Michele Pereira da Silveira
Aluna: Michele Silveira
Curso: Publicidade e Propaganda (noturno)
e-mail: michelepsilveira@gmail.com
flickr: http://www.flickr.com/photos/52733835@N02/
[editar] Bom e mau design
[editar] Bom design
[1] O cartaz mostra a Ópera de Sidney de uma forma diferente. A construção da imagem é feita apenas por palavras, cores, tons e espaços vazios. Podemos considerar a obra um bom design, pois o artista usa de forma muito inteligente o desenho das letras, juntamente uso correto das cores, passando a ideia de. Os elementos formam uma composição que é ao mesmo tempo curiosa e agradável aos olhos, despertando a atenção das pessoas.
[editar] Mau design
[2] Um bom exemplo de um mau design, cartaz é composto por uma série de elementos que não dialogam entre si, gerando certa confusão para aqueles que observam a imagem. Os logos ocupam mais da metade da página, tornando o cartaz menos atraente, sem contar o fato da maneira desarmônica na qual as logomarcas estão dispostas, com tamanhos diferentes e fundos diferentes. Em toda a arte, localizada na parte de cima, não há um alinhamento entre as palavras, tornando a composição ainda mais confusa. É possível destacar ainda o recorte mal feito da foto e os elementos que são colocados na imagem, como estrelas e pingos de tinta, que poluem ainda mais o cartaz.
[editar] Equilíbrio e Harmonia
[editar] Equilíbrio e Desequilíbrio
[3] A imagem não é nem um pouco simétrica, mas mesmo assim, nos dá a sensação de equilíbrio. Os cabelos com traços curvilíneos trazem a ideia de movimento para o cartaz, ao mesmo tempo, em que a cor vermelha destaca pontos importantes da imagem. Os espaços vazios têm um papel muito importante na composição, pois eles juntamente com a presença de alguns traços, auxiliam nosso cérebro formar a imagem completa na nossa cabeça, efeito chamado “gestalt”. Enfim, o cartaz possui vários elementos diferentes, mas consegue destacar alguns deles, de forma que não perde o diálogo entre toda a composição..
[4] Nesse cartaz conseguimos enxergar um exemplo claro de desequilíbrio. Além dos elementos não possuírem um diálogo entre si, há uma concentração de itens nos 2/3 superiores da composição. Quando olhada de forma conjunta, a arte nos provoca certa confusão, já que cada elemento fala separadamente, não construindo uma relação e muito menos uma mensagem única.
[editar] Harmonia e Desarmonia
[5] O cartaz nos mostra um exemplo de harmonia. As cores, principalmente os tons de vermelho e preto, e o fundo branco formam fazem a composição nos transmitir a sensação de que os elementos estão seus lugares certos. A imagem consegue nos dar a ideia de movimento por meio dos seus traços e tons, além de transmitir a sensação de ser algo divertido e, ao mesmo tempo, leve. A tipografia leve com suas cores pastéis posicionadas no canto superior esquerdo não interfere no equilíbrio da composição, dialogando inclusive com os outros elementos.
[6] O cartaz mostra um exemplo de desarmonia. As cores brigam entre si, cada uma querendo chamar mais a atenção para si. As fotos, na maioria dos casos um recorte mal feito, também entram em conflito. O texto, principalmente o da parte inferior, não possui um alinhamento e nem escolha de cores pensadas, sendo mais um item pesado no meio dessa confusão.
[editar] Gravidade
[7] A imagem desafia a gravidade de diferentes maneiras. A junção de elementos dispostos em diferentes posições combinados com a textura quadriculada, que não sabemos se é o chão, o teto ou as paredes, cria certa confusão ao olhar o cartaz. Entretanto, alguns elementos, principalmente as maçãs, nos trazem a referência de gravidade novamente. A posição da menina, das árvores e de outros elementos, também nos dão o referencial da gravidade.
