Gabriel do Abiahy Carneiro da Cunha Guerra


				

				

Tabela de conteúdo

[editar] Comunicação Digital

[editar] Projeto - iDJ

Membros da dupla: Gabriel do Abiahy Carneiro da Cunha Guerra e Ivan Lima Rodrigues

[editar] Business Plan

[editar] O que é o serviço?

O iDj é uma plataforma online que servirá como extensão do site de compartilhamento de música Spotify.

Spotify [1] exige que se faça download de um software, através do qual os usuários podem ouvir música em streaming que pode ser compartilhada com outros internautas.

Num contexto onde todos querem ser DJ's honorários, este projeto vai viabilizar a divulgação de playlists on line, com o diferencial de que este playlist será divulgado na forma de uma espécie de Jukebox ou pick-up interativa.

Os usuários que entrarem naquele ambiente online, terão acesso à pick up do Dj Residente (titular daquele profile), podendo tocar as músicas que ele deixou lá simplesmente dando play, e tendo a liberdade de passar as músicas que não gostar, rodar novamente as que gostar, passar pra frente se quiser. Mais ou menos como funciona um vídeo do Youtube, só que subdividido por faixas de músicas. Para o compartilhamento, o usuário integra o serviço com redes sociais, como o Facebook:

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Aqui, é possível ver o post publicado no Facebook com um list pré-definido. Qualquer um dos amigos de quem publicou pode clickar em ►, ▶▶ ,◀◀ , █ ou▐▐. Essa extensão à rede social é similar à publicação de vídeos do Youtube na rede ou ainda o compartilhamento de músicas do SoundCloud (www.soundcloud.com), portanto a list é embedada.

Além de a rede de amigos do Facebook poder tocar o playlist no próprio mural,clicando no link, eles entrarão num ambiente em formato de rede social, no qual haverá diversas “pistas” criadas pelos usuários. Estas “pistas”, que podem ser entendidas como salas ou ainda, grosso modo, como baladas virtuais, possibilitariam a visita de outros internautas, que passariam a ouvir a(s) playlist(s) da pista. Fazendo um paralelo entre a vida real e a vida virtual, a pista da extensão do Spotify teria suas músicas comandadas pelo seu criador, ou DJ, e, como nas baladas verdadeiras, os visitantes poderiam conversar entre eles e com o DJ, num formato próximo ao dos fóruns da internet.

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Neste ambiente, tal como numa festa "de verdade" cada usuário é um convidado e está na pista ouvindo o que o DJ está tocando. Cada um dos avatares é a festa de seu respectivo "dono" bastando clicar em um deles pra trocar de festa ou pista.

Um internauta, enquanto visitante, poderia selecionar uma pista dentre várias criadas e, dentro dela, ouvir as músicas da casa e conversar com pessoas que, por estarem no mesmo local, compartilhariam do mesmo gosto musical. Cada pista teria um nome e uma descrição em que constassem os estilos musicais predominantes

A ideia é uma extensão do Spotify porque contaria com a base de dados dele através de seu API.

[editar] Consumidores

Há um contexto, na internet ou fora dela, que se reflete no hábito das pessoas publicarem em redes sociais as músicas que gostam de ouvir (video clipes do Youtube, lists do Groove Shark, etc). O iDj vai suprir esse anseio de uma maneira prática, pois facilitaria e aperfeiçoaria o encontro e a conversação de pessoas em torno de um mesmo gosto musical, além de oferecer divertimento a pessoas interessadas em conhecer novas músicas e artistas dentro do estilo que estão predispostas a ouvir ou, até mesmo, novos estilos. As ações de conversa e audiência de músicas seriam integradas e dinâmicas.

Em síntese, os consumidores “pagariam” pelo benefício gerado de entretenimento e conhecimento, principalmente da esfera musical, além de encontro com novas pessoas. Diz-se “pagariam” entre aspas pois, como veremos mais adiante, para a maior parte das pessoas o serviço será gratuito. iDJ terá sua renda baseada em publicidade e em contas premium, essas sim, pagas.

[editar] Como encontrá-los, quantos existem, quem é a concorrência?

Os consumidores de iDJ já são experientes em busca de músicas em sites e são usuários de mídias sociais. Espera-se encontrá-los em sites especializados e em redes como Facebook e Twitter. Porquanto o serviço é uma novidade, a intenção é que ele seja divulgado por early adopters e com o tempo ganhe massa crítica.

Sua concorrência é composta por qualquer site de armazenamento, busca e compartilhamento de músicas na nuvem, tais como Terra Sonora, Rádio UOL, Grooveshark, Soundcloud, etc. Apps de mídias sociais e de smartphones também devem ser citados, como o Songkick, de Foursquare. Por último, vale mencionar sites e redes sociais como Last.FM e Myspace.

O Spotify, se existisse no Brasil, já seria um player desse mercado, sua extensão brasileira iDJ enfrentaria os concorrentes dele próprio e, sua capacidade de se integrar com Facebook através de um app o colocaria em concorrência com outros aplicativos de compartilhamento de música desta rede social.

[editar] Timeline: lançamento, objetivos para 3, 6 e 12 meses, metas para 1, 3 e 5 anos

Lançamento: agosto/2012 O serviço será estruturado, programado e inteiramente construído no primeiro semestre de 2012. Em julho uma divulgação prévia será feita e em agosto o site será disponibilizado.

Objetivos para 3 meses: Alcançar early adopters e ter divulgação por own media, bought media e earned media (espera-se que os primeiros usuários divulguem o serviço através de sua utilização e de maneira espontânea). Vale notar que o uso principal do serviço se dá pela disponibilização de playlists pelo Facebook, o que, por si só, já serve como forma de divulgação.

Objetivos para 6 meses: Aumentar o número de usuários e atingir todas as regiões brasileiras, começar a equilibrar os gastos.

Objetivos para 12 meses: Atingir em grande parte a massa crítica necessária para que os serviço seja efetivo, obter numerosas pistas de músicas de estilos variados, obter fatia expressiva de usuários com contas pagas, premium, incrementar os ganhos com publicidade e consolidar um sistema de venda de banners.

Metas

- 1 ano: 30.000 usuários ativos em todo o Brasil, 1% de contas pagas premium

- 3 anos: 200.000 usuários ativos no país, 1% de contas premium. Sistema de lucro consolidado com publicidade e contas pagas.

- 5 anos: 400.000 usuários ativos no país, 1% de contas premium. Lucro ampliado e expansão para outros países.

[editar] SWOT

FORÇAS

Plataforma integrada e dinâmica de conversação, compartilhamento de música e audiência.


FRAQUEZAS¹

Depende do acervo do Spotify e do planejamento desse software já existente, que no momento não atua no Brasil.


OPORTUNIDADES

Inexistência de um produto semelhante, no qual as pessoas possam verdadeiramente “visitar” baladas, ouvir músicas, conversar e conhecer pessoas virtualmente; Interesse de internautas de ouvir música online e compartilhar interesses.


AMEAÇAS

Existência de outras formas de compartilhamento de música e rádios online.


¹ No caso de as negociações com o serviço Spotify não forem concluídas com êxito, cabe ao iDJ a tentativa de fechar acordo com outras plataformas com extenso acervo musical, dentre as quais se pode citar Rádio UOL, Grooveshark e Terra Sonora. Um dos motivos pelos quais o Spotify poderia obstar os planos do iDJ seria que este atuaria no Brasil, em um primeiro momento, enquanto o Spotify não abrange esse país por enquanto e, talvez, não tenha planos para atingi-lo dentro de um futuro breve.

[editar] Financeiro

[editar] Investimento inicial

O custo do projeto envolveria desenvolvimento do site, programação, arquitetura, layout, contrato com Spotify. O acervo já está nas propriedades do Spotify. Quanto ao app que permitiria a execução de listas no Facebook, haveria a necessidade de uma nova arquitetura e programação.

Pensando nos serviços prestados e no fee das empresas especializadas para desenvolver o projeto, pensa-se em investimento inicial de R$200.000,00.

