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[editar] Exemplos - Bom e mau design
[editar] Bom Design
[editar] Pôster - Ervas Daninhas
O pôster do filme Ervas Daninhas (2009), do diretor francês Alain Resnais, representa um exemplo de bom design. Os traços da ilustração remetem ao Impressionismo e conseguem captar o humor negro presente no filme, bem como as cores fortes e intensas, os cabelos vermelhos vivos da protagonista são colocados como uma grande planta arredondada. Já o protagonista possui as ervas daninhas na cabeça, em referência à situação que vive no filme. O pôster consegue sintetizar elementos centrais do filme, com um desenho chamativo e diferente da categoria, cumprindo assim sua missão de promover de maneira eficiente.
[editar] Mau Design
[editar] FiveFingers
A sapatilha de corrida que virou sensação nos EUA recentemente, fabricado pela até então pouco conhecida Vibram, pode até ser anunciada como alternativa mais eficiente para atletas, mas representa um exemplo de mau design. A própria estrutura, semelhante a uma luva de borracha para os pés, causa estranhamento e não convence. Além disso, o modelo propõe um retorno à corrida sem calçados. Numa era em que corredores estão acostumados aos tênis e ao movimento de colocar primeiro os calcanhares no chão com as passadas, voltar ao movimento antigo representa um grande risco à planta dos pés. Desta forma, a FiveFingers não consegue chamar a atenção de forma positiva para si e não cumpre sua função principal.
[editar] Avaliação de acordo com os elementos da gramática visual
[editar] 1. Fotografia
Harmonia: a imagem mostra, através da janela quebrada, uma paisagem urbana harmônica, com diversos edifícios e outras construções.
Equilíbrio: de certa forma, a rachadura da janela quase no centro da imagem pode causar tensão, mas, de um modo geral, a composição é sim equilibrada, até pelos "raios" uniformes gerados pela rachadura do vidro.
Figura vs. Fundo: não há uma definição muito clara neste caso, mas podemos considerar o vidro quebrado como figura e o a cidade como fundo, o que representa um conjunto bastante interessante, já que há interação evidente entre os dois elementos.
Ênfase/Hierarquia: a ênfase na imagem recai fatalmente sobre o buraco na janela, justamente por isso, Kertèsz deixa o fundo preto atrás do buraco. O olhar acompanha os "raios" da rachadura e simultaneamente a cidade ao fundo, atrás do vidro.
Formas: as formas percebidas na imagem são do vidro da janela rachado e das construções da cidade ao fundo; sendo, assim complementares.
Camadas: podemos notar duas camadas principais distintas: o vidro da janela quebrado à frente e a cidade, com seus prédios ao fundo.
Contraste: não se pode definir um contraste de cores devido ao preto e branco adotado pelo fotógrafo, dando mais uniformidade, no entanto, luz e sombra são evidentes nos edifícios, criando um contraste interessante.
Fluxo/Ritmo: podemos apontar um fluxo de observação bastante válido na fotografia, ajudando na análise da imagem e melhorando a apreciação.
Simplicidade/Síntese: a ideia de chamar a atenção para o buraco na janela consegue transmitir o objetivo do fotógrafo de forma simples e ao mesmo tempo inusitada.
[editar] 2. Artes Plásticas
Harmonia: a situação da colocação de Cristo na cruz, compõe um ambiente harmônico, levando em conta as ações dos indivíduos retratados.
Equilíbrio: o momento representado pode sugerir certa tensão, porém, por outro lado, é possível vê-lo como uma prévia da tensão, havendo equilíbrio.
Figura vs. Fundo: o fundo totalmente negro, representando a noite e impossibilitando a visualização de qualquer objeto e indivíduo, é compatível com a situação retratada.
Ênfase/Hierarquia: o jogo de luzes utilizado por Rembrandt auxilia na hierarquia visual: olhamos primeiro para Cristo iluminado e descemos o olhar, captando os homens que o colocam na cruz, até chegarmos aos observadores em volta da cena, que lamentam o ocorrido.
Formas: as formas são retratadas com detalhes por Rembrandt, conferindo fácil identificação de pessoas, expressões e objetos.
Camadas: podemos apontar como camadas os elementos mais iluminados e menos iluminados, ou seja, Cristo sendo elevado e as pessoas observando a situação ao redor.
Contraste: o contraste evidente é de claro e escuro, reforçado pelo jogo de luzes.
