Karina Izumi Gushiken


				

				

Tabela de conteúdo

[editar] Atividade 1

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[editar] Bom design

O aparelho escolhido é uma lanterna portátil. A escolha deveu-se principalmente ao formato do objeto, que se adequa com facilidade à mão do usuário (atende a uma grande parcela de usuários). O posicionamento dos dedos também é bem planejado pois o dedo polegar encontra-se sobre o botão de acionamento da luz, enquanto os demais são posicionados para exercer força sobre a “alavanca” que recarrega a energia do aparelho (pressionando-a, as roldanas na estrutura interna emitem energia cinética a um dispositivo que a transforma em energia elétrica). Quando não utilizada, a alavanca é presa internamente na estrutura, para não atrapalhar a pega. Todos os cantos do objeto são arredondados, impossibilitando cortes ou machucados à mão. A forma não é de todo geométrica, mas permite que tanto destros quanto canhotos possam utilizar a lanterna sem dificuldades. Por fim, por dispensar o uso de pilhas ou baterias, o aparelho contribui para minimizar a produção de lixo.

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[editar] Mau design

O controle remoto escolhido é um exemplo de mau design. Os botões possuem todos o mesmo formato e a mesma cor, impossibilitando a diferenciação de suas funções, exceto pela escrita, cuja legibilidade é péssima devido ao tamanho da tipografia. Apesar da diferenciação entre áreas de claro e escuro, o contraste não contribui para a leitura do controle. Sobretudo, o formato não indica ao usuário qual exatamente é parte da frente ou a de trás, nem garante uma pega segura, possibilitando que o objeto escorregue facilmente da mão do usuário.



[editar] Atividade 2

[editar] Fotografia

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A foto possui um eixo vertical de simetria muito claro em seu centro, portanto, há um equilíbrio de peso entre as partes. A composição, apesar de ser caótica, é mantida em segundo plano. A ênfase maior se encontra na incidência da luz, chamando a atenção do olhar para as partes de claro e escuro, e o contraste que surge entre ambas, criando a relação entre as figuras e o fundo. A luz incidindo sobre a estrutura metálica do local, sobre parte das pessoas, sobre um dos trens, proporciona a idéia de um ambiente muito mais agradável do que ele realmente é.

[editar] Artes plásticas/ Quadro

4507573181_b155c7ef21.jpg [4] A morte de Marat - Jacques Louis David

O quadro é uma composição em que a cena se passa na metade inferior do mesmo, criando-se um peso à imagem (sugerindo a morte). O fundo escuro atribui toda a atenção à figura de Marat (foco da luz), que apresenta um fluxo entre três pontos de atenção: a mão esquerda com a folha de papel, o rosto agoniado e a mão direita que segura a pena. Há uma contraposição de pesos: a cabeça de Marat é contraposta à caixa, proporcionando equilíbrio ao quadro e um contraste entre linhas orgânicas e geométricas, respectivamente.

[editar] Cartaz

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O cartaz apresentado é uma placa magnética em que doações de moedas são feitas, formando o animal cujo projeto de proteção receberá o montante. A escolha se deve à simplicidade da forma aplicada à uma idéia original associando o ato de doar e a descoberta do destino deste dinheiro. Graficamente, a figura formada ganha destaque sobre o fundo neutro e as moedas agem como se fossem pixels da imagem, dando ênfase pela cor e formato. Os dizeres estão dispostos em dois blocos, cada qual numa metade do cartaz, ordenados transversalmente para criar um movimento ascendente, acompanhando o sentido da tartaruga.

[editar] Basmala

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O contraste principalmente do traço, entre as partes mais grossas e finas da linha, dá harmonia à basmala. A escrita não se compõe de um único traçado, criando espaços brancos em que se forma a imagem. Observa-se que as curvas inferiores estão escritas com um traçado mais forte, pressupondo que a ênfase da leitura seja feita principalmente nesta parte.

[editar] Mosaico

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A composição do mosaico escolhido é bem simples: um caranguejo entre algas. A figura ganha grande destaque devido à cor quente sobre fundo neutro e devido ao uso de um tom quase complementar ao laranja nas algas. A forma é orgânica mas cada pecinha do mosaico é uma figura geométrica (quadrilátero). É possível observar que a disposição das peças do fundo está em camadas circulares enquanto que as peças que formam o caranguejo propõem o sentido do movimento da planta aquática.

[editar] Sumi-e

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No sumi-e, o desenho se constroe a partir dos espaços em branco. No canto superior direito, o grande respiro branco faz com que a narrativa da pintura seja transversal, já sugerindo o deslocamento do fluxo de água do rio. As folhas curvadas para baixo estão diametralmente opostas ao canto inferior direito do desenho, que contém o alargamento da figura do rio, ou seja, a força da água. No entanto, elas quebram um pouco o fluxo rápido da correnteza, sugerindo leveza ao todo. A composição inteira possui a forma sugerida através do traçado (a ponte não é inteiramente desenhada, mas imagina-se que ela termine na outra margem do rio).

[editar] Iluminura

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A iluminura escolhida é a letra “P”, facilmente identificável. O eixo de contraste da letra é vertical, assim como as letras do texto escrito em cor preta, e há ênfase na iluminura, atribuindo-lhe cor e tamanho diferenciados. A imagem interna e a letra dialogam através da cor e os ornamentos na letra dialogam com o entorno de temas florais ao redor do texto. A iluminura encontra-se alinhada com a coluna escrita, permitindo que a leitura mantenha o seu sentido.