[editar] Galeria temática semanal: Botões
[editar] Exercício: Cor Aprendida e Apreendida
A violeta é uma flor muito comum, pois é barata e muito durável. Ela é geralmente encontrada em pequenos vasos em que há várias pequenas flores e botões. Como ela geralmente não está sozinha é muito difícil reparar nas cores e tons de uma só flor, pois nossos olhos costumam olhar a imagem do vaso de uma forma geral, observando principalmente a cor dominante. Com isso, nossos olhos acabam não reparando na riqueza de detalhes que uma flor pode ter. Nesta violeta, por exemplo, ao observá-la sem prestarmos muita atenção podemos dizer que ela é uma flor roxa, sendo esta a cor aprendida. Entretanto, ao observarmos mais atentamente, é possível observar um suave contorno branco em suas pétalas, além de uma transição nos tons de roxo, que são mais claros nas extremidades e mais intensos ao centro. O amarelo, cor complementar do roxo, ao centro equilibra a imagem e a torna agradável visualmente. Estas são as cores apreendidas, que nos mostrar a diferença de tons, já que na natureza não existe mono cromo.
[editar] Exercício: Profundidade, Grão e Tempo
Profundidade
O foco permite destacar elementos e/ou atribuir profundidade à fotografia. Ele pode estar concentrado em certos elementos da imagem ou estar presente nela como um todo. Para este exercício reuni elementos relacionados ao ballet e os coloquei de forma a destacar os objetos. Na primeira imagem o foco está em toda a foto, dando profundidade e chamando a atenção para todos os elementos, a bailarina de vidro, as sapatilhas e o vestido. Já na segunda, temos a bailarina, que está no primeiro plano, com um maior foco. Isso faz que nossos olhos olhem primeiramente para ela, sendo também diminuída a noção de profundidade.
Grão
O ISO é o responsável pelo grão da foto. Quanto mais baixo for o ISO maior será a qualidade da foto, sendo rica em detalhes, entretanto, quanto maior for o ISO, maior também será o tamanho do grão na imagem, deixando-a menos definida. Ao observarmos essas duas imagens, principalmente na parte dourada do frasco, podemos perceber na primeira, em que o ISO 80, é possível ver claramente a textura que imita argolas douradas sobrepostas. Já na segunda, com o ISO 1600, não há uma clara definição.
O tempo de exposição nos permite transmitir diferentes sensações. Quando temos um alto tempo de exposição temos movimento, este pode causar uma sensação agradável aos olhos quando simula a realidade ou pode criar estranheza quando nos mostra movimentos não observáveis no dia-a-dia. Já o baixo tempo de exposição nos permite registrar cenas que são vistas mas não são percebidas normalmente, pois acontecem rapidamente. Para fazer essas fotos escolhi a água, elemento comum no nosso cotidiano e que permite certa liberdade ao lidar com o tempo da câmera. Na primeira imagem temos um elevado tempo de exposição. A água parece formar um delicado véu, sendo possível notar também o movimento das as pequenas gotas que espirravam. As moedas no fundo do recipiente ficam pouco definidas devido ao movimento da água. Já com baixo tempo de exposição, capturei o momento exato em que a água cai no recipiente, formando um “splash” na água que estava parada, sendo possível observar as gotas d’água e havendo uma maior definição nas moedas. Não foi possível aumentar ainda mais a velocidade, para conseguir uma definição exata nas gotas, devido às restrições da câmera.
[editar] Exercício: Ser brasileiro é... ter refências religiosas como parte do cenário
Imagem tirada no feriado de 7 de setembro, a foto destaca a presença de uma estátua do Cristo Redentor em meio a um cenário verde, encontrado em uma chácara próxima à São Paulo. É interessante que a imagem religiosa é um dos últimos elementos a ser percebido, estando ela envolvida ao cenário em que se encontra. Nesta fotografia aproveitei a luz do dia, o contraste de cores e o bonito desenho formado pelas sobras. Mais referências sobre ser brasileiro e religião são encontradas na foto da Sushila Vieira.
