Rodrigo Gambassi Pereira
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[editar] ficha técnica
[editar] Rodrigo Gambassi Pereira
Aluno do 3ºano de Publicidade e Propaganda da ECA-USP
rodrigo.gambassi@gmail.com ou rodrigo.gambassi.pereira@usp.br
http://www.flickr.com/photos/rodrigo_gambassi
[editar] PRODUÇÃO GRÁFICA
[editar] análise de peças
[editar] cartaz
Harmonia: A harmonia neste cartaz é garantida pela proximidade dos elementos gráficos. O caráter simples e objetivo do conteúdo, a tipografia, e as cores também ajudam.
Equilíbrio X Simetria: Apesar de não possuir um caráter simétrico, o cartaz possui um equilíbrio muito forte. Sustentado basicamente pela imagem ao lado direito e pelo título ao lado esquerdo. Esses dois elementos conseguem conduzir o cartaz para uma estabilidade clara.
Imagem X Fundo: Temos aqui uma particularidade bem interessante. À medida que o cartaz cansa a vista do observador, a moça retratada passa a fazer parte do fundo, deixando o título sobressair como imagem. Entretanto, todos os elementos vermelhos - entre as letras e as unhas, reforçam o caráter de coesão entre os elementos.
Contraste: A peça possui um contraste bem evidente, de maneira geral. Isso funciona muito bem para tornar o cartaz impactante. Percebemos grande contraste entre o fundo preto e todo o texto, entre o fundo e a mulher, e também dentro do próprio texto (entre as cores vermelha e branca). É interessante ressaltar que o contraste muito presente nesse cartaz facilita sua leitura e compreensão por parte do público.
Ênfase e Hierarquia: Podemos perceber que a imagem da moça carrega uma importância maior e atrai de maneira rápida a atenção do observador. A partir daí se desenha a hierarquia das informações contidas no cartaz. A hierarquia se resolve bem na medida em que as informações são passadas com ordem e proioridades, e a sua compreensão fica facilitada.
Formas e Camadas: As formas são muito simples, até pelo pequeno número de elementos que compõe o cartaz. A mulher fica exatamente entre todo o texto e o fundo negro, resumindo assim as diferentes camadas que podemos perceber ao entrarmos em contato com o cartaz.
Fluxo e ritmo: É interessante notar que o fluxo do cartaz é muito intenso. Por se tratar de uma imagem impactante, podemos começar pela mulher, passar pelo título à esquerda, subir até a informação de duração e finalizar com nome do evento embaixo da peça. Da mesma maneira, o leitor pode ser arrebatado pelo título e subir na diagonal até as datas, para depois concluir com o nome do evento.
Simplicidade e Síntese: Visualmente muito sintético, o cartaz do Festival de Cannes transmite muito objetivamente a mensagem. Através de um apelo estético muito forte consegue ainda transimití-la de maneira diferente e ao mesmo tempo clara, simples.
Cartaz Festival Cannes 2008
[editar] anúncio
Harmonia: Neste anúncio podemos perceber a grande quantidade de elementos parecidos. Coelhos brancos e árvores repetidos de maneira constante, assim como as cores de mesmo tom conseguem garantir uma união constante.
Equilíbrio X Simetria: Embora também não sendo extritamente simétrico, o anúncio consegue um equilíbrio horizontal baseado na estabilidade da imagem. A partir de um plano comum aos olhos do leitor, a imagem carrega elementos em mesmo número em ambos os lados da composição. Acima, o logo e o solgan, que poderiam desequilibar o anúncio, é ajudado pelo pára-quedas localizado exatamente do lado contrário.
Imagem X Fundo: Claramente podemos perceber o fundo como sendo um parque. Entretanto, fica difícil assumir como imagem apenas um elemento, na medida em que todos os coelhos desempenham basicamente a mesma função. Cabe ao observador decidir a hierarquia das ações dos coelhos.
Contraste: Podemos notar que o grande número de elementos que compõe o anúncio atenua o contraste dos mesmos. Não temos tanto contraste como nas outras peças justamente por isso. Entretanto, vale ressaltar que facilmente percebemos os coelhos e suas atividades dentro da composição. A logomarca e o slogan, colocados sobre um fundo mais escruo também são indícios de um contraste presente.
Ênfase e Hierarquia: A partir do momento em que o anúncio carrega diversos elementos, corre o risco de não passar sua idéia de maneira objetiva, demandando muita atenção por parte do observador. Como podemos perceber inúmeros coelhos, não há nenhum elemento específico que atraia rapidamente a atenção do leitor. Entretanto, a partir do estudo e do conhecimento da cena, ele poderá chegar à mensagem final, pois de certa maneira ela obedece uma hierarquia.