[editar] Controle dos investidores

Co-fundadores: Gabriel Guerra e Ivan Rodrigues, 50%/50% em Sociedade Limitada.

[editar] Lucro

A partir de 12 meses, quando houver sistema de publicidade consolidado, massa crítica de usuários e contras premium ativas em número expressivo.

[editar] Retorno sobre investimento

24 meses

[editar] Lucros projetados

- Publicidade: custo praticado de acordo com o mercado e variável de acordo com a demanda.

- Contas premium - inicialmente R$10,00 mensais, variável de acordo com o aumento da demanda.

- Total da projeção - após os primeiros três anos - R$20.000/mês com contas premium e R$60.000/mês com banners e publicidade em geral no sistema CPM (custo por mil impressões).

[editar] Dedicação ao negócio e como nos sustentaremos

Para aumento das chances de que o negócio consiga se sustentar em um curto espaço de tempo, haveria necessidade de dedicação integral, sustentada por empréstimo de banco.

[editar] Salário ou distribuição de lucros

Os funcionários dos quais a empresa irá necessitar em números gradativamente maiores receberão salários de acordo com suas funções e horas de trabalho, em escritório adquirido na cidade de São Paulo/SP. Com relação aos co-fundadores, será realizado sistema de pro labore. A receita excedente aos salários e pro labore servirá para pagamento das dívidas do empreendimento e, futuramente, em novos investimentos ao próprio serviço iDJ. Em um momento posterior, haverá possibilidade de aumento de salários e do pro labore.

[editar] Quais as possibilidades do negócio falir?

Como em qualquer empreendimento com ideia inovadora, de se adentrar em um mercado que, na verdade, ainda não existe ou não se encontra consolidado, existem possibilidades de o negócio falir, baseadas na probabilidade de que a adesão do público esperada não se efetue. Apesar disso, estima-se que a identificação da “necessidade” ou demanda já existente, de compartilhamento fácil de músicas pelas mídias sociais, vá ao encontro dos interesses do negócio, provendo lucro e o impedindo de ir à falência.

[editar] O que acontecerá se falir?

Os co-fundadores serão obrigados a voltar ao mercado de trabalho, procurando gradativamente pagar as dívidas geradas pelo projeto iDJ.

[editar] Estilo de vida

[editar] Onde você vai viver?

Em um primeiro momento, na fase de formulação do projeto e contratação de serviços que que o mantenham nos moldes propostos, os co-fundadores poderão se manter em suas casas, na cidade de São Paulo, exercendo home office. Na fase do projeto consolidado, que contará com funcionários próprios para publicidade, um escritório deve ser adquirido, na capital paulista.

[editar] Que tipo de trabalho você fará na empresa?

1- Idealização do projeto: especificações funcionais - Ivan

2 - Idealização da imagem do projeto: fontes, cores, design - Ivan

3 - Definição do orçamento e provisionamento de retorno - Gabriel

4 - Definição dos públicos a atingir - Gabriel

5 - Pesquisa de possíveis interessados em anunciar no site / link no Facebook - Gabriel

6 - Definição de estratégia de divulgação aos patrocinadores - Ivan

7 - Definição de estratégia de divulgação aos usuários - Ivan

8 - Negociação / acordo com o site Spotify ou similar ou ainda criação de um próprio aplicativo com banco de dados similar - Gabriel

9 - Contratação de empresa de software/desenvolvimento de website - Ivan

10 - Lançamento do site e seu app para Facebook em agosto de 2012

[editar] Quantas horas você poderá trabalhar (dia/semana/ano)?

Para manutenção de qualidade de vida, pretende-se despender as horas de trabalho comuns para funcionários de empresas: 8h/dia, 40h/semana, 2.080h/ano. Se essas horas de trabalho se mostrarem insuficientes e comprometerem a realização do projeto dentro dos prazos desejados, prevê-se aumento da carga. As férias, como explicaremos a seguir, também dependerão desta lógica.

[editar] Você poderá tirar férias? O que acontecerá?

Poder-se-á tirar férias em um sistema de revesamento entre os responsáveis pelo projeto – Ivan e Gabriel –, desde que as metas e lucros não se comprometam. Para gozar dos dias sem trabalhar, o projeto deve estar em uma fase já consolidada, “caminhando com as próprias pernas” e, portanto, as férias só poderão ser desfrutadas após 12 meses em que a plataforma for colocada no ar, quando, de acordo com os objetivos e metas propostos, houver sistema de publicidade implantado e o site, bem como sua extensão para mídias sociais, atingir a massa crítica necessária.

[editar] O que acontecerá se você ficar doente?

Se, porventura, um dos co-fundadores ficar doente no período de estruturação do iDJ, o outro sócio acionista deverá tomar as providências cabíveis para sua continuidade e, se necessário, aumentar sua carga de trabalho. De qualquer modo, espera-se que em 12 meses o site tenha equipe e organização suficientes para que os participantes possam adoecer, viajar, e se afastarem da empresa por outros fatores.

[editar] Você ganhará o suficiente para manter seu estilo de vida atual?

As expectativas são de que, com a popularização do serviço, seus co-fundadores possam ter ganhos superiores aos atuais com seus empregos, o que pode ocorrer progressivamente a partir de quando as dívidas com empréstimos forem sanadas.

[editar] Sua família entende e concorda com os sacrifícios da empreitada?

Em um primeiro momento, não. Mas se espera que através de um processo de convencimento, possa haver compreensão em um certo espaço de tempo.

[editar] Concorrência

Com relação à concorrência, deve-se estabelecer uma observação curiosa: os mesmos serviços mencionados como concorrentes poder, porventura, ser parceiros. O iDJ, enquanto extensão do Spotify, concorrerá com outros serviços online de áudio de músicas, como Rádio Uol, Terra Sonora, e compartilhamento, como SoundCloud. Um dos concorrentes mais diretos é o Grooveshark, pois o site permite tanto o simples armazenamento e áudio de listas de músicas quanto o compartilhamento de faixas, que no entanto não podem ser colocadas no Facebook ou Twitter na sequência desejada pelo usuário. Ou seja, não há a sensação de “DJ” pretendida pelo iDJ. Indiretamente, o próprio compartilhamento de vídeos com músicas do Youtube e o áudio de podcasts podem ser vistos como concorrentes.

- DESVANTAGEM SOUNDCLOUD: Acervo composto por músicas autorais, sem a presença de artistas famosos.

- VANTAGEM SOUNDCLOUD: totalmente online


- DESVANTAGEM GROOVESHARK: Impedimento do compartilhamento de listas inteiras

- VANTAGEM GROOVESHARK: totalmente online


- DESVANTAGEM RÁDIO UOL: acervo voltado ao gosto musical brasileiro, ao contrário do Grooveshark, por exemplo, que conta com número maior de músicas do mundo todo.

- VANTAGEM RÁDIO UOL: totalmente online


- DESVANTAGEM TERRA SONORA: depende de download de software.

- VANTAGEM TERRA SONORA: acervo superior ao Rádio Uol, seu concorrente brasileiro.

[editar] Métodos de preço - Demanda

O iDJ possuirá duas formas de receita:

- publicidade e

- contas premium,

Esta última será uma ampliação dos lucros cuja principal fonte é a publicidade.

Para ambos os casos, o método de cobrança se apoiará na demanda, variando de acordo com o mercado. A escolha se baseia na flexibilidade do método, a partir do qual se pode obter maiores lucros dependendo do sucesso da ideia e da popularização do site. Para atingir massa crítica, é natural que nos meses iniciais de funcionamento, o preço da conta premium seja reduzido e, com o tempo, possa progressivamente ser ampliado de acordo com a demanda. O mesmo acontece à publicidade, de cujo funcionamento é difícil escapar. Nosso benchmark, nesse caso, será o Grooveshark, que possui sistema cristalizado e é um veículo com lembrança de agências de publicidade, contando com grandes anunciantes, além de propagandas de bandas que pagam para exporem seus nomes na página inicial do site.