[editar] Exercício: Zoom e Compensação de Exposição
Zoom
O zoom é o recorte de uma cena, um importante elemento para fotografar imagens a longas distâncias sem interferir no ambiente, sem ser percebido. Entretanto o uso do zoom trás algumas conseqüências, como a diminuição da luz, a diminuição da definição da imagem e da percepção de profundidade. A primeira foto mostra uma cidade em um dia nublado vista de um lugar alto, sendo possível ter uma noção da profundidade e do tamanho real dos elementos. Quase no meio dessa foto é possível notar a presença da bandeira destacada na segunda imagem. Esta, apesar de permitir que consigamos visualizar a bandeira, é prejudicada pelo uso do zoom, assim, não há uma imagem muito bem definida e a noção de profundidade é bastante prejudicada.
Compensação de Exposição
A compensação de exposição é usada quando temos um elemento mais escuro e outro mais claro, sendo difícil manter as cores reais na fotografia. Assim, a compensação é aquela responsável por “sacrificar” um elemento em função do outro. Essas imagens mostram um gato na sacada de um apartamento. Na primeira optou-se por manter o fundo, assim, o animal acabou escurecido na imagem. Já na segunda foto, o escolhido foi o gato, assim ele ficou na sua cor natural e o fundo foi clareado, ficando “estourado”. Com a compensação destacamos apenas um dos elementos existentes na imagem e o outro acaba sendo deixado em um segundo plano.
[editar] Exercício: Iluminar e Clarear
Iluminar
Os frames foram retirados da cena de abertura do filme francês de 2001, “Le fabuleux destin d'Amélie Poulain”. O filme retrata uma Paris nostálgica, multicolorida e lúdica e conta a história de uma garota solitária que resolve ajudar as pessoas a descobrirem a felicidade. Há uma fotografia muito curiosa que por meio das cores complementares vermelho e verde tenta transmitir uma sensação, segundo alguns, de um parque de diversões. Na infância Amelie foi criada pelo pai ausente, mas mesmo sendo tristonha ela não deixa de ter traços de criança. Durante a abertura podemos perceber claramente esses sentimentos. Há uma keylight que ilumina de forma intensa o lado esquerdo do rosto da personagem ainda jovem, atribuindo certo drama à expressão da criança. Há uma backlight que ilumina o fundo e trás profundidade à cena. A combinação de luzes nos deixa instigados a conhecer Amelie, convidando-nos a assistir o filme que se inicia. Um olhar profundo e a expressão séria desta criança no primeiro frame e o sorriso sincero e travesso da menina no segundo, nos faz querer saber mais sobre os pensamentos de Amelie e sobre sua história.
Clarear
“A Marvada Carne”, 1995, é um filme de André Klotzel, sendo um dos primeiros do Novo Cinema Paulista. A produção rompe com a improvisação e a iluminação natural tão característicos do Cinema Novo, assim, a fotografia começa receber destaques nos roteiros. A história mostra o universo caipira a partir da oralidade e dos “causos” populares. A iluminação é pensada para ressaltar ainda mais detalhes da história. No primeiro frame temos o personagem Nhô Quim – cujos os maiores sonhos sempre foram se casar e comer carne de boi- olhando admirado a imagens na TV de bois na vitrine de uma loja da cidade. A iluminação da cena é bem simples, temos uma backlight que nos permite visualizar o fundo e uma keylight que ilumina mais o chapéu e a roupa do que o próprio personagem. Já na segunda cena, após ser enganado e roubado no mesmo cenário, Nhô Quim está perdido, sem saber o que fazer. A luz do estacionamento que na primeira cena era amarela agora de torna verde e não ilumina diretamente no personagem, há apenas uma backlight feita pela luz dos televisores. Com estas cenas conseguimos perceber que mesmo existindo certa preocupação com a iluminação, esta é pensada de acordo com a cena, resultando em incoerências entre cenas no mesmo local. Entretanto, por mais que o filme não se preocupe com esses detalhes, “A Marvada Carne” foi uma produção que por se preocupar com iluminação já deu um grande passo no cinema nacional.
Mais informações sobre o filme em http://www.dominiosdelinguagem.org.br/pdf/d4-13.pdf



























