Helise Cristina Souto Fonseca
Nome: Helise C. S. Fonseca Curso: Publicidade e Propaganda Noturno Nº USP: 6806736 Flickr: http://www.flickr.com/photos/helisefonseca/
Tabela de conteúdo |
[editar] PRODUÇÃO GRÁFICA
[editar] Bom e mau design
O bom
Para representar o bom design, escolhi a capa do livro de crônicas “Canalha!” de Carpinejar. É diferente por ter 50% do seu espaço preenchido de branco, o que não é usual em capas de livros e chama atenção. Depois, a silhueta das duas pessoas olhadas através de um vidro embaçado de vapor quente é bastante reconhecível como ato pré-sexual, sem ser vulgar, tornando-a familiar e passível de entendimento a qualquer pessoa que a olhar. Também os nomes do autor e do livro, colocados cada qual de um lado da figura, equilibra a capa, sem ter uma posição óbvia. Por fim, a tipografia do título, em itálico, sem falar do ponto de exclamação, a título de xingamento, conversa muito bem com o conteúdo do livro e com a sucessão da cena ilustrada.
O mau
A capa de “A verdade da tropa” é ridícula e obviamente ruim. Simplesmente porque é óbvia. Apenas se apodera do símbolo utilizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais da polícia do estado do Rio de Janeiro e cola sobre um fundo azul, sem acrescentar nada de novo. A capa não deixa transpassar nada; não se pode dizer que é um romance ficcional, um “documentário”, uma história real ou um manual.
[editar] Harmonia
Harmonia
A capa do volume único de “As Crônicas de Nárnia” é bastante harmônica. Primeiramente, pelo uso de cores próximas na figura principal, no caso, o leão: amarelo, marrom e branco. Até mesmo o verde dos olhos do leão é bem próxima do tom do amarelo e não destoa do conjunto. Depois, o uso do preto no fundo compensa o tom brilhante do amarelo. Outra coisa que chama bastante atenção são as ondulações repetidas na juba do leão; lembram fortemente as labaredas do fogo. Por fim, apesar de seu posicionamento óbvio, o título e nome do autor tem cores que combinam com o resto da composição, sem destoar, enquanto que suas respectivas tipografias não diferem muito, apenas levemente em espaçamento e destaque (itálico).
Desarmonia
A capa do livro “Amanhecer” pode ser classificada como sem harmonia. A peça branca, principal, compensa o fundo negro da capa e também do tabuleiro, mas a peça vermelha no fundo esquerdo desarmoniza a imagem, porque puxa o olhar somente para si, tanto pela sua cor, tanto por estar ali, naquele lugar; não há nenhum outro elemento na capa que compense o peão, nem uma outra cor. Além disso, a tipografia utilizada no título e no nome da autora não conversam entre si; a primeira é rebuscada e cheia de curvas, a outra mais clean, com espaçamentos maiores.
[editar] Equilíbrio
Equilíbrio
“A menina que roubava livros” é um excelente exemplo de um design equilibrado. Mesmo que utilizando elementos um pouco óbvios (árvore, neve, capa, guarda-chuva) a composição é boa porque é harmônica (branco da neve equilibra o preto da capa e árvore, vermelho do guarda-chuva com o título) e a disposição dos elementos não causa desconforto. A figura com a capa caminha e continuará caminhando; é uma ação nem um pouco suspeita ou perigosa, por isso a sensação de tranquilidade. A sedução vem do questionamento: Onde ela chegará?
Desequilíbrio
Na série “Guia do Mochileiro das Galáxias”, todas as capas dos livros têm um design desequilibrado, o qual o primeiro volume vai me ajudar a denunciar. A característica mais marcante da capa e também mais desequilibrada, são os objetos simplesmente flutuando sob um fundo cheio de estrelas, que representa o universo. Esse elemento não é só perturbador, como também, aparentemente, os objetos não têm nada em comum: um trator e uma cabeça de robô, sem falar no selo: “Não entre em pânico” (nos outros volumes: guitarra, talheres, cabeça de vaca, sofá, garrafa, aquário, óculos, relógio). Dirão: “os elementos têm tudo a ver com o livro, que também é nonsense”, concordo, mas há de se observar o seguinte: além de proteger o miolo do livro, a capa também tem a função de seduzir o leitor que não foi à livraria especificamente para procurar aquele volume; uma série de menos fama, com certeza, teria fracassado com um design de capa tão fraco.
[editar] Exercício: Gravidade
[editar] FOTOGRAFIA DIGITAL
[editar] Exercício Cor Aprendida/Apreendida
Quando se pergunta alguém a cor do pêlo de um cão, existem algumas poucas respostas: branco, preto (branco e preto não são cores!!!), caramelo, castanho, tigrado, manchado. Como se até “tigrado” e “manchado” fossem, cada qual, uma única cor uniforme, e todos cachorros que fossem tigrados ou manchados fossem exatamente iguais. Esse tipo de definição é o que pode se considerar COR APRENDIDA; é a “cor” que não vê realmente como ela é, mas sim que se foi ensinada por alguém por convenção e que não representa a realidade. Um cão que tenha a Cor Aprendida caramelo, na verdade, tem em seus pêlos um número variado de cores: bege, escuro e claro, tons diferentes de amarelo e de marrom. A percepção de todas essas variações é o que se pode chamar de COR APREENDIDA.
[editar] Exercício Grão, Tempo e Foco
Para esses exercícios optei por fotografar duas imagens da mesma cena em condições diferentes conforme o exercício pois acho que desta maneira se representa melhor a proposta.
