Juliana Arantes Braga


				

				

BOM DESIGN VS MAU DESIGN




BOM DESIGN

[1]

"Nilo Sem Fim": a mesa em formato inusitado é de autoria de Karim Rashid e recebeu esse nome por possuir formas que representam a continuidade e o fluxo lento do rio Nilo. Considero a mesa como um bom exemplo de design pois não é apenas inovadora, por apresentar mesa e assento juntos, e impactante em aparência, por possuir formas diferenciadas e torcidas dando a impressão de continuidade por não apresentarem um fim definido, como também cumpre o quesito funcionalidade e relevância, por atender as expectativas e necessidades de uma mesa, sem que seu aspecto interfira negativamente em seu uso.


MAU DESIGN

[2]

A porta apresentada até poderia ser considerada um exemplo de bom design se os critérios de avaliação se restringissem a desenho e aparência, uma vez que há uma harmonia entre a verticalidade dos puxadores com as linhas da porta e entre os materiais utilizados. No entanto, como os critérios de avaliação também abrangem a funcionalidade, ou seja, o desígnio do produto, a porta peca por não satisfazer o "consumidor", uma vez que o espaço entre os puxadores verticais impedem a abertura da porta pela fechadura, fazendo com que se torne extremamente difícil movimentar a mão com a chave para destrancá-la.


ANÁLISE DE DESIGN - GRAMÁTICA VISUAL




FOTOGRAFIAS

[3]

A fotografia de Brassai é um exemplo de como a simplicidade pode aparecer como um bom design. A forma em 'S'da calçada permite que a imagem tenha um fluxo próprio e faça os olhos de quem vê percorrerem todo o caminho que a linha curva estabelece. Há uma hierarquia clara, que estabelece a calçada como o foco principal da fotografia. Ainda, a continuidade da linha transmite uma ideia de unidade e as curvas, que atingem as bordas da foto, dão sensação de equilíbrio.


ARTES PLÁSTICAS

[4]

O principal diferencial dessa obra de Kandinsky é a disposição dos inúmeros elementos que contém. Seria fácil o excesso de conteúdo apresentar-se disperso e causar certa confusão a quem vê, no entanto, as figuras estão dispostas de tal forma que conseguem construir harmonia e equilíbrio ao quadro. A proximidade dos elementos e a sensação de que o apontam para o alto fazem os olhos percorrerem a imagem desde a base até o topo, gerando certa unidade à pintura. Essa sensação de elevação é ainda mais evidente na suposta figura triangular que os elementos juntos formam.


CARTAZ

[5]

Esse cartaz é mais um exemplo de como o simples pode, ao mesmo tempo, transmitir uma ideia e ser bem elaborado visualmente. O cartaz da Coca-Cola apresenta poucos elementos, contudo, pode-se dizer que todo o espaço fornecido pelo cartaz é audaciosamente aproveitado: a continuidade da linha, que supostamente refere-se ao mar, percorre toda a extensão horizontal do cartaz, gerando uma unidade e certa hierarquia. As curvas são equilibradas e aparecem em sintonia com os outros elementos da imagem (barco e slogan), o que impede que as figuras pendam em execesso para um lado só. No entanto, o mais interessante do cartaz é como sua imagem faz referência direta à marca que promove, não só pelo bom uso de suas cores características, mas, principalmente, pela tortuosidade dada à linha central, evidentemente inspirada na tipografia do logotipo da Coca.


BASMALA

[6]

O que primeiramente se percebe ao observar a Basmala é a combinação entre linhas contínuas e elementos dispersos. A linhas contínuas, que vão do início da palavra/frase até seu final são dispostas na base da 'imagem' como se sustentassem as partes soltas. Essa disposição acaba gerando uma uniformidade à grafia e permite que haja coerência entre seus elementos.


MOSAICO

[7]

O interessante dos mosaicos é como conseguem formar imagens a partir de pequenos 'pedaços de cor', como se tais figuras estivessem 'pixelizadas'. O mosaico acima representa os mosaicos 'domésticos' característicos de Pompéia (I a.C), geralmente dispostos na entrada das casa para avisar aos visitantes da presença de cães (Cave Canem: Cuidado com o Cão). O interessante desse mosaico é o fato de funcionar, simultaneamente, como decoração e aviso, respeitando a combinação visual-funcionalidade característica do bom design.


SUMI-E

[8]

Pode-se dizer que a principal característica do Sumi-e seja a simplicidade de seus desenhos. É uma clara demonstracão de que não é necessário um excesso de elementos visuais para que a imagem seja entendida, uma vez que a combinacão entre traços e pontos consegue, sem dificuldades, transmitir a paisagem que deseja, conduzindo a imaginação de quem vê para o suposto 'restante' da figura. Ainda, observando essa qualidade de desenhos, pecerbe-se que os traços leves e apontados dos Sumi-e estão diretamente relacionados à tranquilidade das figuras que exprime.


ILUMINURA

[9]

Pode-se dizer que a Iluminura, grafia geralmente utilizada em manuscritos religiosos da Idade Média, confundo um pouco quem lê: as letras apresentam espaçamento muito pequeno entre si, assim como as palavras, dando a impressão de uma leitura densa e cansativa. Trata-se de uma tipografia original e clássica, de conotação elegante, mas inadequada para extensas leituras. Além disso, a falta de padronização do tamanho, da cor e da espessura das letras também ajuda para a confundir o leitor.


CALIGRAFIA ASIÁTICA

[10]

A grafia japonesa une formas simples (traços longos e curtos e pontos) criando uma unidade, uma imagem única. A falta de padrão da grossura das linhas e pontos dá a impressão de densidade às palavras, levemente quebrada pelo alongamento das linhas.


ANÚNCIO

[11]

Com um layout extremamente simples, em contraste apenas preto e branco e com poucos elementos gráficos, o anúncio transmite de modo genial a mensagem que deseja, como se o chapéu fizesse toda a diferença na identificação de uma pessoa. Assim, a falta de elementos gráficos que completem os rostos dos personagens enfatiza como o chapéu é o elemento determinante: imagem e ideia aparecem, então, em sintonia, sustentando uma a outra.


WEBSITE

[12]

O website do designer Karin Hashid mostra como a simplicidade de elementos, muitas vezes, é aliada para a boa funcionalidade de um site. Trata-de de um site limpo, sem grandes chamativos, e que consegue aliar elementos diferenciados característicos do profissional, como os ícones abaixo da tela, ao didatismo. Trata-se de um site adequadamente alinhado e em devidas proporções, e que consegue transmitir ao internauta exatamento o que ele deseja: a personalidade de Hashid e informações.

--201.6.38.3 17h04min de 5 de Abril de 2010 (UTC)


ANÁLISE DE DESIGNERS



IKKO TANAKA

As obras de Ikko Tanaka apresentam uma forte relação com elementos da cultura japonesa, no entanto não se restringem às obras japonesas clássicas, pois as trata de de maneira inovadora, mesclando-as com o modernismo. A inovação e modernidade de suas obras se dão através das obras geométricas que utiliza, como fica evidente naS seguintes imagens de gueixa:

tanaka.gif

ikko-tanaka7.jpg

ALAN FLETCHER

O interessante das aulas de Alan Fletcher é como ele utiliza de materias cotidianos e dá a eles uma outra perspectiva, transferisse a esses objetos uma ideia inovadora e, muitas vezes, contrária ao que eles tradicionamente passam, como ocorre nas imagens abaixo.

downwithdogma2.jpg

art_of_looking_sideways1.jpg



--201.6.34.202 13h24min de 3 de Julho de 2010 (UTC)





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