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[editar] Exemplos - Bom e mau design
[editar] Bom Design
[editar] Banners - Copa do Mundo de Beach Soccer 2007
Beach Soccer, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 2007, foram criados dois banners para divulgar o evento e sua marca patrocinadora. Os banners caracterizam-se como exemplos de um design bem feito: ao se utilizar de elementos muito familiares, principalmente, ao povo carioca (areia de praia, bola e jogador de futebol), o impacto que gera o interesse pela peça é resultante da inusitada combinação que é feita com esses símbolos. Esteticamente, o tom quase único da areia contrasta eficientemente com o colorido da bola, destacando bastante o produto da marca anunciante. Apesar de se tratar de esculturas feitas em areia, a peça ganha movimento por meio do inteligente uso que é feito das sombras. O mote da campanha “Teamgeist Areia. A bola oficial da Copa do Mundo de Beach Soccer” é inserido em um box que se inspira no formato dos gomos da bola, o que dá ainda mais unidade à peça.
- Banner 1 [1]
- Banner 2 [2]
[editar] Mau Design
[editar] Cartaz do Filme "Ele não está tão a fim de você"
Um bom exemplo de um mau design é o cartaz do filme "Ele não está tão a fim de você". O objetivo de passar o clima do filme para quem o lê e, com isso, despertar o interesse em assisti-lo não chega nem perto de ser alcançado. A arte é feita quase que totalmente de recortes dos personagens, não tendo nenhum contraste, ou seja, nada se destaca. Não é possível sequer saber quem são realmente os personagens centrais da trama. Esteticamente, a produção caracteriza-se como primária, chegando perto do ridículo. Recortes duros, sobreposições sem nenhum planejamento, e uma disposição desequilibrada não são merecedores de um cartaz de um filme com um elenco tão renomado. A peça não causa nenhum impacto, não cumpre com seu objetivo de atrair telespectadores e tem uma aparência nada bonita. Resumindo, o seu design não é nada efetivo.
- Cartaz do filme [3]
[editar] Elementos da gramática visual
[editar] 1. Fotografia
- [4] - Andrzej Dragan
Harmonia: a iluminação de baixo, em conjunto com a cor escura tanto da pelagem do animal quanto das grades da jaula dão um ar harmoniosamente dramático à foto. Tudo parece ser uma coisa só, mas ao olhar mais detalhadamente, a foto é cheia de detalhes.
Equilíbrio: as grades da jaula servem como um grid para a fotografia. Os olhos, mais chamativos, e a mão do animal (não tão chamativa assim, mas em destaque do restante da imagem), cada um em um canto, proporcionam uma imagem equilibrada. Nada simétrica, mas bastante equilibrada.
Ênfase/Hierarquia: o reflexo da iluminação vindo dos olhos do animal é a grande ênfase da imagem. Devido à diferença de iluminação, o olhar de quem observa a fotografia direciona-se, primeiramente, aos olhos do macaco, para depois, então, percorrer o restante da fotografia.
Formas: a imagem é bastante simples, composta apenas por um animal e uma grade, em um close bastante próximo. A imagem ganha traços graças às discretas sombras e diferenças de tonalidades causadas pela iluminação baixa.
Camadas: não há um contraste tão marcante entre as camadas que compõem a imagem, até porque há uma mescla bem interessante entre elas, na medida em que a primeira camada - a mão - é pertencente ao animal, que compõe a terceira camada. Entre elas, a grade. Essa mistura é ainda mais forte graças à grande semelhança de cores e iluminações das camadas.
Contraste: é o grande mérito da fotografia. Devido à gritante diferença de cores e iluminação entre os olhos e o resto da foto, o grande foco é o olhar do animal, justamente o que interessa na imagem.
Fluxo/Ritmo: Pelo simples fato do olhar do animal estar direcionado para a diagonal direita da foto, o fluxo da imagem torna-se cíclico, variando entre olhos, grades, pelagem, mão e olhos, de novo.
Simplicidade/Síntese: a ideia central da fotografia está no olhar do macaco. E, justamente ele, é capaz de um sentimento duplo e ambíguo. Ora o sentimento causado é pena, compaixão, por ele estar enjaulado e, supostamente, com um olhar entristecido. Ora é receio, devido a um olhar, em uma segunda interpretação, ameaçador.
