Julia Clatt Lopes Moreira de Moraes
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[editar] Cluetrain Manifesto e Web 2.0
Escrito em 1999 por Rick Levine, Christopher Locke, Doc Searls e David Weinberger, o Cluetrain Manifesto é um conjunto de 95 teses organizadas como um manifesto. As idéias colocadas neste manifesto buscam analisar os impactos da internet no mercado consumidor e das organizações. Como ambos os mercados tem a acesso à Internet como um meio de comunicação entre cada um deles e entre os dois mercados, o manifesto aborda também como as organizações devem fazer mudanças para conseguir responder às novas propostas do mercado.
O manifesto defende que uma poderosa conversação global já começou; através da internet, as pessoas estão descobrindo e inventando novos meios de dividir conhecimento relevante em uma grande velocidade; como resultado direto, o mercado está ficando mais esperto e de modo mais rápido que a maioria das empresas.
Os consumidores estão cada vez mais buscando entender o que as empresas estão propondo através de seus produtos, desta maneira, fica cada vez mais importante que estas consigam passar para o mercado qual é sua verdadeira proposta, e não ter como objetivo “enrolar” o consumidor.
Os consumidores estão se tornando cada vez mais exigentes em relação ao produto, isto se dá também por eles estarem conscientes da existência de leis que garantem seus direitos. Com o consumidor on-line isto acontece de maneira mais intensa, sendo ele muito mais esclarecido e exigente. Na internet, as chances de consolidar um mercado e uma marca com qualidade inferior são baixíssimas. Porém, se o produto atender, ou até mesmo superar as expectativas dos clientes, passa a existir uma publicidade gratuita, e a internet oferece diversas ferramentas para divulgar esta qualidade como, por exemplo, os testemunhos de clientes satisfeitos.
Outro erro das empresas é pensar que o consumidor não mudou, que o desenvolvimento da internet não interferiu em seu modo de pensar e também de comprar. É importante que as organizações busquem cada vez mais o uso de novas tecnologias de informação e comunicação, deste modo pode interligar suas áreas, além de atender seus clientes de modo mais seguro, rápido e personalizado. Deve-se tornar relevante o surgimento de um ambiente digitalizado, que passou a proporcionar a realização de negócios no âmbito digital e do comércio eletrônico.
Através de seus serviços mais básicos, a internet tem possibilitado um novo local para a realização de negócios, que tem mostrado para as empresas e para os indivíduos uma série de canais alternativos para comunicação, troca de informações e transferência de produtos e serviços e transações comerciais. Um elemento fundamental nesse novo contexto é o comércio eletrônico, que segundo Alberto Luiz Albertim (“O comércio eletrônico evolui e consolida-se no mercado brasileiro”) pode ser definido como “a realização de toda a cadeia de valores dos processos de negócio em um ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e de informação, atendendo aos objetivos de negócios”, permitindo-nos entender que durante a ocorrência desta cadeia de valores, é necessária a inclusão desde a distribuição de informações de produtos e serviços até a realização de transações entre os componentes do ambiente de negócio.
O mercado se transformou e os consumidores mudaram junto com ele. As empresas têm a necessidade de perceber estas mudanças e caminhar no mesmo ritmo. O marketing de massa – que era utilizado desde a Revolução Industrial e que buscava o convencimento dos clientes através de uma propaganda de massa que consistia em anúncios intensos, a fim de que estes solicitassem suas marcas e que os revendedores mantivessem o estoque cheio – não funciona mais no mercado atual, que precisa atender as necessidades e a preferência dos clientes, criando um marketing mais direcionado.
A internet é bem diferente da mídia comum usada no marketing de massa, desta maneira, possibilita as pessoas a terem uma conversação pessoa-a-pessoa, o que tem o potencial de transformar todo o mercado tradicional radicalmente.