Formas e Camadas: Em primeiro plano os coelhos mais próximos do centro, conseguem se destacar do resto da figura, formando uma primeira camada. Aos poucos o observador vai se dando conta dos outros elementos - inclusive do slogan, que figuram numa camada subsequente. Por último temos o fundo da cena, com o céu, os pássaros e o pára-quedas.
Fluxo e ritmo: Por ter diversos elementos, cada um com sua particularidade e dinamicidade próprias, o leitor passeia constantemente sem uma definição correta pelos coelhos. Após esse caminho, finalizamos na logomarca e no slogan que conclui a idéia de maneira direta.
Simplicidade e Síntese: Embora com diversos elementos e muitos nichos de ação, o anúncio consegue ser sintético na sua mensagem. Com o auxílio do slogan, que resume muito bem a idéia, ele ilustra diversas situações para dizer a mesma coisa, não havendo em nenhum momento conflito de informações.
[editar] fotografia
Harmonia: As duas cores da foto ajudam a construir uma certa harmonia. Entretanto, a grande quantidades de elementos presente na fotografia dificulta sua unidade.
Equilíbrio X Simetria: O foco da imagem está desolcado do eixo principal, para o lado esquerdo da imagem. Contudo, a perspectiva da foto, voltada para o lado direito, atenua o desequilíbrio e conforta o olhar do observador.
Imagem X Fundo: A partir de uma definição perfeita do enquadramento da fotografia, podemos perceber que a mulher representa o foco principal, deixando todo o resto a compor o fundo da imagem..
Contraste: A fotografia de Irving Penn, em p&b possui um contraste natural, evidenciado ainda mais pela luz que incide sobre a cena. O "turbante" e o vestido da moça, bem como sua boca e olhar, sobressaltam na imagem. Muitos outros elementos apresentam contraste vísível, mas esses especificamente contribuem para a bela composição da imagem retratada.
Ênfase e Hierarquia: A mulher com olhar instigante atrai prontamente a atenção do observador. A partir daí, o olhar caminha por outros elementos, obedecendo à uma hierarquia que estabelecida por conta do enquadramento e do foco.
Formas e Camadas: A fotografia, embora não tenha nenhuma área fora de foco, consegue delimitar com precisão o grande ponto de interesse na cena. A mulher em primeiro plano, por atrair grande parte da atenção surge como a primeira camada. Logo atrás, todo o resto do plano, bem como o bule e os dois copos, deixam no ar a possibilidade da existência de mais alguma pessoa na cena, que não foi retratada na fotografia.
Fluxo e ritmo: O olhar do observador costura uma rota que começa pelo olhar da mulher, passa por sua boca, pelo seu vestido, e pelo seu turbante. A partir daí ele toma um caminho circular, no sentido horário, finalizando esse percurso de maneira confortável, novamente nos olhos instigantes dela.
Simplicidade e Síntese: A partir de uma cena cotidiana, de um ponto de vista não muito comum, a fotógrafa evidencia muito facilmente o sentimento de curiosidade e receio ao mesmo tempo. Apenas com um deslocamento do centro da imagem e com um ângulo peculiar, esse efeito é conseguido, com simplicidade e criatividade.
Irving Penn - Woman in Place
[editar] quadro
Harmonia: A presença clara do estilo suave, característico de Renoir e as cores quentes que dominam toda a cena fazem com que o quadro consiga uma harmonia consistente.
Equilíbrio X Simetria: O quadro, que retrata uma cena comum ao cotidiano do homem, possui uma leve simetria, uma vez que possui elementos que ajudam a equilibrar a obra em planos opostos. As duas meninas, apoiadas ao piano constroem uma cena muito agradável aos olhos do observador.
Imagem X Fundo: Ao passo que existe certa invasão dos elementos por outros, por conta das cores similares, podemos perceber com clareza que o fundo da imagem é a casa decorada. Já a cena que salta aos olhos do observador é a atenção das meninas à partitura.
Contraste: No quadro de Renoir percebemos que o contraste é ameno. Por trabalhar com pinceladas suaves e cores parecidas poucos elementos destacam-se do restante da imagem. Essa característica, aliada à cena que foi retratada, proporciona tranquilidade e delicadeza para o quadro. A partitura e o piano são dois elementos que embora ainda em pequena escala apresentam maior contraste.
Ênfase e Hierarquia: A cena mais elementar, a qual o olhar persegue em busca de penetrar no quadro é sem dúvida a atenção das meninas à partitura. As mão sobre a partitura, a outra sobre o piano ditam a hierarquia do quadro, na medida em que dão o rumo ao olhar do observador.
Formas e Camadas: A estrutura do quadro nos apresenta algumas camadas claramente, insinuando as informãções de maneira delicada. A garota loira, em primeiro plano, esconde sua amiga, que escondem por conseguinte o resto da casa. Alguns detalhes ficam presos a esse jogo, o que torna a pintura de Renoir, com suas formas soltas e discpliscentes, um retrato muito fiel da realidade.
