O Obturador
O obturador consiste em um sistema de duas cortinas móveis que se abrem quando a câmara é disparada para permitir que a luz atinja o filme ou o sensor, produzindo o negativo ou a imagem, respectivamente.
É ele que permite controlar o tempo de exposição da Câmara, que varia de tempo indeterminado (claro, não esquecendo que se esse tempo for longo demais a exposição vai capturar tanta luz que irá “estourar” a fotografia) até 1/8000s nas câmaras profissionais.
Exposições abaixo de 1/15s são extremamente dinâmicas, usadas quando o movimento é imprescindível para o bom entendimento da fotografia.
EXEMPLOS
Exposições entre 1/15s e 1/125s não evidenciam o movimento.
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Exposições acima de 1/250s congelam o movimento.
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Como segurar a câmara
Para evitar que as fotografias saiam tremidas em exposições mais baixas e necessário segurar a câmara com as duas mãos bem apoiadas em suas laterais e com os braços colados ao corpo, para evitar o máximo os movimentos indesejáveis. As pernas devem ficar abertas e os joelhos semi-flexionados. Essa posição dá maior firmeza e estabilidade ao fotógrafo em situações em que o uso do tripé é inviável.
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Efeito Panning
O efeito panning consiste em focar o objeto ou sujeito principal e desfocar o restante da paisagem, criando uma nítida ideia de movimento. É muito usado em fotografia esportiva e requer muito treino para conseguir resultados aceitáveis.
Para executar o panning é preciso ter paciência e persistência, pois fazê-lo com sucesso requer algumas exigências de quem está atrás da câmara:
1. Usar um monopé.
2. Movimentar a câmara antes mesmo do objeto entrar no campo de visão.
3. Estar paralelo ao objeto a ser fotografado.
4. Girar o corpo enquanto segue o objeto em movimento.
5. Continuar girando o corpo e a câmara mesmo depois do disparo.
Conseguir a nitidez total é muito difícil, pois exige uma grande sincronia de movimentos entre o objeto e o fotógrafo, o que muitas vezes não acontece, principalmente quando o objeto é muito veloz, como em uma corrida de fórmula 1, por exemplo.
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Congelar ou não congelar o movimento?
Enfim, congelar ou não congelar o movimento? Quem pode responder essa questão é somente o fotógrafo, depois de analisar o projeto e definir quais são as prioridades e as técnicas a serem utilizadas.
Congelar uma cachoeira pode parecer irreal, pois não conseguiremos enxergar a ideia de movimento que ela nos transmite. Porém, alongar a exposição pode torná-la ainda mais fictícia (não menos interessante), parecendo um grande rio de leite escorrendo pelas pedras.
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