Pra que fazer design?

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Para que serve design?
Podemos encontrar no Design três funções básicas, a saber: (1) função prática; (2) função estética; (3) função simbólica. Estas três vertentes se dialogam, contudo, algumas vezes predomina uma só.
A (1) função prática está ligada estreitamente ao atendimento a necessidades fisiológicos do indivíduo. Por exemplo, uma cadeira cujo design provê conforto e segurança possui uma grande função prática, além de fazer o seu básico que é a prevenção do cansaço.
A percepção humana é de suma importância para o Design, pois afinal é através dela que reconhecemos os objetos. Para tal, o Design preenche tal necessidade com sua (2) função estética. Este lado “está subordinado a diversos aspectos sócio-culturais no que diz respeito, principalmente, ao repertório de conhecimento do usuário, da sua vivência e de sua experimentação estética” (GOMES).
A (3) função simbólica é a mais complexa, pois por um lado surge após a percepção humana, mas conecta-se fortemente ao intelecto individual e ao repertório cultural da sociedade. Uma boa peça de design japonês pode não ter o mesmo significado para um ocidental e um oriental, pois para o primeiro lhe falta o entendimento simbólico dos ideogramas, por exemplo.

CASE Syngenta

A Syngenta é uma multinacional no ramo de agrobusiness, relativamente jovem no mercado, porém acumula diversos produtos oriundos de suas anteriores fusões. Um vasto portfólio de soluções estava desconexo e perdido em meio a tantas outras ofertas no campo. Cada produto possuía sua própria tipologia e, por vezes, nem logomarca possuíam.
Em 2008, houve um lançamento global de uma nova identidade visual corporativa para a Syngenta. Foi o início da consolidação do posicionamento da marca através, basicamente, do Design.
Primeiramente, criou-se um propósito da Syngenta, baseando-se no posicionamento no mercado. Criou-se, então, o Purpouse Icon, que é uma folha, e surgiu também a assinatura: “Bringing plant potential to life”.
Definições para estilos de fotografia, cores e tipografias foram cruciais para o alcance do novo posicionamento. Para as fotografias, criou-se um padrão de duplas de fotografias por cultura. Por exemplo, para um anúncio institucional utilizam-se duas fotos tiradas em um campo de trigo, uma em plano geral e outra em plano detalhe. Amarrado a ambas aplica-se o Purpouse Icon. As cores que podem ser utilizadas pela marca também possuem relação com o campo e foram extraídas da natureza, sendo eleitas, assim, tons de azul, verde e laranja. A tipografia escolhida possui leves formas orgânicas, estando de acordo com o sistema proposto.
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Elementos da marca corporativa

Na sequência, ocorreu o estudo de padronização de logomarcas de produtos, sendo convertidos, então, mais de 500 logomarcas globalmente.
Se para os formatos corporativos criou-se um guideline, não demorou muito para ocorrer o mesmo com a comunicação mercadológica. Neste guideline proposto, são alocadas três importantes peças-chave: a logomarca da Syngenta, aliada à marca do produto (já padronizada), Purpose Icon de fundo e o par de cores definidas para tal produto.
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Exemplo de aplicação para produtos

Atualmente a percepção da Syngenta e suas soluções pelos produtores rurais é mais forte. Em pouco tempo chegou-se a esse patamar através do Design.

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