Giovanna Sanchez Pedron

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Aluna: Giovanna Sanchez Pedron

Curso: Publicidade e Propaganda

E-mail: giopedron@gmail.com

Flickr: http://www.flickr.com/photos/giovannapedron


Tabela de conteúdo

[editar] FOTOGRAFIA DIGITAL

[editar] Cor e Contraste

Exercício: Diferença entre cor aprendida e cor apreendida


Foto a ser analisada:

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Observamos nessa imagem uma pequena romã ainda no pé. De longe, o fruto parece ter apenas uma cor similar a vinho, com folhagem verde escura. Essa primeira impressão das cores pode ser considerada a cor aprendida.

Ao analisarmos de perto, porém, percebemos a complexidade de formas e cores que a romã possui. Sua tonalidade vinho prevalece, mas torna-se mais um pouco mais rosado, com a presença de magenta. Próximo da sua coroa ocorre um degrade de cores: vinho, vermelho, laranja, rosa, chegando a um tom de bege rosado. Também se observa pequenas pintas escuras, quase pretas, no seu centro centro. Suas folhas também apresentam uma mistura de cores, não sendo apenas verde escura, mas tendo tons de verdes mais claros e amarelos em sua composição. Algumas folhas possuem manchas de cor marrom e suas variantes (mais claras ou mais escuras). O resultado dessa análise mais rigorosa das cores que compõe a romã pode ser considerado as cores apreendidas.

Podemos observar melhor as diferenças de tonalidades nos baseando do modelo proposto por Mariane Rodrigues na apresentação do mesmo assunto. Ao utilizarmos o efeito de "Vitral", do Photoshop, há uma separação das cores, que nos permite captar melhor as cores apreendidas.

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[editar] Componentes de uma Fotografia

O resultado de uma fotografia depende do ajuste de algumas variáveis a fim de se conseguir a quantidade de luz necessária e adequada para o correto registro da imagem, a chamada exposição. Uma variável influi diretamente na outra, que consequentemente influi em seu resultado final. Uma foto precisa de três elementos para que sua exposição seja correta: tempo de exposição, profundidade da área em foco e sensibilidade.

Tempo de Exposição

O tempo de exposição está diretamente relacionado com a quantidade de tempo que o obturador da máquina fotográfica leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica ou o sensor digital e formar a imagem. O obturador é um dispositivo mecânico que controla o “abre e fecha” da cortina que protege o filme, ou sensor digital, da luz. Quando acionamos o disparador (o botão que pressionamos para tirar a foto) o obturador se abre permitindo a passagem da luz e, consequentemente, que ela seja captada, formando a imagem.

Quanto mais tempo aberto, mais luz alcançará o filme ou o sensor. Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da máquina. Renata Campos Neumann dá um exemplo bastante didático sobre isso ao apresentar imagens semelhantes, mudando apenas o tempo de exposição das fotos.

Na foto abaixo, foi utilizada uma exposição mais longa para transmitir o movimento. Percebe-se que o cenário está paralizado, entretanto, o homem atravessando a rua (acontecimento) mostra-se borrado. Dessa forma, o obturador ficou aberto por mais tempo, fazendo a máquina absorver mais luz.

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Em contrapartida, preferi paralizar a cena da foto abaixo. A imagem mostra um momento de caça, em que o jabuti está prestes a atacar a lesma. Sabemos que um jabuti não é um dos animais mais rápidos do mundo, assim, se a foto tivesse maios tempo de exposição poderia ficar sem sentido, não atingindo um grau de dinamismo. Além disso, haveria a possibilidade das cores do jabuti e da lesma se confundirem numa situação de movimento. Dessa forma, o tempo de exposição foi baixo, o obturador ficou aberto por menos tempo e absorveu menos luz.

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Profundidade da Área em Foco

Também conhecida como Profundidade de Campo, é gama de distâncias em torno do plano focal na qual há nitidez aceitável. A profundidade de campo depende dos tipos de câmeras, aberturas e distância, apesar de também ser influenciada pelo tamanho da impressão e pela distância de visualização da imagem.

Quanto menor for a abertura do diafragma, para uma mesma distância do objeto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos.

Só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.

Na foto abaixo, nosso principal objetivo era dar destaque à flor e seus botões. Dessa forma, o foco foi direcionado ao primeiro plano da foto, no qual a flor está presente. Entretanto o fundo, mesmo estando desfocado, dá contexto à foto.

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Já na imagem abaixo, foram usadas 3 esferas do mesmo material, porém com tamanhos diferentes, posicionadas de forma crescente, sendo que a primeira é a menor e a última é a maior. Da maneira que a foto foi tirada, todas as esferas parecem ter o mesmo tamanho. A foto foi desfocada em seu início e final, dando a impressão de maior extensão.

