Maria Luciana Garcia Cunha

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] UMA BOA FOTOGRAFIA

Uma boa fotografia para mim é aquela que além de despertar a atenção - seja atravéz da composicão estética, do caráter chocante ou curioso do conteúdo - aprensente uma imagem que proporcione ao observador não apenas a retratação do "modelo" em si, mas também os elementos (cor, perspectiva, enfoque, etc) que ajudem a compor um cenário com o qual o observador seja capaz de contextualizar, imaginar, trasnpor emoções, e variar a interpretação do momento alí registrado a cada vez que seja analisada.


[editar] PINTOR

Toulouse-Lautrec


[editar] FOTÓGRAFO

Henri Cartier-Bresson

[editar] TOP 10

As 10 melhores fotos do Flickr "ecafoto", na minha opinião:

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[editar] ENQUADRAMENTO

East End Girl Dancing the Lambeth Walk 1938 – Bill Brandt [11] O plano geral da fotografia permite que o observador tenha uma visão mais ampla do ambiente em que a cena acontece, principalmente para contextualizar a atitude da personagem em destaque na foto. Ao mostrar um segundo plano no qual uma pequena platéia dá atenção e ovaciona a exibição da garota em destaque no primeiro plano, o fotógrafo consegue conferir à imagem um significado particular, de alegria e vivacidade daquele momento proporcionado pela dança. A menina que desfila frente à outras crianças ganha uma maior importância ao ter seu plano contrastado com outro de menor visibilidade. Além disso, sua posição da direita para a esquerda favorece a dinamicidade da imagem uma vez que o movimento da garota parece trazê-la na direção do observador, como se seu caminhar fosse em parte para exibir-se a quem a vê da perspectiva do próprio observador.


Tom Cruise & Katie Holmes - Annie Leibovitz [12] Tirada a partir de um plano médio, a foto enfatiza os rostos dos personagens, principalmente dos pais. Essa retratação mais de perto, ao compactar o espaço da imagem e restringi-la apenas às expressões faciais constrói um ambiente fechado, abafado, mas ao mesmo tempo acolhedor, unificador e seguro por tratar-se nitidamente de uma família. Esse plano ainda é decisivo para a valorização e intensificação das expressões dos pais em relação ao filho; ternura, proteção, admiração, amor. A distribuição das pessoas aliada ao posicionamento das cabeças e os olhares ternos voltados para baixo guiam o olhar do observador para a figura principal da imagem – a criança – e estabelecem uma estrutura circular da visão. A presença da criança na parte inferior da imagem lhe confere o papel agregador e estabilizador do grupo, enquanto que a superioridade dos pais é equilibrada pela rotatividade que o movimento de seus olhares dão à imagem. Tal estrutura e a composição de um pai, uma mãe e um bebê, ainda remetem à imagem e essência da famosa cena da Sagrada Família; exemplo de felicidade e união.


Marcel Duchamp - Richard Avedon [13] A estratégia de fotografar o modelo através de um close up restringe o campo de percepção do observador concentrando sua atenção numa imagem mais chocante e específica, ao mesmo tempo em que permite ao fotógrafo uma apreciação bastante detalhada e nítida dos traços e das expressões que a captura de um movimento espontâneo proporciona. Ao registrar as características físicas do homem num fundo preto e em contraste com sua pele, consegue-se que elementos sutis como o semblante vago e distraído, suas rugas e mãos já marcadas pelo tempo tenham maior visibilidade, o que possibilita a construção de significados e interpretações sobre a personagem como experiência, equilíbrio, tranqüilidade. Ao mesmo tempo em que a fisionomia e os traços físicos do modelo compõe os atributos da imagem, o gesto retratado harmoniza ao mesmo tempo em que dinamiza a imagem. Suas mãos têm as bases na parte inferior da imagem assentando-a. Os dedos apontados para cima conduzem o olhar do observador para a mesma direção, que, porém ao atingir a testa, se depara com as rugas e a curvatura da sobrancelha voltadas para baixo, o que provoca o retorno da atenção para o nariz onde o ciclo recomeça e garante um equilíbrio dinâmico para a imagem.

[editar] PLANEJAMENTO DE FOTOGRAFIAS

RETRATO

Ao fundo uma parede de tijolos à vista de cor marrom clara. No terço direito superior um quadrinho com uma charge de alguma figura importante. Logo abaixo um homem de meia idade, sentado, é retratado de perfil e do peito para cima. Vê-se apenas uma parte da superfície da mesa à sua frente e atrás dele uma parte da cadeira na qual está sentado. Veste uma camisa, de mangas curtas e gola, verde escura. Sua cabeça está abaixada e apoiada sobre a palma da mão direita na altura das bochechas, enquanto o braço esquerdo fica dobrado sobre a mesa. Seu semblante expressa tristeza, seus olhos voltados para baixo miram o conteúdo de um pequeno copo com gelo e apenas um pouco de líquido.

PAISAGEM

Plano geral, vista horizontal de uma margem de um lago ou um rio. É um dia ensolarado e a foto parece ser tirada de um barco que se aproxima da margem. A linha dessa margem de terra, com algumas árvores, se encontra na parte inferior da imagem com apenas uma faixa de água em movimento, abaixo dessa linha. O prata da água se encontra e avança um pouco sob o marrom claro da terra – num tom areia – no canto esquerdo. O verde escuro das poucas árvores ocupam todo o lado direito superior da foto. As árvores ocupam tal canto da imagem deixando alguns buracos no meio e o lado esquerdo médio e inferior é composto principalmente por areia e pequenos arbustos. O céu no terço esquerdo superior da foto aparece como num buraco aberto por entre as árvores. É azul claro com uma nuvem branca na esquina desse terço. O sol vindo deste lado reflete na pequena faixa d´água, dando um brilho à toda a faixa que se estende pela parte inferior da fotografia.


[editar] CONTRASTE - COMPLEMENTARIDADE

O contraste é o responsável por variar e contrapor as intensidades dos estímulos que nos circundam (entre eles as cores) e dessa forma promover nossas percepções de mundo. Segundo a teoria de Goethe o contraste pode ser dividido em oito tipos, sendo um deles a complementaridade.

Contraste: essencial para nossa percepção

Este último trata do fenômeno no qual a união de duas cores chamadas complementares dá origem ao branco, ao preto ou alguma graduação de cinza. Tais cores se encontram em oposição no disco de cores do sistema HSV (Hue, Saturation and Value), implicando contraste entre si.


Cores complementares segundo a concepção artística


Esta última ocorrência é de grande importância para as considerações artísticas, pois colocadas juntas tais cores acabam “vibrando” frente aos nossos olhos, perturbando qualquer harmonia que estes possam buscar e consequentemente interferindo no equilíbrio da composição.

Podemos melhor entender tal questão se fixarmos a vista, por volta de 30 segundos, em apenas uma cor e logo em seguida olharmos para um fundo branco. A cor que veremos nessa superfície branca será a cor complementar da primeira. Isso ocorre, pois as células fotoreceptoras desta, ao serem demasiadamente estimuladas acabam fatigadas e vão perdendo a capacidade de enviar ao cérebro as informações referentes a essa cor. Quando os olhos se deparam com um fundo branco tal processo provoca um lapso de informação que o cérebro procura completar com a outra cor que deveria formar aquela superfície branca. Assim sendo, essa “outra cor” é justamente a cor complementar daquela, que o cérebro, momentaneamente, não mais reconhece. Na figura abaixo, por exemplo, se fizermos este exercício deveremos ver, de acordo com o fenômeno de complementaridade, um quadrado azul.

redsquare.jpg

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