Luzia Maya Kikuchi
[editar] Elementos pós-modernos na Internet
Já se passaram os dias em que bater-papo longe da sua mesa de trabalho ou ainda, para aqueles que fumam, ficar matando o tempo de trabalho ficando horas e horas fumando no fumódromo assim como determina a Lei Municipal Nº 9.120
A nova moda de “matar o tempo” de trabalho atual mais comum é a cibervadiagem, que é quando a pessoa fica aparentemente trabalhando em frente ao computador, mas na verdade, está acessando sites não relacionados ao trabalho, batendo papo nos mensageiros instantâneos, jogos online e etc. Uma forma muito mais difícil de fiscalizar, já que antigamente era fácil notar se uma pessoa estava fora do seu posto de serviço por causa da necessidade do deslocamento físico do indivíduo.
Presença física de pessoas e objetos estão sendo cada vez mais virtualizados. Ou seja, o que era físico antigamente, hoje são dados armazenados digitalmente dentro de computadores, celulares, i-pods e etc. Alguns exemplos são: fotos, agenda telefônica, vídeos, músicas e documentos. Fotos são armazenadas digitalmente já por conta da popularidade da câmera digital nos dias de hoje. São raras as pessoas que ainda montam um álbum físico de fotos da família ou de fotos pessoais, já que isso já pode ser feito virtualmente em álbuns como o Picasa, Flickr. Atualmente, os pais pós-modernos, fazem álbum de fotos ou diário do seu bebê colocando um site na internet, pois deste modo, parentes distantes podem acessar a qualquer momento o dia-a-dia do bebê e da família. Além de deixar um presente que a criança pode desfrutar futuramente como um site pessoal com o seu nome. Um tipo de presente diferente, se pensarmos nos tradicionais presentes que nossos pais costumavam nos dar.
Em quesito diversão, nem é preciso citar que as MMORPG estão dominando cada vez mais o mundo dos jovens e (adultos também). São pessoas que se conhecem através de personagens e interagem com eles como se fossem realmente umas pessoas de verdade tendo um encontro ou uma reunião marcada para jogar tal dia e horário entre outros. O que a pessoa realmente é, está cada vez menos relevante. Duas pessoas podem ser grandes amigos ou parceiros apenas pelos seus nicknames ou personagens criados nesses mundos da MMORPG.
Também não podemos esquecer das “alucinações” ou prazeres oferecidos por agentes químicos como drogas ou pelos cibersexos.Já existem drogas virtuais como o i-doser que prometem simular o efeito de algumas drogas muito conhecidas como a maconha, LSD ou até sedativos e antidepressivos, mas com a diferença de que no lugar da ingestão de um medicamento químico, isso é feito por batidas musicais de diferentes freqüências.
Uma novidade no ramo da Educação é a Universidade Virtual criada no Japão. Além disso, as conferências online, nas quais diretores de multinacionais, cada um em sua sede, ficam conectados na Internet ou via satélite com todos os outros de diversas partes do mundo.
Na realidade, a questão de distâncias entre lugares tornou-se muito relativa. A Internet permitiu que o mundo se tornasse apenas um único plano, no qual em segundos posso saber o que acontece do outro lado do globo terrestre, posso conferir notícias, tendências, novidades no mercado e podemos dizer que a sociedade se tornou única. Claro que ainda há exceções de sociedades isoladas com culturas mais conservadoras que tentam resistir à adesão desse mundo pós-moderno e querem continuar a impor o antigo modo de viver, mas sabemos que mesmo assim, algumas pessoas que estão inseridas neste mundo sabem o que está acontecendo no mundo afora de onde estão cercados.
Por fim, o crescimento do e-commerce, dos internet bankings que permite cada vez mais que as pessoas façam todos os seus afazeres através de um computador, sem a necessidade de deslocamento para lojas. O Second Life é um bom exemplo do que está tornando a sociedade pós-moderna.
A sociedade pós-moderna, em resumo, está caracterizada pela descaracterização do físico, ou seja, podemos ser o que quisermos! Podemos assumir identidades virtuais, podemos criar nossas aparências. Por exemplo, numa conversa por Internet, sem webcam e microfone, podemos assumir uma característica física qualquer, mas o que está verdadeiramente em jogo é a sua personalidade, o seu modo de interagir com as pessoas através do texto. A parte intelectual está sendo cada vez mais valorizada. Como será possível conquistar ou convencer uma pessoa sem o contato nos olhos, sem o físico e apenas com o poder das palavras? Ganha hoje, o indivíduo que dominar o maior número de assuntos possíveis para poder conversar sobre qualquer assunto. Já que se quisermos mudar nossa aparência física, nada que as modernas cirurgias não possam resolver. Mas a única coisa que não é possível implantar através de cirurgia é o conhecimento, muito menos alguém poderá tirar isso das outras.
