Nicole Plascak
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[editar] Elementos pós-modernos na Internet
A sociedade pós-moderna é marcada pelo desenvolvimento da tecnologia digital. A internet revolucionou a forma de enxergar e interagir com o mundo, transformando o indivíduo pós-moderno em seu comportamento, valores e crenças.
A velocidade, característica dominante na pós-modernidade, também é característica dominante das tecnologias digitais. A internet está fundamentada na rapidez na troca de informações, atualização do conteúdo a todo instante. A sociedade pós-moderna vive a aceleração da vida, as mudanças acontecem com maior velocidade e a globalização se consolida a cada instante. Os acontecimentos do mundo todo são transmitidos em tempo real para os usuários da rede que são afetados pelos fatos ocorridos com pessoas que não representam real influência no seu dia-a-dia. Mas, ao mesmo tempo, as culturas estão se fundindo, as economias estão interligadas, a política internacional se faz tão importante quanto a política interna de um país, que os acontecimentos do mundo passam a ser tão relevantes quanto os ocorridos na comunidade onde o indivíduo vive, mesmo que isso não seja percebido em primeira instância.
A teoria do caos se confirma, e um exemplo disso é a recente crise econômica mundial proveniente da crise no mercado imobiliário americano. As bolsas de valores do mundo todo foram afetadas por uma bolha [aposta perdida que o mercado imobiliário continuaria aquecido] no mercado interno americano.
Outro elemento da sociedade pós-moderna refletido nas tecnologias digitais é o esfacelamento das instituições tradicionais. O Estado, a Família e a Religião, por exemplo, perderam espaço na construção de valores como certo e errado, sucesso, felicidade entre tantos outros afetados por essa descrença nas autoridades clássicas. A valorização do individualismo contribuiu com a queda dessas instituições, pois o indivíduo passou a criar valores próprios, tomando as rédeas de sua vida e questionando os conceitos tradicionais. O próprio ideal de autoridade já não faz parte da construção dos valores que norteiam a vida na pós-modernidade. A palavra de ordem é autonomia.
As tecnologias digitais fortalecem a autonomia do indivíduo e dão subsídio para o questionamento dos valores pré-estabelecidos. A internet proporciona infinitos canais de informação, de diferentes fontes. O consumidor é incentivado pelos meios de comunicação a buscar a felicidade individual a qualquer custo frente ao individualismo que se faz cada vez mais presente e importante embasado pelo capitalismo e difundido na sociedade pós-moderna. A web pressupõe que o usuário interaja, construa, participe, sinta-se criador do mundo e capaz de ordená-lo a sua maneira. Esse movimento gera um sentimento de autonomia no indivíduo que passa a questionar a autoridade clássica e externa. A internet proporciona maior acesso aos bastidores, o Estado enfrenta crises cada vez maiores, no Brasil o mensalão é um bom exemplo, que afetam todas as áreas do governo, pois as informações são de fácil acesso e todos participam do julgamento popular das ações do governo. A religião enfrenta a ciência e a tecnologia, que coloca em pauta os dogmas da Igreja. A sociedade da internet participativa não aceita os conceitos e valores sem questioná-los, estão mais inteligentes e exigem mais de todos os lados.
As tecnologias digitais refletem diversos elementos da sociedade pós-moderna e em um movimento de desenvolvimento contínuo, as tecnologias são desenvolvidas e reforçam os conceitos pós-modernos, aplicando os elementos em diferentes contextos.
--Niplascak 06:33, 5 Setembro 2007 (PDT)
[editar] Aplicação inovadora que use três tipos de interface
A casa do futuro será comandada por seu morador de uma maneira muito mais interativa. Os interruptores deixarão de existir, o comando de voz e o comando por toque serão utilizados para ativar e desativar as comodidades do lar pós-moderno.
Uma aplicação inovadora que reúne alguns tipos de interface moderna é uma junção de alguns aplicativos já existentes e a partir da possível conexão entre eles criar um novo aparelho.
