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[editar] Foto nhé
Imagine um dia de sol e uma mulher elegante, fina, de bom gosto e bom senso, usando um par de óculos escuros. Mesmo que eles sejam falsificados, por pertencerem a alguém que sabe valorizá-los e harmornizá-los ao contexto, dificilmente despertariam desconfianças quanto a sua originalidade. Imagine agora, neste mesmo ambiente, uma mulher sem postura, sem bom gosto nem bom senso, usando o mesmo modelo de óculos, só que desta vez originais. Neste caso, a tendência óbvia é achar que eles são falsificados, já que a dona não possui capacidade sufuciente para fazer dele um acessório belo. Uma foto “nhé” é justamente isso. Ao batê-la, mesmo estando no melhor ambiente, com uma iluminação interessante e com tudo o mais que possa vir a ajudar o fotógrafo a bater uma foto decente, se este não for devidamente qualificado, não saberá tirar o melhor daquilo que vê. Dessa maneira, surgirão fotos inexpressívas, sem graça nem valor e, enfim, sem relevância.
[editar] Semana da Pátria
[editar] Dormir eternamente em berço esplêndido
[editar] Cor apreendida X Cor aprendida
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3098715448/
O menino contente sorri e o seu sorriso, contratastando com sua pele negra, aparece bem claro ou até praticamente branco na foto. Isso é um exemplo de cor aprendida, que é quando olhamos para uma cor e, por convenção ou por ilusão de óptica, não enxergamos como ela realmente é, mas sim como nós acreditamos que seja. O contrário disso é a cor apreendida,ou seja, a cor real do elemento que nossos olhos captam, sem as distorções ocasionadas pela mente.
[editar] Contrastes
[editar] Tom
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3097880309/
A parte amarela no fundo violeta dessa flor, por mais que seja pequeno, pode ser visto de longe devido ao forte contraste existente entre essas cores, as quais são complementares entre si.
[editar] Suplementaridade
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3098715330/
Por causa do fundo verde, o pêlo cinza do gato causa a impressão de ser de uma cor um pouco quente, uma espécie de marrom.
[editar] Valor
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3098740054/
As pregas do vestido drapeado da moça fazem com que o róseo seja visto com saturações variadas.
[editar] Temperatura
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3097880031/
[editar] Luminosidade
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3097879999/
[editar] Complementaridade
http://www.flickr.com/photos/29606656@N07/3098715372/
[editar] Definição de Design
Design bom
O design deste anúncio de perfume da Givenchy, o Hot Couture, é perfeito. As pernas da modelete, o jogo de braços, o rosto com forte iluminação lateral, o tecido acetinado retorcido, as mãos que modelam o vestido e que surgem no escuro, enfim, cada elemento neste cartaz conduz o olhar meticulosamente num trajeto instigante. Num primeiro contato, os olhos caminham pelo movimento sinuoso do tecido e ascendente das pernas, para depois passar pelo braço à direita e pelo rosto bem iluminados. Ao chegar ao grande GIVENCHY, o olhar percorre novamente o rosto, o braço esquerdo e as mãos que surgem do escuro, retornando ao tecido, às pernas, à face e ao braço direito, para enfim chegar, através das mãos com a fita métrica, ao gran finale que é o frasco de perfume. Evidentemnete, um finale que dura alguns milésimos de segundos, antes de os olhos recomeçarem tudo de novo.
Um continuum dos mais glamourosos.
Mas falando do plano mais geral, a harmonia vem do equilíbrio de forças na imagem. Verticalmente tem-se a modelete alta e de silhueta esbelta em conformidade com o formato do perfume (reforçado pela mancha gráfica de HOT Couture), enquanto que horizontamente temos o tecido que se esparrama pelo piso e o grande e luminoso GIVENCHY no topo.
Simplesmente tudo de bom.