[editar] Caligrafia asiática

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Pode-se perceber equilíbrio no ideograma japonês devido à similaridade de pesos das partes (esquerda e direita). A forma é simples, composta apenas de linhas que possuem um sentido correto ao serem escritas, evidenciado pela espessura de cada linha. O contraste é evidente (preto em fundo branco) e o formato é harmonioso pois, mesmo com linhas em sentidos diferentes, é perceptível que elas fazem parte de um mesmo conjunto.

[editar] Anúncio

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O anúncio não possui muitas cores, no entanto, o predomínio da cor preta faz com que as demais cores se sobressaiam. Toda leitura concentra-se no eixo vertical central da composição, tornando o cartaz equilibrado. O granulado vermelho dá destaque à figura do revolver/bebida/chave de carro, além de remeter a sangue. O sentido de leitura é de cima para baixo, indicado pelo cano do revolver. Há ênfase tanto na figura quanto nas palavras “matar” e “morrer”, propondo uma associação entre as partes pelo anúncio.

[editar] Website

site sony.com

O site americano da Sony enfatiza bem os produtos que a marca oferece. Todo o site foi montado em tons de cinza, atribuindo destaque aos produtos (que geralmente apresentam cores mais vivas). Pode-se observar sempre uma mesma estrutura na apresentação do site, dividido em três partes: topo, meio e fim da página. No topo, sempre há a marca escrita e barras de menu para acesso rápido. O meio é o local onde se concentram as apresentações dos produtos (organizados como uma tabela ou em tags). E o fim da página possui um quadro cinza onde o usuário pode acessar serviços do site. Os escritos do site geralmente estão estruturados em colunas, com mesma tipografia e em cores sóbrias, pois o intuito é sempre enfatizar as imagens dos produtos. O site não é simples: muitos efeitos são utilizados sobrecarregando a páginaa. A organização das imagens e das descrições são harmônicas e a estrutura do site é objetiva, facilitando a navegação.



[editar] Atividade 3

[editar] Paul Rand

Peretz Rosenbaum, ou melhor conhecido como Paul Rand, nasceu em 1914 a cidade de Nova York. Desde jovem mostrou sua vocação para a área de design, acumulando um extenso portifólio, mas foi com o desenvolvimento de marcas para empresas como IBM, ABC e UPS que seu trabalho tornou-se mundialmente conhecido.

Por um tempo, antes de sua carreira decolar, ele desenvolveu projetos para as capas da revista Direction. Em troca de uma liberdade artística para as capas, Rand não recebia nenhum pagamento.

paulrand--editorial03.jpg [12] paulrand--editorial02-6.jpg [13]

paulrand--editorial1939.jpg [14]

É possível observar que o experimentalismo artístico era muito presente, tendo Rand aplicado diferentes técnicas como a fotografia, a colagem e o desenho a mão para criar diferentes projetos gráficos. Mas a clareza e equilíbrio com que efetua seus trabalhos já são características presentes desde esta época (linhas de força, equilíbrio na disposição dos elementos gráficos são itens claramente visíveis na criação de suas peças).


Os trabalhos mais famoso de Rad são os logos de empresas:

ibm.jpg [15] IBM

abc.jpg [16] ABC

ups.jpg [17] UPS


Criados já nos anos 60 e 70, quando a sua carreira de designer gráfico já havia ganho bases mais sólidas, Rand demonstra com precisão o seu estilo de fazer design. Há um trabalho conciso e muito preciso principalmente para a escolha tipografia das marcas, com o intuito de construir uma marca forte para a identidade de cada uma das empresas. Observa-se a mesma clareza de antes e uma simplicidade que caracterizam bem o projeto gráfico, no qual o seu estilo não faz uso de artifícios, apenas emprega-se o necessário para cada uma das formas. A presença de elementos mais geométricos (tanto nas figuras de fundo quanto nas escolhas tipográficas) atribuem um estilo mais simples. Tais marcas são bons exemplos do estilo suíco de design gráfico ao qual Paul Rand ajudou a criar.


[editar] John Maeda

John Maeda nasceu em Washington no ano de 1966. Formado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), é atualmente professor, matemático e designer. Formou-se em engenharia da computação mas seu PhD foi relacionado a design, após conhecer (e posteriormente ser influenciado) com o trabalho de Paul Rand e Muriel Cooper.

summer168.gif [18] Marca desevolvida para a empresa Summer absolut.gif [19] Anúncio para a vodca Absolut a27.gif [20] Capa de um livro utilizando fonte tipográfica Helvetica

Os projetos de Maeda pertencem ao campo do design gráfico, sobretudo aliando o design à computação. É perceptível o aspecto mais digital que o trabalho dele apresenta, como se fosse a imagem fosse construida em programas de linguagem de programação (No livro "Novos fundamentos do design", há projetos gráficos realizados com um tipo de linguagem de programação chamada processing, que se assemelham em estilo aos trabalhos de Maeda.).

A frase mais famosa de Maeda é: “Simplicidade é sobre subtrair o óbvio, e adicionar o significativo, o essencial”. Em seus trabalhos gráficos, a simplicidade dos elementos gráficos, bem como a disposição e a clareza são marcam que refletem seu modo de conceber design. O trabalho de Maeda emprega o uso de meios digitais, mas ele não faz uso de muitos efeitos visuais em seus projetos. Em cada um dos trabalhos acima, o designer procura focar em um aspecto como tipografia, cor, formato, entre outros, de modo que o resultado visual seja o mais claro possível.

Algumas característica não de Paul Rand, mas do design suiço em si se fazem presentes nos trabalhos de Maeda. A apresentação mais concisa, sem artifícios e mais funcional o aproximam deste estilo.





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