Guilherme Dearo Vieira Santos

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] Página pessoal no Flickr

Gui Dearo


Álbum com produção da disciplina

[editar] Fotos finais

[editar] Autorretrato

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Autorretrato. Fotografei a imagem do espelho, próximo, com a câmera bem próxima, com zoom e foco automático. Somente uma luz no ambiente, forte de lâmpada incandescente, vinda de cima e virada para o rosto. Com isso foi possível criar a sombra num dos lados do rosto. Depois, ao editar a imagem, coloquei em preto & branco e mexi nos níveis para aumentar a área branca e suavizar a sombra.

[editar] Finais: pintor

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Fotos inspiradas em Henri Matisse.

Seu trabalho ficou conhecido pelo uso intenso da cor e por um desenho mais fluido. A cor era fator principal da pintura, era usada de modo vibrante e não seguia o modo como os impressionistas tratavam de cor e luminosidade. Em muitas de suas obras há a questão do movimento, da expressão do corpo, da harmonia daquele instante. Em sua fase final, com saúde debilitada, usava recortes pintados por seus assistentes para criar composições, muitas vezes corpos em movimento.

Pensando nestes aspectos procurei o uso intenso da cor, que transbordasse pela imagem. E corpos em movimento sugeridos, que não estivessem totalmente claros nem entregues, mas estivessem meio difusos naquela cor. Às vezes misturado com ele, às vezes por trás. Não usei foco automático, diminui um pouco a velocidade da câmera e não usei flash, para que ela trabalhasse com a pouca luz do ambiente. Assim, não só as cores ficavam mais difusas como o os movimentos se perdiam e se abstraiam. E nesse jogo de luz vinda de algumas frestas com espaços escuros, apareciam figuras misteriosas, silhuetas, aparições. O movimento da menina na foto 1 lembra esse ideia de explorar o corpo e até mesmo uma bailarina de Degas. A minha composição preferida é a foto 2.

[editar] Finais: fotógrafo

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Fotos inspiradas em László Moholy-Nagy.

Moholy-Nagy foi um designer, fotógrafo e pintor influenciado pelo construtivismo russo e chegou a lecionar na Bauhaus. Defendia “oito tipos de visão” na fotografia. Uma delas era a visão abstrata. Pensando nessa abstração e nas influências da vanguarda russa, busquei fotografias preto e branco de alto constraste e exposição que trouxessem imagens abstratas, remetendo à dureza de materiais metálicos, industriais, retorcidos.

Procurei detalhes de esculturas que não deixassem "se entender", não houvesse referências: onde está, é grande ou pequena, como é em sua totalidade, é assim mesmo ou vendo ela inteira ou por outro ângulo se mostra diferente? Quis achar figuras abstratas, para o leitor deixar de se preocupar em "entender do que se trata" e apenas ver alguma beleza ou harmonia em formas duras e estranhas, apagadas de qualquer referencial.

[editar] Fotos Temáticas

Grupo

[Maiara Noda]

[Giovanna Pedron]

[Julia Ayumi]

[José Pedro Araújo]


Tema: Esporte


[editar] Fotos - Pintores

Por que seriam boas fotografias?


Oskar Kokoschka


1.

Auto-retrato, 1913

A composição é simples, tem toda a sua atenção voltada para o homem, único elemento da foto. O enquadramento, aproximado, na altura do abdôme para cima, realça a proximidade e a intenção de falar o que ocorre com aquele homem, não com o seu redor. Nossa atenção se volta, então, para a mão e a expressão facial, em especial os olhos. Aliás, mão e olhos se encontram nos terços, o que reforça a comunicabilidade desses elementos. Ficamos a imaginar o que se passa na cabeça deste homem, o porquê daquele olhar, daquela boca, daquela mão no peito. É de fácil compreensão, mas não é óbvia justamente porque o homem não está claro, ele é o elemento a ser interpretado.


2.