Fluxo e ritmo: Podemos notar que o caminho traçado pelo público funciona basicamente como uma espiral, no sentido anti-horário, que tem seu início na face das duas meninas, passando pelo piano, pela partitura, pelos quadros acima do piano e finalmente pelo resto da casa.
Simplicidade e Síntese: Trazendo as meninas para o primeiro plano, e trabalhando o piano com cores mais fortes, o autor resolve a peça de maneira muito simples. Resume a idéia no centro do quadro e prende a atenção do observador no que realmente tem por objetivo, tornando o restante meramente plano de fundo para a ação.
Auguste Renoir - Girls at Piano
[editar] mosaico
Harmonia: A característica horizontal, somada à repetição de diversos elementos e às cores, de maneira geral, similares contribuem para a harmonia do mosaico.
Equilíbrio X Simetria: O mosaico apresenta uma simetria muito forte, contribuindo completamente para o equilíbrio da peça. Bem ao centro, temos a figura do Imperador. Quatro pessoas de cada lado do Imperador no primeiro plano (repare que no canto esquerdo há mais três pessoas ao fundo - o que não compromete o equilíbrio) e a moldura - idêntica dos dois lados, completam a simetria do mosaico.
Imagem X Fundo: De certa maneira a imagem que se sobrepõe, a do Imperador, é retratada sob um fundo, que aparentemente são as outras pessoas, assumindo assim menor importãncia.
Contraste: O contraste nesse mosaico da Igreja San Vitale em Ravenna na Itália é evidente. A partir dele, podemos perceber que as pessoas assumem sua respectiva importância por meio do traje que vestem. Obviamente, o Imperador está vestido com tom mais escuro, entre inúmeras pessoas vestidas de branco. Pode-se perceber que esse contraste acentuado enriquece também os ornamentos em volta da figura principal, dando mais graça e requinte ao mosaico.
Ênfase e Hierarquia: A parir de vários fatores podemos desvendar a hierarquia pretendida com a elaboração da estrutura do mosaico. Em primeiro lugar, as cores das túnicas e os adereços usados pelos participantes conferem a escala de importância dentro da cena. Não é de se admirar, por exemplo, que o Imperador encontra-se ao centro e que apenas ele está de túncias escuras.
Formas e Camadas: Podemos observar que todos os homens, bem como a moldura, possuem formas mais retas, duras. Em primeiro plano temos a camada mais importante, que nos diz basicamente tudo sobre a imagem. Atrás da maioria das pessoas, temos outras escondidas, que incitam a curiosidade e parecem querer dizer mais a respeito da cena, caracterizando outra camada.
Fluxo e ritmo: Por se tratar de uma peça simétrica, o fluxo que orienta o observador é muito confortável. Parte logicamente do Imperador e pode tomar dois rumos - ou à direira ou à esquerda, voltando novamente para o centro da imagem. Após esse overview da cena, o observador passa a tomar ciência então dos pequenos detalhes por entre as pessoas.
Simplicidade e Síntese: Através de elementos, embora bem trabalhados e detalhados, que ilustram uma corte real, essa iluminura carrega uma simplicidade singular. A partir de elementos refinados consegue transmitir uma sensação e uma série de detalhes de maenira clara e objetiva.
[editar] basmala
Harmonia: A repetição dos elementos e principalmente a continuidade que é proporcionada por eles atribui à basmala uma harmonia bem fundamentada. A distância entre os diversos elementos também ajuda na construção harmônica do produto final.
Equilíbrio X Simetria: O formato geral da basmala é be m uniforme, embora nem todos os elementos sejam simétricos. No entanto, os elementos parecidos e seu formato coeso conferem á basmala um equilíbrio concreto.
Imagem X Fundo: Fica difícil analisá-la de maneira individual. Dentro de uma imagem ou a partir de um contexto, podemos observá-la como uma imagem dentro de um fundo.
Contraste: Além do contraste típico entre a grafia e seu fundo branco, podemos perceber as diversas variações de estilo na própria basmala. Temos partes mais finas e ao mesmo tempo outras mais encorpadas. Símbolos pequenos ao lado de símbolos grandes. Toda essa "brincadeira" com a grafia torna a basmala rica em contraste.
Ênfase e Hierarquia: Nessa basmala específica, podemos perceber que as formas mais grossas, bem como as duas formas masi arredondadas no centro da basmala atraem primeiramente a atenção do observador. Entretanto, a hierarquia obedece principalmente o significado das letras, a formação dessas em palavras e aí sim a visão geral da passagem bíblica.
Formas e Camadas: Asssim como a maior parte da caligrafia árabe, a basmala possui essa forma singular - essas linhas curvas, simulando uma linha desenvolvida por punho.