Hoje em dia já é possível ter um comando central na casa, capaz de coordenar a luminosidade, as televisões e o aparelho de som, por exemplo. A idéia é ativar essa central através do comando de voz. Esse tipo de comando é usado em aparelhos bem mais simples, como celulares. O aparelho inovador será o rádio. Esse aparelho de som deve ter um Hard Disk, como um computador, capaz de armazenar arquivos de áudio. Para que o consumidor possa escolher qual música deseja ouvir, há uma tela de interface na qual é possível operar o software que organiza as músicas. Esse software, bastante semelhante ao ITunes, permite a criação de playlists e cria automaticamente regras de armazenamento [por exemplo: por artista, por álbum]. Esse aparelho deve ter conexão com internet e poder manter as informações sobre os artistas, álbuns e músicas atualizados, como hoje acontece com softwares de reprodução de músicas. O software também é capaz de reconhecer o estilo musical e assim pode sugerir ao ouvinte bandas, músicas, estilos que combinem com o seu gosto musical, ampliando seu conhecimento na área e diversificando suas preferências, referências: last.fm e Tivo.
Além disso, como todos os seus aparelhos domésticos estão interligados em uma central, o som está conectado ao Home Theather e ao assistir um Filme em DVD, o aparelho de som disponibiliza amostras de som, de aproximadamente 30s, da trilha sonora do filme. A partir dessas amostras é possível adquirir o álbum ou as músicas através de uma loja virtual. A loja é de fácil acesso, pois está ligada com o software do aparelho de som, a compra é feita em ambiente virtual segura através do cartão de crédito que pode ser digitado na própria tela do aparelho de som.
--Niplascak 09:05, 10 Setembro 2007 (PDT)
[editar] Cluetrain Manifesto e Web 2.0
[editar] Tópicos selecionados do Cluetrain Manifesto
8. Tanto nos mercados interconectados como entre funcionários intraconectados, pessoas estão falando umas com as outras de uma forma nova e poderosa.
9. Estas conversações em rede estão permitindo formas novas e poderosas de organização social e de troca de conhecimento.
10. Como resultado, os mercados estão ficando mais inteligentes, mais informados, mais organizados. A participação em um mercado em rede muda as pessoas fundamentalmente.
11. As pessoas nos mercados em rede perceberam que elas tem melhor informação e suporte que a dos fornecedores. Já basta da retórica corporativa sobre agregar valor nos produtos de consumo.
A internet está revolucionando a maneira como as pessoas se relacionam. Há algum tempo você se preocupava se havia falado com alguém por telefone, e-mail ou pessoalmente. Hoje essa preocupação está cada vez menor, toda forma de comunicação é válida e estamos aprendendo a incorporar os meios de comunicação digitais em nossos cotidianos.
As tecnologias digitais vêm acompanhadas de um fator que impulsionou a comunicação por meio da internet, a velocidade. A possibilidade de estar conectado o tempo todo com milhares de pessoas e poder falar-lhes em tempo real, fascina o homem pós-moderno. Outro fator importante do mundo virtual é a inexistência das distâncias materiais. Não importa se estão em continentes distantes, as pessoas irão se comunicar como se estivessem frente a frente.
Essas possibilidades comunicativas incitaram os usuários a falar mais e mais. Estão cada vez mais tempo conectados e se permitem conversar com mais pessoas simultâneamente. Há cada momento surgem novas propostas de relacionamento, através de comunidades, blog, fotologs, etc. Essa profusão de possibilidades deu a cada usuário um poder que ainda não tinha ciência, o poder da comunicação. As pessoas perceberam em movimentos virtuais que podem "mover montanhas" através das coisas que falam. E se estiverem unidas a força é ainda maior, pois a opinião de um grupo como um todo passa a ter maior importância do que apenas de um consumidor. Além da maneira como nos comunicamos, a Internet também revolucionou nossa relação com o conhecimento, a aquisição de informações. O consumo de informação é crescente, já se fala em sociedade da informação, referindo-se ao mundo pós-moderno em que nos encontramos. As pessoas não estão mais passivas ao conteúdo transmitido, elas perceberam sua capacidade de filtrar o que é de seu interesse e absorver apenas o que lhe será útil. Além disso, as pessoas passaram a ser fonte de informação. Todos nós podemos, a partir das ferramentas disponíveis hoje na internet, publicar um artigo, um vídeo, uma foto e até um livro. Essa troca de conhecimento entre usuários e entre usuários e a mídia clássica, representada virtualmente também, se faz cada vez mais constante e de maneira mais produtiva.
