Fotografia
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA
A fotografia não tem um inventor específico, ela é resultados de diversas observações e experiências realizadas por diversas pessoas, em diversas épocas. Anos antes de Cristo, Aristóteles descobriu os princípios da câmara escura para a observação de eclipses. No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura.
Em 1550 o físico Girolamo Cardano sugeriu o uso de uma lente biconvexa junto ao orifício, para que fosse possível aumentá-lo, obtendo uma imagem clara sem perder a nitidez.
Em 1604, o cientista italiano Angelo Sala, observou que certo composto de prata se escurecia quando exposto ao sol, e em 1817, o francês Joseph-Nicéphore Niépce, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje.
Primeira fotografia realizada com êxito.É uma vista da janela do quarto de Niépce. Ambos os lados do pátio estão iluminados pelo sol:resultado de uma exposição de oito horas num dia de verão.
Em 1853, Louis Jacques Mandé Daguerre descobre que uma imagem quase invisível, latente, pode ser revelada com vapor de mercúrio, reduzindo assim de horas para minutos o tempo de exposição. Em 1839, Daguerre, divulga o processo de Daguerreotipia e, em 19 de agosto , a Academia de Ciências de Paris, divulga ao público. Surge a primeira forma popular de fotografia. O tempo de exposição é em torno de 4 mil segundos.
Em 1840, Willian Henry Fox Talbot, na Inglaterra, lança um processo denominado Calótipo. Um processo semelhante aos anteriores mas, quando exposta a luz, produz um negativo e através da técnica de contato obtém-se o positivo. Com base em uma folha de papel impregnada de nitrato e cloreto de prata, depois de seca, é feito o contato com objetos e obtém um silhueta escura. Fixada, posteriormente, com amoníaco ou solução concentrada de sal. É tido como o primeiro processo prático para a produção de um número indeterminado de cópias a partir do negativo original.
Em 1851 Frederick Scott Archer, escultor inglês, inventa o processo de colódio úmido (uma mistura de algodão, pólvora, álcool e éter - usado como veículo para unir sais de prata as placas de vidro) menos dispendioso que os anteriores e o resultado era de ótima qualidade. A placa é exposta ainda úmida na câmera escura e o tempo de exposição é de 30 segundos.
Em 1871, Richard Leach Maddox, médico inglês, fixa o brometo de prata em uma suspensão gelatinosa, criando assim o processo de chapas secas. De início o processo tem a desvantagem de ser mais lento, mas logo é aperfeiçoado e cria-se a placa seca de gelatina e com produção industrial. A partir de então foi possível fotografar o movimento (tempo de exposição: 1/2 segundo) e o design das câmeras é aprimorado, ou seja, ficam menores, mais leves e mais próximas ainda das pessoas.
Em 1873 surgem os banhos coloridos com uso de corantes (tipo banho sépia ou azul) e aumenta-se a sensibilidade às cores, banhando-se a emulsão fotossensível em anilina, criando o filme ortocromático.
Em 1884 George Eastman lança o filme em rolo com vinte e quatro chapas, com base de papel e gelatina. Em 1886, a Eastman Dry Plate Company, passa chamar-se Kodak. Em 1889 - Henry M. Reichenbach químico da Kodak, produz o negativo a base de selulóide e gelatina.
Em 1906 os irmãos August e Louis Lumière, apresentam os primeiros filmes para revelação a cores (autochrome), que já não precisavam de uma tripla exposição (não era necessário se bater 3 diferentes chapas da mesma fotografia) através de uma câmera especial.
Em 1920 Paul Martin, inglês, esconde uma câmera em uma maleta, e, pela primeira vez, tira fotos de pessoas sem que percebam. O resultado é uma naturalidade desconhecida, pois antes as pessoas eram formais.
Em 1925 Usam-se partículas de magnésio para a iluminação artificial. O resultado deste primitivo Flash é um raio de luz brilhante e uma fumaça ácida. Surge também a famosa Leica, máquina excelente e precursora de todas as câmaras de 35mm.
Em 1928 Stefan Lorant, através do jornal alemão Berliner Ilustrierte Zeitung, cria o fotojornalismo moderno, sem poses formais. Surge também a famosa Rolleiflex TLR (reflex de objetivas gêmeas), projetada por Franke e Heidecke.