[editar] Grão
Pode-se perceber que a primeira foto (ISO 80) não tem ruídos enquanto na segunda (1600) são bastante evidentes, inclusive, influenciando nas cores da imagem, que passam ser menos vivas, mais opacas.
[editar] Tempo
Desta vez escolhi duas estações de metrô diferentes, com iluminação diferente. Isso porque, impossibilitada de configurar manualmente o tempo do obturador, travei o ISO no 80 e “forcei” a máquina se comportar como eu queria. Na primeira foto a estação é melhor iluminada, o que diminuiu o tempo de exposição e pude captar o metrô, que avançava rápido, como se estivesse parado. Já na segunda foto, como a iluminação era menor na estação, a exposição foi um pouco maior, conseguindo captar o metrô borrado, explicitando o seu movimento.
[editar] Foco
Para esse exercício utilizei uma ferramenta da câmera que me permitiu alternar a profundidade de foco dessa cena. A primeira fotografia foi batida utilizando-se a opção “macro” (para objetos a 80cm de distância ou menos), deixando o fundo sem foco, enquanto a opção “normal” me permitiu fotografar o fundo, borrando o objeto que estava a frente. A primeira foto me parece interessante por dois motivos: utilizando ISO 80, a foto ficou bastante detalhada e consegue-se ver cada fiozinho do pêlo do sapinho de pelúcia; fora isso, a iluminação de cabeceira (luz branca) nos cabelos louros da boneca acrescenta um destaque para o fundo desfocado, o que não acontece com a outra foto.
[editar] Exercício: O que é ser brasileiro?
A ideia dessa foto é mostrar dois aspectos do caráter de muitos brasileiros: a falta de zelo pelas coisas que são públicas (jogar lixo na rua quando há uma lixeira a um metro, por exemplo) e a indiferença sobre as questões políticas. Acho que uma foto de alguma forma crítica melhor representa o "espírito patriótico" de nosso Brasil.
[editar] Oficina de Iluminação
Tema: vela.
Ambas as fotos foram tiradas com uma luz branca envolta em um papel celofane do lado direito. A diferença é que a câmera estava configurada diferentemente. Na primeira o white balance estava configurado manualmente, saindo na imagem as cores reais dos objetos (principalmente o pano branco do fundo), na segunda estava no automático, tendo a imagem saído mais avermelhada por causa da luz das velas.
[editar] Exercício Zoom
O zoom dado na gata tomando sol no final da tarde em cima da caixa d’água não deixa evidente a confusão da paisagem urbana, pouco natural para o bicho. No entanto, sem o zoom, a gata preta, pequena, fica pouco evidente no cenário confuso.
[editar] Exercício Compensação de Exposição
Para esse exercício utilizei uma paisagem urbana com bastante iluminação, utilizando configuração de compensação de exposição de -2, -1, 0, +1, e +2, respectivamente. Pode-se perceber que a paisagem fica subexposta na 1ª imagem enquanto o céu fica estourado nas duas últimas imagens (+1 e +2). No entanto na foto -1, a paisagem ainda fica subexposta embora o céu tenha ficado perfeito, enquanto a foto 0 o céu estourou no centro e a paisagem ficou boa. Acredito que uma fotografia tirada com uma compensação de exposição intermediária entre -1 e 0 seria ideal.
[editar] Exercício - Iluminação. Filme: Sweeney Todd
Escolhi o musical Sweeney Tood porque a iluminação do filme inteiro é muito interessante. O história é muito dramática, o filme todo é muito escuro, até porque se passa na obscura Londres do século XIX. Nesse filme fica bastante claro que a escolha da iluminação é bastante importante para o clima das cenas.
[editar] Key Light (Drama)
Essa cena é, particularmente, bastante dramática porque o juiz Turpin descobre que Johanna tencionava fugir com o marinheiro e a ameaça, mandando-a para o sanatório. O medo e a decepção que Johanna sente ao descobrir que não poderá fugir com seu amado fica bastante clara com o auxílio da Key Light, que atinge seu rosto difusamente no lado direito, lançando o esquerdo na penumbra, assim como se torna obscuro seu destino naquele momento.
[editar] Fill Light (Textura)
A cena em que o Juiz Turpin vai se barbear com Mr. Todd. Vinda da janela, a Fill Light (janela) possibilita a percepção de todas as texturas presentes na cena (dobras da camisa do juiz e também do Mr. Todd). Esse tipo de luz é bastante importante nessa cena, porque fica bastante claro as marcas da barba por fazer do juiz, que é a causa dele estar naquele estabelecimento.
[editar] Back Light (Profundidade)
Nessa cena todas as luzes estão presentes, no entanto, quis destacar a Back Light, que é também a mais forte e perceptível. Essa cena é uma imaginação da personagem de Helena Bonham Carter, Mrs. Lovett; como nos sonhos, a imaginação é sempre algo bastante fantasioso, podendo tudo acontecer; a Back Light atua nesse sentido, até porque ela não é branca, mas sim amarelada.
[editar] Key + Fill
Essa cena é aquela que Todd conta para o marinheiro a história que o levou a prisão. É também uma cena triste, de muito drama, a que ajuda a Key Light, mas também de muita confusão, porque ele não tem ideia do que aconteceu com sua esposa e filha nesses quinze anos de exílio. A Fill Light possibilita a percepção das marcas no rosto da personagem: a testa franzida (confusão), as marcas de expressão (passagem do tempo).
[editar] Key + Back
Última cena do filme, quando Todd descobre que matou sem querer a própria esposa e é assassinado por Toby. A Key Light dá todo o clima da cena, que é dramática, enquanto a Back Light dá a profundidade, destacando a personagem do fundo.





