Em síntese, o sistema para publicidade será equivalente ao de veículos na internet, com preço variável de acordo com tamanho da exposição, banner, tempo de exposição, etc.

[editar] Objetivos do usuário e negócio – como conciliá-los?

- Usuário: compartilhar músicas e, mais do que isso, sequências inteiras a partir das quais se sente um DJ digital. Essa demanda foi detectada pela observação de uma tendência já existente, atualmente lançando mão de vídeos com músicas no Youtube, links do Grooveshark, Soundcloud, etc.


- Negócio: oferecer uma plataforma integrada de “salas virtuais”, ou pistas, que podem ser compartilhadas, serviço com o qual terá lucro.

[editar] Personas e cenários

Cenário-padrão

O usuário abre o site www.idj.com e faz o login, a partir de um ícone no canto direito superior da tela. Ao entrar no site, visualiza sua home, preenchida com seu perfil, que conta com avatar (foto) e informações básicas, como local e idade, aos moldes do Myspace. Nos perfis, há também um campo para “gosto musical” e “pistas criadas”, além de “playlists criadas”. Abaixo de tudo isso, há um quadro chamado “pistas visitadas recentemente”, através do qual o internauta visualiza todas as pistas que visitou nos últimos dias e pode clicar diretamente nelas. Em ambos os últimos campos, o internauta tem acesso às suas próprias criações, contando com a possibilidade de editá-las ou eliminá-las, se desejar.

No canto direito da tela, há duas opções. Em uma delas, o usuário coloca tags de estilos musicais ou nomes de pistas criadas em um campo de busca. As tags podem ser combinadas entre si, para deixar a busca mais precisa, ou combinadas com nomes de pistas. Abaixo desse campo de busca, há o botão “Criar pista”.

Persona 1: Henrique

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Idade: 21 anos Cidade: Maringá/PR Profissão: Estudante de design

Descrição:

Henrique é o que chamam de hipster. Seus principais interesses são moda e música, ambas “alternativas”, é claro. Embora não tenha nenhum problema na visão, como miopia e astigmatismo, opta por usar óculos, mesmo que ele não tenha grau. Como não trabalha, Henrique chega a sua casa após a faculdade e, depois de almoçar, despende horas na internet procurando assuntos de seu interesse e conversando com amigos pelas redes sociais. Usa também as redes com o fim de aumentar seu conhecimento musical, que abrange rock alternativo, garage bands dos anos 90 e 80, synthpop, elektro-rock, indie rock, e tudo que é novo, diferente e pouco conhecido pela maior parte das pessoas. Um dos prazeres de nosso estudante de design é deixar que outras pessoas saibam o que ele ouve. Frequentemente ele divulga lists do Grooveshark nas redes sociais. Ele é membro do Last.fm e Myspace, e deixa ligada no msn a opção que mostra a seus contatos a música que está ouvindo. Recentemente, ele descobriu o iDJ e se tornou um usuário frequente e ativo.

Cenário:

Após fazer o login e visualizar seu perfil na home, Henrique clica na opção à direita da tela, “Criar pista”. Quando clica nesse botão, o internauta se depara com o primeiro passo: é aberta uma página com campos em branco que o usuário deve editar. Dentre elas, estão a “imagem” – espécie de avatar da pista que seu criador deve determinar –, o nome da pista e os estilos musicais em que ela é especializada. Henrique coloca uma imagem de uma guitarra para sua pista, de nome “Garage rock is cool”. Ainda na descrição da sala virtual, chamada de pista no iDJ, ele preenche o campo dos estilos musicais em que ela é especializada com as informações: “Garage rock 80s, Garage rock 90s, Indie rock e rock contemporâneo”. No segundo passo, Henrique começa a “arrastar playlists” para um campo específico, destinado às listas de músicas. Essas playlists podem ser de outras pistas ou de seu próprio perfil. Para alcançá-las, existe um campo de busca no segundo passo. Caso o internauta não queira usar nenhuma playlist já existente, ele pode criar uma. Criando playlists: para criar uma lista de músicas, Henrique clica no botão “Criar playlists”, que emerge no segundo passo da criação de pista. Após clicar nesse botão, uma página, ou player, abre, no qual existe um campo de busca de músicas, em que podem ser inseridos nomes de artistas, músicas, etc. Esse campo de busca utiliza o API do Spotify, de modo que o acervo de músicas é bastante extenso. Após capturar todas as músicas que deseja e ordená-las, Henrique finaliza sua playlist, acrescenta-a à sua pista “Garage rock is cool” e, não desejando acrescentar mais listas, embora tenha essa opção, entra no terceiro passo. O terceiro passo consiste em “convidar amigos” para visitarem sua pista, aos moldes dos eventos no Facebook. Ainda de acordo com o objetivo de divulgar a pista e conseguir visitantes, Henrique dá um share através do Facebook e Twitter, por um link, em que todos podem acessar sua pista já finalizada. Depois de criar “Garage rock is cool” e divulgar, Henrique passa a ouvir sua própria seleção musical, à espera de visitantes com quem possa conversar no fórum, que funciona aos moldes dos fóruns de comunidades do Orkut. Futuramente, se quiser, Henrique ou qualquer outro usuário do site pode compartilhar apenas um ou alguns dos playlists criados através de um app que funciona no Facebook.

Persona 2: Luana

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Idade: 17 anos Cidade: Rio de Janeiro/RJ Profissão: Estudante colegial

Descrição:

Como dizem suas amigas, Luana é uma baladeira de plantão. O que mais gosta de fazer é sair na noite, atrás de festas e baladas, onde possa conhecer gente, interagir e, eventualmente, ficar com um rapaz ou outro. Além das pessoas, o que a atrai para a vida noturna é a dança e a música. Estudante do terceiro colegial de um colégio particular no Rio, espera a semana toda para sair na sexta ou no sábado ou, às vezes, na sexta e também no sábado. Não há sequer um fim de semana em que ela não saia para uma casa noturna, barzinho ou festa com amigas do colégio e do clube esportivo que frequenta. Nos dias de semana, depois de chegar das aulas, passa grande parte do dia conectada em redes sociais. Na verdade, nem mesmo quando não está em casa ela deixa de usar o Twitter e o Facebook pelo celular. Até na aula ela não deixa de estar conectada. Mas é em casa que publica fotos das baladas, conversa com pessoas pelo msn e ouve músicas que gosta, como psy trance, house, drums’n’bass, etc. Um dia, Luana descobriu uma boa ferramenta na web que lhe faz lembrar da balada, o iDJ.

Cenário:

Após fazer o login e visualizar seu perfil na home, Luana busca no campo à direita da tela por tags que ainda não tentou, se quiser visitar uma pista diferente, ou busca diretamente por uma pista que já conhece, se não estiver com vontade de variar. Hoje, Luana quis conhecer algo novo, onde talvez fosse encontrar novas pessoas e ouvir outras playlists dos estilos musicais que gosta. Escrevendo “psy trance” no campo de busca, depara-se com uma lista com 237 resultados, cada um dos quais correspondente a uma pista que tenha o estilo musical psy trance na descrição. Organizados por ordem de mais acessados, Luana vê a sala “Música eletrônica Brasil” como uma das primeiras da lista e se anima, ao ver que nessa pista há 33 visitantes no momento. Luana julga através do nome da pista e do número de visitantes online no momento que aquela seria uma ótima opção para conhecer pessoas. A estudante baladeira entra na pista, seleciona uma das playlists disponibilizadas, e passa a conversar com pessoas no fórum que comentam sobre a música. Puxando a conversa para outro lado, ela descobre que um dos visitantes possui 20 anos de idade e também mora no Rio de Janeiro. Eles trocam msn e se debruçam em uma longa conversa.