Fluxo/Ritmo: a imagem compõe de maneira interessante uma representação ritmada através das ações retratadas.
Simplicidade/Síntese: a imagem não almeja uma simplicidade visual, mas consegue representar com riqueza e clareza um momento determinado, por isso pode ser considerada sintética.
[editar] 3. Cartaz
Harmonia: a distribuição do texto e a foto estilizada ao fundo seguem um modelo relativamente tradicional dos cartazes de cinema, com elementos harmonicamente distribuidos.
Equilíbrio: apesar de ser de um filme de terror, a imagem no cartaz é equilibrada, seja na opção das cores, seja na composição e representação visual.
Figura vs. Fundo: há uma mistura da figura com o fundo na imagem, formando, propositalmente, uma caveira; a distribuição da frase "teaser" em cima e título - em destaque - e créditos embaixo segue um padrão já estabelecido e a tipografia e cor casam bem com a imagem - tons de vermelho e amarelo e o preto.
Ênfase/Hierarquia: a formação da caveira na imagem é o que chama a atenção inicialmente, especialmente se o cartaz for observado de uma certa distância; posteriormente, identifica-se os elementos que compõe a caveira: a floresta sombria com a cabana no centro, e o título do filme em destaque.
Formas: as formas da foto ao fundo do cartaz e da letra escolhida para o título do filme condizem com a temática de terror.
Camadas: a divisão de camadas neste caso é apenas da imagem ao fundo e texto à frente, sobreposto à imagem.
Contraste: o contraste de destaque é entre o preto e vermelho da imagem de fundo do cartaz, reforçando o caráter sombrio, pertinente ao filme de terror.
Fluxo/Ritmo: o cartaz é de fácil observação e leitura, tendo seus elementos identificados de forma simples e sem acúmulo de informações ou desvio de foco.
Simplicidade/Síntese: a formação da caveira aliada à cabana no centro do cartaz e às cores escolhidas, sintetiza a temática do filme de forma simples e eficiente.
[editar] 4. Basmala
Harmonia: as curvas da caligrafia geram harmonia na composição do desenho do felino.
Equilíbrio: apesar de um alinhamento imperfeito, a composição como um todo é sim equilibrada, devido à formação da figura.
Figura vs. Fundo: o destaque total é para a figura, sem qualquer interferência do fundo.
Ênfase/Hierarquia: nota-se, primeiramente, o felino como um todo, para posteriormente percebermos a caligrafia que forma a imagem.
Formas: as curvas da caligrafia dão leveza à composição final e, ao mesmo tempo, geram uma riqueza de detalhes.
Camadas: a composição toda gera o desenho, resultando numa única camada.
Contraste: não há um contraste de cores, pois a basmala é feita em preto, mas quanto às formas, estas são bem delineadas e facilmente identificáveis.
Fluxo/Ritmo: as curvas da caligrafia ditam o ritmo da composição, proporcionando uma enorme riqueza de detalhes.
Simplicidade/Síntese: é fácil perceber as diversas formas através dos detalhes da caligrafia, gerando um desenho simples para a observação, mas complexo na composição.
[editar] 5. Mosaico
Harmonia: há unidade no estilo das figuras, cores utilizadas e temática, proporcionando harmonia ao mosaico.
Equilíbrio: a figura é praticamente simétrica e não há tensão na situação retratada.
Figura vs. Fundo: o fundo quase chapado e claro permite o destaque total às imagens.
Ênfase/Hierarquia: a ênfase é toda em São Paulo, maior representado na figura, e, posteriormente nos anjos sobre ele; por fim, chega-se aos elementos inferiores.
Formas: as formas seguem o estilo bizantino - embora o mosaico seja do século passado -, com formas bem delineadas e facilmente reconhecíveis, mas sem muito detalhamento.
Camadas: a formação das camadas é simples, formando as imagens de maneira direta.
Contraste: as cores são mais claras e suaves, sem um grande contraste claro e escuro.
Fluxo/Ritmo: a peça é estática, com os elementos praticamente soltos representando algo sem um ritmo mais elaborado.
Simplicidade/Síntese: até por ser uma obra religiosa, o mosaico traz uma mensagem simples e direta.
[editar] 6. Sumi-e
Harmonia: apesar de combinar traços mais grossos com outros mais finos e sombreados, é evidente a unidade no desenho.
Equilíbrio: não há tensão, mesmo retratando o momento do voo do pássaro, a composição se equilibra.
