Heitor Silveira Abbade


				

				

Abaixo estão todos os exercícios pedidos em classe que deveriam ser adicionados aqui:

[editar] Bom/Mau design

Bom Design

[1]

O Burj Dubai/Burj Khalifa, localizado em Dubai, para mim é um exemplo de bom design, pois o modo como ele foi projetado e desenhado atendeu exatamente às expectativas sobre ele. Não só ele é um prédio interessante de se observar - apesar de um prédio daquele tamanho ser interessante de se observar mesmo se ele parecer um depósito abandonado de fogos de artifício - como o modo com que ele foi desenhado foi crucial para ele poder ser construído. Afinal de contas, erguer uma estrutura desse tamanho exige um projeto que leve em conta a resistência dos materiais envolvidos, a pressão que a base deverá aguentar, a ação do vento e todas as outras variáveis que, se não fossem levadas em conta, fariam com que o prédio caísse antes de ter sido terminado. E, por fim, seu design foi elaborado de forma com que ele fosse a maior estrutura do mundo... e, como ele é, o Khalifa não poderia estar mais satisfeito.


Mau Design

[2]

Esta imagem utilizada durante a campanha de Levy Fidélix para a prefeitura de São Paulo, em 2008, é um claro exemplo de mau design. O problema principal da imagem se refere ao fato de que o eleitor tem que ser bem sucedido em uma espécie de "Encontre o Wally" para achar o número do candidato no material promocional, e o número do candidato é quase sempre um dos pontos principais da campanha, pois o eleitor tem que memorizá-lo ou anotá-lo para poder votar. Além disso, o próprio candidato Levy Fidélix na imagem perde a posição de protagonista da propaganda para um trem bala, seu principal projeto. Portanto, a imagem falha em conseguir promover o candidato nas eleições.


[editar] Análise de diferentes imagens/designs

Fotografia

[3]

A foto é de Andreas Gursky, intitulada "Chicago Board of Trade II". Na fotografia, as figuras humanas aparecem quase que sobrepostas umas às outras, formando uma massa que torna difícil a visualização de um elemento individualmente. Não há um elemento principal na imagem, um ponto de ênfase na foto, nem mesmo um fluxo natural para a interpretação da imagem: é difícil se concentrar em um único ponto, sendo que os olhos são levados para vários outros.

No ponto da harmonia e equilíbrio, a impressão passada é de que esses elementos não se apresentam bem na fotografia, já que ela passa a sensação de caos, especialmente em relação ao equilíbrio. Porém, a forma com que as pessoas acabam se misturando entre si e com o ambiente tornam este aspecto desarmônico bem mais ameno, pois elas se integram bem na fotografia. Sobre o contraste, há alguns pontos no qual as roupas das pessoas, em tons fortes de amarelo, vermelho ou azul se sobressaem, mas o contraste não é forte o suficiente para provocar uma grande diferenciação dos elementos. Eles ainda se misturam com o ambiente.


Artes Plásticas

[4]

Nesta ilustração feita por Gustave Doré, a harmonia está presente na sincronia dos anjos ao redor do ponto central, fazendo com que os círculos formados sempre nos levem a olhar para o ponto principal. A sequência de rodas de anjos garante essa harmonia que é reforçada pelo fato que nenhum elemento contrasta de forma intrusiva com os demais. Nessa obra, também há um certo dinamismo com a impressão de que os anjos estão todos em movimento. A imagem principal é o próprio fundo, com seu ponto central sendo o local de maior ênfase na ilustração. O fluxo da imagem contribui para a hierarquia da figura, já que ela nos leva ao centro seja para que elemento olhamos: para os anjos ou as duas pessoas no topo da montanha, o fluxo da mensagem leva ao centro.

Há um contraste entre os elementos, embora ele não seja intenso devido ao fato da obra ser uma gravura. Porém, o ponto central e o que está mais próximo a ele estão mais claros que o que está mais para as bordas. Isso condiz com o interesse da mensagem da obra, que visa representar uma figura divina no centro. A proporção entre a grande roda e as pessoas observando reforçam essa mensagem, pois elas são bem pequenas em relação à figura de fundo.