Persona 3: Jefferson

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Idade: 26 anos Cidade: São Paulo/SP Profissão: Jornalista

Descrição:

Jefferson é formado em jornalismo pelo Mackenzie e trabalha há três anos em um pequeno jornal da Mooca, bairro paulistano tradicional, que é voltado para os acontecimentos, novidades e estabelecimentos locais. Nosso jornalista é responsável por realizar reportagens interessantes que atraiam leitores e anunciantes, única fonte de renda, para o periódico gratuito. Ele também coordena atividades no portal do jornal. Ligado em tecnologia, inovação, games, esportes e música, Jefferson passa boa parte do tempo ligado à rede, seja no trabalho, seja em casa ou em qualquer lugar, através do seu smartphone Android. Quando o trabalho em que está envolvido no escritório permite, o que não é tão incomum, embora às vezes suas jornadas sejam severas, Jefferson gosta de pesquisar diversos assuntos de seu interesse na rede, e se comunicar via G Talk com a namorada, além de interagir no Facebook. Nessas horas, ele usa uma ferramenta online para ouvir música que conheceu há pouco tempo: iDJ. Ele considera o site ideal para quem, como ele, gosta de variar bastante o estilo de música no dia-a-dia.

Cenário:

Após o login, Jefferson visualiza sua página, na qual, junto a outras informações, abaixo da sua foto-avatar, no canto esquerdo da tela, há um quadro chamado “Pistas visitadas recentemente”. Embora ele geralmente goste de ouvir um tipo de música diferente a cada dia, nas últimas semanas Jefferson andou numa fase blues. Por essa razão, visitou diversas vezes uma pista chamada “Roots’n’Blues”, cuja descrição é “Only sweet blues from the beggining” e cujo campo de estilos musicais está preenchido com a tag “blues”. Ao entrar na sala, Jefferson seleciona a primeira playlist, dedicada, aparentemente, a blues-men de violão de aço, e passa a ouvir Mississipi Fred McDowell, Robert Johnson e outros artistas enquanto resolve pequenas tarefas de trabalho. Como ele está ocupado, apenas ouve as músicas, sem interagir com os outros visitantes da pista através do fórum.

[editar] Fluxograma de uso

Através do link abaixo, é possível perceber com maior clareza os caminhos pelos quais os usuários utilizarão a plataforma iDJ e o compartilhamento de listas nas mídias sociais. O fluxograma contempla dois tipos de usuários, passivo (ouvinte) e DJ (ativo). Certamente grande parte dos possíveis usuários do serviço serão ora ouvintes, ora Djs.

http://www.lucidchart.com/documents/view/4e8e243d-abc8-4eae-a109-20840a7e0d25

[editar] Mind map

Através do link abaixo, é possível entender melhor o funcionamento da plataforma iDJ de maneira interativa.

http://www.spicynodes.org/a/1b354a1d38b90e32bd825950262230bb

[editar] Requisitos – do que o produto precisa?

[editar] Dados

O principal input da plataforma serão as músicas, cujo acervo será adquirido através do API do Spotify, cuja lista de faixas disponibilizadas aumenta progressivamente. Como output, o serviço terá as listas criadas por usuários que alimentarão as mídias sociais e as pistas, dentro das quais as lists se organização no site www.idj.com.

[editar] Funcionalidades – operações e ações

A rigor, o usuário necessitará apenas de internet para acesso ao site e uso do serviço. Para a utilização completa, o internauta precisará de contas em mídias sociais e, no caso do Facebook, instalação do app, que acessará as informações do usuário. A partir dele, já será possível o compartilhamento de lists.

[editar] Mercado

Plano de expansão do Spotify que contemple o Brasil. Atualmente, o software não é disponível no mercado brasileiro. Contrato com Spotify e, no caso de não haver acordo com esta plataforma, com outro serviço similar, como Grooveshark ou Rádio Uol.

[editar] Experiência

Os funcionários e co-fundadores do iDJ precisam entender cada vez mais os processos de compartilhamento de música e conteúdo em geral em mídias sociais e os serviços usados para tanto. Além disso, é preferível que se tenha experiência em aplicativos digitais. Com relação a tendências, é interessante que o iDJ adquira experiência tanto na esfera técnica – formas de audiência de música online e seu mercado – como no campo de cultura musical, ou seja, o que as pessoas costumam ouvir e, sobretudo, o que os internautas que utilizam esse tipo de serviço gostam de ouvir.

[editar] Aprendizado e pré-requisitos

Não há pré-requisitos impeditivos para os usuários, isto é, não há o que sirva de obstáculo para uso do iDJ, considerando que nem sequer a adesão a mídias sociais como Twitter e Facebook é necessária. No entanto, entende-se que usuários já habituados em ouvir músicas online, usando serviços dos concorrentes citados e eventualmente compartilhando material, serão o principal alvo do iDJ.

[editar] Técnica – plataformas e tecnologias

Conexão à internet. Para uso de toda a extensão do que o iDJ oferece, são necessárias contas em mídias sociais, mas a ausência delas não impede o uso do serviço.

[editar] Métricas – o que se pretende medir?

-Data intelligence: acessos ao site, tempo de acesso, usuários únicos, compartilhamentos de listas, criação de listas e pistas (Google Analytics, Adobe Omniture, etc.)

- Buzz intelligence/ monitoramento de mídias sociais: impressões no Facebook, listas compartilhadas nas mídias sociais, menções no Twitter e blogosfera (Radian 6, Social Bakers, Facebook Insights, Scup, etc.)

[editar] Wireframes

http://app.mockflow.com/view.jsp?id=FB3BAB0958C60B7899CC2FB5F1031003


[editar] Pesquisas

- Pesquisa em mídias sociais: análise das menções sobre o serviço em todos os canais de social media e estudos sobre o universo do compartilhamento de conteúdo. As conclusões devem contemplar as formas com as quais os internautas usam o iDJ e outras plataformas de compartilhamento, além de detectar tendências (importante notar que a pesquisa em mídias sociais é diferente de buzz intelligence e de monitoramento).

- Buzz intelligence: variáveis expostos na seção “10. Métricas”.

- Formulário no site www.idj.com com perguntas que focam no uso do serviço dentro do próprio domínio, além da identificação da personalidade, estilo e comportamento dos usuários. É importante perceber o que o usuário gosta, que estilos de música ouve e que tipo de atividade costuma fazer.

- SEO e links patrocinados – pretende-se usar search engine optimization para aumentar as chances de chegar ao público e links patrocinados junto ao Google.

[editar] Conteúdo e promo

- Conteúdo da landing page: foco nas formas de uso do serviço, nos diferenciais de se conversar com outras pessoas, criar listas, ouvir listas, e compartilhamento, que, na landing page, terá os ícones das mídias sociais como Twitter, Facebook e Google Plus. Para que não está logado, portanto, a landing page será centrada no convencimento do usuário a aderir ao serviço e não abordará a questão das contas premium. No canto da página, haverá o “sign in” e “login”. Para quem estiver logado, a landing page trará informações sobre vantagens da conta premium, as pistas e listas criadas pelo usuário e últimas pistas e listas ouvidas, além de um campo de busca.

- Mídias sociais: o iDJ terá uma personalidade divertida, descontraída e moderna. Seu conteúdo será focado em tendências de comportamento e culturas atreladas à música, além de, finalmente, estilos de música propriamente ditos. Em termos de canais, haverá página no Facebook e perfil no Twitter, inicialmente.

- Relação com o consumidor – CRM: Seção de contato no site, com endereço de e-mail através do qual o consumidor pode tirar dúvidas e falar com a equipe do iDJ; Atendimento via perfis nas mídias sociais – Facebook e Twitter; Para a obtenção de uma plataforma mais completa de CRM, recomenda-se o uso de serviço terceirizado, como o Assistly.

- Estratégia de RP e publicidade: banners digitais em sites e blogs voltados a música, perfis em mídias sociais, Facebook Ads, Boo-box, contato com blogueiros influentes, links patrocinados, SEO.