Fluxo e ritmo: As formas envolventes encaminham a leitura por parte do observador. O caminho é o decifrar das palavras, uma a uma, até que se torne nítida a passagem. O olhar passeia por entre as formas, começando das maiores e mais evidentes, e passando cuidadosamente pelas menores, como não querendo achatá-las.
Simplicidade e Síntese: Com todo o requinte e rebuscamento que lhe são particulares, a basmala acaba por se desvencilhar da simplicidade. Pretendendo ornamentar uma passagem clássica, ela se preocupa mais com o estilo e menos com a simplicidade.
[editar] sumi-e
Harmonia: O estilo típico da arte sumi-e, as cores usadas nessa peça e reopetição de alguns elementos consegue produzir uma harmonia única. O ambiente retratado, por mais agressivo e gritante que possa ser, assume uma posição tranquila e objetiva para o leitor em contato.
Equilíbrio X Simetria: Com grande concentração de elementos fortes no canto superior esquerdo, essa peça apresenta um equilíbrio assimétrico, no momento em que consegue contarpor-se à árvore em primeiro plano.
Imagem X Fundo: Podemos perceber nitidamente a diferença entre a imagem e seu fundo por meio das cores. Os objetos carregados, despontam a atenção por conta do contraste e evidenciam uma planície por onde corta um rio como sendo o plano de fundo para essa existência.
Contraste: O contraste mais evidente diz respeito às tonalidades das cores. Temos um preto muito presente em elementos grandes, como as árvores em primeiro plano, e um cinza suave para representar amplitude.
Ênfase e Hierarquia: É interessante ressaltar que nenhum elemento briga com outro nessa peça. Há uma congruência entre eles, na medida em que assumem papéis complementares. Dessa forma, os elementos mais escuros atraem a atenção e determinam como ficará a visão geral da obra.
Formas e Camadas: As formas características desse tipo de arte predominam. Já as camadas podem ser percebidas pela diferença de tonalidade entre os elementos que compõe a cena, mostrando o que deve ser compreendido e o que fica subentendido ou mesmo sugerido.
Fluxo e ritmo: Podemos observar que o olhar caminha dos objetos maiores e mais escuros, como a árvore até o segundo plano, que são as partes mais claras da imagem, como a ponte e a planície.
Simplicidade e Síntese: Através de elementos trabalhados com delicadeza, a peça traduz um sentimento e um estado muito apreciados na cultura oriental. Sem nenhuma ação dinâmica, consegue resgatar através de elementos, questões intrínsicas ao homem de maneira simples e objetiva.
[editar] iluminura
Harmonia: A variedade de elementos resolve muito bem a necessidade de "prender" o conteúdop da página. A semelhança entre os diversos elemeentos que compõe essa moldura, a proximidade e o caráter dinâmico das figuras também ajudam a construir essa harmonia.
Equilíbrio X Simetria: Inegável a simetria dessa iluminura. Com cinco "pilares" que dividem o texto em quatro partes iguais e figuras e desenhos similares em cada uma delas, a peça consegue uma estabilidade sem igual.
Imagem X Fundo: Com a riqueza de ornamentos, o fundo acaba sendo o texto, e as imagens que compõe a iluminura "roubam" a cena e demandam mais atenção. Sua real função fica distorcida por esse aspecto, uma vez que as diversas cenas retratadas na iluminura demoaram a se formarem na cebeça dos observadores.
Contraste: Nessa iluminura, o contraste se dá por conta principalmente pelo uso das cores azul e vermelha de maneira constante. O uso de elementos coloridos em volta do texto, também facilita sua visualização, chamando a atenção do leitor para tal.
Ênfase e Hierarquia: A iluminura tem por função ilustrar o texto, para deixá-lo mais agradável. É interessante observar que sendo muito rebuscada e detalhada, o olhar passeia por entre seus detalhes. A partir da ordem natural de leitura, podemos observar a hierarquia da peça, começando pelo Título e logo em seguida a figura de Jesus.
Formas e Camadas: As formas dos desenhos das iluminuras são bem simples, com traços básicos e com detalhes em todos os elementos. Cores básicas e muita repetição. A imagem é dividida em diversas camadas, sendo que elas obedecem a hierarquia, seguindo portanto a ordem de leitura. As camadas são formadas tanto pelos elementos como pela própria "estrutura" - pilares.
Fluxo e ritmo: Pelo grande número de elementos, se faz necessária uma hierarquia para conduzir a leitura da cena. A partir do topo, deslocam-se em diversas direções o olhar do observador, até que de volta ao canto superior esquerdo, possa-se olhar mais atentamente e desenrolar os diversos detalhes da iluminura.
Simplicidade e Síntese: Mesmo com a quantidade enorme de elementos, a iluminura cumpre sua função. Ilustra e embeleza um texto que sem ela, não teria a menor graça. Obviamente é carregada de pequenos detalhes, mas nada que comprometa sua real função.