Pietà (Pôster para "Murderer, Hope of Women")

Pensando que este foi um cartaz produzido para uma peça da época, podemos imaginar que a cena seria uma foto "produzida", tirada para compor a arte da divulgação deste espetáculo. Ela capta toda a expressividade das personagens, tanto da mulher quanto do homem em seu colo. A expressividade se dá tanto pelas expressões faciais quanto pela expressão corporal, pelo contorcionismo de braços e pernas. Assim, o enquadramento e o ponto de vista são acertados, por mostrar as personagens de corpo inteiro, onde se pode comparar o tamanho entre elas, a relação que estabelecem entre si. A luz e a cor contribuem para colocar o foco nos corpos e para que eles exprimam seus valores com clareza. A composição ainda capta um segundo plano, noturno, deixa-nos nítido, essencial para criar a atmosfera. Por fim, há valores e referências tiradas de outras obras artísticas. Primeiramente, o próprio nome "Pietà" já deixa claro a relação com tal tema da arte cristã recorrente, onde a Virgem segura o corpo de Cristo morto em seus braços. Lembramos prontamente da pietà de Michelangelo, por exemplo. Também, na posição da cabeça e expressão da mulher, e em suas mãos e braços articulados, acrescido dessa relação dual homem-mulher, lembramos de "O Beijo", de Gustav Klimt.


3.

Christ Crowned with Thorns (Christi Dornenkrönung) (plate, folio 19 verso) from the periodical Der Bildermann, vol. 1, no. 9 (Aug 1916)

Por ter muitos personagens, que vão "contar a história" apenas se aparecerem em sua totalidade, se relacionando, o enquadramento e foco foram acertados justamente por nos mostrar toda a cena. A composição é harmoniosa, onde todos os personagens estão no mesmo plano, não deixam espaços em branco entre si, mas não estão caóticos, as expressões faciais foram captadas com nitidez e os movimentos paralisados, permitindo que a cena se congelasse e se deixasse ser vista e interpretada serenamente. Ainda há perspectiva, vemos personagens em segundo plano, mas claramente de menos valor em relação aos do primeiro plano, para os quais toda nossa atenção se volta. Com tudo isso, a imagem comunica o que ocorre em cena, mas não sabemos seus significados mais profundos, não é óbvia.


4.

Lake Geneva, 1959

A imagem consegue nos mostrar toda a beleza e grandiosidade de tal paisagem natural, destacando o lago, mas sem deixar de lado os elementos que o cercam: casa, vegetação, morro. O enquadramento, portando, foi acertado. O ponto de vista, do alto, de quem está em cima de um morro ou colina olhando para toda a paisagem que se abre também contribui para uma certa proximidade e intimidade, como se estivéssemos ali, contemplativos e um tanto intimidados pela natureza que nos abarca. A luz natural contribui para a nitidez da imagem e suas cores claras porém pouco vibrantes, dando mais sensação de harmonia e paz. A copa da árvore, centrada na imagem, não disputa espaço com o lago e outros elementos, justamente por estar no centro e permanecer ali, estática e muda. Coisas que estão nos terços, como as àrvores na frente da casa e o morro ao fundo têm mais destaque. Um outro ponto contribui para a imersão do leitor na imagem: o modo como a "história está sendo contada". Os elementos são lidos da esquerda para a direita, nossa leitura natural. Então começamos com o solo, a vegetação, as árvores, o morro e depois, finalmente, partimos para a grandeza do lago, o elementos mais importante e que ocupa 2/3 das fotos. Isso faz com que tudo soe mais natural, o processo de percepção do lago se dê de maneira mais natural, essencial e próxima.


5.

Two Nudes (Lovers), 1913

Enquadramento e ponto de vista se mostram acertados quando olhamos para as duas personagens e percebemos que tanto a expressão facial quanto a expressão corporal e a relação entre o homem e a mulher precisavam ser evidenciados. Então não há um corte muito próximo, mostrando somente a face, nem há um corte muito distante, mostrando todo o corpo mas os desvalorizando perante o entorno que se mostraria e perdendo os detalhes faciais. Olhamos para os rostos, mas também para as pernas, e nos lembramos de uma dança e de uma intimidade entre o homem e a mulher. O fato de estarem nus é um elemento de estranheza, mas que permite várias interpretações ao percebermos que há plantas no fundo, há uma vegetação densa. Se a imagem perdesse o foco do fundo talvez o elemento "nudez" seria mais um elemento de estranheza e menos significativo. Imaginamos também uma iluminação natural, meio encoberta pela densa vegetação, onde predominam tonalidades mais frias, certo breu e frieza naquela cena. Os dois corpos estão centralizados nas fotos, mas se traçarmos as duas linhas horizontais dos terços, percebemos braços e rostos em evidência em uma das linhas; e joelhos e jogos de pernas em outra linha, o que contribui para estes elementos, os que trazem grandes valores para a imagem, fiquem em destaque.