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Sensibilidade

A sensibilidade controla a definição do sensor. O ISO é a medida da sensibilidade de superfícies sensíveis à luz (filme fotográfico ou sensor de imagem). Fotos de alta definição têm grão fino e são muito nítidas, possuindo um ISO menor. Fotos em baixas condições de iluminação são granuladas e dão a impressão de “jato de areia”, possuindo maior ISO.

A foto abaixo é bem detalhada e nítida, o que faz com que os grãos sejam mais finos. O ISO mais baixo (baixa sensibilidade) proporciona boa definição nos detalhes e bom contraste. Podemos ver as gotas de água nas folhas, por exemplo. Foi possível fotografar com baixo ISO devido às condições favoráveis da luz do dia.

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Nossa próxima foto foi feita com alta sensibilidade (maior ISO). Ela apresenta um aspecto nitidamente granulado, pois seus grãos são maiores. Quanto maior a granularidade, maior a sensibilidade da película fotográfica, maior o ruído. O trabalho foi feito com pouca luz e sem flash. O ruído acabou combinando com o tema sacro da foto, contribuindo com um clima mais místico.

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[editar] Luz e Cor

Compensação de Exposição

Trata-se de uma compensação manual feita sobre a exposição automática realizada pela máquina. A grande vantagem da compensação de exposição é não ter de calcular aberturas e velocidades do diafragama, deixando com máquina o cálculo desse valor e apenas corrigindo-o para uma sub ou superexposição para compensar algumas áreas da imagem.

Vejamos a imagem abaixo, retratada sem flash. Apesar de estar em primeiro plano, o objeto principal mostra-se meio apagado.

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A luz foi corrigida manualmente através do controle de compensação de exposição setado para +2 (foto superexposta). Ao definir o modo do flash para flash desligado e ao compensar a exposição para [+] a fotografia adquire uma aparência mais leve e fresca. Na imagem abaixo, observamos que o objeto principal acabou ganhando maior destaque, por estar mais claro.

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A aluna Helise Cristina Souto Fonseca demonstra com maior detalhamento o uso dessa ferramenta, mostrando imagens de uma mesma cena com compensações diferentes (-2, -1, 0, +1 e +2).

Exercício - Iluminação

A imagem a seguir é uma cena do filme Trainspotting (1996), dirigido por Danny Boyle. O filme conta a vida de um grupo de jovens viciados em heroína em Edimburgo, na Escócia. A cena em questão mostra uma alucinação que o personagem Renton (Ewan McGregor) tem ao estar sob o efeito da droga. A cena apresenta uma iluminação de três pontos.

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A Key Light, uma iluminação mais dura, é a luz principal e destaca o personagem, iluminando-o de cima para baixo.

A Fill Light, ou luz de preenchimento, é uma luz mais suave que simula os rebatimentos de luz causadas pela Key Light ao personagem de modo a suavizar os sombreamentos. Como é responsável pela textura, destaca a expressão facial de Renton e a textura de sua jaqueta, da privada e da parede, o que dá um aspecto mais sujo e perturbador à cena.

Já a Back Light tem como intuito dar volume e contraste ao personagem, destacando-o do fundo. Assim, podemos observar a profundidade entre o objeto principal da cena (Renton) e o fundo.

[editar] Corpos e Objetivas

Zoom

A objetiva é a parte ótica da máquina fotográfica, sendo um conjunto de lentes, alinhadas de tal forma, a projetar uma imagem nítida.

Objetivas são medidas por sua distância focal: distância entre a objetiva e o plano de foco quando esta está marcada para o infinito (raios paralelos). Quanto maior, maior a imagem que forma e menor o ângulo de visão. Distâncais focais maiores que 50mm são chamadas de teleobjetivas. Elas não “aproximam” objetos, apenas os ampliam para além da área de captação da imagem, o que dá a sensação de proximidade.

Observamos a fotografia abaixo, retratada sem zoom. A imagem demonstra claramente profundidade de campo.

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As teleobjetivas não “aproximam” a imagem, apenas restringem o ângulo de visão e ampliam a imagem a fotografar. Absorvem muito pouca luz e tendem a “achatar” as imagens. Como o objeto fotografado está distante e ampliado, as proporções e as sutilezas de profundidade se perdem. À medida que aumenta a sensação de aproximação também aumenta o “achatamento” da imagem, como podemos observar na imagem abaixo.

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[editar] PRODUÇÃO DIGITAL

[editar] Mau e Bom Design

Baseado nos exemplos dados em sala de aula, optei por analisar o design de duas capas de discos. Ambas são da banda de rock Aerosmith.

