Michelangelo

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

[editar] Breve histórico

Órfão de mãe, Michelangelo foi criado pelos pais e pelas tias, que pareciam não aceitar ter um artista na família. Mesmo apanhando muito por passar as aulas desenhando em vez de se aplicar aos estudos, decidiu seguir o caminho das artes e foi aprendiz do pintor Domenico Ghirlandaio, do escultor Bertoldo di Giovanni e de Lourenço de Médici.
De 1490 e 1492, freqüentou a escola de Lourenço, onde a convivência com muitas pessoas proeminentes e a filosofia platônica da época influenciaram seus ideais, transparecendo em sua arte.
Michelangelo estudou também anatomia, por isso, muitas de suas obras contém detalhes curiosos: partes do corpo escondidas e perfeitamente desenhadas. Apesar de ter se dedicado majoritariamente à escultura, nunca deixou de desenhar. Os afrescos da Capela Sistina são, sem dúvida, exemplos da maestria com que Michelangelo pintava.

Viviane Mieko Ito --Viviane Mieko Ito 09:53, 14 Outubro 2007 (PDT)

[editar] A “fotografia” de Michelangelo

As expressões ilustradas nos semblantes de seus personagens, em sua maioria figuras históricas, fazem de Michelangelo Buonarroti um exímio fotógrafo, além de pintor. Rostos preocupados, desiludidos, em fúria, trazem essas sensações para os espectadores das imagens. Os gestos são outros detalhes peculiares das obras: o oferecimento do corpo à morte iminente que Cleópatra realiza, os famosos dedos unidos de Deus e Adão, em A Criação de Adão, que permitem um destrinchamento de símbolos infinitos, entre outros, mostram a intenção de Michelangelo em retratar os sentimentos humanos de personagens famosos da História.

Grande parte dessa capacidade está impressa em suas esculturas. Pietá e David são os exemplos mais famosos. A riqueza em detalhes nas esculturas reflete-se em seus desenhos e pinturas. Michelangelo era um grande observador, o que o levou a saber “fotografar”, reproduzir cenas de maneira exímia. Existe até mesmo uma lenda de que quando a estátua Móises ficou pronta, Michelangelo bateu nela com o martelo e disse a ela “Parla!”, de tão perfeita que ela tinha ficado.


Viviane Mieko Ito --Viviane Mieko Ito 06:02, 13 Agosto 2007 (PDT)

[editar] Análises de obras

O juízo final

Trata-se de um enorme plano geral. Pode-se observar a habilidade de Michelangelo ao executar a obra, pois capta “tudo acontecendo ao mesmo tempo agora”. É uma obra cheia de detalhes, e que conta uma história que é conhecida por todos pela Bíblia: o julgamento final dos homens por Deus. Esta história nos é contada da esquerda para a direita, de cima pra baixo. No terço inferior esquerdo, pode-se ver os homens condenados e alguns chegando para julgamento. Nos terços superiores, encontra-se a figura de Cristo, que é o ponto principal do quadro, exaltando sua soberania perante os homens. Isso ocorre porque tons de amarelo envolvem a figura divina em um aspecto luminoso. Os mais próximos a ele estão pintados de cores claras, que implicam mais luminosidade, ao contrário dos terços inferiores do quadro, todos mais escuros. O quadro é iluminado, exceto os terços inferiores, por uma backlight, pois pode-se obervar que as figuras parecem estar descoladas do fundo, e a luz principal é a que vem da figura de Cristo, e espalha-se por todo quadro.



Delphes Sylphide

O enquadramento é de Plano Geral, em que se pode observar o corpo inteiro da personagem, e mais alguns detalhes, como o contexto em que está envolvido. Sentada em uma pedra, parece olhar para alguém à esquerda. Há uma sensação de que muitas pessoas estão em sua volta, observando. Um fato importante parece estar ocorrendo, que prende a sua atenção, pois até mesmo parou de ler o pergaminho. As suas feições prendem o olhar, que pára de repente no indivíduo desnudo, com um livro aberto e outro indivíduo na sua frente. Há predominância de sombras e tons escuros. Um vento sopra e levanta as tranças dela. Segundo a história, foi ela quem fez a previsão de que uma virgem daria à luz a um profeta que não conheceria nada da corrupção do homem. Parece preocupada com o que previu. A cor laranja da vestimenta é o ponto mais luminoso da obra, com destaque aos tons amarelados no joelho. Uma key light vinda da esquerda de quem olha, de cima par baixo é usada, deixando sombras na parte direita (do obsevador) do quadro. A luz ilumina também um pouco do personagem desnudo, formando sombra. Verifica-se que o pé descalço e o rosto estão localizados um pouco à direita do centro, e não totalmente centralizados, destacando ainda mais esses detalhes do quadro. O corpo da personagem é proporcional à cabeça.



Profeta Jeremias

O Profeta Jeremias era tido como triste e sem esperanças e pela sua luta constante com o diabo. O retrato de Michelangelo consegue transmitir essas sensações através de um enquadramento de plano geral, cores sombrias e personagens femininas - gênios - nos terços superiores, que acompanham a expressão de desapontamento do profeta. O gênio atrás do profeta o acompanha numa expressão de desapontamento, indignação. o gênio de vestes vermelhas, por sua vez, parece estar alheiao à situação, observando o outro, que está desapontada. O profeta olha fixamente para o chão. O vermelho e o laranja que aparecem no quadro acompanham a luz, que vem do lado direito de quem vê, sendo uma key light. Pode-se observar as sombras que essa luz forma, nos lados esquerdos dos personagens.



A Criação de Adão

Deus fez Adão "à sua imagem e semelhança". Carregado desse sentido bíblico, o afresco exibe Deus e Adão com formas musculosas proporcionais e semelhantes, em um plano geral. O olhar do obsevador é direcionado da direita para a esquerda, em que Adão recebe a vida pelo dedo de Deus. Os querubins parecem ansiosos e são segurados por Deus. A key light vem da esquerda para a direita, iluminando Adão, principalmente. Há uma luz vindo de trás do Adão, que destaca a imagem os dedos unidos. Deus encontra-se em movimento, como em outros retratos de Michelagelo. Tons amarelados predominam por toda pintura, mas a luminosidade é pouca, pois esse tom é misturado a outros tons escuros.


--Viviane Mieko Ito 10:10, 9 Dezembro 2007 (PST)

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