Monique de Goes Sena


				

				

Tabela de conteúdo

[editar] Bom design versus mau design

[editar] Bom design

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Capa impactante e inovadora, tanto pelo contraste de cores, quanto pelo jogo de formas e significados. Extremamente sintética, o leitor tem ideia imediata da mensagem que o designer quis passar. O design é eficiente e a mensagem muito clara.

[editar] Mau design

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Eu ia escrever que esta capa de livro (e a maioria das capas que seguem este modelo) é horrível, além de ser pobre visualmente. Não mudei de opinião: aparência, relevância visual e originalidade ganham nota zero aqui. Por isso ela está sob o título de "mau design".

Porém, só para tentar salvar o designer que fez isso aí e para tentar aplicar os critérios de avaliação de design dados em aula, cheguei a conclusão de que talvez mesmo sendo simplesmente feia (ê, dogma...) esta capa cause impacto na estante de uma livraria e tenha um formato adequado ao seu público-alvo (preconceito). Talvez seja por isso que livros de autoajuda façam tanto sucesso...

[editar] (Des)harmonia e (des)equilíbrio

[editar] Desequilibrado mas harmônico

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Esta capa de livro, por mais assimétrica e desequilibrada que seja, possui uma convergência visual para um único ponto e isso a torna harmônica. Além disso, a cor usada não quebra a harmonia, pois, mesmo sendo contrastantes, as cores não são conflitantes.

A harmonia pode ser desequilibrada, mas creio que não rola equilíbrio sem harmonia, como no tópico a seguir, por exemplo.


[editar] Equilibrado mas desarmônico

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Esta capa se propõe a ser simétrica e consegue transmitir certo equilíbrio, dado que todos os elementos estão alinhados à mesma altura e de forma proporcional. As imagens inseridas nos retângulos verticais, porém, criam um ruído na composição... As imagens "brigam" entre si e rompem a continuidade que poderia haver caso elas não fossem tão diferentes quanto à cor e ao enquadramento.

(Caso elas não fossem tão diferentes ou fossem mais diferentes ainda. Talvez o caso aí seja de falta de contraste, que talvez reforçasse cada retângulo vertical e resultasse numa capa mais harmônica...)


[editar] Avaliação de imagens segundo critérios de avaliação de design

[editar] Fotografia

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A posição simétrica dos objetos vermelhos cria uma harmonia entre as formas, proporcionando um ponto de equilíbrio centralizado na foto, tanto na horizontal como na vertical. Uma fotografia tão alinhada e centralizada deste jeito seria muito monótona se não fosse pela cor: são as formas dos objetos de cor semelhante que dão ritmo à fotografia. E seu contraste com o fundo ressalta ainda mais as camadas da foto: contraste entre a mulher e os carros, entre os vermelhos e os pretos (vermelho da bolsa contra a blusa preta, vermelho dos carros contra o fundo preto da sombra do outro lado da rua). A graça da foto, a sua síntese visual, consiste neste momento decisivo que envolve a pedestre na rua entre dois carros cuja cor coincide com os elementos do seu vestuário.


[editar] Artes plásticas

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Não vou falar da harmonia de um quadro que se chama “Harmonia em vermelho”, pintado por Matisse, além do mais. Mas aqui, mais uma vez, são as cores que proporcionam o equilíbrio, mesmo que através do contraste: há um jogo de tensão entre as cores complementares, a predominância do vermelho sendo pontuada pelo verde. Aqui, me arriscaria a dizer que não há camadas (a menos que se considere o que há do outro lado da janela) porque a figura e o fundo são um só: tudo parece pertencer ao mesmo plano. O quadro dá ênfase à estampa da toalha e do papel de parede, que são um só e se sobrepõe em uma única forma. As curvas da estampa dão ainda mais movimento ao vermelho vibrante e dão um ritmo de dança alegre à imagem.


[editar] Cartaz

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O cartaz é composto por poucas formas, mas bastante contrastantes entre si. Aqui, é interessante falar em figura e fundo pois o preto, que forma a maior parte da imagem e se funde com a moldura do cartaz parece fundo mas na verdade é uma imagem em primeiro plano. Há um jogo muito interessante entre esta imagem do homem e a mulher ao fundo, numa composição de cores bastante vibrante. Quando o observador toma consciência deste jogo entre as formas, percebe harmonia e o equilíbrio envolvidos na composição das camadas de cor que resultam na ilustração do cartaz, reforçados ainda pela cor da tipografia na parte de baixo, planejada para ter as mesmas cores do adorno da mulher que canta. Este é um cartaz bastante sintético: o jazz, as pessoas negras, o homem ao piano e a mulher ao microfone.


