Mariana Travieso Bassi
Tabela de conteúdo |
[editar] PRODUÇÃO GRÁFICA (2011)
[editar] Aula 1
[editar] Avaliando Designs
O "MAU" DESIGN
Este é um exemplo de “mau design” porque, primeiramente, é poluído: as letras e palavras estão aleatória e precariamente dispostas (gerando “buracos brancos” desnecessários), e possuem fontes distintas, causando desconforto visual. Além disso, as imagens que as palavras formam são duras, estranhas, não há dinamismo algum em um cenário que teoricamente deveria possuir tal característica, em se tratando de uma savana.
As “árvores” e a “girafa” atrás da “cabeça” foram distintamente construídos, ou seja,as primeiras são angulosas, e a segunda mais arredondada, contribuindo para o estranhamento.
Outro ponto a ser destacado é a disposição equivocada dos elementos, não se respeitando a regra dos terços, tampouco as margens (por exemplo, o “chapéu” toca a borda da figura, e a árvore oposta não), nem ao menos há a utilização sábia dos espaços em branco.
Por fim, sabe-se que um trabalho de design deve servir a algum propósito ou objetivo, porém este “cartaz” não torna possível nem a percepção de a qual finalidade ele serve.
O "BOM" DESIGN
Este é um exemplo de “bom design” exatamente por ser leve, e seus elementos (cores e tipografia) sabiamente utilizados. Em primeiro lugar, trata-se da divulgação de um concerto. E mesmo que isso não fosse explicitado pelas informações dispostas abaixo da imagem, é possível perceber que a pintura representa algum tipo de som ou música (através dos pássaros voando e da disposição das cores), até possibilitando ter-se uma ideia do que o grupo toca em seus instrumentos clássicos: um som leve, mas ao mesmo tempo mais grave, quase melancólico, onde os instrumentos se fundem na melodia e no sentimento transmitido.
Estruturalmente falando, a margem branca foi bem empregada, a fim de otimizar a leveza do anúncio, assim como os espaços abaixo, onde foram dispostas poucas palavras, com fonte - arredondada com serifas, ou seja, trata-se de algo clássico (música clássica) e ao mesmo tempo mais leve - e cores condizentes com a pintura acima, isso se estendendo aos logos dos patrocinadores. Ainda sobre as fontes, é interessante notar que elas não estão totalmente alinhadas, passando a sensação de melodia fluida e não monótona.
Além disso, percebe-se que a regra dos terços foi bem empregada, cabendo ao primeiro horizontal os tons azuis, ao segundo os avermelhados e escuros, e ao terceiro a maioria do espaço em branco; e com relação aos verticais, o do meio (segundo) concentra a maior parte das informações, dirigindo o olhar do espectador para os dados divulgados.
[editar] Aula 2
[editar] Dois Pilares do Design (e seus opostos)
Agora, será apresentado aqui um exemplo para cada um dos dois pilares do Design (Equilíbrio e Harmonia), e também para cada um de seus opostos. São os seguintes:
EQUILÍBRIO
Esta imagem possui cores não muito contrastantes entre si, e disposição básica dos elementos: dois guardas quase na mesma posição, ambos arrastando uma pessoa ao centro. Não há qualquer menção de se sair desta estabilidade que foi retratada. Ou seja, poderia se dividir esta composição em duas metades quase iguais, proporcionais, de peso igual. E portanto, equilibradas.
DESEQUILÍBRIO
Este anúncio da Nikon possui vários elementos equilíbrados (cores, enquandramento), porém o principal deles, ou seja, a pessoa que está no centro, nos causa um desconforto visual muito grande devido à sua posição – torto, joelhos dobrados, na ponta dos pés – que parece preceder um tombo. Ou seja, ela – e portanto a imagem como um todo, já que ela é o centro da composição, e portanto possui maior influência - esté em desequilíbrio.
HARMONIA
Já esta peça possui como grande característica a harmonia, pois apresenta em toda sua extensão tons parecidos e suaves – avermelhados -, e elementos poucos e homogêneos: as várias ramificações de um vaso sanguíneo. Ou seja, todo ele constitui-se de repetição de padrões – mesmo que não idênticos.
DESARMONIA
Esta peça publicitária da Alpargatas é fundamentada na desarmonia porque os elementos estão dispersos por sua extensão, não há tamanho ou forma definidos – ou seja, estes variam quase totalmente entre as figuras -, as cores são contrastantes: tons vibrantes, contrastantes entre si e em relação ao preto do fundo, e o próprio “movimento” aleatório de suas partes, se entrelaçando e se dispersando, coopera para o “caos” pretendido.