[editar] caligrafia oriental
Harmonia: Esse ideograma possui uma harmonia sutil, se comparado a outros ideogramas. Leve e simples, ele copnsegue se manter discreto e presente ao mesmo tempo, junto com outros ideogramas
Equilíbrio X Simetria: A aparente forma desajeitada desse ideograma esconde uma simetria muito curiosa. Apoiado sobre as duas hastes, ele possui uma forma triangular simétrica, conferindo-lhe muito equilíbrio e solidez.
Imagem X Fundo: Fica difícil analisá-lo de maneira individual. Dentro de uma imagem ou a partir de um contexto, podemos observá-lo como uma imagem dentro de um fundo.
Contraste: A palavra "homem", escrita em chinês embora sendo um elemento visualemte pequeno, possui um grande poder de contraste com outros elementos da caligrafia oriental, ou memso com outros elementos que ajudem a compor uma imagem, não podendo ser visto de maneira isolada.
Ênfase e Hierarquia: É difícil precisar a ênfase nesse ideograma, uma vez que se trata de uma peça muito objetiva e de compreensão e assimilação muito rápida. A imagem é absorvida de maneira geral, sem a sua compreensão em detalhes.
Formas e Camadas: Podemos perceber nesse ideograma uma união entre a rispidez de formas retas e a delicadeza de traços suaves. As pontas são "macias", típicas de pinceladas, enquanto seu desenho é rápido, dinâmico.
Fluxo e ritmo: Mesmo sendo apenas um elemento, o seu caráter dinâmico e as suas formas suaves incitam o olhar do observador a passear pelo ideograma. Começando do alto, completá-se a primeira haste até a base, voltando para o início da segunda haste.
Simplicidade e Síntese: Se podemos destacar uma coisa desse ideograma é sua simplicidade. Assim como a maioria dos ideogramas chineses, ele tem a capacidade de ilustrar nitidamente - até para quem não faz idéia de chinês, seu significado. O formato, lembrando uma pessoa andando, é facilmente traduzido e resume vários conceitos de maneira concisa.
[editar] site
Harmonia: O uso de um layout padrão, de cores com a mesma textura, de ilustrações de mesmo estilo, a interação entre as áreas do site de maneira muito dinâmica, a proximidade entre os elementos, tudo isso contribui para a harmonia do site.
Equilíbrio X Simetria: O site também possui um equilíbrio muito bem fundamentado. A parte do texto conta com um alinhamento sóbrio e uma disposição clara das informações. A imagem, responsável pela interação do usuário conta com diversos elementos dispostos de maneira diversa na figura, sem no entanto conflitar ou causar desconforto.
Imagem X Fundo: O fundo da ilustração e o texto do site caracterizam o "fundo". Os pequenos elementos que vão tomando cor à medida em que se passeia com o mouse, funcionam como a "imagem". Aos poucos elas vão surgindo e fazendo sentido dentro do fundo. Com o passar do tempo, entretanto, apenas um olhar mais atento pode separá-las.
Contraste: No site em questão, podemos perceber um grande número de elementos e uma preocupação com um ambiente de tranquilidade e paz. Justamente por isso, o nível de contraste é baixo, buscando uma unidade entre os elementos dispostos. O logotipo e o texto abaixo da área principal se destacam pela limpeza e por estarem separados do resto da imagem. Já dentro da imagens, podemos notar certos contrastes pontuais, que ajudam a direcionair o passeio do usuário pelo site.
Ênfase e Hierarquia: É muito interessante observar que as imagens apresentam grande importância na hierarquia do site, na medida em que é necessário desbravá-las para compreender o seu conteúdo. O texto apresenta-se como secundário até que toda a imagem esteja devidamente colorida.
Formas e Camadas: As formas predominantes, base para toda a ilustração do site são curvilíneas. Ao abrir o site existem diversas camadas não coloridas, que aguçam a curiosidade do usuário e transformam a navegação em uma verdadeira brincadeira, aumentando a interação e a dinamicidade do site.
Fluxo e ritmo: Por ser a peça mais interativa entre todas, o passeio do olhar é mais intenso e demorado. Até descobrirmos todos os segredos da imagem, não deslocamos os olhos para o texto. Por fim, rapidamente percebemos o menu e as logomarcas. A partir do momento que temos o site completo e o caminho já foi percorrido pelo usuário, o site perde sua dinamicidade e o que nos prende a ele são os textos.
Simplicidade e Síntese: Embora com elementos coloridos, com um clima "saudável" e bem humorado, o site possui muita informação no mesmo plano e acaba por atrapalhar a mensagem final, que só é conseguida a muito custo quando o usuário lê todos os textos. Entretanto, os textos são sucintos e diretos, o que minimiza esse sofrimento. Já o layout como um todo apresenta certa tranquilidade, mas a preocupação em dizer muita coisa acaba por atravancar o trivial.
site corporativo honda
[editar] tipografia
Estilo
O estilo em tipografia, compreende basicamente a variação visual do desenho de uma fonte. Em tipografia digital, os estilos básicos são: normal, bold, itálico, e bold-itálico. Seu uso é bastante comum e compreende recursos conhecidos por praticamente todas as pessoas.
