Ingres
Jean Auguste Dominique Ingres foi o pintor da aristocracia francesa. Nascido em época berço da Revolução, Ingres mais tarde condenaria o povo, que se ergueu contra a "boa sociedade francesa". Nascido em Montauban, 1780, o pintor, por toda sua vida se deteve a defender os valores da aristocracia e nobreza da França monárquica. Esse conservadorismo excessivo, que hoje podemos julgar em Ingres, foi, na verdade, o que definiu em suas pinturas seu padrão estético. Era na nobreza que o pintor encontrava a inspiração do estilo clássico renascentista como as artes gregas ou ainda Raffaello e Caravaggio. Definia-se um "conservador de boa maneiras, nunca um inovador", acreditando que o passado serviria de guia para o presente e modelo para o futuro.
Assim, com o decorrer dos anos, Ingres conseguiu consolidar sua coerência estética e ideológica. Suas pinturas marcam o retorno ao passado e sua preferência por cenas mitológicas e nus ou ainda retratos de grandes personagens da época marcam uma pintura com rígidos padrões técnicos e ausente de fantasias subjetivas. Em 1867, morrem em Paris. Dessa forma, podemos destacar obras como Apoteose de Homero, A Grande Odalisca e Banho Turco todas provas de uma estreita continuidade estética. Vamos a seguri apresentar e comentar algumas obras de Ingres.
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[editar] As obras de Ingres
[editar] A grande odalisca
[editar] Odalisca com escravo
É interessante nessa pintura como os planos constituem uma forma de hierarquia. No primeiro plano, a odalisca, no segundo, uma serva, e no terceiro o escravo. A luz presente na foto também privilegia a odalisca, e por último nos revela o escravo, a espreita, às escuras, no fundo. Também podemos notar como nenhum dos personagens presentes na tela está na mesma posição. Enquanto a odalisca está na posição horizontal, ocupando toda a largura do quadro, sua serva está a esquerda e o escravo à direita, criando um equilíbrio para a pintura. Sobre as cores podemos destacar o contraste entre tons quentes como o vermelho e o laranja que, em oposição aos tons escuros que escondem partes da tela. O contraste nos ambienta em um local aconchegante e confortável.
[editar] Banho Turco
[editar] François Bertin

Notamos aqui uma outra vertente da pintura de Ingres. Ao decorrer de sua vida grandes nomes da aristocriacia francesa foram por ele retratados, François Bertin é mais um entre Madame Moitessier, Madame Aymon, e Napoleão. Podemos observar a espontaneidade capturada no momento,uma tela que se aproxima de uma foto. O impressionismo destacado nessa tela é intenso e nos mostra que essa arte era considerada como um retrato da realidade. O homem desenhado é mostrado em uma cena comum com trajes desarrumados, cabelo bagunçado e um olhar profundo para o lado. O contornos precisos e as cores realistas ambientam a pintura dentro da realidade. Esses traços são claramente fora de seu tempo. Ingres resgata a manutenção da forma e do traçado rígido utilizado em tempo idos da arte.
[editar] A apoteose de Homero

[editar] O sonho de Ossian

Aqui, nota-se outra importante vertente presente na temática de suas obras. A mitologia e o misticismo grego, mais uma vez caracterizam a homenagem ao antigo e clássico, uma obra de cunho literário de Ingres. A mitologia mais uma vez é apresentada e nota-se nessa tela uma divisão horizontal entre sonho - a parte superior - e realidade - a parte inferior, ao mesmo tempo que ambos parecem se misturar. Dentro do sonho temos a luz, que mostra figuras em somente um tom que se apresentam de forma esfumaçada, criando esse efeito de surreal. Na parte de baixo temos Ossian dormindo. É interessante perceber que os nus e soldados na parte de cima o cercam, representando tudo que o concerne. Ainda podemos destacar o local, paisagem a beira mar, representada pelo mar ao fundo e os rochedos.
--Kalup 06:19, 30 Novembro 2007 (PST)