[editar] Aula 3
[editar] Newton: desafiar & concordar
Como exercício prático desta aula - onde se discutiu, entre outras coisas, o centro de atenção do olhar e a necessidade de se respeitar as leis naturais às quais estamos submetidos, e portanto de alguma forma, acostumados -, foi pedido para que coloquemos aqui um anúncio que desafie a lei da gravidade, e outro que a respeite. Durante a navegação pelas águas incertas do Google, encontrei quatro exemplos que valem a pena serem colocados aqui. Os três primeiros servem mais ao pedido "oficial", e o outro, para rápida ilustração das discussões de classe.
NEWTON: DESAFIAR
Este anúncio, que por sinal ganhou o Cannes de 2008, desafia a lei da gravidade simplesmente porque possui uma máquina de lavar... no céu!
Assim como bem disse o professor Luli, segundo nossa percepção básica, objetos pesados normalmente ficam no chão, e se estão no céu é porque estão lá por algum motivo, e alguma hora irão cair.
E como céu não é lugar para objetos de peso, pergunta-se: o que a máquina de lavar, algo geralmente bem pesado, faz voando no meio das nuvens? Tudo bem, ela até pode estar "apoiada" pelo título, mas a caixa de texto está inclinada, ou seja, ainda há a possibilidade do tal eletrodoméstico cair. Além disso, a caixa do título não está alinhada ao chão, o que contribui para o desequilíbrio e portanto para a subversão da lei de Newton.
Particularmente achei este anúncio do jogo de mesa Scrabble muito interesante, porque joga elementos não comumente encontrados no cotidiano do público (um elefante), em uma situação mais inusitada ainda (esquartejado), e para completar, na posição em que estaria se estivesse inteiro. Ou seja, pedaços de elefante voam pelo espaço. Assim o anúncio desafia Newton descaradamente: aquelas partes de elefante (animal pesado) estão ali, suspensas no ar, mas irão cair. E irão causar um grande estrago. E isso causa uma desestabilização e tensão no leitor, provavelmente intencionais, exatamente por esse desafio de regras com a finalidade de divulgar o objetivo do jogo (reordenar letras, formar palavras, e assim ganhar pontos).
NEWTON: CONCORDAR
Este anúncio da Carrera Blindados, por sua vez, é um exemplo simples e bem ilustrativo de respeito às leis da gravidade exatamente por ter carros, pesados, apoiados em letras grandes e portanto sólidas, retas, suas linhas coincidindo com o horizonte do leitor. Ou seja, tudo estável.
EXEMPLO-BÔNUS
http://www.brandme.com.br/picture/anuncio%20cooperado%20-%204.png?pictureId=854960&asGalleryImage=true [10]
Este é um belo exemplo de desrespeito às leis naturais e à sequência de atenção.
Isso porque sempre quando se desenha - ou imagina mesmo - alguém sonhando com algo, a pessoa está embaixo, e o balão está em cima - por um corpo humano ser mais pesado do que um sonho. E isto foi invertido aqui.
Em segundo lugar, na sequência devida da atenção, para que a mensagem fosse passada corretamente, a primeira coisa que se notaria seria a pessoa, depois o balão com o sonho, e por último o título. Mas o que de fato acontece é se ver primeiro o balão com o notebook, depois o título e por último a moça.
Ou seja, aqui seria necessária uma revisão de conceitos básicos sobre a realidade e as criações dela derivadas.