Figura vs. Fundo: o destaque é todo para a figura à frente, já que o fundo não é trabalhado.
Ênfase/Hierarquia: o destaque inicial é no pássaro, apesar de ser composto de traços mais finos, e, posteriormente, nota-se a folhagem, composta de traços mais fortes.
Formas: as formas são delicadas e sutis, compondo as formas com traços simples.
Camadas: a construção de camadas é feita nos detalhes do desenho apenas, não na composição como um todo.
Contraste: há um leve contraste nos tons de preto, mais claros e mais escuros, criando sombras e aumentando a sensação de movimento do desenho.
Fluxo/Ritmo: a forma como o desenho é feito dá uma sensação de movimento ao voo do pássaro, evitando estaticidade e ritmando a composição.
Simplicidade/Síntese: apesar de trabalhar somente com preto, há detalhes na composição, mas a simplicidade dá o tom, a retratação é direta.
[editar] 7. Iluminura
Harmonia: apesar do destaque bem maior na letra "C" inicial, há unidade nos detalhes da página como um todo e na fonte utilizada.
Equilíbrio: a letra "C" mais estilizada combina com os outros elementos da página, elimando a tensão.
Figura vs. Fundo: os detalhes do fundo não eliminam todo o destaque aos detalhes da frente e ao texto em si.
Ênfase/Hierarquia: o destaque maior funda-se na letra "C", mas chama a atenção também os detalhes da borda da página e o próprio texto.
Formas: as formas são suntuosas - tanto nos detalhes quanto no próprio texto -, como o estilo medieval, ligado à temática religiosa, há o desenho do santo na letra inicial.
Camadas: há uma divisão entre o texto em si e os detalhes conferidos à composição como um todo.
Contraste: há um contraste entre a letra inicial trabalhada e o texto em si, no entanto, sem atrapalhar a leitura ou desviar demais o foco.
Fluxo/Ritmo: o fluxo é bem definido a partir do "C" estilizado e, posteriormente, indo para o texto em si.
Simplicidade/Síntese: não se pode atribuir simplicidade à composição no que diz respeito aos detalhes da obra, mas a mensagem é bastante clara, já que tudo remete à temática católica.
[editar] 8. Caligrafia asiática
Harmonia: há unidade entre os símbolos que compõe e até entre as formas relacionadas a diferentes objetos.
Equilíbrio: os símbolos são equilibrados em sua representação, mantendo uma estabilidade.
Figura vs. Fundo: o destaque é todo para a figura, já que não há nada no fundo.
Ênfase/Hierarquia: a forma como um todo é destacada, não há diferenciação.
Formas: as formas são sugestivas, não são como desenhos, mas é possível associá-las a sua representação.
Camadas: não há diferenciação de camadas nos símbolos, todos são destacados em sua totalidade.
Contraste: não há contraste de cores, o que ocorre é um leve contraste nas linhas - mais finas ou mais grossas - que compõe cada símbolo.
Fluxo/Ritmo: o formato dos símbolos confere um ritmo interessante à composição, já que é delicado e ao mesmo tempo direto na representação dos elementos diversos.
Simplicidade/Síntese: o ideograma é um ótimo exemplo de síntese, já que é inclusive semelhante ao que representa e seus derivados tem formas semelhantes, mantendo uma linha coerente de significações.
[editar] 9. Anúncio
Harmonia: a fonte escolhida - semelhante à letra cursiva - colocada sobre a obra de Rembrandt dá unidade à peça publicitária.
Equilíbrio: não há tensão na peça, a disposição de elementos não é simétrica, mas é equilibrada.
Figura vs. Fundo: o fundo é essencial para o entendimento da peça, já que o texto está inserido nele e ele é objeto deste texto.
Ênfase/Hierarquia: há quase uma mesma ênfase no fundo quanto no texto, pois o texto foi colocado sobre a parte mais escura do quadro, mantendo o destaque da parte mais iluminada.
Formas: as formas sugerem a letra cursiva, dando voz à tela de Rembrandt e dialogando com o fundo - a própria tela.
Camadas: há apenas uma camada, já que figura e fundo são a própria tela de Rembrandt.
Contraste: o contraste de luz da tela ajuda na observação - texto sobre o lado mais escuro -, proporcionando destaque aos dois lados.
Fluxo/Ritmo: embora a distribuição do texto seja bem desigual, há um bom fluxo na observação da peça, já que, tanto a tela, quanto o texto chamam a atenção.