O itálico é caracterizado, principalmente, pela leve inclinação da fonte à direita. Teve origem na caligrafia italiana do século XV, sendo mais do que uma variação de uma fonte. Além da inclinação à direita, o itálico tradicional caracteriza-se também por seus caracteres mais estreitos, serifas e terminais mais curvos, e desenhos diferentes para algumas letras como o a (sem o gancho superior), o g (sem orelha e com a cauda aberta) e o f (avançando abaixo da linha de base). Já o bold está diretamente ligado ao peso da fonte. Diz respeito ao grau de contraste ou espessura dos traços da mesma.
Geralmente, todas essas variações são empregadas para dar ênfase a uma passagem do texto e diferenciá-la das demais. O itálico, ainda é usado na língua portuguesa para determinar palavras estrangeiras e termos técnicos e científicos. Entretanto, podemos determinar o uso das variações de estilo para criarmos uma hierarquia positiva dentro de um texto.
[editar] gráfica
Hot Stamp
O Hot Stamping consiste em um processo de impressão e marcação à baser de calor. É um sistema semelhante à tipografia, sendo que o clichê (ao invés de receber tinta) é aquecido e pressionado sobre uma tira sintética revestida com uma camada metálica. A partir do aquecimento e da pressão sob o material a ser marcado, parte da pigmentação metálica é transeferida, concedendo ao matrial um acabamento primoroso. Esse sistema só é utilizado para imprimir pequenos detalhes, produzindo efeitos metalizados. Justamente por isso, o Hot Stamping é bastante conhecido como personalização e acabamento de diversos matriais que passaram por outros processos gráficos.
Seu funcionamento é bastante simples, e seu acabamento pode ter ainda baixo relevo. Suas características apresentam grande vantagem sobre outros processos gráficos, sendo o mais indicado para gravaçõs em tons dourados e prateados, com aspecto mais brilhante, tanto pela qualidade final como pelo baixo custo da operação - se comparado a outros processos. A técnica permite ainda uma grande varidade de cores e substratos, fundos holográficos, entre outros, que não podem ser obtidos em outros processos, sem falar na qualidade e na resistência das peças finais.
Entretanto, como trata-se de uma camada metálica aplicada na matéria-prima, deve-se tomar muito cuidado com sua aplicação. Deve-se avaliar todas as questões que encolvem um planejamento gráfico, até mesmo a distribuição do produto final, para evitar que aspectos externos influenciem na sua qualidade. Uma variação da técnica de Hot Stamping é o processo conhecido por heat transfer, pelo qual a imagem a ser gravada na peça final já vem estampada na fita. Com o heat transfer podem ser impressas imagens coloridas em uma única operação.
[editar] designer
Max Bill
Mundialmente reconhecido como um dos maiores nomes do design no século passado, Max Bill nascido na Suíça, em 1908, sempre viveu intensamente suas "diversas carreiras": pintor, escultor, designer, arquiteto e professor. Logo se destacou na escola de Bahaus dando indícios do que seria sua carreira e futuro legado. Sempre esteve preocupado em conciliar a arte pura com uma utilidade prática à ela, dando à criatividade livre, uma aplicação no dia-a-dia.
Falecido em 1994, Bill acreditava que "as novas formas de expressão são necessárias para a construção de uma ponte entre o mundo da ciência e da técnica e a arte". Aplicando grande parte do conhecimento adquirido ao longo dos anos, foi um grande nome da expressão funcionalista, justamente por trabalhar na congruência entre a utilidade prática e a arte.
Teve uma de suas obras premiadas na I Bienal de São Paulo (em 1951) - Unidade Tripartida. Sempre buscou a organização de aplicações práticas para o design, através de estudos criteriosos baseados na geometria, o que o transformou em uma referência na área. Suas obras foram por algum tempo denominadas kalt kunst (arte fria) - abstração geométrica ou que engendra relações entre as partes de que o trabalho é constituído. Além de forte influência no design e na arquitetura, foi um dos influenciadores da Escola Superior de Desenho Industrial, aqui no Brasil, e um dos precursores da Minimal Art.
[editar] família tipográfica
Calibri
A Calibri é uma família tipográfica humanista sem serifa, relativamente nova. Para se ter uma idéia, em 2005 foi premiada pelo Type Directors Club. Criada por Lucas de Groot, ela possui um visual moderno, com corpo e desenho uniforme, traços homogêneos, ou seja, nem tão dura e nem tão arredondada. Quando utilizada em itálico, as proporções são mantidas, o que não afeta na sua legibilidade.