[editar] Fotos - Fotógrafos

Robert Capa


Por que são boas fotografias?


1.

Essa foto foi tirada em Barcelona, em janeiro de 1939, quando Capa fotografava a Guerra Civil Espanhola. A composição tem grande impacto pela expressão no rostos dos personagens, pela comunicação corporal: não só os adultos olham para cima como mãe e filha andam apressadas. Captamos a tensão da cena misturada com a calmaria: a guerra está ali, estão observando possivelmente aviões inimigos sobrevoando a região, mas o ataque não começou, não está ali. Neste sentido, é uma boa foto por não ser óbvia, todos os elementos não estão dados: há espaço para interpretar aqueles personagens.


2.

A imagem mostra soldados legalistas, em março de 1939, na Espanha. A composição é muito forte, com uma massa de homens que passa em diagonal, da direita para a esquerda, em um crescente: os vemos ainda longe, e vão se aproximando, até ficar bem "em nossa frente". Talvez a marcha tivesse mais impacto de estivesse crescendo da esquerda para a direita, seguindo o modo como nosso olhar faz a leitura de uma história que transcorre. A imagem tem força por retratar tantos personagens, mas que se tornam um só: a grande massa em marcha. Também não é nada óbvia, não diz claramente o que, deixa espaço para que pensemos sobre a cena.


3.

A fotografia impacta logo de cara pela obviedade: um cenário caótico, de guerra. Vemos janelas e portas quebradas, destroços na calçada e, o que mais chama a atenção: todos os buracos na parede da casa, sugerindo um antes, construindo uma história: ali houve tiros, muitos tiros, um ataque. A imagem também tem força por toda a reflexão que provoca, ao unir dois elementos aparentemente paradoxais: a destruição da guerra vista no cenário e as crianças sorridentes e felizes. Essa estranheza é o mote para pensar o que está ali a se passar e o que, afinal, é a guerra, é a vida. Além disso, os elementos humanos encontram-se no terço, nossos olhos vão naturalmente para eles, esquecendo um pouco todo o caos do local onde estão.


4.

Uma das fotografias mais conhecidas de Capa, senão a mais conhecida. Um pouco de pesquisa é o suficiente para contextualizá-la: o homem mortalmente ferido é um combatente voluntário espanhol durante a Guerra Civil Espanhola. A foto é de setembro de 1936. A imagem é emblemática por ser aproximada, feita por Capa com uma Leica 35mm, discreta. Antes eram usadas teleobjetivas Graplex acopladas. Capa vai justamente se destacar por captar imagens em movimento, quentes, frente a fotos de guerra estáticas e distantes, comuns na época. É de se espantar que Capa estivesse ali, no meio dos tiros, no centro do combate. Sua força está na captura de um momento certeiro, no exato momento em que a bala atinge a cabeça do soldado, já projetando pele e crânio. A imagem paralisada permite observar todo o movimento do corpo, dá dramaticidade: o corpo caindo, a mão soltando a arma, os olhos já fechados. Novamente, nada óbvio: há uma história anterior, há elementos que subentendemos para compreender aquele presente.


5.

A imagem é impactante e bela pela ângulo e enquadramento pouco usual praticado. O brinquedo, que gira, ganha mais força na representação neste ângulo: os meninos ficam maiores ou menores, de acordo com sua posição, criando proporcionalidade, hierarquia e dinamismo; as correntes do brinquedo também criam um desenho por serem vistas de baixo para cima. A fotografia foi tirada com alta velocidade, então Capa conseguiu congelar a cena (mais dos dois meninos ao fundo e menos dos dois mais próximos, levemente borrados pelo movimento), passando sentimento de serenidade e perenidade.

[editar] Outras fotos

[editar] Foto "Nhé"

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Essa foto foi tirada durante a Semana dos Bixos 2009 da ECA, naquele dia em que todos vão pintar o muro com o dedo. Tirada com uma câmera HP amadora.

