O designer: carreira e oportunidades

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Responsável: Gabriel Asencio Figueiredo

Tabela de conteúdo

[editar] INTRODUÇÃO

Pensar na profissão de designer pode parecer um pouco confuso: “designer industrial, comunicador visual, programador visual, designer gráfico”, entre outros tantos designativos para o profissional, o que dificulta a explanação de sua real função. Porém, para o designer, pode significar, também, a abertura de opções para seu trabalho diário.

Neste capítulo, tem-se como foco o “Designer Gráfico”, sua carreira e as oportunidades dentro da atual conjuntura econômica e social.

[editar] BREVE HISTÓRICO

Em meados da década de 1980, acentuando-se nos anos 1990 com a chegada do computador, a atuação do design tornou-se mais abrangente com a apresentação de novas proposições, tais como: sobreposição de textos, de imagens, de textos e imagens, misturas de famílias tipográficas e muitas outras novidades.

Acompanhando as novas possibilidades, a atividade do designer passou a atender não somente a criação de fachadas, logotipos e marcas, mas, também, o envolvimento com as áreas de Marketing, na participação do desenho de produtos, em vendas, de pesquisas, de campanhas publicitárias e se aproximando do processo de gestão.

Diante de toda essa transformação, Designer Gráfico, então, parece um termo relativamente novo para denominar um profissional. Como apresentado no livro “O valor do Design” da Associação dos Designers Gráficos, “usava-se artista gráfico, até alguém dizer que o trabalho de criar logotipos, cartazes, folhetos, embalagens, livros é design, e que design não é arte”, o que ocorreu devido à maior aproximação a atividades do mercado.

[editar] CARREIRA DE DESIGNER GRÁFICO

Design Gráfico é uma profissão baseada em diversas áreas do conhecimento, como arquitetura, artes plásticas e comunicação social, e exige o desenvolvimento de um projeto, no qual deva existir o envolvimento do profissional com o ciclo em que circula o “produto”, portanto, deve haver o conhecimento do público-alvo, da prática de utilização desse produto, da relação físico-emotiva, do perfil do cliente e das etapas de produção.

Basicamente, o design propõe, então, aplicação de valores ao produto, conceituando-o, colocando-o no patamar da inovação, sem deixar de atender as necessidades de mercado, sendo esta a principal dificuldade do designer gráfico: aliar sua criação ao mercado, sem que a última aja como uma restrição à primeira.

Ainda de acordo com o livro da ADG: “alguns valores tradicionais devem ser resguardados, a posição estética e ideológica do designer tem que ser resolvida”. Alexandre Wollner, um dos principais nomes na formação do design moderno no Brasil, complementa: “o design é uma profissão que deve apresentar um equilíbrio entre a arte e a técnica, o suficiente para não se aproximar da arte propriamente dita e nem da engenharia”.

[editar] ATIVIDADES E OPORTUNIDADES

Como dito anteriormente, o designer tem um amplo universo de possibilidades para o desenvolvimento de seu trabalho. Seu conhecimento pode ser utilizado de diversas formas: tanto para a produção de logomarcas e materiais institucionais quanto em embalagens e panfletos promocionais, para citar alguns exemplos. Sem deixar de citar produções online, como sites e banners.

As opções no campo profissional são tão vastas que o designer iniciante tem a oportunidade, não comum em outras áreas, de experimentar diferentes caminhos até encontrar “a melhor maneira de empregar seu talento e capacidade”.

Uma delas e a mais comum é a do design gráfico, responsável pela produção de marcas e logotipos, cada vez mais elaborada, e que possui uma relação íntima com a estratégia de construção de imagem de uma empresa.

Outro é o design institucional, que lida com a identidade corporativa na geração de todo material impresso, que deve estar em sintonia com os valores da empresa “sem ser apenas uma reprodução dos padrões pré-estabelecidos”.

O design de embalagem é outra opção e bastante importante dentro de um mercado competitivo, uma vez que o rótulo pode destacar o produto dos demais concorrentes. Ela está ligada ao design de material promocional.

E, por último e não menos importante, o design ambiental, que leva em consideração o espaço que o contém.

As oportunidades são muitas, cabe, então, ao profissional se aprimorar e buscar os melhores caminhos.


[editar] POR QUE FAZER DESIGNER?

Ao pensar em fazer o curso de Design, pode-se chegar ao questionamento: "por que vou fazer curso de Design se já tenho o dom?". É claro que ter um senso estético apurado ou ter facilidade para criar contribuem para as diversas opções de trabalho nos segmentos de design, como gráfico, interiores, moda, jóias, digital e games, porém é essencial ter uma formação básica e capacitação específica, assim como para todas as carreiras, para esses profissionais.

Saber sobre a História do Design, conhecer sobre observação e representação, História da Arte e Teoria da cor, por exemplo, são os primeiros passos para a formação de um profissional experiente para as diversas opções da área. Além disso, formação é a principal base para realizar trabalhos mais assertivos. O profissional de design mostra-se um catalisador dentro de sua obra, sendo assim, o ritmo de seu trabalho depende muito, entre sua organização, capacidade de atuação, distribuição de tarefas à sua equipe, de sua formação básica.

Para quem está em formação ou já está graduado, o período apresenta-se muito propício, uma vez que o mercado de criação e desenvolvimento de produtos e serviços originais está aquecido com o desenvolvimento de oportunidades no meio digital, a vinda de multinacionais ao Brasil e a preocupação cada vez maior com o desenvolvimento de produtos direcionados a públicos específicos.

Para ser designer, é preciso, entre outras coisas, ter dom, criatividade para solucionar problemas, ousadia, atualização, pontualidade na entrega do projeto, integração do cliente à execução do projeto e, principalmente, ter uma básica sólida de graduação para tudo isso.

[editar] IMAGENS

Não tive ideias e nem encontrei imagens referentes a este tópico. Gostaria de algumas sugestões.

[editar] REFERÊNCIAS

STRUNK, Gilberto. Viver de Design. Rio de Janeiro: 2AB, 1999.

ADG Brasil Associação dos designers gráficos. O Valor do Design. São Paulo: Senac, 2003.

WOLLNER, Alexandre. Design Visual 50 anos. São Paulo: Cosac & Naify, 2003

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