[editar] FOTOGRAFIA DIGITAL (2010)
[editar] Aula 4
[editar] cor aprendida X cor apreendida
a fim de diferenciar cor aprendida de cor apreendida, podemos pegar como exemplo as cores das folhas de uma palmeira: à primeira vista, a maioria das pessoas dizem que ela é verde (pois fomos ensinados a reconhecer esse tom como verde, e nomearmos genericamente as folhas desta cor. esta é a cor aprendida). Mas olhando mais de perto, pode-se perceber que existem no minimo 3 intensidades diferentes de verde, além de tons de amarelo (centro) - este também graças à luminosidade - e marrom (pontas) - e que são alguns exemplos de cores apreendidas.foto folhas
--189.78.132.233 Mariana T Bassi 29 Agosto 2010
[editar] Aula 5
[editar] profundidade, tempo de exposição e grão
[editar] Profundidade
Quando se fala em "profundidade", a maioria das pessoas pensa em algo fundo, por exemplo um poço. Na fotografia, o conceito é semelhante, falando-se em pouca ou muita profundidade, mas neste caso, a diferença está na focalização - e não no quão grande um buraco possa ser. O olho humano tende a focalizar apenas um objeto - sendo esta uma característica herdada do tempo de caça, onde se necessitava dar mais atenção ao que estava mais próximo do sujeito -, característica a qual tentou-se reproduzir nas câmeras (digitais) atuais como a função "macro" (aquela opção florzinha). E foi com ela ativada (com a câmera apoiada no chão, e chegando bem perto do objeto - o suficiente para que ele não se desfocasse também) que a seguinte foto foi tirada: profundidade 1 Já o outro tipo de profundidade diz respeito à visão ampla, 180 graus que o olho humano possibilita quando não focaliza nada em especial - quando se está em uma praia ou montanha, ou simplesmente entre as avenidas perto da estação do metrô (e com a função macro desativada): profundidade 2
[editar] Tempo de exposição
O tempo de exposição - ou velocidade - diz respeito a quant(as frações de)os segundos o obturados da câmera fica aberto, deixando passar a luz. Quando se deixa a máquina em suas funções básicas - isto é, com o obturador trabalhando a uma grande velocidade (frações de segundo) -, ela tende a paralisar a imagem, como na foto: tempo de exposição 1, onde o carro está subindo a ladeira a uma velocidade considerável, mas na imagem parece que ele está meramente estacionado no meio da rua. E quando se coloca a câmera para operar no modo "crepúsculo", ela fará com que o obturador fique um tempo maior aberto, captando mais luz e mais movimento - como no caso: tempo de exposição 2, onde a foto foi tirada a partir da janela de um vagão do metrô em movimento.
[editar] Grão
é um dos componentes do fator Sensibilidade da foto, regulada pelo ISO e pela quantidade de luz do local. Ou seja, fala-se em grão fino quando o ISO é baixo e o objeto está recebendo luz abundante, possibilitando a captação de detalhes do objeto fotografado, como no exemplo: grão 1, onde a lente foi aproximada do objeto, com a função macro ativada, mas a uma distância suficiente para que nada entrasse no foco principal, e a sensibilidade captasse de tudo um pouco (dos elementos nos planos primeiros). Quando se fotografa um objeto a pouca luz e com o ISO alto consegue-se o efeito contrário: pouca sensibilidade, ou seja, poucos detalhes, e um efeito "granulado" - ou seja, com grãos grandes. Uma ressalva precisa ser feita aqui: os grãos só aparecem nas câmeras analógicas (de filme de rolo). Nas digitais, tal efeito é denominado "artifact", pecebido na seguinte imagem: grão 2 - onde a tigresa de pelúcia puída foi iluminada por uma luz branca indireta, em um quarto escuro.
--189.78.132.233 Mariana T Bassi 00:39, 06 Setembro 2010
[editar] Especial: Semana da Pátria
o que é semana da pátria para você?
para mim, é poder voltar cedo para casa, depois de subir a ladeira da avenida sob o sol quente da tarde, e finalmente descansar um pouco: semana da pátria pra mim é...
--189.78.116.62 Mariana T Bassi 20:53, 06 Setembro 2010
[editar] Aula 6
[editar] Aula de Iluminação [com Dani Gurgel]
desta vez tivemos aula com a Dani Gurgel, que nos proporcionou momentos muito ricos e divertidos! Foi quase um "aprender brincando", literalmente! minhas fotos foram as seguintes: aula prática iuminação 1 e aula prática iuminação 2 e uma foto making-off anterior às da flauta (só para "esquentar")aula prática iuminação 3
Fiquei tão empolgada que tive de escrever um conto sobre essa aula. Escrito às pressas mas com muita emoção. E bem, aqui vai ele:
Aula prática
E ai me tiraram do meu estojo. Confortável. E me colocaram em um pano... azul acho. Ouvi alguém dizendo que era preto, mas com certeza aquilo era azul. Marinho.
E me mexeram, me desmontaram. E daí pá! uma luz forte foi acesa, iluminando quase toda minha superfície. Eles tavam felizes, me rodeando. Todos segurando umas coisas meio quadradas que fazia clek. Acho que chamavam de máquina.