Ela não está péssima, mas também não está boa. Dentre os erros, podemos começar pela falta de atenção ao deixar nas configurações que a data e hora aparecessem na imagem. Isso já a deixa bem estranha. Segundo, os dois elementos em cada lado da imagem que disputam atenção com a personagem central: o garoto e a árvore. Não deveriam estar ali, ainda mais cortados ao meio.

A intenção era boa, era tentar captar esse momento "legal", quando ela se estica toda para escrever lá em cima. Mas não deu certo. Justamente porque o principal não foi mostrado (e daí o terceiro erro): os pés. A garota nas pontas dos pés comunicaria melhor. Ali, apesar de sutilmente vermos seu esforço, ela poderia ser simplesmente... alta!

Além disso, a fotografia está "desbotada", granulada, com foco perdido.




[editar] O que é ser brasileiro

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Moro num país tropical, abençoado por Deus


E bonito por natureza, mas que beleza



[editar] Cor aprendida / Cor apreendida

Se repararmos na cor das pétalas da flor, poderemos falar que ela é "rosa", uma cor entre o vermelho e o violeta. Mas a superfície das pétalas não tem um tom uniforme, um "único rosa". Ela não é "lisa", como se desenhássemos uma flor numa história em quadrinhos infantil e a pintássemos de uma só cor.

Há variações de intensidade (ora temos o rosa se relacionando com o branco, ora com o preto) e saturação, produzindo variações entre o vermelho, o rosa e o violeta.

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Pixelando a imagem, é possível ver em separado as diversas tonalidades que compõem a imagem.

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[editar] Limites da câmera

[editar] Grão

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[editar] Tempo

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I. Aumentei muito a velocidade do obturador da câmera. Resultado: velocidade do obturador em 1/332s e tempo de exposição 1/320s. Assim, as gotas ficaram parcialmente paralisadas, a ponto de se mexerem um pouco ainda e virarem “agulhas” na imagem. Mas foram todas capturadas, você consegue ver elas caindo. A abertura do diafragma ficou em F/5,6.


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II. Diminui a velocidade. A fotografia foi tirada com velocidade do obturador 1/12s e tempo de exposição 1/13. Agora cada gota já é um grande risco branco que corta a imagem, não são mais “agulhas”. A abertura do diafragma ficou em F/22.

[editar] Profundidade

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[editar] Cena de filme - iluminação

Cena do filme Trainspotting


Cena de Trainspotting (1996)


Analisando a cena, percebemos que há uma única fonte de luz, vindo pelo lado esquerdo do ator, de frente, em diagonal. Na imagem, ela está do lado direito. A luz, uma key light existente para iluminar um ponto preciso (no caso, o ator) é lateral, o que realça a textura (da calça jeans, o tórax, as garrafas empilhadas perto da parede). Apesar de key light, não é um único faixo. Está, sim mais difusa (mas não chega a ser uma fill light), além de bem "quente", possivelmente com algo que a deixasse avermelhada. Também está baixa, na linha do ator, e não num tripé muito alto ou pendurada no teto.

Tudo isso cria um cenário em que as cores quentes predominam, muito vermelho, laranja, marrom. A única fonte de luz cria sombras, marcas no corpo do ator e no cenário, deixa alguns pedaços da sala no escuro. Tudo isso contribui para criar uma aura intimista e aconchegante. Também sombria e underground, justo para o ator, que neste filme representa um viciado em heroína.




[editar] Foto - Oficina de Iluminação

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Iluminação: uma única lâmpada, incandescente, logo abaixo da figura, um pouco à sua direita. Com isso a imagem ganha dramaticidade: revela seu relevo e superfície como tudo fica mais quente e intenso: as cores quentes da figura e da parede são realçadas.


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Iluminação: uma única lâmpada fluorescente, dessas pequenas de luminárias de mesa de escritório. Com a luz branca, a imagem perde toda a sua dramaticidade e intensidade. A luz está mais forte, por estar vindo de lado realça o relevo. Mas as cores da parede e da figura se perde, não há mais calor.


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Iluminação: duas pequenas velas. Uma mais distante (a que aparece na imagem) e outra logo abaixo da figura. As luzes não são tão fortes, tem menos alcance que a primeiramente usada. Mas ainda sim, por serem chamas, iluminam de modo que o marrom e o laranja são realçados, a imagem volta a ficar quente e ganhar dramaticidade. Não é a toa que as lâmpadas incandescentes foram criadas para "imitar" a chama.

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