressão fotográfico na época. As fotografias, se ampliadas, revelação que a impressão era feita por pontos. Quanto mais perto os pontos estavam, mais preta era a área da fotografia. Bem interessante nessa fotografia é que notamos a expressão da mulher pelo espelho, sendo que o reflexo da mesma está situado num dos focos de atenção, mais precisamente no terço superior direito da pintura. A sensação transmitida por essa pintura é de vaidade/narcisismo, provavelmente pela expressão de felicidade no rosto da mulher que se admira. Outro aspecto que vêm reforçar essa sensação narcisista é o fato do corpo da mulher estar inclinado em direção ao espelho. Quanto a Iluminação desse quadro, temos que a Key Light provém da direita do quadro e a Fill Light vêm da esquerda
[editar] Paisagem 3
Nessa pintura, Lichtenstein faz uma mistura de uma foto/pintura com o seu estilo de história em quadrinhos americana. Isso é percebido pela montanha, situada nos terços inferiores da pintura. Ela nos chama a atenção por contrastar com o resto da fotografia, que é bem realista. Esse acréscimo da montanha pode ter sido feito para criar um contraste com o azul do céu (contraste de tom), além do contraste de valor que há nos terços superiores da fotografia, criando uma harmonia fotográfica. Percebemos aqui uma valorização maior do céu do que da terra na fotografia. Talvez Roy quisesse transmitir a sensação de imensidão do céu em relação a terra e ao pássaro que está voando, que está localizado no terço central superior da fotografia.
[editar] O Beijo
Nessa pintura foi utilizado como enquadramento o plano de close-up, provavelmente para enquadrar a expressão da mulher, que está chorando de felicidade nos ombros de seu amado. Roy faz nesse quadro contrastes de tom utilizando as seguintes cores, o azul (da roupa do homem), o vermelho (do lábio da mulher) e o amarelo (do cabelo da mulher, que é loiro). Isso cria um movimento circular dos olhos, que para apreender a imagem, passa constantemente por esses lugares. Essa pintura nos transmite uma sensação de felicidade
[editar] Pow!!
A imagem trabalha basicamente com um contraste de tom entre o vermelho da blusa da pessoa e o amarelo da blusa do homem e do cenário. A mão da pessoa no terço superior central demonstra que o punho faz um movimento ascendente, pois acabara de acertar o homem de blusa amarela. Esse homem está situado nos terços inferiores da pintura e sua cabeça está nos dois terços inferiores na direita da imagem. Isso reforça a idéia de que o mesmo está caindo por causa do golpe que acabara de tomar. O branco, encontrado no balão de fala e da onomatopéia, na luz no cabelo do homem e na sua blusa foi utilizado como uma área neutra, para evitar que as duas cores, utilizadas na imagem vibrassem, fazendo os olhos “pularem” de uma cor para a outra. Novamente percebemos a ausência de sombras no rosto do personagem, acentuando a textura da pele.
[editar] Estúdio
Novamente Lichtenstein trabalha com o contraste de tom entre o vermelho e o amarelo, sendo que o amarelo é encontrado no cabelo da mulher e na janela, enquanto que o vermelho está localizado nos terços a esquerda da imagem. Por estarem situados no terço superior da imagem, podemos dizer que os prédios ao fundo são altos. Bem interessante analisar o método utilizado para criar os prédios. Através de um jogo de luz e sombra, as formas dos prédios são insinuadas ao observador (técnica conhecida como espaço negativo), fazendo com que o mesmo complete em sua mente o contorno dos prédios. Esse método deixa a pintura de Lichtenstein com um tom realista, pois percebemos as formas dos objetos através de contraste. Notamos que a personagem está pensativa, devido a sua linguagem corporal. Provavelmente ela está esperando alguém que ainda não chegou, deixando ela preocupada.
--200.207.61.147 14:50, 14 Outubro 2007 (PDT)Danilo Muller Trevelin
[editar] Manual de Fotografia
Após analisar alguns dos quadros de Roy Lichtenstein e com base neles, posso propor alguns métodos de tirar fotos parecidas com as pinturas feitas por Lichtenstein.
O primeiro aspecto a ser pensado é o plano de enquadramento da fotografia. Deve ser utilizado o superclose ou o close-up, pois Lichtenstein exprime as sensações da pintura através das expressões das personagens.
O segundo aspecto é que a foto deve ser tirada no interior de aposentos(quarto, sala, estúdio)
Quanto ao trabalho com cores, deve-se trabalhar principalmente com contrastes proporcionados pelas três cores primárias (amarelo, vermelho e azul) e contrastes de valor no que tange a pele das personagens.
--200.207.61.147 14:50, 14 Outubro 2007 (PDT)Danilo Muller Trevelin