Como exemplo de mau design, podemos analisar o álmbum "Aerosmith", primeiro da banda, lançado em 1973. Ser um lançamento antigo não justifica o design ruim, visto que temos vários álbuns de outras bandas ainda mais antigos com o imagens totalmente inovadoras, como Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band, dos Beatles, lançado em 1967, e o Let It Bleed, dos Rolling Stones, lançado em 1969. A capa em questão consiste numa pequena foto da banda no centro, um fundo de céu e o nome Aerosmith na parte superior, com fundo laranja. Sendo o primeiro álbum lançado, optou-se por apresentar os integrantes, daí a foto, que também tem um fundo com céu e é colocada em cima de uma outra imagem com céu, o que fica, no mínimo, estranho (para não dizer bizarro). Já que fazem tanta questão da imagem do céu, não seria melhor deixar apenas a foto da banda com o fundo ampliada, sem estar sobre outra imagem? O efeito ficou artificial, feio e sem sentido. A parte superior da capa é estranha, pois do nada surgiu um dégradé laranja no céu. A tipografia, apesar de cafona, é a única coisa que faz sentido para mim na composição. Relacionando com o nome da banda, as letras foram colocadas dentro de asas, em itálico, dando uma sensação de movimento.

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Com exceção dos primeiros álbuns, o design das capas do Aerosmith costuma ser bastante inovador e diferente. Um bom exemplo é o álbum Get a Grip, de 1993. Foi um disco de grande sucesso, no auge da carreira da banda, que lançou hits como Crazy, Cryin’, Eat the Rich e Amazing. A imagem da capa consiste na foto de uma vaca. Mas não a vaca inteira, uma parte dela. Na verdade, uma foto de seu úbere e região. Só isso, já desperta o interesse das pessoas, por ser diferente do que estamos acostumados a ver em capas de CD. Para tornar ainda mais diferente, a vaca possui um piercing em seu mamilo e o símbolo da banda em sua pele como marca de ferro quente, remetendo, inclusive, à uma tatuagem. Esses detalhes são referências ao rock ‘n roll, usados de maneira inusitada junto a vaca, que costuma ser associada à algo rural. A expressão “Get a Grip”, nome do álbum e de uma das faixas, significa algo similar a “Tem que segurar”. De certa forma, isso se relaciona com a imagem pela necessidade de segurar o úbere da vaca para realizar a ordenha, o que remete a simplesmente segurar seios, a sexo, a rock ‘n roll. A tipografia usada com serifa grossa lembra letras usadas no Velho Oeste. Isso se relaciona não só com a imagem, mas também com a música, considerando-se que o rock ‘n roll teve suas origens no country, além do blues. Observamos também que há um destaque na palavra “Grip” (segurar). Todas essas relações que podemos fazer de uma imagem simples com o estilo da banda, além da inovação e do impacto que ela tem, faz com que, na minha opinião, Get a Grip seja uma das melhores e mais representativas capas de discos de rock.

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[editar] Equilíbrio e Harmonia

Entre os conceitos do que faz um “bom” design, encontramos a Harmonia e o Equilíbrio.


A Harmonia corresponde à unidade, quando todos os elementos dizem a mesma coisa. Como exemplo, podemos observar essa imagem do cantor Scott Weiland, feita através de uma técnica de tipografia. Vemos harmonia na cor, pela utlização apenas do branco, preto e cinza, na repetição das letras, sempre na mesma fonte, na composição de formas arredondadas.

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A falta de harmonia ocorre quando os elementos da composição “brigam” entre si. Como exemplo, podemos observar essa imagem. A palavra “Brille” é escrita com diversas fontes e cores diferentes. A imagem traz muita informação e seu observador não consegue ter foco ao analisá-la.

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Já o Equilíbrio corresponde à estabilidade. Como exemplo, podemos citar a seguinte obra de Escher, que retrata um olho.

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O que não está em equilíbrio, causa certa tensão. A imagem abaixo, por exemplo, apresenta um desequilíbrio de composição. Isso acontece porque temos mais informações de um lado do que de outro. Naturalmente, começamos a leitura de uma imagem de cima para baixo, da esquerda para a direita, formando uma diagonal. Exatamente no ponto aonde começamos a observar a imagem, temos um grande vazio.

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Vale ressaltar que muitos artistas e designs procuram a falta de harmonia ou de equilíbrio propositalmente para a execução de suas obras. Edgar Degas, por exemplo, trouxe modernidade na pintura, no sentido das figuras não precisarem estar precisamente enquadradas, como podemos observar em uma de suas mais famosas obras, A Primeira Bailarina[7].

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