Uma delas era a maior. O dono era o maior também. Ah e tinha aquela mocinha mais magrinha e também alta. Mas a máquina dela era mais normal. Tinham também outras pessoas, além do meu dono, que permaneceu quase todo o tempo só me fitando – com orgulho, acho. E todos aqueles humanos me olhando, com interesse. Me senti importante pela primeira vez desde que meu dono me usou, faz um tempo já. Acho que em contagem humana devia fazer anos. Mas não interessa agora. Voltemos ao que eu estava falando.
Bom, arrumaram o pano. E mexeram numas folhas brancas, perto, longe. Gostei. Me fazer mais bonita. Taí.
Enquanto guardavam o momento naquelas caixinhas-máquina, falavam sobre coisas que eu não entendi muito bem. Nu artístico. Submarino. Beatles. Humanos...
E daí uma mulher pequena, mas com ar maduro chegou perto, e falou pra eles mudaram alguma coisa. Me tiraram do lugar de novo, colocaram meu pé em cima da minha cabeça. Vixe quase fiquei tonta. Tentei voltar pra uma posição mais confortável, mas toda vez me giravam pra posição que eles queriam. Muita folga não? Mas tudo bem, resolvi ser boazinha, afinal não é toda vez que tem tanta gente interessada por mim de uma vez. E a mulher mais madura pelo menos falou algo que eu entendia: sol sustenido. Fiquei radiante por ela falar minha língua – ok quase a minha língua, traduzida na dos humanos. Mas pelo menos já era alguma coisa. E assim resolvi cooperar pra valer.
E daí, de amadorismo, começou a surgir imagens realmente boas. Fotos, acho. É, acho que chamavam assim. E ficaram felizes, abriram sorrisos que só os humanos conseguem fazer. Bonito também. Mas sabia que o mais bonito (a mais bonita, vai) era eu, e fiquei ainda mais feliz. Meu brilho deve ter aumentado por isso, mas aposto que ninguém percebeu, esses humanos autocentrados.
E enrugaram o pano, jogaram mais luzes, pessoas trocaram de lugar. Sorrisos. Me senti feliz, útil de novo. Já disse isso?
Não importa.
A brincadeira (ou era sério?) até que durou bastante. Os rostos refletidos em meu metal estavam começando a ficar cansados quando decidiram parar – só o de uma garota baixinha parecia querer mais. Mas ela não falou nada também. Problema dela.
Apagaram a luz. Meu dono me pegou, me montou e me colocou no escuro de minha casinha. E juro, ela não estava mais tão escura assim. Acho que o brilho de minha felicidade ainda iluminou um pouco o meu conforto, ainda sentindo o calor da luz e das mãos, dos sorrisos e da diversão que eu pude proporcionar ali.
E me senti satisfeita.
--189.78.130.56 Mariana T Bassi 16:30, 15 setembro 2010
[editar] Aula 10
[editar] Iluminação - exercício
A partir da aula de iluminação (desta vez com materiais um pouco mais profissionais), foi pedido para que descrevêssemos o emprego desta técnica em uma cena de filme a escolher.
Assim, optei pelo filme Moulin Rouge (2001), por ser o primeiro que me veio à cabeça quando me decidi encontrar um exemplo de emprego interessante de iluminação, por já haver notado que esta técnica tinha um papel fundamental na obra romântica dirigida por Baz Luhrmann, principalmente para comunicar (e reforçar) os sentimentos dos personagens.
A cena escolhida mostra as personagens Satine e o Duque, na sacada da casa dele, em um dos momentos mais críticos da obra: onde ela está fingindo gostar dele para que Zidler (seu empregador) não perca a posse do Moulin Rouge, e para que o Duque continue financiando a reforma do bordel em um teatro.
[veja a imagem clicando aqui: [11]]
Assim, empregou-se, em um ambiente predominantemente escuro, dois focos de luz:
1: a luz vinda do fundo (backlight), posicionada acima dos dois; faz o papel de principal (key light), incrementada com um filtro um pouco azulado, a fim de passar uma sensação de frio, aumentando a tensão e transmitindo o incômodo de Satine por estar naquela situação; além disso destaca as silhuetas, separando os dois personagens do fundo escuro que são as paredes e a porta da varanda.
2: uma luz bem mais fraca e ainda mais azulada vinda da frente, podendo ser tanto uma luz de trás de um aparador azul, quanto apenas um aparador (da mesma cor) refletindo a backlight, a fim de iluminar levemente os rostos infelizes dos personagens.
--189.78.151.65 Mariana Travieso Bassi 23:25, 24 Outubro 2010