Seguindo a idéia de um marketing mais individualizado, surge o “one to one marketing”, cujo princípio é de que a empresa deve conhecer seu cliente. Não significando porém que cada necessidade deste cliente deve ser tratada se maneira exclusiva, e sim que este cliente possui colaboração direta no modo com que a empresa se comporta em relação a ele. Assim, pode-se perceber que este modelo de marketing busca relacionar-se com os clientes individualmente. Percebe-se que a empresa deve compreender as diferenças entre os clientes e usá-la em beneficio próprio, fazendo com que seja cada vez mais conveniente para este cliente usar seus serviços e não mudar para o concorrente, criando uma relação de fidelidade.
Exemplos em que esta prática pode ser facilmente observada são as empresas aéreas. A TAM por exemplo utiliza os “cartões fidelidade”- que a partir do consumo do cliente vai evoluindo numa classificação de cores – para oferecer benefícios como acumulação de milhagem que pode ser trocada por passagens aéreas, preferência nas filas de check-in e embarque, maior tolerância em relação ao peso das bagagens, acesso a salas vip, entre outras. São benefícios como estes que cativam o consumidor, fazendo com que este sinta um atendimento personalizado.
O “one to one marketing” é uma ferramenta de mudança das empresas na tentativa de acompanhar o mercado, essa mudança deve ser feita visando a manutenção no mercado com competitividade. O modo tradicional – atrair e reter clientes – já está obsoleto, ou seja, ineficaz.
Sendo assim, as empresas com a oportunidade de uma comunicação direta com seu mercado, devem aproveitar essa chance, não ignorando as peculiaridades e necessidades de cada segmento de clientes que possuem e assegurando sempre a qualidade de seu produto, uma vez que estão lidando com pessoas cada vez mais esclarecidas e conscientes.
--201.26.48.159 13:48, 10 Setembro 2007 (PDT) Júlia Clatt
[editar] Elementos pós-modernos na Internet
O pós-modernismo não pode ser precisamente definido, é composto de diversos paradoxos, sendo, portanto, a miscigenação de diversas coisas. Falar do pós-moderno é falar de muito e dizer nada ao mesmo tempo.
Nesse contexto as coisas acontecem numa velocidade antigamente inimaginável, onde os conceitos circulam e se transformam num período de tempo muito curto. Como exemplo dessa velocidade na sociedade temos a moda, onde o que hoje é “fashion”, amanhã passa a ser obsoleto.
Os meios de comunicação hiper-realizam o mundo e a pós-modernidade pode ser vista como um mundo criado principalmente pelos signos, desta maneira o status passa a ser mais importante do que um produto consumido em si.
Na pós-modernidade tanto o consumo quanto a produção são programados, desta maneira o desempenho é aumentado. Passa a existir a necessidade da qualidade e da tecnologia para poupar dinheiro e tempo. Surge a tecnologia no cotidiano, onde as pessoas recebem muita informação, provocando efeitos culturais, políticos e sociais.
Com a facilitação do dia-a-dia, a pessoa se torna menos politizada, ou seja, a participação social passa a ter objetivos muito menores, não havendo preocupação com grandes temas e as pessoas podem assumir diversas posições ao mesmo tempo.
A tecnologia foi fundamental na “aceleração do cotidiano”. Um sistema de comunicação mais rápido foi essencial para cobrir a demanda que surgiu. As informações precisam ser passadas em tempo real, sem burocracias ou grandes processos. No passado a carta era um meio de comunicação muito eficaz, porém em um passado não muito distante, foi substituída pelo e-mail – que dispensa os selos, correio – mas com a necessidade cada vez maior da instantaneidade, estes já estão sendo substituídos por sistemas de mensagens instantâneas via computador e celular.
É importante perceber que a tecnologia contemporânea é associada à objetividade, racionalidade, sendo oposta ao emocional, ao subjetivo – a sociedade. Porém uma oposição surge ao percebemos que é esta tecnologia moderna uma das grandes responsáveis pela formação da sociedade que vemos hoje.