Por ser homogênea e confortável aos olhos, teve seu uso intensificado e atualmente é uma das mais usadas para muitas tarefas cotidianas. Ficou bastante conhecida, quando seu uso foi difundido através da sua inclusão como fonte padrão do Office 2007, da Microsoft. Substituiu as famílias Times New Roman e Arial, e se tornou a mais usada em documentos, planilhas, apresentações e até mesmo em e-mails e mensagens instantâneas.
[editar] FOTOGRAFIA DIGITAL
[editar] análise de pintor
[editar] Kokoschka
imagens de referência[1]
[editar] análise de fotógrafo
[editar] Mapplethorpe
imagens de referência[2]
[editar] boa fotografia
Boa fotografia não precisa ser necessariamente de um grande fotógrafo. Muito menos precisa ser de uma estonteante paisagem. É inegável que esses elementos ajudam muito a composição final: uma boa cabeça e uma situação bacana para se fotografar.
Mas uma fotografia boa nada mais é do que a imagem de uma realidade da qual estamos acostumados, sob uma ótica diferente, da qual nunca havíamos imaginado. A foto quando é boa, nos prende o olhar, causando o que chamam de empatia. Faz nossos olhos percorrerem, sem se cansarem, todos os cantos da imagem. Essa euforia que nos contagia é normalmente acompanhada por palavras que conotam essa emoção.
Como descrever esse sentimento? Mas é justamente essa incerteza que as grandes fotos nos causam. Uma boa foto fica na memória do observador, e mesmo que não fique, o faz enxergar as coisas de outra maneira, sob um ar ao mesmo tempo crítico e poético.
por Luiz Costa
[editar] uma foto nhé
Difícil definir o que é uma boa fotografia. Uma foto nhé já é mais fácil. As boas fotos são aquelas que causam empatia e trabalham de maneira conjunta o sentimento do pintor, a coisa retratada e o observador da imagem. Em uma foto nhé, há uma espécie de ruído nessa teia de relações. Em uma foto nhé provavelmente pode haver uma falha tanto técnica como de sensibilidade. Uma vez que a fotografia representa um olhar diferente, uma nova interpretação para o algo retratado, a má interpretação ou o olhar comum, pode comprometer a qualidade da fotografia. Da mesma maneira, a má iluminação, o enquadramento e o erro em outras características técnicas também podem acabar com uma bela foto. Sobretudo, uma foto nhé se caracteriza pela não construção de uma relção de empatia com o observador, ou de uma relação de repúdio natural.
[editar] enquadramento
Temos por base que as chamadas boas fotos são aquelas que despertam interesse do sue leitor, da pessoa que está em contato com a imagem. Mais do que isso, são imagens que demandam empatia. O enquadramento nos ajuda a selecionar o algo retratado, dimensionando o espaço para tornar a fotografia mais agradável e mais interessante. De maneira geral, convida o observador a olhar de maneira diferente para algo que ele já está acostumado, ou que já conhece ou viu antes. Vejamos alguns exemplos para entender como o enquadramento nos ajuda a enxergar a imagem de maneiras diferentes.
[editar] plano geral
Aqui podemos perceber o uso do Plano Geral na fotografia “lendo”. Ao destacar a ação por completo – pessoa lendo, em meio ao seu contexto (paisagem), caracteriza-se o enquadramento de Plano Geral. Podemos perceber que a fotografia consegue transmitir um sentimento de tranqüilidade e ao mesmo tempo de atenção, na medida em que a pessoa retratada lê compenetrado seu livro, diante de uma praia praticamente deserta. No momento em que conseguimos sentir o ambiente, a praia em volta, em um dia agradável (céu claro, praia deserta), podemos perceber a serenidade da leitura mostrada pela imagem.
[editar] close-up
Usado na imagem para carregar intimidade e descontração, tanto pela posição do fotógrafo, quanto pela situação retratada, esse plano de enquadramento se caracteriza pela grande utilização da pessoa retratada. Com poucos detalhes do ambiente, o foco principal de atenção fica por conta do modelo e de sua posição. Retratado a partir do busto, destaca as feições do modelo, bem como a intensidade do olhar, etc.
[editar] superclose
A cabeça do modelo domina praticamente toda a área fotografada. Esse é um típico exemplo de superclose. Plano de enquadramento usado principalmente para mostrar de maneira marcante e contrastante as expressões e sentimentos do modelo fotografado. Podemos perceber nessa fotografia, que alguns elementos como o olhar atento, a mão ao lado da boca, as sobrancelhas e a boca transmitem um ar de curiosidade e confiança ao mesmo tempo, como se o bebê parasse o que estava fazendo para olhar de maneira instigante para a máquina fotográfica.