No Cluetrain Manifesto já destacava esses aspectos, como resultado de toda essa evolução, os mercados, os consumidores, estão mais inteligentes. Agora existem mais fontes de informação, os internautas podem trocar experiências e a rede mundial é responsável por fazer a parte mais difícil de colocar as pessoas em contato. Os resultados dessa evolução são consumidores mais críticos, exigindo mais ainda dos produtos e das empresas.
Um discurso pronto não é mais suficiente para convencer o mercado. Talvez esse discurso padrão nem chegue ao consumidor, pois ele já o conhece e o identifica antes da mensagem atingi-lo. Uma vez filtrada a informação, o receptor não despende nem um pouco de sua atenção a esse tipo de comunicação padronizada.
Tendo em vista esse cenário, as empresas devem se preparar para o novo mercado. Devem participar ativamente da produção de conteúdo da rede, pois é dessa forma que os usuários se unem e permitem uma relação mais íntima uns com os outros e também com as empresas.
Esses consumidores também exigem da empresa um posicionamento e ações mais transparentes, pois se as empresas não forem capazes de mostrar esse lado para os internautas, eles darão um jeito de expor todas as fraquezas da marca, somente para prover seu poder, assim como alguns hackers já fizeram para demonstrar sua superioridade para com a segurança da NASA ou da CIA, símbolos da supremacia tecnológica.
No entanto, existe também um resultado menos promissor dessa evolução. Esse novo mercado inteligente, ciente de seu poder de comunicação e da qualidade de sua informação está se tornando uma ameaça para as empresas tradicionais. As empresas sentem-se ameaçadas pelos novos consumidores, pois apenas existem por que seus produtos são consumidos e seus serviços adquiridos. Há ainda outro elemento gerado pela evolução da rede que intimida as empresas, é aquele que disputa a atenção dos consumidores. Os comerciais virais são um sucesso na internet, capazes de atingir milhares de pessoas em poucas horas de divulgação. Se as empresas souberam aplicar seus recursos na tecnologia digital terão atingido mais consumidores por um custo relativamente menor.
Os vídeos virais são o exemplo mais inofensivo, já os blogs não. Esses são vistos como uma ameaça crescente, tanto pelo seu crescimento acelerado quanto pela importância que tem atingido na rede.
A resposta da mídia tradicional foi a recente retaliação sofrida pelos Blogs. O Jornal Estado de S. Paulo lançou uma campanha para questionar a credibilidade da informação adquirida na rede, os vídeos e anúncios questionavam a fonte de informação dos blogueiros, especificamente. Essa campanha gerou muita discussão na internet.
A blogsfera, como é chamado o ambiente virtual povoado pelos blogs, está cada vez maior e com mais usuários, sua importância para a sociedade vem acompanhando esse crescimento. Os leitores e produtores de blogs representam uma parcela significante dos usuárias da internet. Essa discussão levantada pelo Estadão não é nenhuma novidade, a internet, por seu caráter colaborativo, não garante uma fonte confiável, mas ao questionar o internauta diretamente, o Jornal se posicionou contra o movimento atual da rede. Esse posicionamento não é só contrário ao que se tem visto no mercado, como também gerou repúdio dos blogueiros e leitores pelo Estadão.
A resposta foi tão intensa que o Jornal viu-se obrigado a abrir para debate a questão, convidou para uma mesa redonda, blogueiros brasileiros que têm importância no cenário nacional, jornalistas do Estado de S. Paulo e entendidos do assunto.
Esse debate e todas as questões levantadas serviram como prova que os consumidores não aceitam mais as informações em mão única, agora respondem às campanhas das empresas na mesma altura, com repercussão grande o suficiente para gerar desconforto ao emissor da mensagem. Esse movimento comprova que as pessoas que participam de um mercado em rede são afetadas por ele e mudam fundamentalmente.
--Niplascak 09:08, 10 Setembro 2007 (PDT)