Renato Gonçalves Ferreira Filho

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

[editar] Produção Gráfica

[editar] 1. O bom e o mau design

O bom e o mau design podem ser exemplificados em duas artes gráficas de dois discos da Gal Costa.
O primeiro, Fa-Tal: Gal a Todo Vapor (1971), é um exemplo claro de bom design. No projeto gráfico de Luciano Figueiredo e Oscar Ramos, o recorte da foto favorece a sensualidade sugerida pela boca carnuda da cantora. Há uma harmonia das cores utilizadas que chamam a atenção e dão um caráter caloroso à capa. A tipografia de linhas grossas, retas e bem definidas está de acordo com a intensidade do registro sonoro deste show, dirigido por Waly Salomão, que é considerado revolucionário para sua época.
gal_costa_fa_tal_gal_todo_vapor-6349020-1290880354.jpeg Fa-Tal: Gal a Todo Vapor (1971), exemplo de bom design.


Já para o disco Baby Gal (1983), Oscar Ramos realizou um projeto gráfico que pouco comunica o caráter do conteúdo sonoro, sendo assim um design mau realizado. Suas linhas e formas não se harmonizam perfeitamente, enquanto suas tipografias são pouco atrativas. Para o "Gal" é utilizada uma tipografia vazada e confusa, e para o "Baby" utiliza-se uma tipografia totalmente avessa à primeira.

Gal-Costa-Baby-Gal.jpg Baby Gal (1983), exemplo de mau design.

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