[editar] 2. Artes Plásticas
- [5] - Egon Schiele
Harmonia: o estilo de pincelada marcado e rústico, junto com o fundo escuro e a proposital "falta de acabamento" em certos detalhes entram em harmonia para formar o tom dramático - pra não dizer macabro - da fotografia.
Equilíbrio: o artista optou por um enquadramento centralizado, com um eixo principal - o da mulher - e dois eixos secundários, um de cada lado, o que resulta em uma simples, mas equilibrada imagem.
Ênfase/Hierarquia: Pela diferença de cores entre os panos sobre a cabeça, a ênfase recai sobre o rosto da mulher, que, pela direção de seu olhar, direciona o observador à criança morena que, por sua vez, nos leva à criança loira. O olhar desta última volta-se para o centro da fotografia, fazendo com que, finalmente, reparemos no restante da fotografia.
Formas: o estilo do pintor é bem marcante. Suas fortes pinceladas dão traços quadrados aos elementos da fotografia.
Contraste: não é tão marcante nesta imagem. O primeiro contraste encontra-se na diferença de tonalidades entre o fundo escuro e os elementos centrais, servindo para focar totalmente a atenção nestes. O segundo, não é tão marcante, mas é essencial. A diferença de cores entre a mulher e as crianças é justamente o que determina a hierarquia e o fluxo da imagem.
Fluxo/Ritmo: a hierarquia gerada pela diferença de cores e direções dos olhares da mulher e crianças resultam em um fluxo bem completo, que obriga o observador a atentar para todos os detalhes da fotografia.
[editar] 3. Cartaz
- [6] - Olho de Boi
Harmonia: a direção das linhas diagonais, por estar em sinergia à dos dois homens, resulta em uma noção de movimento bastante simples e eficiente. E é justamente essa solução simples, casada com a diagramação do texto em consonância com essas linhas, que casam perfeitamente, dando bastante harmonia ao cartaz.
Equilíbrio: No centro, uma diagramação na diagonal seguindo o alinhamento das linhas brancas. Nos cantos, dois homens movimentando-se em sentidos opostos, para fora do cartaz. Esse casamento resulta em um inusitado equilíbrio.
Ênfase/Hierarquia: A ênfase no cartaz está nas informações centrais, que se apóiam nas linhas brancas. Isso faz com que o olhar, em um segundo momento, sigam essas linhas, indo ao encontro dos dois homens.
Formas: O estilo duro e bem marcado, proporcionado pelas linhas que ocupam grande parte do cartaz, resulta em uma forma bem simples, mas de fácil percepção e memorização.
Contraste: A utilização de cores chapadas bem contrastantes entre si - laranja, preto e branco -, juntamente com a utilização das imagens dos homens em preto e branco é um outro fator de peso para que se consiga atrair a atenção do observador.
Fluxo/Ritmo: Por se tratar de um cartaz simples, com poucos elementos e, portanto, de fácil assimilação, o fluxo do cartaz não é cíclico. Primeiramente, o olhar recai sobre as informações que, através das linhas brancas nas quais se apóaim, nos levam até os homens que, por estarem se movendo para fora do cartaz, fazem com que acabe aí o fluxo de leitura.
Simplicidade/Síntese: O cartaz é bem simples. Utiliza-se apenas de cores chapadas, linhas retas, pouco texto e duas imagens. O jeito como o cartaz te expulsa, após a rápida atenção necessária, do centro é o seu triunfo. Torna a leitura bastante dinâmica, possibilitada por todas as questões já ditas anteriormente.
[editar] 4. Basmala
- [7] - Basmala Pomba
Harmonia: o tracejado do contorno, apesar de ser mais espesso, casa muito bem com o preenchimento do desenho pelo simples fato de ambos terem um estilo único.
Equilíbrio: A imagem não é simétrica. Mas, pelo fato de existir elementos de peso nos três terços verticais do desenho - cabeça, asa e
cauda -, ele encontra-se em quilíbrio.