[editar] Como fazer Buzz Intelligence

Contratação de agência especializada que contemple o uso das ferramentas apropriadas, já mencionadas, tais quais Social Bakers, Facebook Insights (gratuitas) e, num estágio mais avançado da receita do iDJ, Radian6.

[editar] Como fazer pesquisa

Implantação de formulários pelos próprios técnicos do iDJ e pesquisa em mídias sociais por empresa terceirizada.

[editar] Como fazer SEO

Utilização de ferramentas como o Google Webmaster. Algumas tags que devem ser consideradas são “música”, “som”, “compartilhamento”, “mídia”, “social”, “estilo”, “som” e suas variantes em inglês. É fundamental que um grande número de estilos musicais, tais quais rocksteady, early reggae, soul, funk, 60s, etc. sejam lembrados. É interessante também que as “pistas” criadas na plataforma do iDJ sejam contempladas pelo SEO.

[editar] Como fazer publicidade online

Contratação de serviços especializados, como Boo-box, contato com blogueiros, uso de ferramentas do Facebook, banners em veículos. O iDJ deve possuir departamento interno voltado à publicidade, dividido entre aquisição de receita, voltado aos anunciantes que queiram usar o iDJ como veículo, e marketing, voltado à comunicação do próprio site, que deve ser divulgado a fim se popularizar.

[editar] Como fazer e-mail marketing

O site deve contar com um mailing de contatos, adquirido através do preenchimentos de formulários que serão propostos aos usuários com login no site.

[editar] Como fazer a landing page

A landing page está prevista na programação e desenvolvimento de layout do site. Ou seja, será formulada simultaneamente à construção da plataforma e colocada em prática pelos mesmos profissionais envolvidos.

[editar] Como fazer o perfil da marca e RP em mídias sociais

Contratação de agência de comunicação especializada.

[editar] Como fazer blogs e microblogs

Em um primeiro momento, o iDJ não contará com blog. A participação em microblogs, mais especificamente no Twitter, está prevista na estratégia para RP em mídias sociais, contemplada através da contratação de agência especializada.

[editar] Transações

- Cartão de crédito Master Card ou Visa – submissão de informações no cadastro para contas premium e para cadastro de publicidade.

- Paypal





--189.68.36.93 02h02min de 12 de Dezembro de 2011 (UTC) --Gabriel Guerra 02h45min de 12 de Dezembro de 2011 (UTC)

[editar] Mitos e Pontos de vista

Números - o que quer dizer cada número desses? 600 anos de conteúdo no YouTube, 750 milhões de pessoas no Facebook. A gente repete esses números o tempo todo, sem pensar. Bom, chegou a hora de pensar neles.

O número de anos de conteúdo no Youtube serve de símbolo para a tendência em que a internet se encontra, de armazenar cada vez mais informação em uma velocidade cada vez maior, em uma progressão geométrica. Além disso, o caso do Youtube é particularmente interessante por ser um site de armazenamento e divulgação de vídeos. Como previu Eric Schmidt, CEO da Google, em um simpósio realizado em 2009, o conteúdo da web assistirá a um grande crescimento da participação de vídeos nos próximos anos. Embora tanto o Youtube quanto o Facebook sejam redes sociais, no caso da cria de Mark Zuckerberg, observa-se de modo mais emblemático o crescimento da necessidade de as pessoas se conectarem virtualmente visando a atender necessidades reais, através da exposição de características pessoais e interações com pessoas, marcas, grupos e empresas. O Facebook funciona como uma espécie de espelho para a vida real de um internauta, e converge um número variado de possibilidades de conteúdo, como através da publicação de vídeos, imagens, notícias, etc.


De onde surgiu a Internet? Mesmo? Daonde veio a $ pra montar aquilo tudo? Quem custeia todos os cabos e roteadores? Essa história de guerra fria cola?

Provavelmente o surgimento da internet não está exclusivamente associado à necessidade de comunicação de postos militares estadunidenses durante a Guerra Fria. Tendo percebido a importância de um meio de comunicação que permitisse a troca de dados de maneira rápida entre partes distantes do globo, cientistas e pesquisadores se dedicaram à sua construção, cujos custos iniciais foram possivelmente bancados ao mesmo tempo pela verba de pesquisa universitária e pelos militares. É importante observar que não tardou para que a rede mundial despertasse interesses comerciais, que também contribuíram para sua consolidação.

Fontes: http://www.swissinfo.ch/por/Capa/Archive/A_missao_da_Google_e_organizar_toda_a_informacao_do_mundo_%282a._parte%29.html?cid=6594938; http://www.webeden.co.uk/blog/latest-news/6-internet-predictions-by-eric-schmidt-ceo-of-google-inc/; http://www.corpo5.com.br/blog/?p=170

Acho (e isso é minha opinião) que estamos na 4ª fase da Internet. Você concorda? Que fases são essas? Como você as dividiria?

Concordo, mas acredito que a web 3.0 e 4.0 são decorrentes, e consequências naturais, da web 2.0. Dessa forma, admito que tanto uma única divisão – web 1.0 e 2.0 – quanto a divisão entre quatro etapas – web 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0 – são possíveis.

A web 1.0 é a fase inicial da rede e pode ser traduzida pelo simples acesso e distribuição de conteúdo. A segunda etapa, web 2.0, marca uma mudança significativa, uma vez que a web passa a ser utilizada como plataforma de interação plena entre usuários que compartilham informações. É neste momento que a internet passa por uma revolução, pois o público deixa de ser meramente espectador e passa a participar ativamente da produção de conteúdo.

Todo o conteúdo publicado e compartilhado por milhões de usuários pelo mundo através de wikis, blogs e fóruns na web 2.0, no entanto, não é organizado ou tampouco possui uma interface que permita fácil consulta. A web 3.0, ou web semântica, solucionaria o problema através de ferramentas que possibilitam o usuário enxergar questões de relevância coletiva, tais como meio ambiente, sociedade, política, etc., ou relevância individual. A web semântica organiza e hierarquiza a informação disponível na rede. A web 4.0, finalmente, consolidaria um processo que reuniria grupos sociais críticos voltados aos temas abrangentes já antevistos na web 3.0. A web 4.0, mais do que organizar e hierarquizar informação, fiuncionaria como um enorme sistema de inteligência artificial, uma espécie de organismo independente, que propõe soluções e informações de modo "proativo". Penso que o Google é um grande exemplo do processo de cristalização da nova etapa da web com suas ferramentas de busca inovadoras.

Podemos entender, portanto, que a mudança de 2.0 para 3.0 e de 3.0 para 4.0 constitui uma evolução.

Os profissionais de social content da DM9DDB Bruno Tozzini e Philippe Bertrand, em palestra apresentada na Social Media Brasil de 2011, falam em quatro fases de branding, correspondendo às quatro fases da web. A partir do “Branding 3.0” as marcas apresentariam uma missão social para o público, e no “Branding 4.0” elas começariam a se aprimorar constantemente através de interação com os meios e a sociedade.

Fontes: http://www.marcuscake.com/economic-development/internet-evolution; http://www.slideshare.net/tozzini/social-media-brasil-2011-tozzini-e-gulabgiri; http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2008/05/04/enroscado-no-caos-20-remedio-web-30/; http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2009/03/24/semantica/; http://www.lumina1.com.br/blog/web4/

O que aconteceu de verdade no estouro da bolha? Por que ele foi uma boa notícia? O que o causou?

O estouro da bolha da internet foi a queda vertiginosa da bolsa de valores eletrônica Nasdaq há cerca de dez anos, que tinha observado um crescimento estrondoso das ações de empresas ponto com (de comércio pela internet) nos meses anteriores. O mercado havia especulado muito sobre as empresas virtuais, e o “estouro da bolha” fez com que milhares de pequenas empresas fechassem, dando espaço à predominância de empresas sólidas e importantes de comércio eletrônico. As companhias que não resistiram ao estouro foram justamente aquelas que possuíam apenas valor aparente, destino de especulação, mas não produziam valor concreto. Esta foi a vantagem do acontecimento.