--Luzia Kikuchi 20:45, 7 Setembro 2007 (PDT)
[editar] Guarda-roupa que tem acesso à Internet
A idéia
Aproveitando a idéia do comando de voz de alguns navegadores, descrevo uma idéia inovadora do guarda-roupa que acessa a Internet e de acordo com o clima do dia, sugere as roupas que deverão ser usadas naquele dia.
Essa idéia surgiu depois de várias experiências com aborrecimentos que tive ao escolher roupas inadequadas para um determinado clima do dia (diga-se de passagem que moramos em São Paulo e a temperatura chega a variar 10 graus num mesmo dia).
Seu funcionamento
O guarda-roupa terá um agente que atende aos comandos de voz do usuário e obedecerá o pedido de acordo com os seus comandos. As roupas são devidamente cadastradas num disco rígido e toda vez que o usuário guarda-las, o agente será responsável de saber se uma determinada roupa está ou não presente no guarda-roupa. O agente faria um serviço semelhante a um controle de estoque.
As roupas serão todas visualizadas na tela, já que o agente é virtual e através da interface de touchscreen o usuário escolherá a roupa e o devido acessório como: meia, cinto, calçado, etc e se todas elas estiverem disponíveis, elas serão liberadas em uma abertura prontas para serem retiradas.
O agente também deve avisar quando o “estoque” de roupas estiver no mínimo. Por exemplo, a roupa é usada e depois enviada para lavagem mas não foi reposta no guarda-roupa. Quantas vezes num dia-a-dia corrido, não esquecemos nossas roupas largadas em algum canto ou simplesmente esquecemos de passá-las e chegar em um ponto crítico de não ter mais roupa passada para vestir? Ou mesmo esquecer de retirá-las da lavanderia. A idéia seria essa.
No caso da sugestão de roupa para o dia, o funcionamento será o seguinte: O guarda-roupa terá um acesso à Internet pela rede wireless e consultará sites com informações mais precisas do clima e temperatura do dia como br.weather.com entre outros. Se o clima for quente, mas que de noite ele esfriará, então o agente indicará a sugestão de roupa leve para se usar, mas recomenda levar um casaco para a noite. Ele não impõe, quem faz as escolhas é o usuário através da tela touchscreen.
Também em casos em que se quer apenas umas sugestões de roupa, por exemplo, se ele quer apenas escolher uma roupa para ficar em casa, ele dirá: roupa para ficar em casa. O agente fará uma busca pelo guarda-roupa e mostrará na tela as opções de roupas que o usuário cadastrou como roupas para usar em casa.
Além dos sites de clima, se o usuário quiser, ele também pode pedir para o agente consultar sites de novas tendências de roupa que estão na moda e poderá sugerir quais tipos de roupas você deve comprar para colocar em seu guarda-roupa. Outro exemplo seria qual roupa deveria se usar para uma certa ocasião e de acordo com os sites de etiquetas que é atualizado constantemente. Se o usuário não tiver a roupa, ele pode encomendar e pedir para que busque as lojas que podem ter essa roupa em questão. Então ele pode fazer um pedido de entrega e a roupa será entregue em casa. Ou seja, acabaram-se os dias de angústia para escolher que roupa usar e perder o tempo para escolher e procurar roupas em lojas!
--Luzia Kikuchi 18:30, 7 Setembro 2007 (PDT)
[editar] Texto relacionado aos tópicos Cluetrain Manifesto 74,75,76,77
Publicidade x Satisfação
Há muito tempo publicidade deixou de ser algo realmente importante para a satisfação do cliente. Ela pode até atraí-lo por um instante, mas se o produto não atende realmente às necessidades dele, com certeza não será algo que fará sucesso no mercado.
Por exemplo, o cliente quer deixar sua opinião, quer ser ouvido e atendido. Antigamente era comum enviar um e-mail com sugestões, elogios e críticas para uma empresa, mas que no fundo não sabia se isso era realmente lido por alguém. Nos dias atuais, isso é feito “ao vivo”, ou seja, outros usuários podem postar comentários, como nos blogs, sobre os produtos que adquiriram. Deste modo outros usuários podem saber a opinião do produto ou do serviço em questão. Ou seja, a veracidade daquela informação é muito maior do que uma simples campanha publicitária que supostamente diria a qualidade de um determinado produto. Hoje quem faz a própria propaganda é o cliente.