[editar] Basmala

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São muito bonitos os traços deste tipo de caligrafia. Talvez pelo ritmo que possuem, talvez pela harmonia presente no fluxo dos contornos, que se estendem placidamente pelo papel e neste caso específico, possuem um efeito visual bastante interessante: como não conhecemos o que está escrito, esta linha horizontal cria uma quebra no fluxo dos caracteres que vinham sendo escritos. Esta também é uma forma de contraste, não entre figura (traço) e fundo (papel) mas sim entre a linha contínua e horizontal e os arabescos de caracteres que se seguem .


[editar] Mosaico

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Não sei se isso pode ser considerado um mosaico, mas como é uma montagem de pequenas peças, vamos lá: a composição é harmônica e equilibrada, dado que segue o mesmo padrão visual e não possui nada que quebre o ritmo nem a hierarquia estabelecidas. A ênfase visual é toda concentrada no retrato, tanto que o fundo é totalmente branco. As camadas de peças justapostas determinam o jogo de sombras do retrato e compõe formas de cor que resultam na imagem.


[editar] Sumi-e

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Assim como a basmala, esta imagem possui um contraste extremamente intenso entre figura (traços negros) e fundo (o branco do papel). A imagem possui um poder de síntese enorme, dado que apenas alguns traços já insinuam as silhuetas dos pássaros. A direção diagonal dos traços dão ritmo e movimento ao desenho, acentuados pela diferença de tamanho entre os pássaros; este contraste no tamanho das formas dá ênfase ao pássaro maior, protagonista do desenho, e cria uma composição assimétrica porém bastante harmoniosa.


[editar] Iluminura

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Este é um modelo de iluminura um pouco anacrônico, dado que William Morris não viveu na Idade Média; mas como trata-se de uma capitular e de uma página ornamentadas, creio que o exemplo é válido. Os ornamentos são uniformes e se repetem com um ritmo que cria uma textura, o que torna a composição bastante harmônica, mesmo sendo assimétrica. Analisar a relação figura e fundo aqui é um pouco confuso, dado que os ornamentos deveriam servir de fundo para a caixa de texto, mas eles acabam ressaltando tanto quanto elas. Talvez o “fundo” mesmo seja o retângulo preto...


[editar] Caligrafia asiática

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Os traços deste kanji não são exatamente simétricos, mas são extremamente equilibrados e harmônicos. Possuem um ritmo contínuo e, mais uma vez, com um contraste máximo entre o branco do papel e o preto do nanquim.


[editar] Anúncio

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Neste anúncio o trabalho com as camadas fica bastante evidente e a figura se confunde com o seu fundo. Além disso, é uma composição bastante harmônica, dado que as cores são contrastantes mas não conflitantes, e equilibrada, pois não há nenhum “peso” visual. As formas coloridas que compõem a textura dão um ritmo vivo ao anúncio e dão ainda mais ênfase para a importância da cor no produto.


[editar] Website

http://www.500daysmusic.com


Este não é um website, é simples demais... creio que está mais para um hotsite. Mas mesmo assim acho o layout bastante interessante. Os boxes com os traços feitos à mão, a tipografia manuscrita e a própria organização dos elementos têm bastante a ver com o filme, pois lembram um caderno de anotações. Como os desenhos têm um padrão e seguem o ritmo proposto pelo próprio design, é um layout bastante harmônico e equilibrado (mesmo não sendo simetriquinho). As cores criam um contraste interessante e a montagem de fotografias do filme e ilustração também contrastam entre si.


[editar] Pesquisa sobre designers

[editar] Zuzana Licko

Designer de tipos, nascida em 1961, na República Checa. Fundou a Emigre na década de 80, juntamente com seu marido, Rudy Vanderlans. Lá, ela começou a contribuir com fontes para a jovem ‘revista que ignora fronteiras’. Ao invés de reproduzir (em uma impressora matricial) formas tipográficas anteriormente adaptadas da caligrafia, metal e fotocomposição, Zuzana usava um software de domínio público para criar fontes bitmap. Zuzana é conhecida pela criação da fonte Filosofia. A família Filosofia Regular (regular, itálico, bold, small caps e fractions) foi desenhada em 1996 para aplicações em textos longos. Baseada no desenho da Bodoni, mas adaptada para longos textos, ela é um tanto robusta e tem menos contraste que as demais interpretações da Bodoni para resistir a reduções em corpo de texto.

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[editar] Saul Bass

Designer norte-americano nascido em 1920, Saul Bass é conhecido tanto pelo trabalho no design quanto pelo cinema, conhecido pelos trabalhos com as aberturas de filmes, juntamente a Alfred Hitchcock, Otto Preminger e Martin Scorsese. Trabalhou ainda com identidade visual, e elaborou os logos da United Airlines (imagem abaixo), da AT&T e também da Minolta.

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Seus cartazes de filme possuem um estilo bastante próprio, com uma representação bastante iconográfica dos elementos.

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