Mariana de Camargo Penteado

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

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[editar] Cor aprendida Vs. Cor apreendida

Os nomes que damos às cores, assim como a outros objetos do mundo, passa por reforçamento social. Aprendemos, diante do olhar extasiado de pais babões, que o monstrengo peludo que abana o rabo a qualquer um que se lhe dê atenção é chamado "cachorro". Aprendemos também que o céu é azul e que bananas são amarelas. No entanto, a experiência real das coisas ultrapassa em muito essa possibilidade de nomeação. E, para além disso, existem não poucas situações em que a as idéias e classificações das coisas estão em conflito com a realidade percebida (vide o caso do poodle, que muitos insistem em dizer ser um cachorro). No que tange ao universo das core, pode-se dizer que a cor atribuída a um objeto convencionalmente é chamada cor aprendida, enquanto a cor vista em níveis mais basais ou de modo mais imediato é a cor apreendida. Podemos, através do exercício da percepção, notar mesmo no dia-a-dia a diferença entre essas duas. Um exemplo... O tomate. Diga agora de que cor é o tomate. Vermelho, certo?


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Certo, o tomate é vermelho. Agora vejamos melhor... Ou de outro modo.



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Sim, o tomate é vermelho, também. Compõe-se, porém, de outras cores, conforme mostra a figura pixelizada. Além de a imagem conter vermelhos variados, mais ou menos saturados, com mais branco ou mais preto, temos também pontos em que há bastante amarelo (e laranja). Assim, pode-se notar que existe diferença entre a cor aprendida (tomate é vermelho) e a cor apreendida (essa complexa formação de várias cores).

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