Simplicidade/Síntese: a mensagem não é tão direta, mas, aliada à tela ao fundo, faz sentido e transmite bem a mensagem.
[editar] 10. Website
Harmonia: tanto a fonte escolhida como a moldura e o estilo da ilustração dão unidade à composição - além de sugerir tranquilidade, que não determina harmonia, mas é determinada por ela.
Equilíbrio: a cidadezinha ilustrada na moldura dá uma ideia de equilíbrio com os outros elementos da página, havendo inclusive simetria na colocação dos links.
Figura vs. Fundo: o fundo onde está inserida a moldura é branco, dando todo o destaque ao quadro central, já os links colocados sobre a ilustração não tem tanto destaque por estarem pequenos e em preto, mas condizem com a composição como um todo.
Ênfase/Hierarquia: o maior destaque é, sem dúvida, a ilustração na moldura no centro da página, chamando mais a atenção as partes inferior e superior - lago e balão que são animados -, depois disso a ênfase recai sobre o player e o link de download à esquerda e direita da moldura, para, finalmente, chegar aos links principais dentro da moldura na parte superior.
Formas: as formas são simples e com traços bastante acentuados, fazendo sentido com a música folclórica da banda.
Camadas: nota-se a definição clara da ilustração e moldura e o destaque - não tão grande - aos links, inseridos sobre o desenho.
Contraste: as cores são mais claras, estabelecendo contraste maior dos traços em preto e da moldura bastante detalhada.
Fluxo/Ritmo: a composição do site é bastante dinâmica e prática, conseguindo transmitir a mensagem com simplicidade e com um tom lúdico.
Simplicidade/Síntese: apesar de um destaque pequeno aos links, o site cumpre sua função, com uma ilustração que se liga bem ao estilo da banda e que preza pela simplicidade, sem confundir quem o acessa.
[editar] Designers
[editar] László Moholy-Nagy
[editar] Biografia
László Moholy-Nagy nasceu no vilarejo de Borsod, no sul do Império Áustro-Húngaro (atual Bácsborsód, Hungria), em 20 de julho de 1895. Batizado como László Weisz, veio a alterar seu sobrenome misturando o sobrenome de um tio (Nagy) com a cidade onde morou na infância (Mohol). Iniciou o curso de direito em 1913 em Budapeste, mas teve de interrompê-lo em 1915 para servir na Primeira Guerra Mundial até 1917. Nesse período retomou um antigo hobby de adolescência, desenhando paisagens, monumentos e cenas de guerra. Ao reformar, trabalhou em jornais escrevendo críticas literárias, vindo a dedicar-se plenamente à arte a partir de 1919, sob influência de um amigo crítico de arte. Seus primeiros trabalhos expostos na Húngria carregam uma fortes influências cubistas e expressionistas. Em 1920 muda-se para Berlim, tomando contato com a fotografia a partir de sua futura esposa Lucia Schulz. Realiza diversas exposições na Alemanha, porém sob influência, sobretudo, do construtivismo. Em 1923 é convidado para lecionar na Bauhaus. Lá toma contato com o design de fato, trabalhando com diversos elementos artísticos (pintura, fotografia, escultura, colagem). Em 1928, saiu da Bauhaus e realizou trabalhos de fotografia e efeitos visuais no cinema alemão. Em 1935, mudou-se para Londres, onde realizou novas exposições de pintura e fotografia. Foi convidado por Walter Paepcke, em 1937, para dirigir a nova Bauhaus, em Chicago. No entanto, sem financiamento, o projeto durou apenas um ano e fechou em 1938. Paepcke continuou financiando Moholy-Nagy, e apoiou a criação da Escola de Design de Chicago, em 1939 - em 1944, ela se tornaria o Instituto de Design, sendo anexado pelo Instituto de Tecnologia de Illinois, em 1949, e tornando-se a primeira instituição nos EUA a oferecer um doutorado em design. Expôs seus trabalhos nas galerias norte-americanas e dedicou-se a estruturar o curso de design em sua escola. Moholy-Nagy faceleu, em Chicago, em 24 de novembro de 1946, com 51 anos, vítima de leucemia, diagnosticada no ano anterior.