Design ruim
Bem, o que dizer? Esse design de capa de disco foi bem infeliz, mesmo com o perdão de todos os outros fatores que não colaboram como o próprio artista, a pose e todo o gosto de uma época um pouco transviada. Temos neste caso uma composição dura e estática, de forte horizontalidade, cujos os principais traços verticais servem apenas para cortar o título e conduzir o olhar ao rosto do artista, que por sua vez leva ao retorno da horizontamente com seu corpo deitado. Com relação à parte branca, esta também não coopera, pois funciona (ou melhor, não funciona), como um vão entre o menino e o título, elementos estes que mais parecem competir entre si do que valorizar um ao outro. Não há enfim equilíbrio, e o álbum, com nome e rosto do mesmo lado, parece quase tombar para a direita.
[editar] Análise de fotografia e ilustração
A foto
A imagem, embora apresente as modelos em posições desniveladas, possui no plano geral um agrupamento de corpos verticais formadores de um grande bloco horizontal, algo que é reforçado pelas linhas verticais e horizontais dos retângulos justapostos ao fundo. Embora esta seja uma das características mais facilmente capturadas pelo olhar, sem dúvida a coisa que nesta foto mais chama atenção é justamente a dificuldade, à primeira vista, de distiguir com nitidez a separação do primeiro plano (no caso, as modelos de logos vestidos estampados) do fundo, dado que ambos carregam em si grandes quantidades de padrões e cores.
Ao mesmo tempo em que a mescla ocorre, a perspectiva do chão e paredes repletas de cartazes e capas de discos cooperam para evidenciar a presença das modelos, as quais parecem ou terem sido fotografadas de cima, ou estarem sobre um piso de nível levemente inclinado, elemento este que colabora para a definição da hierarquia composta pelas diferentes posições de cada modelo.
Em meio a tantos padrões de formas, texturas e coloridos exuberantes, o destaque é dado justamente para as regiões da imagem que mais de distinguem do todo, ou seja, aos colos e rostos das modelos. Ao compararmos a atenção chamada por cada uma delas, vemos que o conjunto conduz o olhar da periferia da imagem ao "centro quase direita", este ocupado pela única mulher em posição agachada. Este destaque é definido não apenas pela sua posição diferenciada, mas também por uma série de outros detalhes, como a simples disposição de cada uma delas sobre o plano (algumas mais distantes, outras mais próximas do observador)e a sutil posição dos braços (em muitos delas dobrados e com cotovelos indicando-nos a direção que nos conduz à modelo em destaque).
A pintura
Linda ilustração japonesa. Riquíssima em detalhes decorativos. Nela, a idéia por trás do rebuscamento e das formas sinuosas é sugerir a imagem do pavão, este representado figurativamente no canto esquerdo superior da imagem. Embora exista abundância em firulas, ao todo a imagem acompanha uma simples e única forma: a meia lua. Esta é composta basicamente pela capa da personagem à esquerda, a suposta represente do pavão, que com sua exuberância aborda a melindrosa imagem da mulher à direita.
Os elementos que compõe a imagem, apesar de bastante dinâmicos em função das linhas curvas e fluidas, têm seus pesos muito bem equilibrados. A base escura (e "pesada") formada pela parte inferior da capa da personagem "pavão", embora muito dinâmica, dá à ilustração a sustentação necessária à toda a movimentação que também ocorre na parte superior da imagem, que é, em síntese, a de um arco englobando uma linha vertical.
Em termos de fluxo e ritmo, a imagem conduz o olhar numa viagem contínua ao longo de todas as suas partes, não deixando deslizar da atenção nenhum de seus elementos. Enquanto as partes inferior e superor da imagem, mais ricas em peso e detalhamento, se intercalam e complementam na disputa pela atenção, os olhos perpassam todo o resto da obra. Em seus longos espaços de respiro, ganham também seu destaque justamente pelo fator contraste.
Em suma, o olhar nunca pára de fato. Ao contrário, ele se apraz em cada detalhe.
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