Em 1930 Henry Cartier-Bresson foi fotógrafo que obteve maior sucesso. Cartier utiliza uma câmera em miniatura para captar "momentos decisivos" na vida das pessoas. Seu sucesso no registro de acontecimentos e emoções fugazes influenciou enormemente não só o fotojornalismo, como também introduziu um novo conceito na fotografia artística. A partir de 1930, na Europa e nos Estados Unidos, os críticos especializados consideram três as tendências em fotografia:
1) utilização de grandes câmeras e amplos negativos, com obtenção de cópias ricas em gradações tonais, interpretando de modo mais vivido a realidade;
2) exploração de novos aperfeiçoamentos tecnológicos para fixar o instante mais fugaz e os aspectos mais inusitados e insuspeitados da realidade;
3) invenção de formas abstratas com a existência estática própria.
Em 1930 aparecem os primeiros flashes fotográficos. Nesta época, as câmeras alcançavam a velocidade de 1/100 seg.
Em 1935 a Kodak lança o primeiro cromo colorido - Kodachrome. Em 36 a Agfa lança o Agfacolor - um distinto sistema de cores para um cromo colorido e em 41, A Kodak lança o primeiro negativo colorido - Kodacolor.
Durante Segunda Guerra Mundial (39-45), muitos são os avanços na área da fotografia, desde o desenho de novas lentes até o intercâmbio de lentes.
Em 1947 surge a câmera de fotos instantânea, A Polaroid, baseada em um processo desenvolvido pelo físico americano Edwin H. Land e em 1949 surge o Polaroid em preto e branco. Em 1963 surgem o Polaroid em cores e a "Instamatic" de cartucho 126.
No novo milênio as máquinas digitais também começam a ocupar espaço, em especial no fotojornalismo, onde a rapidez de circulação e edição de imagens justificam a pequena perda na qualidade de impressão. Em 2005, máquinas digitais ganham força em todo o mundo, resoluções e pixels avançados fazem da foto digital o diferencial para fotoreportagens.
De uma câmara escura a uma câmera digital com um design ultra-fino, a fotografia foi se popularizando e tornando-se acessível aos mais diferentes tipos de pessoas. A fotografia é um modo de expressão, uma forma de arte. De fotografos profissionais à simples amadores a fotografia passa a ser peça fundamental para registrar situações: seja do cotidiano, seja uma data especial, seja um momento.
FOTOGRAFIA NO BRASIL - DESCOBERTA PARALELA
O francês Hercules Florence, aplicou-se a uma série de invenções durante os 55 anos em que viveu no Brasil até sua morte, na Vila de São Carlos (Campinas).
Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a POLYGRAPHIE, como ele a chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir usando a luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de PHOTOGRAPHIE, em 1832, como descreveu em seus diários da época, anos antes de Daguerre. Em 1833, Florence fotografou através da câmara escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.
Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus Niépce, Daguerre e Talbot, obteve resultados fotográficos.
[editar] BIBLIOGRAFIA
http://www.ronaldo-simao.adv.br
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Por Camila Tereno
[editar] Contribuição de Rodrigo Pereira
Podemos perceber acima uma apresentação histórica bem completa, com descrições pontuais desde o aparecimento dos primeiros registros fotográficos, as transformações tecnológicas em decorrência do contexto histórico, até as grandes referências mundiais da fotografia.
Mas precisamos discutir também sobre a fotografia como manifestação artística e rerpresentação/ interpretação do dia-a-dia. Obviamente a fotografia tem um leque de funções e características. Uma delas é registrar acontecimentos históricos e sociais. Quando falamos em noticiários do dia-a-dia, a fotografia se utiliza do apelo meramente informativo, simples e objetivo.
Não podemos esquecer, contudo, que a partir do momento em que a fotografia é encarada como instrumento de comunicação/ relação entre o algo fotografado e seu observador, ela toma uma função muito mais bonita do ponto de vista artístico. Podendo dessa maneira, o fotógrafo, explorar de maneira muito mais seletiva e relevante os requisitos de sua câmera e retratar de maneira diferente a mesma situação cotidiana, antes fotografada apenas com intuito de registro.
por danorbit
Podemos perceber que não é apenas uma bela paisagem que faz uma boa foto (vide exemlpo da chamada "foto nhé")
por Juca Fil
Fotografia passa a ser em exercício de observação e uma arte de transformar uma cena aparentemente banal em algo poético. Brincando com elementos que compõem a cena, ou mesmo itens técnicos da máquina fotográfica, o fotógrafo pode retratar de maneiras diversas uma mesma realidade. A representação de um elo com o passado, com uma época da vida muito marcante, uma comunicação diferente com seu píblico, a sensibilidade do contexto e do observador, tudo isso são sentidos e características da fotografia e do ato de fotografar.
--Rodrigo Pereira 18:35, 14 Outubro 2007 (PST)