Cartaz

[5]

Esse cartaz foi utilizado para a divulgação da luta entre Mike Tyson e Evander Holyfield, pelo título de boxe dos peso-pesados. Nele, a harmonia aparece bem através das cores utilizadas no cartaz que se relacionam bem com as imagens dos boxeadores e também com o texto utilizado, sem nenhum conflito entre elas. O equilíbrio aparece bem com uma simetria presente no cartaz, que se reflete até mesmo na posição dos dois na foto e no modo com que o texto foi colocado, bem alinhado e com boa legibilidade. A mensagem que o cartaz pretende transmitir é efetuada de forma simples, direta e bem clara, não há como alguém interessado interpretá-la de forma errada.

A diferenciação da figura com o fundo ocorre graças à utilização de um fundo mais claro logo atrás dos boxeadores, de forma que assim eles também contrastam com o resto do cartaz. Curiosamente, parece que a ênfase do cartaz não está nas suas imagens, mas sim na parte central e principal do texto, no qual aparecem seus nomes, indicando o combate. Nesse cartaz, o fluxo de visualização segue de cima para baixo, iniciando com a primeira frase, passando pela imagem e chegando nos nomes, para depois continuar com os elementos de apoio que dão mais detalhes sobre o evento, até chegar nas letrinhas miúdas que pouca gente vai ler.

O próprio tamanho das letras indica a hierarquia das frases na mensagem final: o ponto chave é a divulgação do combate, seguido pela data, a forma de transmissão e o título pelo qual vale o combate. Depois vêm os eventos secundários.


Basmala

[6]

Esta forma escrita da palavra Basmala se apresenta em uma forma mais linear, sem uma grande transformação da forma original. Estreita, há a harmonia na caligrafia que constrói toda a palavra, com as suas partes se entrelaçando, de uma forma bem simples.


Mosaico

[7]

O mosaico acima representa uma batalha entre Persas e Macedônios, com o segundo grupo sendo liderado por Alexandre o Grande que aparece próximo à parcela destruída do mosaico. A representação de uma cena de batalha, com o sucesso da mensagem, acaba privando o mosaico de um bom equilíbrio, pois a retratação dos movimentos e das ações de cada personagem retiram estabilidade. Não há um forte contraste entre os elementos e nem mesmo com o fundo, porém a imagem total no mosaico é facilmente separada do plano de fundo.

Há um problema em relação ao ponto de ênfase da imagem: a figura de Alexandre seria um elemento principal no mosaico, porém ele se mistura um pouco com os demais. Do outro lado do combate, a figura do imperador Persa consegue mais destaque por estar ao alto, sendo ele um ponto de visualização central. Quanto ao fluxo, ele também não se mostra tão claro pois, enquando os soldados se dirigem para a direita, as lanças mostradas estão apontadas para o lado esquerdo, quebrando de certa forma um sentido de visão.


Sumi-e

[8]

A imagem da mulher é o elemento principal da obra e consegue se diferenciar bem do fundo, graças aos seus contornos. Embora não há uma forte distinção de cores, o contorno mais forte consegue causar o contraste conseguindo realizar a distinção dos elementos.


Iluminura

[9]

Esta iluminura, trecho de um manuscrito ilustrado, faz parte do Hortus Deliciarum, manuscrito medieval feito por freiras, que possui várias iluminuras marcantes. Nesta, que mostra as grandes artes humanas com a filosofia ao centro, o equilíbrio é construído pela ligação entre as figuras presentes, especialmente na composição do grande círculo que é a figura principal. As imagens claramente se diferenciam do fundo completamente branco, com o centro do círculo sendo o ponto de destaque, de maior ênfase. Dentro dele está a filosofia, e logo após na hierarquia da mensagem vem as outras formas de arte citadas, caracterizadas em volta. As figuras demonstram muito bem cada uma destas artes, de forma que a mensagem é passada de forma tranquila. Somente depois, pelo fluxo da visualização, chega-se às figuras inferiores.

Para a leitura, a composição dos elementos escritos não é das mais favoráveis, mas segue as normas comuns da época. Mesmo assim isto prejudica uma completa compreensão graças aos problemas na legibilidade, pois a parte escrita possui grande importância mesmo perdendo o destaque para as figuras.


Caligrafia Asiática

[10]

Isto é um exemplo de caligrafia da Mongólia, um dos muitos tipos possíveis, com símbolos organizados de forma vertical. A principal curiosidade se refere ao fluxo de leitura, pois a caligrafia mongol é vertical mas lida da esquerda para a direita, diferentemente de outras caligrafias verticais. No exemplo a caligrafia foi construída em uma espécie de quadro, com um fundo visível. As palavras juntas possuem consistência e, no caso de você saber interpretar isto, creio que facilitam a leitura, embora eu não tenha a menor idéia do que está escrito.


