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[editar] Bom e mau Design
[editar] Exemplo de mau design
Este cartaz da Igreja Missionária Tanque de Betesda é nitidamente um exemplo de mau design. A óbvia qualidade ruim está no fato de que ele é incômodo até mesmo para um olhar rápido e desatento. Fundo e imagens brigam pela atenção, com vitória do primeiro. O cartaz peca, também, pela obviedade da relação entre a água do fundo, o efeito de água de algumas letras e a Igreja Missionária do "Tanque" de Betesta. Além do mais o texto é composto por uma salada de fontes diferentes e há que se citar, também, a ausência de alinhamento lógico. Em resumo, o cartaz exige grande esforço para ser compreendido e de certo modo agride a visão do observador.
[editar] Fotografia
[editar] Vila da Felicidade - José Caldas
A fotografia de José Caldas, exposta recentemente na CAIXA Cultural de São Paulo, mostra-se extremamente equilibrada e com uma relação perfeita entre imagem e fundo, que através de um processo lúdico e poético atraem a atenção do observador para o mapa do Brasil formado pelos contornos da vegetação. Seguindo a hierarquia sugerida pelo autor, observamos as pessoas do centro no que aparenta ser uma partida de futebol amador, costume característico do país. Em seguida vemos uma série de casas simples alinhadas no que parece ser uma vila. Logo, é possível afirmar que o fotógrafo trabalha bem com as formas e camadas de uma maneira simples, alcançando o que supõe-se ser o seu objetivo citado no título da fotografia: "Vila da Felicidade". A fotografia é passível de crítica no que diz respeito ao contraste da parte superior, na qual as diversas imagens se confundem de modo a atenuar as formas do mapa - elemento que o fotógrafo intentou priorizar.
[editar] Artes Plásticas
[editar] Floresta Crepuscular - Lasar Segall
A pintura de Lasar Segall não chega a ser abstrata, mas representa uma floresta utilizando sugestões e camadas. De fato, nem todo observador deduz se tratar de uma floresta antes de conhecer o nome da obra. Os que conseguem deduzir baseiam-se em elementos como a harmonia do quadro, proveniente da repetição de formas similares, com cores mais ou menos uniformes, o estilo parecido das pinceladas e semelhança entre as formas. É necessário observar, também, que não existe o embate entre fundo e imagem justamente pela ausência de um dos dois - o que está bastante condicionado ao ponto de vista do observador. A justaposição dos elementos indica equilíbrio. Quanto à hierarquia, podemos dizer que é extremamente sutil; só existe devido à iluminação dos elementos de determinada parte do quadro, que atrai a antenção do observador ao centro e posteriormente às extremidades. Por fim, o alinhamento das "árvores" indica simplicidade (estão quase paralelas e justapostas) e gera consistência à obra.
[editar] Cartaz
[editar] 29° Bienal
O cartaz em questão é particularmente marcante devido à simplicidade evidente. Há o predomínio de cores primárias e formas simples. Os objetos têm um bom contraste com o fundo liso e o alinhamento entre o texto e as agulhas dão um efeito sóbrio e uma boa legibilidade. A imagem indica certa estabilidade e fluxo rígido sem possuir um caráter sisudo, o que pode ser explicado pela escala das formas. A hierarquia dos elementos faz com que o observador leia o texto depois de notar as imagens, o que faz com que o conceito do cartaz seja alcançado com satisfação. De fato, existe um íntima relação entre o verso de Jorge de Lima ("Há sempre um copo de mar para um homem navegar") e as bússolas construídas nos copos, o que condiz, também, com a simplicidade inerente ao cartaz.
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