Percepção e enquadramento

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

'Rafael Trevisan D'Oliveira

Tabela de conteúdo

[editar] Percepção e Enquadramento

[editar] A importância da percepção

O design gráfico, quando analisado, parte normalmente de quatro princípios básicos. O contraste, a repetição, o alinhamento e a proximidade. Apesar de dividirmos tais conceitos estes estão fortemente relacionados. É extremamente importante a noção geral de todos os princípios, existindo assim também um conhecimento significativo de uma arte gráfica bem elaborada.

[editar] Contraste

O objetivo do contraste é diferenciar elementos que não fazem parte da mesma “família”. Assim, é possível evitar uma possível dificuldade na leitura, diferenciando os elementos similares através de mudanças de tipo, cor, tamanho, espessura, forma e espaço. O contraste é uma das mais importantes atrações visuais de uma página.

[editar] Repetição

A repetição, por sua vez, tem como objetivo aproximar os elementos que têm alguma ligação. Através das ferramentas citadas anteriormente é possível criar uma organização que fortalece a unidade.

[editar] Alinhamento

O alinhamento é essencial para um bom design. Nada deve ser colocado arbitrariamente e os elementos devem manter uma ligação visual com outros elementos. Assim é mantida uma boa aparência e uma leitura agradável.

[editar] Proximidade

Por fim, a proximidade tem como objetivo agrupar itens que estão relacionados entre si. Assim, vários itens próximos se tornam uma unidade visual e esta gera uma organização das informações e facilita o entendimento.

[editar] O enquadramento

Analisando as diversas “ferramentas” do design devemos dar atenção também ao enquadramento. Uma moldura tem como objetivo diferenciar um trabalho artístico de seu entorno, chamando atenção para a peça, dando um destaque em relação ao ambiente. O design moderno busca, normalmente, acabar com a moldura, eliminando a zona que divide a imagem da realidade, fazendo com que a primeira invada a segunda. Existem, no entanto, diversas outras maneiras de delimitar determinada arte. Recortes, contornos, margens e legendas são alguns dos recursos essenciais do design gráfico que acabam atuando como contorno e afetando o modo como percebemos a informação. É através do enquadramento que criamos as condições para compreender uma imagem ou um objeto. Como dito anteriormente, o enquadramento é fundamental no design gráfico e um ato persistente, inevitável e infinitamente variável efetuado pelo designer. Notamos tal acontecimento por fatores simples e muitas vezes esquecidos, como o retângulo na tela de computador que já delimita um espaço no processo de criação. Uma interface bem projetada é, portanto, visível quando necessária e invisível quando não é o foco. O impacto de uma imagem ou texto varia, dependendo de como é delimitada ou recortada. Normalmente os contornos têm como objetivo conter uma imagem, destacá-la do fundo e torná-la mais visível. É possível, também através do enquadramento, torná-la mais aberta e permeável. Ou seja, a margem pode atuar separando a imagem do seu fundo como também pode ligar o interior e o exterior.

[editar] O enquadramento e a câmera

Analisando o enquadramento através da câmera fotográfica notamos que esta sempre realiza um recorte quando fotografa determinada cena. Ao contrário do olho humano, que está em constante movimento.


framing-shot.jpg[1]

A câmera aparece como ferramenta para criar o quadro externo da foto e também descobrir quadros internos.

[editar] Recorte

Através do recorte de uma imagem o designer pode modificar completamente seu sentido e redesenhar seus limites, modificando a escala de seus elementos em relação à imagem original. É possível por exemplo aproximar determinado detalhe de uma imagem, tal recorte pode lhe alterar o foco e gerar um novo sentido/ênfase.


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A foto original captura o ambiente inteiro. A foto recortada apresenta um novo sentido, uma nova ênfase.

[editar] Margens e sangramentos

As margens são importantes pois podem determinar a maneira que observamos uma imagem. Uma margem grande normalmente cria um fundo para a imagem. Quando não há margem e sim um sangramento total da imagem esta se torna maior e mais ativa. O sangramento parcial permite uma área livre, que pode receber um texto ou manter o espaço sem interferência.


10.jpg[3]

A revista National Geographic é exemplo de uma margem que cria uma zona protetora em torno da imagem. Esta passa a ser apresentada como uma figura contra um fundo.


[editar] Enquadrando imagem e texto

Quando uma imagem é apresentada sozinha ela pode ser interpretada de diversas maneiras, de forma livre. Quando um texto é adicionado a ela, no entanto, a linguagem passa a ser fator determinante na interpretação da imagem e acaba direcionando a compreensão do observador, não só pelo sentido da escrita, mas pela forma, estilo e localização da tipografia. Texto e imagem podem se combinar de diversas maneiras.


16087.jpg[4]

A revista holandesa Frame combina imagem e texto de maneiras diversas em suas edições.


[editar] Contornos

Através do contorno podemos estabelecer a “fronteira” entre o interior e o exterior. O contorno determina quando uma imagem acaba e seu fundo começa. Algumas imagens apresentam limites próprios e visíveis, outras, no entanto, têm o auxílio do contorno para definir ou enfatizar a separação que não é aparente. O contorno busca mesclar elementos visuais ou, em outros casos, separá-los. Ele pode também enfatizar ou minimizar determinado conteúdo.


villa-borghese.jpg[5]

Os ornamentos do palazzo renascentista emolduram janelas, portas e nichos, delineando os volumes e divisões do edifício.

[editar] Referências

LUPTON, ELLEN; PHILLIPS, JENNIFER C. Novos fundamentos do design. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

WILLIAMS, ROBIN. Design para quem não é designer. São Paul: Callis, 1995.

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