Fontes: http://tecnologia.terra.com.br/internet10anos/interna/0,,OI542324-EI5026,00.html; http://www.canalbrasilnewsusa.com/v1/2011/02/21/possibilidade-do-facebook-lancar-acoes-na-nasdaq-levanta-temor-sobre-repeticao-da-bolha-de-2000/;

Dois virais velhos: sunscreen e crazyfrog. Lembra deles? Como eles surgiram?

Sunscreen é originalmente um filme comercial criado pela agência brasileira DM9DDB, como institucional da empresa, no qual se lê o texto “Wear Sunscreen” que, segundo consta em textos na internet, fora publicado no jornal The Chicago Tribune e aproveitado por uma dupla de criativos da agência. O filme fez sucesso na rede pela qualidade do casamento entre trilha sonora, sucessão de imagens e o texto. Crazyfrog, por sua vez, foi um viral de alcance global que surgiu a partir da criação de um vídeo clipe com um personagem de animação 3D (o “Crazyfrog”), para a música The Annoying Thing, de Axel F. O som do que seria um dia do “sapo louco” foi criado no final dos anos 90 por um jovem que se divertia gravando sons em seu computador. Os sons foram à rede, da rede à TV, da TV à música do DJ alemão, e da música ao vídeo clipe.

Fontes: http://www.brainstorm9.com.br/diversos/wear-sunscreen/; http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/4210407.stm;

O que Andy Warhol, Timothy Leary e Marshall McLuhan diriam "pois é..." se estivessem vivos hoje? E Lev Vygotsky?

Andy Warhol certamente retomaria o que falou há décadas a respeito do futuro: “Pois é. . . todos tiveram seus 15 minutos de fama”, ou, talvez, reformularia sua asserção para “todos têm 15 segundos de fama”. Timothy Leary olharia para o estado em que a internet se encontra, pós web 2.0, e fazendo jus à ideia de desenvolvimento da inteligência de sua filosofia futurista, comentaria: “pois é. . . a tecnologia se encontra em pleno serviço do aprimoramento da inteligência através do uso da inteligência coletiva”. Marshall McLuhan ao observar o atual contexto de novas tecnologias de comunicação e gadgets que possibilitam, em todo lugar, a todo momento, interação entre pessoas, dando atenção aos microcomputadores, netbooks, tablets e, principalmente, smartphones, daria um sorriso e diria “pois é. . .nunca se viu de maneira mais cristalina o quanto os meios de comunicação são extensões do homem”. Finalmente, ao se deparar com os processos de interação social otimizados pela internet e com os sistemas de aprendizado pela rede, como o e-learning, Vygotsky diria “pois é. . . porquanto o aprendizado e a formação de linguagem está intimamente ligado com as interações sociais, as novas gerações terão um acervo cultural expressivamente maior que as anteriores”.

Fontes: http://www.futureconscience.com/smi2le-the-futurism-of-timothy-leary/; http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/lev-vygotsky-teorico-423354.shtml

O que é a Singularidade e por que você deve morrer de rir dela?

Singularidade é o princípio desenhado por alguns cientistas pelo qual as mudanças tecnológicas virão à tona cada vez mais rapidamente, até um ponto em que não se conseguirá mais acompanhá-las e o futuro perderá o sentido. Essa definição é por si engraçada, uma vez que se trata de uma tentativa de previsão do futuro pessimista, e somente pessimista, que julga imprevisível o que é por natureza imprevisível, já que está em um futuro não determinado.

Fontes: http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_123907.shtml;

O que é Stuxnet e por que você deve morrer de medo dele?

Stuxnet é um vírus de computador supostamente criado para atacar o programa nuclear iraniano. O worm é capaz de invadir processos industriais, roubar fórmulas de produtos farmacêuticos, químicos ou nucleares, e alterar os insumos e proporções, por conseguinte, os resultados do processo sem ser visto. Devemos morrer de medo porque quem o detiver será capaz de se apropriar de segredos industriais e militares de diversas partes do mundo.

Fontes: http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/stuxnet-pode-virar-nova-ameaca-diz-eua-28072011-33.shl;

--200.162.45.49 16h15min de 11 de Agosto de 2011 (UTC)

[editar] Projeto Gráfico

[editar] Bom design x Mau design

[editar] Bom design

[2]

Considera-se “bom” o design da lata de Wicked Energy Drink em razão de uma certa oposição de estilos que, contudo, faz-se de maneira harmoniosa e diferenciada. A embalagem chama atenção pelo desenho de qualidade e elevado nível artístico e de detalhamento – o dragão oriental que ocupa toda a lata. Por um lado, a lata é inteiramente ocupada pela arte gráfica e, por isso, podemos ter uma primeira impressão de poluição no design. Contudo, provavelmente em função de alguns elementos, como o fundo limpo e a quase ausência da parte escrita, além da qualidade técnica do desenho em si, a impressão de “poluição” visual logo se dissipa. Ainda de acordo com a clareza do design, temos para o nome da marca uma solução simples que funciona: um quadrilátero preto com o nome da marca escrito em branco. Obtemos assim um visual por um lado rebuscado e por outro lado simples e claro: eis a oposição.

[editar] Mau design

[3] [4]

Originalidade é uma questão importante quando se fala em design. Quando se fala na adequação do design ao mercado, assim como outras ferramentas utilizadas pela comunicação, há momentos em que o ideal é que uma marca tenha um design original e às vezes inusitado, uma identidade própria e uma personalidade característica. Em outras situações, uma marca se baseia em outra mais tradicional, um benchmark, inclusive na sua comunicação e em seu design. No caso do mercado de cervejas super premium, acredito que funcionaria apostar em uma identidade própria, uma personalidade original. Não foi o que aconteceu com a marca “Petra”. Ao lançar suas cervejas Aurum (estilo pilsen), Schwarzbier, Bock e Weiss Bier, há alguns anos, copiou descaradamente o design da embalagem da tradicional cerveja de trigo alemã Erdinger. Ora, ambas disputam o mesmo mercado (Erdinger é largamente vendida no Brasil, no mercado de cervejas de trigo), têm o mesmo preço e, além de tudo, o mesmo visual?! O caso se torna mais extremo se compararmos a Petra de trigo, Weiss Bier, com a Erdinger Weiss Bier, em que o volume da garrafa, as formas do rótulo, as cores, a disposição dos elementos gráficos, tudo é igual. Não só o design não apresenta nenhuma criatividade, como mercadologicamente, acredito, essa decisão é prejudicial à marca na medida em que não cria nem tampouco fortalece uma imagem própria. Em um supermercado, a Petra passa batida se estiver ao lado da Erdinger.

[editar] Análises

[editar] Fotografia

[5] Fotografia de Shinzo Maeda

Essa imagem, embora excessivamente simples no que tange à quantidade de elementos, representa metonimicamente grande parte do trabalho de Maeda, pois é possível perceber facilmente nessa fotografia pelo menos cinco aspectos que povoam inúmeras outras fotos do artista. O tema é um desses aspectos. Na maioria das vezes Maeda retrata a natureza, a vegetação e cenários moldados pelo clima. Suas fotografias são, basicamente, paisagens.

Além do tema, entrando em uma atmosfera que nos interessa um pouco mais, temos também nessa e em outras paisagens de Maeda: a preocupação com as cores, a simplicidade, o equilíbrio e a harmonia.

Com relação às cores, não existe uma maneira de não perceber o incrível contraste entre o verde, o amarelo-ouro e o céu azul. O contraste não se dá apenas na esfera das cores, mas também das formas. A árvore rompe a suavidade do céu e da vegetação rasteira.

A simplicidade da composição é, nesse caso, um ponto positivo. É por causa dela que temos uma sensação leve e tranquila.

Quanto ao equilíbrio, temos o uso de linhas horizontais (mais propriamente, uma linha horizontal, o encontro da relva com o céu) dividindo a imagem em duas porções. Respeitando a regra dos terços, temos uma porção horizontal inferior (a relva) correspondente a cerca de um terço da imagem, e a outra porção (o céu) correspondente aos outros dois terços.