[editar] Obra
A importância da obra de László Moholy-Nagy é tão grande que se relaciona com as próprias bases do design atual. Sua atuação na Bauhaus - juntamente com outros artistas, fotógrafos e arquitetos - estabeleceu uma visão inovadora acerca da interação da arte com a indústria. No início, ainda na Hungria, seus trabalhos sofriam evidente influência do cubismo e do expressionismo. Ao tomar contato com o construtivismo e a fotografia, na Alemanha, Moholy-Nagy buscou o experimentalismo, criando um estilo construtivista próprio e característico. Na Bauhaus, aplicou suas técnicas realizando trabalhos com negativos de fotos e com modificação de imagens a partir de negativos, sendo pioneiro na técnica. Sempre se considerou um pintor, apesar de ter se dedicado à inúmeras formas de arte, não só a pintura. Pregou, juntamente com outros membros da Bauhaus, a elaboração de um design funcional, ao mesmo tempo simples e inovador, mas que conseguisse integrar a indústria à arte, sem excessos, buscando sempre o conteúdo aliado à função. Sua obra se evidencia, basicamente, pela harmonia e equilíbrio - característicos do construtivismo. Apesar de um evidente aspecto experimental, não se nota exageros, elementos desnecessários, tudo se compõe de forma ordenada, mantendo um mesmo tom. Tanto em trabalhos em preto e branco, quanto no uso das cores, Moholy-Nagy soube dar destaque aos principais elementos de suas obras, não atrapalhando a observação e prejudicando os trabalhos. Por tudo isso, seu legado para o design - embora construído a partir, sobretudo, da pintura e da fotografia - é tão valioso.
[editar] Galeria
[editar] Referência
[editar] Max Bill
[editar] Biografia
Max Bill nasceu em 22 de dezembro de 1908, em Winterthur, Suíça. De 1924 a 1927, trabalhou como aprendiz de ourives, desenvolvendo peças em metais preciosos e tomando o primeiro contato com o design. Iniciou os estudos na Bauhaus em 1927, sendo aluno de grandes nomes das artes e do design, como Paul Klee, Wassily Kandinsky e Oskar Schlemmer. Permaneceu na escola até 1929, quando retornou à Suiça para morar em Zurique. Lá, realizou diversas exposições de seus trabalhos, fortemente influenciados pelo movimento concretista. Em 1944, tornou-se professor da Escola de Artes de Zurique, ganhando ainda mais notoriedade com a publicação de inúmeros trabalhos teóricos acerca do design e das artes. Juntamente com outros artistas, funda, em 1953, a Escola de Design de Ulm, na Alemanha. Sua proposta incial era seguir os passos da antiga Bauhaus, porém a escola acabou formando visão e estilo próprios, especialmente ao buscar associar o design e as artes visuais com a ciência - especialmente a matemática e a física. Bill permaneceu na escola até 1960 - ela viria a fechar em 1968 -, período durante o qual passaram por lá alunos que se tornaram grandes designers. Seus inúmeros trabalhos no desenvolvimento das duas vertentes do design - tanto na prática quanto na academia - renderam a Bill inúmeros prêmios e honras em todo o mundo. No fim da vida, ainda trabalhou em projetos de esculturas - a maioria envolvendo metais. Ele veio a falecer em 9 de dezembro de 1994, em Zurique.
[editar] Obra
Max Bill representa um pioneiro na transição da arte para o design no século XX, a partir da Bauhaus. Como aluno da célebre escola alemã, ele congrega em seu vasto trabalho uma proposta unir a arte à indústria através do design, porém buscando sempre a funcionalidade e a simplicidade. Bill é figura de destaque da chamada Escola Suíça do design, movimento de artistas suíços "herdeiros" da Bauhaus. Em suas obras, as influências do concretismo eram evidentes nas formas definidas e no magistral uso das cores, com combinações precisas e contrastes marcantes que geram equilíbrio e harmonia às obras, redefinindo a relação figura/fundo. Foi ainda um pioneiro no uso de grids em seus trabalhos tipográficos. Bill buscava, de um modo geral, uma exatidão matemática em seus trabalhos. Por isso, sempre procurou aliar as ciências ao design, visando à garantia da perfeição. A visão funcionalista também é marcante na carreira do artista suíço. Seus trabalhos acadêmicos, teses, ensaios e artigos representam uma base teórica riquíssima para o design, sendo ainda referência para diversos estudos acerca do tema. Por essas razões, sua atuação não pode ser separada da própria história do design no século XX, revelando a genialidade e importância de Bill para esta área.
[editar] Referências
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