Ikko Tanaka

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Ikko Tanaka foi um designer que trabalhou desde áreas em revistas até tecidos, de embalagens à logotipos. Seus trabalhos são marcados pela tradição de seu país. Nascido em Nara, com formação acadêmica em Kyoto e carreira profissional iniciada em Osaka; sua arte incorpora a herança cultural japonesa e que se expressa universalmente.

Sua sensibilidade ao exprir formas que conjugam as culturas oriental e ocidental resulta numa impressionabilidade gráfica peculiar e única.


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Apenas com formas circulares Ikko Tanaka recriou uma gueixa. Suas imagens são precisas. O simples apresenta-se com grande força de expressão.

Percebe-se que em que seus trabalhos o conjunto é sempre harmônico, tendo o foco na transmissão da idéia. Em muitos de seus cartazes, dispensa ilustrações e se utiliza apenas de tipografia e cores primárias.



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O potencial de suas obras não se limita às barreiras de diferenças que separa o universo oriental e ocidental, pelo contrário, o diálogo está sempre aberto em suas obras. A acessibilidade de suas imagens transcende as diferenças das línguas.



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Seus trabalhos apresentavam-se de forma experimental e, apesar de não se apegar a um único estilo, sua linguagem gráfica é sempre muito coesa.


--Joice


O trabalho de Ikko Tanaka (1930 – 2002) destaca-se por vários motivos: primeiramente, por ter se mantido sempre fiel às suas tradições. A base para a criação de seu estilo único pode ser encontrada nos anos 60. Enquanto muitos colegas eram fascinados pela cultura norte-americana, Tanaka debruçou-se sobre seu próprio país. É dessa época sua frase: Não faz bem para a gente conhecer tudo sobre Schubert e Stravinsky se não conhecemos nada sobre Chikamatsu e Saikaku.

A herança cultural japonesa é tratada com sensibilidade contemporânea, em movimento, em contínuo diálogo com as influências ocidentais. O designer desenvolveu um estilo pessoal - conciso, agudo, com amplo domínio da cor e da luz. A ideia é trabalhada à exaustão, até que se torne cristalina e evidente. Apesar de incorporar a sutileza tão característica do Japão, o trabalho tem penetração universal.

Ao mesmo tempo, Tanaka foi revolucionário no tratamento da forma e da tipografia, valorizando igualmente imagem e texto, sempre contundente e comunicativo, porém mantendo a delicadeza. O designer japonês tem que conhecer bem os ideogramas chineses (kanji), os alfabetos hiragana e katakana e ainda o alfabeto romano, afirmou. São quatro sistemas diferentes, combinando a milenar escrita vertical com a horizontal, surgida no Japão há menos de um século, por influência ocidental. A combinação desses elementos é de alta complexidade. Ele maneja como poucos essa incrível diversidade de sistemas e foi um dos primeiros a descobrir a beleza dos caracteres japoneses.

O uso que faz da imagem é de grande precisão, e a forma de expor a tipografia - retangular ou linearmente, ou com outra característica geométrica, é um traço muito pessoal do seu trabalho. O que mais chama a atenção em Tanaka, no entanto, é o jeito japonês de tratar elementos formais, incluindo a cor. A fusão oriente-ocidente - a função destas duas culturas - é feita com extrema qualidade gráfica, o que torna esse designer gráfico japonês um caso raro entre os profissionais contemporâneos.

-- Mylena Natsumi Maeda

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