Por último, temos a harmonia, que se explica pelo fato e que tudo parece “suave”, calmo, e os elementos (nesse caso a árvore, a relva e o céu) convivem harmoniosamente para transmitir esse clima.

Outras fotografias de Shinzo Maeda: [6] [7] [8]

[editar] Artes Plásticas

[9] Cabeza, de Jean-Michel Basquiat

A pintura de Basquiat é um tanto quanto caótica. Nela, não identificamos com muita facilidade grande parte das formas, há elementos desfigurados e, da maneira com que são dispostos, nem sempre conseguimos entendê-los. De modo que há partes da imagem que não identificamos mesmo após um bom tempo olhando!

Na pintura selecionada, temos, assim como em outras peças de Basquiat, um traço tosco, próximo ao infantil. O “caos” mencionado se justifica por dois motivos: a não identificação de todas as formas da composição e a ausência, em muitas vezes, de contraste entre essas formas, muito embora o contraste entre cores seja óbvio.

De fato, se considerarmos apenas as formas, embora haja um diálogo por estilo entre o fundo e o objeto, esses elementos nem sempre são muito bem separados. Isso ocorre, por exemplo, com os traços amarelos verticais na parte esquerda da figura humana (à direita da imagem). Esses fatores, e a falta de simplicidade, contribuem para que não haja muita clareza na imagem.

Por outro lado, embora talvez em uma primeira impressão isso não seja notado, há harmonia, uma vez que o artista respeita o mesmo estilo, forma de traçado e escolha das cores em toda a composição.

[editar] Cartaz

[10] 5ª Festa You & Me On a Jamboree

O cartaz da 5ª festa You & Me on a Jamboree apresenta um projeto gráfico muito interessante e que aparenta cumprir com eficiência seu objetivo comunicacional, pois estabelece elo com seu público.

O design apresenta um estilo “limpo” e, ao mesmo tempo, “quente” que permeia todos os elementos, proporcionando portanto um tom harmônico. O jogo de cores (predominantemente laranja e vermelho), a imagem do isqueiro com fogo (à esquerda), as formas das figuras e as linhas do fundo (oblíquas porém sutis), tudo contribui para um clima de “fogo”, “festa”, que combina com o estilo musical da festa e da banda que iria se apresentar, já que estas são especializadas em música jamaicana, principalmente ska, skinhead reggae e rocksteady.

O equilíbrio e a proporcionalidade, tanto quanto a hierarquia, são facilmente identificáveis. Os desenhos e o título da festa na parte esquerda equilibram com o texto da parte direita, e a “caixa” retangular formada pelo texto justificado na direita é proporcional aos elementos gráficos na esquerda. Quanto à hierarquia, temos uma ordem de leitura igual a que estamos acostumados, da esquerda para a direita, de cima para baixo, mas as informações são priorizadas de acordo com essa ordem: em primeiro, um título que chama atenção para o cartaz, depois o nome da festa com sua edição e um descritivo dos estilos musicais ("5ª Jamboree - ska, early reggae, rocksteady, soul"), depois, à direita, as atrações (banda King Rassan Orchestra e sistema de som Jurassic Soundsystem). Finalmente, na parte inferior direita, a data, hora, preço e local.

Apesar das cores predominantes serem próximas no disco cromático (o laranja e o vermelho), elas são usadas inteligentemente de forma a permitir contraste. Pois, acima de tudo, apesar de haver um forte estilismo, o cartaz apresenta simplicidade e clareza. A qual é reforçada em todos os símbolos: cores associadas à música jamaicana (que na realidade correspondem à bandeira da Etiópia) - vermelho, amarelo e verde, no isqueiro e na logomarca da festa “You and Me” -; o próprio desenho do isqueiro; o clima “quente”; o desenho do “Trojan” na parte superior direita (um clássico símbolo para rocksteady e early reggae, devido à gravadora inglesa Trojan, dos anos 60); etc.

[editar] Basmala

[11]

Nessa imagem, temos a utilização de um basmala – caligrafia artística árabe com dizeres religiosos – para a formação de uma composição visual.

Certamente, o que se nota de mais interessante, fora os traços firmes e precisos (e ao mesmo tempo suaves por causa de suas formas) é o modo pelo qual a fórmula do basmala se junta para formar uma imagem que não tão facilmente identificamos em uma primeira vista.

Nesse caso, temos uma forma não óbvia, parecendo-se com uma mesquita ou, quem sabe?, um palácio. O que interessa é que precisamos olhar para a imagem como um todo para entendermos o que se passa e, por essa razão, podemos identificar o conceito de camadas, pelo qual as formas dos “ideogramas” árabes (se é que podemos chamá-los desse modo) despertam a curiosidade para vermos o todo, isto é, a imagem da mesquita/ palácio.

[editar] Mosaico

[12] Mosaico no Palácio de Hisham, na cidade de Jericó, Palestina

Nesse belo mosaico encontrado no Palácio de Hisham, é possível identificar todos os critérios de alfabetização visual: harmonia, equilíbrio, separação entre figuras e fundo, contraste, hierarquia, formas, camadas, ritmo e simplicidade.

Em relação à harmonia, pode-se perceber que as figuras da composição visual respeitam um mesmo estilo de desenho, com contornos um tanto curvilíneos, permitindo uma sensação de leveza e movimento (na vegetação rasteira, na cauda do leão e nos galhos da árvore), além de sombreamentos e cores que convivem sem conflitar.

O equilíbrio é possível pelo estabelecimento de uma imagem central, a árvore, através da qual os outros elementos (os animais e a vegetação rasteira) se apóiam, além da linha horizontal do que seria o chão. A composição inteira é sustentada no centro e na linha horizontal inferior. Há claramente um alinhamento referente a duas linhas principais: a primeira vertical e no centro, cortando longitudinalmente a árvore, e a segunda horizonta e no canto inferior.

Quanto à separação entre figuras e fundo, isso se realiza de maneira simples, uma vez que o fundo é uniforme, de um tom pastel, e as figuras, coloridas e sombreadas, sobressaem-se dele. Se considerarmos a árvore como um fundo, temos uma relação entre ela e seus frutos de diálogo, porém saliência (dos frutos).

O contraste é atingido de maneira equivalentemente simples, sem exageros, sem utilizações complexas. O verde da árvore se destaca com relação aos amarelos, laranjas e marrons dos outros elementos gráficos. As frutas esféricas, de coloração dourada, também contrastam com a árvore.

A hierarquia se dá da seguinte forma: o que chama atenção em primeiro lugar é a árvore, obviamente. Em primeiro lugar, por estar no centro, depois, porque é expressivamente maior que as outras figuras, e, finalmente, porque sua coloração verde ganha destaque com relação às demais. Em seguida, o olhar se direciona à ação do leão saltando sobre o cervo, à direita. Isso porque, nessa porção do mosaico, há uma forte sensação de movimento, além de que a imagem possui um peso um pouco maior que os cervos que olhamos por último, à esquerda.

Certamente, todas as formas são facilmente identificáveis, de maneira que imediatamente entendemos o que se passa na imagem, restando-nos saber, apenas, qual a simbologia desses elementos.

Até mesmo a ideia de camadas podemos extrair da composição visual. Por não sabermos exatamente o que as figuras e a relação entre elas representam, após termos nossa atenção voltada à grande figura da árvore e, posteriormente, à ação dos animais à direita e ao restante da imagem, nossa curiosidade é atiçada. A resposta para o significado da ilustração pode emergir após reflexão e/ou pesquisa.

O ritmo está presente na forte noção de movimento da ação dos animais à direita, mas também pode ser sentido no restante da imagem: os cervos da esquerda também aparentam estar em ação, e a própria árvore, com um grande número de folhas onduladas, pode não estar parada, sendo movimentada pelo vento.

