Fabio Henrique Cardoso Curto

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] Elementos pós-modernos na Internet

[editar] O homem pós-moderno quer sentir-se único, mas não sozinho

A estrutura do mundo pós-moderno fez com que o indivíduo procurasse operar na sociedade de acordo com seu fluxo e velocidade produtiva. Sendo assim, a individualização é a forma mais prática e rápida de identificar-se na multidão. O homem quer, como nunca, se relacionar com o próximo num mundo que encurtou as distâncias, explicitou as diferenças que temos e a riqueza em absorver conteúdo ao relacionar-se, em colaboração com o próprio ambiente criado pela justaposição de valores diacrônicos e atemporais.

O advento da internet e sua praticidade interativa contribui e reforça esse ambiente pós-moderno. Não apenas como um mundo virtual de anseios e projeções, mas sim como causa e sintoma da dinâmica da atual sociedade. A internet tornou-se a ferramenta que reflete a pós-modernidade. Uma mídia pessoal, ativa, veloz, atemporal e imaterial. Ela funciona de forma a fazer-nos expandir o conhecimento conforme alteramos e absorvemos o volume infinito de informações que podem nos atingir diariamente. No mundo virtual um mundo de idéias, um inconsciente coletivo.

As comunidades já não se limitam ao local em que se vive ou aos locais que se frequenta. Virtualmente elas se tornam a representação imaterial da reunião por interesses específicos: os indivíduos são aquilo que consomem e segregam-se em grupos para reafirmação de sua unidade dentro de um conjunto. Sendo assim, o valor individual não se dá mais por características próprias, mas por características que rotulam sua casca e podem ser, dessa forma, rapidamente absorvidos.

No mundo pós-moderno a compressão das dimensões tempo e espaço proporcionaram a noção de velocidade que sentimos. As relações sociais foram intensificadas a medida que as trocas são realizadas em períodos muito mais curtos do que anteriormente. Sendo assim as sobrecargas sensorial e cognitiva, somada a liquefação de signos e imagens da sociedade-cultura pós-moderna resultam em uma cultura “sem profundidade”, na qual se acaba a distinção entre alta-cultura e cultura de massa. Ocorre ainda a cizão do pensamento real / virtual, na medida em que nos perguntamos o que é realidade.

As relações humanas são construídas num plano virtual (não apenas na internet). A internet permitiu que não apenas as relações acontecessem dessa forma, mas também produziu conteúdos imateriais que são igualmente consumidos. Afinal o que se consome são os signos e não o produto em si. Os produtos culturais tornaram-se virtuais e portanto, acessíveis numa escala maior. O controle das pessoas que os produzem passaram para o usuário (consumidor): a moda do samples e remixes amadores é um bom exemplo de como a mudança de ênfase no poder da produção cria vias para a interferência direta no produto virtual. A navegação independente não possibilita que o usuário apenas controle a informação que recebe, mas que também produza e altere a informação produzida por outros.

Na pós-modernidade vivemos a grande geléia cultural, que questiona a validade do passado, resgata-o e regurgita novidade. A internet funciona como uma enzima, um catalizador.

--Fábio Henrique Cardoso 18:25, 12 Setembro 2007 (PDT)

[editar] Aplicação inovadora que use três tipos de interface

[editar] Pump It Up Sinestésica

  • O jogador fala seu nome em voz alta e a máquina identifica quantas partidas ele pode jogar a partir dos créditos que o jogador possui;
  • Escolhe o nível de dificuldade e se deseja escolher as músicas que a máquina ofereçe ou conecta seu mp3 player / iPod / celular na máquina;
  • Instala nas mãos pequenos alto falantes;
  • Instala um colete com subwofer;
  • O jogador seleciona a música que quer;
  • A máquina busca na tag da mp3 a BPM da música (no modo SETLIST a máquina compara as BPMs das outras músicas que virão em seguida, organizando seu repertório para que não haja grande variação de velocidade entre as faixas tocadas em sequência). Se a tag estiver vazia a máquina calculará o BPM da música análisando a onda da mp3 (mediante a pedido do usuário). A SETLIST também pode ser definida através das tags Gênero musical e Artista;
  • A tela exibe as instruções ao usuário demonstrando os movimentos que deve realizar com seus pés e mãos;
  • O jogador acumula pontos realizando os movimentos requisitados.

--Fábio Henrique Cardoso 19:25, 12 Setembro 2007 (PDT)

[editar] Cluetrain Manifesto e Web 2.0

50. Hoje, o organograma é hyperlinkado, não hierárquico. O respeito por conhecimento prático ganha sobre o respeito por autoridade abstrata.
51. Os estilos de gerenciamento "comandar-e-controlar" derivam de, e reforçam a burocracia, lutas de poder e toda a cultura da paranóia.
52. A paranóia mata a conversação. Este é o ponto. Mas a falta de conversação aberta mata as empresas.
53. Existem duas conversações acontecendo. Uma dentro da empresa. Outra com o mercado.

Para a existência e legitimidade de uma hierarquia é necessário que haja contrastes entre os diferentes níveis que formam uma pirâmide. Mas a percepção de que a sociedade da informação forma pessoas singularmente diferentes e com capacidades únicas torna-se mais e mais presente no meio empresarial, onde muitos dos chefes sabem menos do mercado ou de sua função do que um funcionário em nível hierárquico inferior.

A organização conservadora de ambientes corporativos leva a luta interna por poder e, portanto, reforça a competição, um embrião natimorto que não faz a empresa crescer, mas sim, permanecer estagnada.

O diálogo torna-se então essencial para o crescimento de uma empresa, à medida que o poder é detido por todos que a constituem e a única forma de suprir a falta de conhecimentos específicos é a troca de informação interpessoal. As pessoas estão mudando por um fator muito simples: a necessidade de capturar o conhecimento do grupo. Se olharmos uma empresa hoje, a grande parte do conhecimento da empresa está na cabeça das pessoas, não nos papéis, ou em manuais.

Fugindo ao taylorismo, a empresa não deve mais funcionar no ritmo de produção em série, mas sim trabalhando em favor e apropriando-se do conhecimento de seu grupo.

Além disso as novas tecnologias permitiram que muitas funções mecânicas, como contabilidade, exigissem um número maior de pessoas e portanto uma hierarquia mais tradicional, de modo há possibilitar o controle total e organizativo das estruturas.

A tecnologia possibilitou que as conversas de dentro da empresa pudessem ser devidamente influenciadas pela conversa com o mercado, afinal de contas, não há hierarquia e todos constituem a grande massa conhecida como corporação, uma corporação formada de pessoas, e portanto, consumidores que dialogam, por meio das técnologias interativas, com os consumidores de fora da empresa.

[editar] Trabalho Final

Temporizador de Transportes

Ferramentas pessoais