Anúncio

[11]

Este anúncio da marca de cigarros Mild Seven é harmônico especialmente pelas cores, com a utilização dos tons distintos de azul, passando pelo preto ao branco. As figuras utilizadas se diferenciam bem do fundo, sendo que os maços de cigarro retratados se destacam claramente, sendo as figuras mais claras. O contraste se faz através de um jogo entre cores claras e escuras, sem a presença de uma outra cor. Isto faz com que o anúncio pareça mais leve, o que vai de encontro à mensagem que o anúncio deseja passar, a de um cigarro leve.

O fluxo da mensagem é claro, indo de cima para baixo através das curtas frases centralizadas. O elemento de maior ênfase é a caixa deitada no meio da imagem, havendo pouca informação adicional. Trata-se de uma mensagem simples em que o meio principal de transmissão é através das figuras. Entretando, a legibilidade não é das melhores em algumas das partes do anúncio, especialmente nas primeiras frases, nas quais as letras presentes não conseguem se diferenciar fortemente do fundo pela falta de contraste.


Website

[12]

No site oficial do MI5, agência de segurança britânica, há uma boa disposição dos elementos espalhados pelo site. Há uma boa harmonia nas cores utilizadas, sem muito contraste entre as imagens e o fundo mas claramente destacando as áreas diferentes para aonde o site pode levar. Porém, percebe-se um certo conflito em relação ao fluxo de leitura entre os links na área lateral com aqueles localizados abaixo da imagem principal, e especialmente uma severa falta de alinhamento entre esses quadrados lotados de informação, o que atrapalha a visualização.

Na questão da hierarquia do site, o logotipo da agência acaba não trazendo muita ênfase, sem destaque em meio à imagem principal e os inúmeros quadrados de informação. O menu atrai mais, sendo que o que é acessado por ele é o mesmo que pode ser acessado pelos quadrados abaixo, uma repetição um tanto desnecessária de links, com o intuito de encher linguiça já que não havia mais o que colocar. No mais, o site transmite uma imagem bem serena, algo curioso para um departamento que lida contra ameaças terroristas.


[editar] Designers

Alan Fletcher

A obra de Alan Fletcher se caracterizou por inúmeros trabalhos de design para clientes importantes, envolvendo a criação de identidades visuais e idéias para campanhas publicitárias, passando por capas de revistas e projetos próprios. Alguns especialistas definem o estilo de Alan Fletcher como a mistura do tradicionalismo europeu com a cultura pop americana. De fato, nas obras dele há muitas vezes a mistura de formas rígidas, porém coloridas com tons fortes.

As mais memoráveis obras de Alan Fletcher foram feitas através de seu estúdio, no qual ele trabalhava tanto com grandiosas produções como também com serviços simples, nos quais ele aproveitava para expressar uma maior liberdade criativa. Ao fim, sua obra teve um estilo bem pessoal inserido. A criação de identidades visuais foi um de seus pontos fortes, em especial na criação do logo do museu Victoria & Albert e do antigo logotipo da Reuters, sendo estas suas obras mais lembradas, talvez pela presença destas imagens no dia-a-dia das pessoas envolvidas com estas empresas. Muitas de suas obras apresentam um design bem humorado, com a composição e as cores dando um ar menos sério às criações.


Seymour Chwast

Atuou em várias áreas do design, desde a criação de pôsteres até embalagens e identidades visuais. Suas obras apresentam um estilo bem animado, com a utilização de cores vivas e imagens bastante divertidas. Este estilo empregado em suas ilustrações dá até a impressão de figuras mais infantis, como desenhos de histórias. E, realmente, algumas das ilustrações feitas por Chwast foram exatamente para este público, como capas de livros infantis e projetos relacionados com os mesmos ou tendo como alvo crianças. Mas até mesmo em seus projetos de identidades visuais e embalagens estes traços estão presentes.

Chwast trabalhou também através de seu próprio estúdio, o PushPin, no qual ele trabalha até hoje. Suas obras também conquistaram grande reconhecimento pelo aspecto inovador que era visto nelas. Além disso, muitos de seus pôsteres lidavam com assuntos muito discutidos na época, como protestos contra as guerras através de suas ilustrações. Nelas, o estilo de sua obra provocava imagens interessantes, no qual o colorido de suas imagens se mistura com tom crítico.





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