Finalmente, temos a simplicidade da imagem. Todos os elementos são facilmente identificados, e a composição de maneira geral é percebida de maneira clara. Contudo, seus significados não são óbvios. Pelo menos para nossa sociedade contemporânea.

[editar] Sumi-e

[13]


Temos nesse exemplo de Sumi-e uma bela composição em que podemos notar o respeito a alguns critérios utilizados em design.

O que chama atenção nessa imagem, além da suavidade e beleza das formas, as quais procuram representar fidedignamente os objetos? Essa característica é comum na técnica de sumi-e, em que o desenhista utiliza suavemente o pincel, tocando-lhe com calma na superfície para alcance da representação desejada. Mas além dela, nesse exemplo analisado, temos a distribuição da composição em camadas que, nesse caso, correspondem a planos. De modo que o primeiro plano é formado pelos salgueiros, o segundo por uma ponte sobre as águas e, por último, atrás desses dois primeiros planos, um vilarejo, representado pelos telhados das casas.

Essa distribuição em dimensões faz com que¸ inevitavelmente, olhemos para o sumi-e através de uma determinada ordem, uma hierarquia. A hierarquia corresponde justamente à ordem das camadas: salgueiro, ponte e rio e, finalmente, o vilarejo. Observa-se também a relação figura/ fundo, de modo que há um diálogo entre os elementos (todos compõe juntos a paisagem), mas há uma clara divisão: os planos de trás servem de fundo para os da frente, e o fundo propriamente dito (a parte branca da superfície desenhada), serve de fundo para toda a composição.

Além dessa “tridimensionalidade”, como outro fator interessante na composição, temos equilíbrio e harmonia gerados pelo respeito a linhas diagonais. Essas linhas passam pelos telhados das casas, a parte mais alta da ponte e a copa da árvore.

[editar] Iluminura

[14]

Iluminuras eram feitas na Idade Média e no Renascimento como uma forma de ornamento para textos. Por essa simples razão, geralmente elas acompanham o texto em sua forma e conteúdo.

Certamente, para uma leitura facilitada, é comum que o texto em pergaminhos e livros seja justificado, colocado em colunas com margens. A iluminura selecionada, para acompanhar essa característica dos textos, possui um alinhamento muito perceptível, de modo que as margens do texto são preenchidas. Esse alinhamento da iluminura, bem oomo na maioria das outras iluminuras, faz com que ela cumpra a necessidade de se equilibrar com o texto.

Da mesma forma, a iluminura necessita, através de um estilismo também aplicado na tipografia do texto em si, harmonizar-se com este. Como outro critério de design observado na iluminura em questão, podemos citar o forte contraste tanto em cores como em formas. Isso é empregado com o intuito de que não haja confusão entre o que é texto e o que é iluminura, contribuindo para a clareza da composição como um todo.

[editar] Caligrafia asiática

[15]

Nessa ilustração de caligrafia japonesa, avaliando de acordo com os critérios da alfabetização, é possível perceber contraste, equilíbrio, harmonia e, ao contrário do comum, formas não extremamente nítidas, o que, no entanto, não prejudica a clareza e qualidade da imagem. Expliquemos separadamente esses tópicos.

O contraste foi facilmente alcançado, ao opor vermelho-sangue com branco. O equilíbrio, por sua vez, foi permitido uma vez que são quatro ideogramas ocupando, cada um, um quarto do quadro. Ou seja, podemos traçar uma linha horizontal e uma vertical que a cruza, formando uma cruz, de modo que cada ideograma "apóia" o outro, em uma relação equilibrada. A moldura branca também auxilia uma relação de equilíbrio, sendo, ela só, uma linha de apoio.

Já a harmonia foi realizada por que em toda a imagem, tanto nos ideogramas quanto no fundo, foram inseridas falhas propositais, dando uma impressão semelhante a como se a pintura estivesse gasta. Essa repetição de estilo permitiu também um diálogo entre os ideogramas e o fundo.

Por último, temos que são essas mesmas falhas que tornam as formas não muito nítidas. Todavia, esses borrões não chegam a prejudicar a identificação dos elementos.

Partamos agora para uma outra análise, da caligrafia em si e não da composição visual como um todo. Nota-se alto grau de rebuscamento nos ideogramas. Seus traços, ora curvos, ora retilíneos, formam figuras com determinado nível de complexidade, mas que dialogam umas com as outras, gerando uma continuidade harmônica (isso também ocorre com a caligrafia árabe por exemplo).

Com relação à identificação de seus significados, sabe-se que eles na realidade dependem do aprendizado, já que os ideogramas japoneses são símbolos. Sua compreensão, portanto, não depende de meras associações icônicas ou da ordem de índices.

[editar] Anúncio

[16] "Bomb". Anunciante: Stella Artois

O anúncio “Bomb”, assinado pela Stella Artois, veiculado no Reino Unido, apresenta uma ilustração de aspecto limpo e sem complexidade. Com relação aos elementos gráficos, não há excesso de informação, de maneira que se tornam facilitadas a obediência aos critérios da gramática visual e a clareza da mensagem, a simplicidade.

O que se observa de interessante na arte gráfica é a existência de um “eixo” central, dividindo o anúncio em duas porções iguais. Esse eixo, formado pela bomba, a construção (abaixo) e a câmara no subsolo onde se encontra o texto, é quebrado apenas pela outra câmara, mais abaixo, à direita, onde se encaixa a logomarca da Stella Artois.

O eixo determina: equilíbrio, hierarquia e ritmo.

No primeiro caso, podemos dizer que a existência de equilíbrio se dá por uma questão óbvia, a partir do momento que já falamos do eixo. Ora, as duas porções atravessadas pelo eixo fazem com que a imagem não “pese” para nenhum lado, permitindo assim o equilíbrio.

Já no segundo e terceiro elementos, hierarquia e ritmo, podemos nos debruçar um pouco mais. A aerodinâmica da bomba (sua forma), aliada ao costume ocidental de ler de cima para baixo, faz com que olhemos primeiramente para a parte superior da bomba, para depois segui-la longitudinalmente, chegando ao impacto com a construção, para posteriormente enxergarmos a própria construção, a primeira câmara, o texto, a segunda câmara e o logo Stella Artois. Dessa forma, temos a seguinte ordem: ilustração, texto e logo. O ritmo se dá pela ação que ocorre - o impacto entre a bomba e a explosão - e está estreitamente relacionado com a hierarquia. Imaginamos a ação do impacto através da ordem pela qual olhamos através do eixo central.

[editar] Website

[17] Cepeusp

O layout do site do Centro de Práticas Esportivas da USP não possui uma aparência atrativa. Na realidade, desperta um certo estranhamento, o qual podemos tentar justificar de acordo com alguns tópicos da gramática visual.

Possivelmente, um primeiro fator que gera dissonância é o que podemos enquadrar no tópico “equilíbrio”. Não obstante haver alinhamentos e uma certa ordem (ou seja, a clareza da leitura não se compromete totalmente), a imagem não possui seu peso distribuído, nem tampouco apoiado em alguma base. A caixa intitulada “Informes” está isolada à direita, deixando um grande espaço em branco abaixo dela. Por outro lado, o texto principal à esquerda, composto por outros “informes” os quais todavia estão nomeados aparentemente como apenas “Início”, é expressivamente maior e mais “recheado”.

Como outro problema aparente, temos o caso do agrupamento e proximidade. Conforme o que já foi mencionado, há alinhamento. No entanto, isso se restringe às linhas existentes no layout: os textos e imagens de “Início” apoiados à esquerda e o Menu superior, o Menu inferior, as informações de rodapé e o texto “Informes” com textos centralizados. Apesar dessas linhas, não há conexão entre o logo da USP (em cima, à direita) e o logo do CEPEUSP. Também não há conexões gráficas entre o texto à esquerda e o texto à direita, em uma moldura menor, muito embora a diferença entre seus conteúdos não se faz muito clara.

Demais critérios de design, como contraste, formas e relação entre figura e fundo, são devidamente respeitados.





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