O que é cor
Tema escrito por Camila Kakitani
Apresentação
Cor existe na natureza e em todos os objetos e imagens que as pessoas estão habituadas a ver, porém ninguém sabe ao certo como definir o que é cor efetivamente. Por isso, além de precisar o seu significado é necessário contextualizar sobre como o processo de visualização de cores se dá, os tipos de cores e por fim, exemplificar o seu subjetivismo através da história das principais cores.
Cor?
Cor é exatamente aquele tipo de palavra que todos pensam saber o seu significado, mas ao se tentar explicá-lo, as palavras fogem e não funciona recorrer ao dicionário, pois segundo o Michaelis, cor é qualquer colorido, excetuando-se o branco e o preto.
Afinal então, o que é cor? A cor é um fenômeno físico-fisiológico, pois envolve a luz (físico), o olho, a retina e o cérebro (fisiológico).
Trata-se de uma sensação provocada pela luz em certas organizações nervosas do olho, ou seja, a luz funciona como um estimulante e o olho como um receptor, após o recebimento desse sinal, a retina do olho que possui uma função seletora decifra o fluxo luminoso e decompõe-no ou altera-o de acordo com a informação presente no cérebro (divulgação). Por exemplo, a luz de lâmpadas comuns possui uma tonalidade alaranjada, mas mesmo assim pessoas que estão sob sua iluminação não parecem aos olhos comuns com o rosto alaranjado, pois o cérebro já sabe qual é a tonalidade natural.
Ou seja, os objetos não possuem cor e cor é uma sensação interna e muito pessoal, cada um a vê do jeito aprendido pelo cérebro. Por isso, a percepção de cada olho é diferente entre os indivíduos, como das muitas vezes que uma mesma cor, como o azul-petróleo, pode ser interpretada como azul para uns e verde para outros, em outras palavras, a cor que se vê também está sujeita a questões psicológicas que a alteram. Por isso, uma camiseta amarela pode parecer branca, pois não se percebe a diferença de coloração devido à uma codificação do cérebro.
Para se entender melhor a sua definição é necessário compreender melhor como se dá o processo de estímulo e recepção, pois tratam-se no fim, de um mesmo conceito.
Os estímulos podem ser de duas naturezas: as cores-luz e as cores pigmento. A cor-luz (ou luz-colorida) pode ser representada pela luz solar (apesar de não ser o único tipo de cor-luz), ou seja, é um raio luminoso que tem como síntese aditiva a luz branca. Por isso diz-se que branco não é cor e sim a soma de todas as cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, ciano, azul e violeta (divulgação), pois o raio luminoso, como dito anteriormente é o estímulo, e a retina decompõe as “suas cores” de acordo com a conveniência. Se o branco é a soma (divulgação), o preto é a ausência de cores, ausência de luz.
Já a cor-pigmento é a substância material que dependendo de sua natureza, absorve, refrata ou reflete as cores que incidem sobre ela, ou seja, pode ser qualquer objeto, como uma bola verde que absorve todas as outras cores e reflete somente a cor verde, justamente a única que o olho percebe.
A luz é o principal estimulante na percepção da cor como já fora citado anteriormente e a sensação cromática é resultado dos matizes da luz refratada ou refletida pelo objeto. Estes estímulos podem ser classificados em três tipos: fisiológicos, físicos e físico-químicos. O primeiro ainda divide-se em dois tipos: aquele gerado por excitação mecânica em que força-se a retina a produzir a cor complementar da que foi excitada e a excitação subjetiva em que as cores são “criadas” por iniciativa da própria retina, do cérebro (como visões causadas por alucinógenos) ou possuem origem patológica. O segundo é aquele emitido por uma luz colorida ou uma dispersão dos raios luminosos da luz branca. E por fim, no terceiro, é a natureza e a organização dos átomos da molécula que determinam a cor que será percebida, como por exemplo os elementos químicos inorgânicos que possuem cor própria, como o cromo e o níquel.
Histórico das principais cores
Como já dito anteriormente, a cor também está sujeita a interpretações psicológicas, talvez por este fato é que ela são tão importantes na sociedade ao assumirem diversos simbolismos, como a escolha da roupa íntima no Ano Novo, em que o verde por exemplo, simboliza a vontade de se ter mais dinheiro no próximo ano. Como as cores sempre foram cheias de significados, será apresentado um breve histórico das principais cores e alguns de seus significados ao longo dos anos. Esta variedade de significados reforça ainda mais a sua característica psicológica.
Vermelho: é a mais saturada das cores, possuindo portanto, mais visibilidade, é a única cor que não pode ser clareada sem perder suas características essenciais, simboliza força, ímpeto, energia, decisão, alegria e triunfo. Em muitas comunidades está ligada à vida e hoje está mais associada a ideia de alerta (como nas placas e sinais de trânsito) e para ganhar mais notoriedade, como no caso de produtos que utilizam predominantemente a cor vermelha em embalagens e rótulos.
Amarelo: é a cor que mais se aproxima do branco (por isso, as camisetas brancas amarelam com o passar do tempo), simboliza ouro, sol, sendo utilizada por imperadores.
Verde: significa esperança (toga dos médicos), longevidade, desatino (usado no brasão dos loucos) e também está ligado a Lúcifer.
Azul: é a mais fria das cores, por isso possui relação com a tristeza como na expressão em inglês “I’m feeling blue”, representa o infinito e os mistérios da alma, considerada como cor da verdade e dos príncipes (aqueles que possuem o sangue azul).
Violeta: simboliza ciúmes, saudades, angustia e depressão e é utilizado nas vestimentas de bispos.
Laranja: tem grande poder de dispersão, símbolo de infidelidade e luxúria , além de dissimulação, inconsistência e hipocrisia.
Preto e branco: apesar de não serem cores, também adquiriram significados ao longo dos séculos, são tratados como cores complementares e opositores, como no caso de paz e morte, pureza e sujeira, entre tantos outros.
Bibliografia
Israel Pedrosa – Da Cor à Cor Inexistente
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=cor
http://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/o-pantone-e-a-definicao-de-cores/
http://2m2tecnous.blogspot.com/2010/08/biofisica-da-visao-percepcao-das-cores.html
http://designintention.blogspot.com/
Glossário
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