[editar] TOP 10 ecafoto
Sonho Rosa, por Daniel Possa
Sem título, por Gabriel Kalup
karen, por Rodrigo Gambassi
groselha, por Daniel Seidi
ocupa#1, por Gabriela Lancellotti
Procurando, por Prieto Ferraz
Na freqüência da melodia, por Gabriel Kalup
Sem Título, por rebotelho
ruínas, por Rodrigo Gambassi
Passeando, por diegofalling
[editar] planejamento fotográfico
[editar] retrato
A foto deve transmitir firmeza e seriedade. Para tanto deve ser em P&B e ter enquadramento seguindo Superclose. Deve ser uma modelo morena com olhos claros. O rosto da modelo deve cobrir cerca de 70 por cento da imagem, a partir da esquerda. O fundo deve ser preto tornando assim a transição entre o cabelo da modelo e o fundo mais intensa. A modelo deve olhar fixamente para o fotógrafo com expressão dura e firme sem, entretanto exagerar, não podendo marcar o rosto com rugas de expressão.
[editar] paisagem
A fotografia será de uma cobrança de pênalti. Na fotografia devem estar presentes apenas o batedor, a bola, as traves, o goleiro e uma pequena faixa de torcida logo atrás do gol. São dois times: o batedor usa uniforme todo vermelho e chuteiras brancas, já o goleiro usa uniforme preto, com meias amarelas. A torcida ao fundo apóia o batedor, está cantando e pulando com faixas e bandeiras. Um torcedor se destaca, com a boca muito aberta, como se já anunciasse o gol. O fotógrafo deve estar logo atrás do batedor, em posição inferior (abaixo do jogador) e á esquerda do jogador. O batedor fita a bola, com a cabeça baixa, as mãos na cintura e a perna direita mais à frente. O goleiro, de braços abertos reza como se esperasse um tiro. O batedor deve estar na metade direta da imagem, enquanto o goleiro na metade esquerda.
[editar] cor aprendida X cor apreendida
Essa fotografia ilustra a diferença entre a cor aprendida (por nós no decorrer da vida) e a cor apreendida (pela máquina fotográfica). Trata-se de dois tonéis, contendo corações de mamíferos, que ficam expostos no Museu da Escola de Medicina Veterinária (da USP mesmo). Meio macabro ou até mesmo “nhé”. Mas a fotografia nos é funcional pelo menos para discutirmos acerca de cor.
À primeira vista é fácil dizer: é um monte de coração, tudo vermelho! Mas um olhar mais atento nos permite identificar centenas de tonalidades de vermelho, bem como outras cores, como o marrom, o preto e até mesmo o branco. Isso nos deixa clara a distinção entre a cor que aprendemos desde pequenos (na escola quando devemos colorir uma maçã) e da real cor capturada pela máquina fotográfica.
coração, por Rodrigo Gambassi
[editar] verbete: fotografia
[editar] semana da pátria
A paisagem retratada é uma área militar abandonada em Osasco – SP. Semana da Pátria inevitavelmente nos aproxima do sentimento nacionalista, que é normalmente representado pelo uso de armas e exércitos. Essa associação é automática e daí decorre a minha fotografia. Pensar na Pátria, verde amarela e fardada deduz um ar de proteção e luta, de batalha e vitória. A cerca de arame farpado evidencia essa segurança e remete aos campos de batalha (presenciados por uma fração milibostesimal dos brasileiros).
O uso do foco apenas na cerca de arame farpado destaca e prioriza a atenção para esse elemento. A área ao fundo é iluminada pela luz do por do sol, o que carrega a imagem de um sentimento bucólico. As pontas do arame transmitem um ar ríspido e ao mesmo tempo confortável. A composição tenta expressar o conflito e a contradição entre a força do exército (muito lembrado na Semana da Pátria) – com seu caráter bélico - e sua imediata inutilidade em países como o prórpio Brasil.
Essa retórica é representada pelo contraste entre o arame farpado (rude, imponente) e a área abandonada ao fundo, que aparentemente não possui nenhuma função.
área militar, por Rodrigo Gambassi
[editar] auto retrato
Com um posicionamento diferente, o fotógrafo consegue captar uma feição curiosa. De um momento de descontração, segue-se uma atenção extrema ao fotógrafo a ponto de ser curioso o arregalar dos olhos. Com um Superclose, evidenciam-se expressões e aspectos característicos como cabelo e a corrente. O olhar fica todo no modelo, acentuado ainda mais pela paisagem fora de foco. O ângulo da foto acentua algumas linhas a luz, que incide na posição exatamente contrária ao fotógrafo, evidencia outras, tornando a expressão mais intensa e o olhar ainda mais “nervoso”.
neto, por Luiz Costa
[editar] TRABALHO (e ponto) FINAL
[editar] fotógrafo
Henri Cartier Bresson[3]
[editar] pintor
Johannes Vermeer [4]































