Luz ambiente

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Você deve editar este texto se quiser falar de iluminação ambiente em geral (o sol ser uma fonte de luz pontual, nuvens serem um difusor natural etc). Se quiser falar de algum de seus sub-tópicos, edite as partes abaixo:


Tabela de conteúdo

[editar] Influência do horário

Chama-se de luz natural a luz proveniente do sol e do espaço celeste. Deve-se conhecer as leis desse tipo de luz para poder controlá-lo, uma vez que se trata de um ambiente que apresenta diversas variações como, por exemplo, a mudança de horário.

A maior influência da mudança de horário na luz natural ou ambiente é a direção dos raios solares. Por exemplo, no início da manhã e no fim da tarde os raios solares incidem sobre os objetos lateralmente, enquanto que no meio do dia, essa incidência se dá verticalmente ou então obliquamente sobre os objetos a serem registrados. Cada horário resultará em um determinado efeito, que deve ser planejado para que a foto seja registrada no horário mais apropriado para transmitir a intenção do fotógrafo.

Nos períodos de fim de tarde e início da manhã, principalmente depois do sol se pôr ou antes de ele nascer, a luminosidade é mais suave, a intensidade da luz é mais fraca, o que proporciona um efeito de detalhes mais definidos porém, sem exagero nos contrastes.

Selma Regina de Véqui

[editar] Influência de condições atmosféricas

Há uma série de itens para avaliarmos antes de sairmos fotografando furiosamente (como diria o Luli).
Dentre essa série de itens temos alguns que podemos controlar e outros que temos que nos adaptar. Podemos controlar o ISO, a velocidade do obturador e tantos outro pontos; mas a quantidade de poeria em suspensão no ambiente, sendo apenas um exemplo, não temos como controlar.
Pensando nestes últimos, temos as condições atmosféricas que influenciam muito no resultado final das fotos.

  • Poeira na Atmosfera

Quando vamos tirar uma foto, nem paramos para pensar e detectar quanto coisas há entre a máquina e o objeto fotografado. A quantidade de poeira em suspensão no ar é fator decisivo neste espaço. Quanto maior a quantidade de poeria que tivemos no ar, maior será os desvios que os raios sofrerão afetando as imagem capturadas. Abaixo temos alguns exemplos de fotos que foram tiradas com grande quantidade de partículas entre o objeto e a máquina fotográfica.

Brasília Sky
Pôr-do-sol em Brasília 1 103
Ainda no Saara...

Em Brasília, pela localização "estratégica" oferecida por Juscelino, temos uma enorme quantidade de partículas em suspensão. Brasília está no meio do Centro-Oeste brasileiro, e por causa deste fato e também associado, está longe do mar. Normalmente, a umidade realtiva do ar é bem baixa. Para qualquer lugar como os desertos ou com condições semelhante as dele, o distanciamento de algo que eleve a água no ar, e até mesmo "lave o céu" produzem tal fato e tais fotos.


  • Depois da chuva

Depois da chuva
gotas depois da chuva
Depois da chuva...
Foto da Janela | Depois da chuva!

Por vezes, depois da chuva, percebemos o quanto a atmosfera estava repleta de partículas em suspensão que nem víamos. Quando chove, "lava-se o ar", e assim retira-se os elementos que ficavam entre a máquina e o objeto fotografado. Sem estes obstáculos, os raios que saem do objeto e sensibilzarão a película do filme não sofrem tantos desvios, passando com menor erro formas, cores, e toda informação contida na luz "do objeto".


João Paulo Tavares

[editar] Luz e textura

A percepção de textura de objetos, pessoas, substâncias, tudo, está diretamente ligada à incidência de luz sobre esse elemento. Influencia a quantidade da luz, o ângulo de incidência, o tipo de luz (a fonte da luz) e as sombras formadas na superfície.

A importância da textura está no fato de que a partir dela conseguimos reconhecer o material com o qual foi feito o objeto fotografado, ou podemos até distinguir o elemento presente em alguma paisagem que fotografaremos, como diferenciar num campo o gramado de terra. Na realidade a importância e o efeito da textura vão além da simples diferenciação entre as aparências dos objetos, pois a textura tem um valor sinestésico ao observarmos a fotografia. A textura tem o poder de criar a sensação de substância, densidade e tato, conferindo uma qualidade palpável à forma plana. Dessa forma vemos a fusão sinestésica do apelo visual e do apelo tátil.