Ênfase/Hierarquia: A ênfase encontra-se na cabeça da ave, por ela estar à esquerda e mais acima. O restante da hierarquia segue o corpo do animal, passando pelo seu tronco, até chegar à cauda.
Formas: O tracejado caligráfico, típico de uma basmala, predomina e consegue alcançar uma representação muito boa, por mais que não busque a realidade, como, por exemplo, nos traços simples da pata.
Fluxo/Ritmo: Toda a hierarquia do desenho cria um fluxo bastante cíclico. Ao chegar com os olhos na cauda da pomba, o observador é levado novamente, pela pena mais elevada, à cabeça do animal.
[editar] 5. Mosaico
- [8] - Mosaico
Harmonia: As cores escolhidas, e seus consequentes contrastes, são suaves. Nenhum elemento grita muito mais que o outro. Os traços são
suaves, arredondados. Todo esse conjunto transfere ao mosaico uma harmonia tranquila.
Equilíbrio: Com o vaso e uma pomba no centro, plantas nos cantos - sendo que a parte mais pesada está nos cantos superiores - e pombas nos cantos inferiores, o mosaico atinge um equilíbrio centralizado, praticamente simétrico.
Ênfase/Hierarquia: O vaso é a ênfase da imagem. Dele, saem ramos de planta que são guias para a leitura do observador. Pelo motivo do fim dos ramos e das caudas e cabeças das pombas direcionarem-se novamente ao vaso, tem-se, novamente, um ciclo.
Formas: O tracejado suntuoso predomina, apesar de ser uma imagem formada por cacos cheios de pontas.
Contraste: o contraste não é tão marcante nesta imagem, justamente pelo uso de cores harmoniosas entre si e de formas suaves, o que não causa nenhum choque.
Fluxo/Ritmo: Pela forma como é composta a hierarquia dos elementos, o fluxo, no mosaico, é bem marcante.
[editar] 6. Anúncio
- [9] - Coca-Cola
Harmonia: O interessante do anúncio é o modo como ele se utiliza de elementos familiares para representar algo inusitado. Braços e
instrumentos, representantes de cada estilo musical citado no anúncio, causam, à primeira vista, estranheza, que logo é substituída por interesse. Isso, pelo fato de todos os elementos serem integrantes de uma coisa maior: uma espécie de violino tocado pelos inusitados braços que saem de uma garrafa. Portanto, o modo como foi composta a imagem gera harmonia à peça.
Equilíbrio: toda a ação ocorre na parte superior do anúncio. É nela que estão a maioria dos elementos, é nela que está a cor do cartaz. Mas, o anúncio em si é dividido horizontalmente em duas partes, separadas pelas cores do fundo: vermelha e branca. E possui um elemento central, composto pela garrafa e pelos braços e instrumentos. E é justamente essa construção que deixa a peça equilibrada.
Ênfase/Hierarquia: a ênfase está, claramente, no instrumento construído de forma holística da parte superior. É a primeira coisa que se
enxerga. Depois disso, o observador atenta-se aos detalhes dessa mesma parte: instrumentos que formam o todo, os braços, as palavras que remetem aos estilos musicais. Só depois que se esgotam as informações de cima é que o olhar vem para a parte de baixo, que se reparar que a garrafa é da Coca-Cola, que se lê o slogan e a assinatura da marca. A hierarquia, no anúncio, funciona absurdamente bem, como se fosse um filme para televisão, no qual a marca insere o consumidor em um contexto, com símbolos que o fazem entrar em certo universo. Só depois então, no final, que se descobre quem é o anunciante, com seu slogan e assinatura.
Formas: todo o estilo adotado é coerente com o que se deseja e o modo como se pretende anunciar. O público a quem o anúncio se destina é um público jovem e muito eclético entre si. O anúncio alcança essa diversidade, vendeno muito bem a marca.
Contraste: o contraste vermelho/branco, como já foi dito, é o maior hierarquizador da peça. Ele chama toda a atenção para a parte superior. Além disso, o seu casamento com a parte inferior branca possibilita um equilíbrio ousado.
Fluxo/Ritmo: O ritmo dado pela hierarquia entre os elementos e cores é muito bem compassado.