Alguns exemplos de empresas prestadoras de serviços tipo e-commerce é a Amazon.com e a brasileira Americanas e a Submarino que recentemente se uniram e tornaram a maior potência do gênero. O principal motivo que leva essas empresas a fazerem sucesso é o fato de os próprios clientes fazerem a própria publicidade da empresa pela qualidade e eficiência do serviço. Cada vez mais a fonte mais importante da publicidade é a voz do cliente, fazer com que o cliente participe ativamente nos serviços da empresa. Um exemplo que a Google fez para a sua nova campanha foi pedir para que os seus usuários enviassem um vídeo de no máximo 10 segundos de duração e os melhores seriam selecionados para fazer um vídeo de sua campanha do Gmail. Era uma campanha na qual fizeram um vídeo lúdico de como o seu e-mail estaria viajando pelos diversos lugares até chegar em seu destinatário. Uma forma interessante de fazer com que o cliente se sinta fazendo parte do negócio.
Formalidade x Informalidade
Outro quesito importante no mundo pós-moderno é o fato de a Internet se tornar cada vez mais o veículo principal de comunicação e fazer parte do modo de vida das pessoas. Muita coisa que se fazia pessoalmente como ir ao banco, fazer compras, tirar dúvidas ou mesmo conversar com pessoas é feito virtualmente. Neste mundo, não é mais necessário se preocupar o que a pessoa do outro lado está vestindo, já que não há o contato pessoal. O cliente, tão pouco está interessado se as pessoas que estão fazendo aquele serviço para ele do outro lado do computador estão de terno e gravata, ou simplesmente de camiseta e jeans. O mais importante para ele é se o produto ou serviço que foi pedido por ele será feito no tempo prometido ou não.
Tais tipos de conflito entre formal e informal está acontecendo, por exemplo, dentro das maiores empresas de e-commerce no Brasil: Americanas e Submarino. O conflito é que a primeira por ser a detentora da maior parte das ações da segunda, ela quer impor o seu regime de trabalho com base no formalismo, o que gerou muitos conflitos internos e fez com que muitos dos principais diretores da Submarino pedissem demissão, inclusive funcionários. O que aos olhos do cliente é pouco importante, pois o que adianta todos estarem vestidos formalmente, mas se os serviços deixarem de ser o mesmo que eles prestavam quando trabalhavam em um ambiente mais descontraído?
Obter informações apenas do que se interessa
Com a “febre” dos blogs, dos RSS que permite que o usuário assine e acompanhe a atualização dos seus blogs preferidos, faz com que cada vez mais as pessoas filtrem e recebam as informações apenas do que lhe interessa. Com o mundo cada vez mais veloz e repleto de informações, faz com que o hábito de sentar e ler um jornal e selecionar as sessões de sua preferência seja cada vez menor. Com o RSS o usuário já pré-seleciona as notícias que quer receber e que são relevantes para o seu dia-a-dia. Ele pode estar andando ou fazendo alguma outra atividade e pode ser notificado em seu celular o que há de novo em um blog ou canal de notícia que ele assinou. Já se passou o tempo em que as pessoas sentam ou escolhem calmamente com os próprios olhos se um produto é bom ou não, ou deixar que uma publicidade a convença. Os clientes querem cada vez mais resultados, seus desejos sendo atendidos, olhar para algo e pensar: “Era justamente disso que eu estava precisando!” ou “Meus pedidos foram finalmente atendidos”. Um exemplo prático de uma campanha publicitária que atrairia mais a atenção do cliente é o do Banco do Brasil. A idéia da campanha era que o cliente abrisse uma conta conforme sua necessidade, o que desenvolveu o slogan publicitário: “Banco do (nome do cliente)”, dando-lhe a sensação de que o banco fosse a sua própria casa, apesar dessa campanha ter gerado algumas confusões entre os clientes mesmo que sua idéia tenha sido brilhante.
Resumindo, no mundo pós-moderno, o que conta cada vez mais é a voz do cliente e não as diversas teorias rebuscadas e algumas até obsoletas de estratégias de marketing. Não se engana mais o cliente, se conqusita.
--Luzia Kikuchi 18:23, 6 Setembro 2007 (PDT)