Então, sobre diversas condições de luz, a textura de um objeto pode aparecer mais ou menos, chegando até o ponto de inexistir. Um caso em que a textura quase não aparece é na luz característica do meio dia ensolarado, a qual vem diretamente de cima em grande quantidade, marcando sombras fortes e verticais, achatando o objeto fotografado e fazendo-o perder sua textura aparente. Uma luz forte, direta e frontal sobre o assunto fotografado também anula a textura (algo semelhante a bater uma foto com flash diretamente de frente do rosto de uma pessoa). A contra-luz (quando é a única fonte de luz) que vem por trás do objeto fotografado transforma este em silhueta, anulando a textura dele.

Uma luz um pouco difusa que incida de forma mais lateral é a ideal para privilegiar mais a textura do objeto ou pessoa devido a forma com que ela marca o objeto, dando maior profundidade a estes.

Daniel Seidi Kano

[editar] Rebatedores

Todas as superfícies refletem a luz, de diferentes maneiras. Chamamos essas superfícies de espelhos imperfeitos, pois refletem apenas parte das ondas da luz. Na iluminação produzida, pode-se usar qualquer tipo de material para refletir a luz. De acordo com a luz desejada (key light, fill light, back light ou background light), os rebatedores são essas superfícies que refletem a luz. Em geral, são usados para luz de preenchimento, pois refletem a luz em várias direções e eliminam sombras indesejadas produzidas pela iluminação principal.
Podem ser de cores variadas, a fim de dar um efeito de iluminação colorida na imagem que será produzida.

Pescoço - Man Ray

Podemos observar nesta imagem o uso de uma luz principal proveniente do lado direito, enquanto o lado esquerdo tem suas sombras preenchidas com o uso de um rebatedor, a fim de delinear as curvas do corpo da modelo fotografada.
--Jessica 11:58, 2 Novembro 2007 (PDT)

[editar] Difusores

Com luz muito forte, pode se colocar algum material de difusão entre o sol e o assunto para suavizá-lo. Uma das formas é utilizando uma tela difusora, que consiste basicamente na aplicação de uma tela branca montada em um suporte rígido para facilidade de manuseio, colocada de forma que fique entre o assunto a ser fotografado e a origem da luz. Esse recurso vai suavizar a luz, permitindo obter cores mais vibrantes e ao mesmo tempo, reduzir o contraste excessivo, se essa for a intenção do fotógrafo.

Exemplo de difusor: [1]

Difusores feitos em casa.

Você pode fazer sozinho um painel refletor, pintando de branco um pedaço de cartão ou cobrindo-o com uma folha de papel alumínio previamente amassada. Como difusor, pode-se usar uma folha grossa de plástico transparente ou mesmo varias camadas de plástico se o sol estiver muito forte. Existe também a possibilidade de aplicações criativas de difusores, conforme a circunstância e o ambiente a ser fotografado. Exemplo: Em um ambiente interno onde a luz externa incide de forma direta por meio de uma janela, ou outro tipo de abertura, pode-se utlilizar a aplicação de uma ou mais folhas de seda nessa entrada para suavizar a luz. Um outro exemplo é quando a aplicação do flash irá super-expor o tema, uma alternativa para dirimir esse problema seria a colocação de um lenço branco, ou de outra cor dependendo do efeito que se queira, para que o tema fotografado seja exposto de forma adequada. Percebe-se assim que para suavizar luzes fortes - pode-se utilizar equipamentos próprios da fotografia como também a criatividade do fotógrafo.

Elcio Freitas

[editar] De dentro para fora

TIrar fotos de dentro de um ambiente para fora pode propiciar belas imagens. Geralmente as possibilidades oferecidas por esse tipo de imagem são duas: considerar-se a luz de fora ou de dentro do ambiente. Dependendo da escolha, geralmente o ambiente torna-se escuro e dá-se destaque à fonte de luz (tempo de exposição menor, menor abertura ou menor sensibilidade) ou leva-se em consideração o ambiente (tempo de exposição maior, etc). QUando a referência é o ambiente, a fonte de luz pode borrar o restante da imagem, dependendo da intensidade de luz vinda do ambiente exterior.

Vitrais.: Duas configurações de câmera podem revelar detalhes diferentes do vitral. Considerando-se a luz do ambiente, os vitrais podem ser borrados pelo excesso de luz, pois o tempo necessário para captar a luz do ambiente será excessiva para a quantidade de luz que vem dos vitrais. Em um dia nublado ou de intensidade luminosa menor, os vitrais podem ficar perfeitamente visíveis mas com texturas similares às das paredes do ambiente, pois, para o tempo necessário para captar a luz do ambiente, a luz vinda dos vitrais não foi consideravelmente abundante. Outra configuração seria ajustar a câmera em relacão à luz dos vitrais. Dessa forma, reduz-se o tempo de exposiçáo ou sensibilidade/exposiçáo, o que torna o ambiente escuro e realça a luz vinda dos vitrais.


Marcello Portugal (9.12.2008)

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