Simplicidade/Síntese: a ousadia de se "inutilizar" praticamente toda a parte inferior da peça é o que a deixa simples. É, também, o grande mérito do anúncio, já que esse branco aparentemente inútil exerce um importante papel de coadjuvante, destacando o que se queria destacar.
[editar] 7. Website
- [10] - Reebok
Harmonia: O principal ponto de harmonia do site da Reebok está no fato de ele segmentar, de certa forma, o layout e as informações
disponíveis por linha de produto. Por exemplo, para a prática aeróbica (corridas e afins) dois quadrados são disponíveis. O primeiro,
introduzindo, contextualizando. O segundo, mostrando a linha de produtos disponíveis. Além disso, a fonte escolhida e o formato quadrado, bem
demarcado do site, também conversam, dando bastante unidade ao layout.
Equilíbrio: A disposição adotada é básica, mas bastante eficiente. O conteúdo está inserido em um retângulo imaginário, que pode ser visualizado sem a necessidade de se utilizar a barra de rolagem. Ou seja, a diagramação escolhida é com base em um quilíbrio simples que traz, como maior benefício, a funcionalidade do site.
Ênfase/Hierarquia: Tal qual o equilíbrio, a hierararquia é, também, bastante simples. A ênfase recai eficientemente sobre o primeiro quadrado, responsável por introduzir o internauta na linha da marca visualizada. Em seguida, o olhar direciona-se ao quadrado da direita, que contém os produtos. Depois disso, se for necessário procurar por maiores informações, uma barra de opções está localizada na parte superior do
layout - primeiro lugar que o observador procuraria. Funcionalmente simples.
Formas: As formas adotadas seguem as do próprio logotipo da marca: bem marcadas, com pontas e fortes. Daí a utilização, no layout, de quadrados.
Contraste: O contraste obido é, também, bastante simples. Todo o conteúdo está sobre um fundo claro, com pequenos detalhes em cinza (o que possibilita a utilização da cor branca para o cinteúdo). Isso torna o layout clean, sem nenhuma poluição.
Fluxo/Ritmo: O fluxo e ritmo de leitura aqui é bastante claro e eficiente. Com extrema rapidez, o internauta percorre praticamente todo o conteúdo disponível.
Simplicidade/Síntese: É justamente o estilo simples utilizado o mérito do site. Isso tornou o site esteticamente harmonioso e equilibrado,
além de proporcionar uma funcionalidade considerável.
[editar] Designers
[editar] Milton Glaser (1929 - )
Responsável pela campanha "I love NY" mundialmente conhecida, Milton Glaser nasceu em plena crise de 1929 nesta mesma cidade. Em 1948 inicia seus estudo na Cooper Union e mais tarde os desenvolve na Academia de Artes de Bolonha. Com um trabalho caracterizado por ilustrações realizadas a mão, Glaser produziu cartazes, revistas, logomarcas, revistas, jornais, design de interiores. Embora hoje não seja uma figura muito conhecida, o designer influenciou durante seu trabalho toda uma geração de novos designers. Por não ter tido um foco em seu trabalho, variando estilos e atitudes, Glaser teve uma postura muito eclética em suas obras e por isso a crítica especializada julga encontrar muita coisa boa e ruim aí.
[editar] Obra
- [11] - I love NY
- [12] - Dylan
- [13] - The Sound is WOR-FM 98.7
- [14] - The Art of Seeing Announcement
[editar] Saul Bass (1920 - 1996)
Além de designer, Saul Bass é um produtor norteamericano de filmes que já trabalhou com nomes imortais do cinema, como Hitchcock, Otto Preminger, Kubrick e Scorcese. Desenhou posters de filmes mundialmente conhecidos e criou aberturas e créditos iniciais de produções como Anatomia de um Crime, Psicose e O Homem do Braço de Ouro. Suas obras também adentram o mercado publicitário e identidades visuais institucionais como da United Airlines, da Warner e dos Jogos Olímpicos de 1984. Em 1957 ganhou o prêmio de diretor de arte do ano nos EUA.
[editar] Obra
- [15] - The Man With The Golden Arm
- [16] - Anatomy of a Murder
- [17] - Vertigo
- [18] - logomarcas
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