O “estilo” de cultura técnica contemporânea – produto sociocultural da ação conjunta entre a sociedade estética contemporânea e as novas tecnologias microeletrônicas – é chamado cibercultura.
O prefixo “ciber” está bem comum hoje em dia. Podemos encontrá-lo em expressões diversas como “cyberpunk”, “ciberespaço”, “ciber-moda”, “ciber-raves”. São essas expressões, entre outras, que formam a cibercultura. Exemplos de como os elementos sociais – “mundo da vida” - afetam o “mundo tecnológico” são: as comunidades virtuais, o fanatismo dos adeptos dos jogos eletrônicos, o ativismo dos militantes eletrônicos (hackers, crackers...).
A cibercultura é formada pela união entre o social e o tecnológico, não se tratando de nenhum determinismo social ou tecnológico, mas de um processo em que nenhum dos meios determina irreversivelmente o outro. A cibercultura formada evidencia a maneira com que as novas tecnologias estão sendo usadas como ferramentas sociais e de formação comunitária. Podemos entender a cibercultura como um meio de toma a simulação como via de apropriação do real, ou seja, uma cultura que emerge da simulação do mundo.
O contato da sociedade com o mundo vem se tornando artificial, simbólico, ou seja, não existe mais a necessidade de que tudo seja vinculado com a realidade. Reflexos dessa artificialidade podem ser vistos na sociedade: cirurgias plásticas, cosméticos para rejuvenescimento, uso de silicone para estética, etc.
Este ambiente de símbolos manipuláveis pode ser chamado de interface e é o seu planejamento a principal função do design. Para ele a pós-modernidade significa a reintrodução da subjetividade e do imaginário que foi reprimido durante a modernidade. As novas tendências mostram que não devem ser procuradas apenas identidades fixas e permanentes, uma vez que o indivíduo pós-moderno é instável é contraditório, assim como suas criações. Assim sendo, a tendência é de que as criações do design se aproximem do temporário, do instável.
--201.26.48.159 13:19, 10 Setembro 2007 (PDT) Júlia Clatt
[editar] Aplicação Inovadora que use três tipos de interfaces
[editar] Mural Inteligente
A vida nas grandes cidades normalmente é caracterizada pela correria e pelo stressprovenientes do mundo capitalista em que vivemos. Para ajudar aquelas pessoas que tem problema com organização, idealizei um mural que serve como agenda, relógio, serviço de metereologia, calendário e lembretes diversos.
Desta maneira, este mural – com tamanho aproximado de 1m² que pode ser instalado na parede do quarto, sala, cozinha ou escritório – ajudaria as pessoas a se organizarem melhor em relação a suas atividades - com o uso de interfaces.
Primeiramente o mural avisaria – através da interface de atenção (Attentive user interface) – os eventos previamente programados, com sua respectiva data e horário, como reuniões, aniversários, consultas médicas, entre outros.
O som de alerta para os diferentes eventos pode ser personalizado, ou seja, diferentes eventos seriam alertados por sons diferentes, a fim de facilitar a identificação por parte do usuário.
O mural é composto por telas de touchscreen, ou seja, sua programação pode ser feita por esse meio – interfaces sensíveis ao toque.
A interface de comando de voz (voice user interface) também pode ser um recurso do usuário para programação de sua “agenda”, uma vez que o mural reconhece a voz de seu dono e realiza comandos a partir dela.
O serviço de metereologia funciona avisando o usuário do clima do dia e a previsão da semana, para que este possa se organizar bem no caso de permanências longas fora de casa ou de uma viagem .
O mural também funciona como rádio transmissor de FM e AM e também reproduz arquivos MP3, além de reprodução de vídeos.
Com este mural, o cotidiano de muitas pessoas seria facilitado, principalmente daquelas que não possuem tempo e organização necessárias para administrar sua vida sem ajuda deste tipo.
--201.26.48.159 13:19, 10 Setembro 2007 (PDT)