Fabio Battista Cardelli

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

tópicos do Cluetrain Manifesto : 6, 7, 8 e 9.

Tabela de conteúdo

[editar] A Web e o ambiente Pós-Moderno

Nas conversas sobre arte, tecnologia e estudos da comunicação em geral, costumamos nos referir ao momento atual da cultura e evolução tecnológica humana como pós-moderno. Conceito amplamente debatido e contestado, com razão; afinal, o rótulo em si não explica o estado atual das coisas, limitando-se a denotá-lo como subseqüente ao moderno (que por si só já é um conceito complexo). Entretanto, podemos delinear algumas características que, claramente, não pertencem mais o mundo moderno e sim a uma nova configuração; a digitalização das mídias, a descontinuidade dos processos, a predisposição ao novo, a exaltação do indivíduo e seu infinito poder de escolha.

Tudo isso se converge num grande ponto de encontro que talvez seja a novidade que nos separa do tempo da invenção do telégrafo e da locomotiva: a internet. Surgida aos poucos, sem festa de lançamento, foi se alastrando como erva daninha e hoje ocupa o alvo número um dos cientistas sociais e produtores de conteúdo midiático google-mundo afora.

[editar] Comparações

Tudo é relativo. Assim como o pós-modernismo em resposta ao que já fora produzido em termos de arte e cultura, a internet surge como um caldeirão onde nenhuma afirmação ou negação é absoluta, onde a História se desfia; o conceito da virtuosidade e o mito do herói, exaltados na paixão moderna pela razão e no melodrama clássico de Hollywood, perdem o sentido, dando lugar a uma verdade construída por relações. Um blog é medido pelo número de comentários e muitas vezes está ali a graça de sua existência, ao contrário do jornal físico, que se caracteriza pelo tom apaziguador de seus cronistas e escritores: cada edição é o fechamento do ciclo do dia anterior, forjando uma linearidade histórica que cada vez mais perde relevância, dando lugar a visões como o conceito poético nietzchiano do eterno retorno.

O fim do dogma. Pesadelos modernos como o eugenismo, o fascismo e a linha de produção fordista deram margem a uma série de interpretações históricas fatalistas, carregadas de severidade; a Humanidade estaria caminhando ora a seu fim, ora para a Revolução. Com toda a informação agregada em uma grande nuvem sináptica, passível de infinitas recombinações, a convivência é obrigatória, e todo preconceito é um erro ultrapassado; estamos sujeitos à reavaliação de nossos princípios a cada instante. O tradicional balanço da humanidade feito de geração em geração perdeu o sentido; a criança pós-moderna aprendeu a se auto-contestar e se atualizar a todo momento, do ICQ para o MSN para o Skype. É o começo de um mundo sem amarras, onde é possível se comunicar e quebrar a cara dezenas de vezes sem se machucar: o referencial produtivo no mundo pós-moderno é o ócio criativo.

Experiência fragmentada. Nos anos 50 e 60, todo adolescente que se interessasse pela cultura pop teria acesso quase que forjado aos hábitos, crenças e atitudes de seus principais ídolos. A persona de Mick Jagger era referência para milhões de jovens mundo afora, e pesadelo para milhões de pais preocupados com a formação de seus filhos. Hoje em dia, a noite de bebedeira do Arctic Monkeys ou a opção sexual da vocalista do Cansei de Ser Sexy não são mais notícia: artistas entram e saem de cena, muitas vezes sem serem amplamente interpretados. O sucesso de um artista pode se resumir a um vídeo do Youtube, como no caso do OK Go; o bailarino do Cirque du Soleil sai na rua e não é reconhecido. Ainda não surgiu o artista pós-moderno cujo carisma e sinergia nas diversas mídias contemporâneas digitais parasse o mundo por um instante (e não se sabe se irá surgir tão cedo). Talvez o mais próximo disso seja Homer Simpson.

Troca de informações a todo vapor. No passado recente, o meio mais rápido para uma pessoa se comunicar com outra era o telefone - e para essa comunicação acontecer, o lugar físico era dominante - ou em casa, ou em um telefone público. Falar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo era uma tarefa para poucos que soubessem se articular por telefone e ao vivo ao mesmo tempo. A era pós-moderna nos tirou do grilhão das máquinas e nos jogou para o mundo livre da informação: conseguimos nos comunicar com duas, três, sete pessoas ao mesmo tempo, através de comunicadores instantâneos como o ICQ e o MSN, enviar SMSs loucamente pelo celular, e falar à vontade no Skype de graça em qualquer lugar do mundo.

Se as características do pós-moderno apontam para um mundo livre de reverenciações a um tempo ou espaço pré-determinados, a internet e as várias formas de comunicação digital são a máxima exprssão desse mundo: pela leveza e agilidade com que as informações caminham, pela recombinação infinita anti-dogmática e pela fragmentação do acúmulo de dados e conhecimentos. Estamos há aproximadamente quinze anos vivendo essa onda que cresce, e ainda não enxergamos seu ponto de declínio. As coisas estão começando a se tornar realmente divertidas agora, com a internet finalmente escapando de suas relações obrigatórias com o mundo exterior e se tornando em si uma realidade, uma linguagem. O consumidor atua cada vez mais cedo na construção de ferramentas e novos conceitos, e a organização em rede, em oposição à organização hierárquica do mundo moderno, se torna aos poucos realidade.

--Fábio Battista 14:57, 13 Setembro 2007 (PDT)

[editar] Aplicação que use três tipos de interface

[editar] Aprenda guitarra online... tocando guitarra!

O projeto de aplicativo a ser desenvolvido é uma mistura de Guitar Hero, Guitar Pro, aquele livro de cifras da banca, e o seu professor de guitarra (com a diferença que você pode ligá-lo e desligá-lo a hora que quiser).

Com base nas interfaces de comando sonoro (variação da interface de comando de voz), conversacional e de linha de comando (CLI), o programa permite uma série de funcionalidades, de fácil acesso tanto para guitarristas novatos quanto para os experientes que queiram aprimorar sua técnica. O usuário pode escrever suas próprias tablaturas no programa, ou baixá-las de um dos sites de tablatura da internet; é possível escutar o que se escreve a qualquer momento, tanto durante como após a escrita. O programa importa arquivos de texto comuns, e arquivos .ptb (PowerTab).

Com a facilidade de aquisição de um instrumento e a gama de estilos e formas de sucesso disponíveis na mídia, a grande carência do guitarrista é a falta de um ambiente de estímulo ao treino, sem tendência estilística, visualmente agradável e que proporcione diversão.

O grande diferencial do programa é que, conectando sua guitarra ao dispositivo de entrada do computador (line in), você pode "escrever" suas tablaturas em tempo real através da guitarra; o programa faz o reconhecimento dos sons e os transfere direto para a área de edição. Você também pode reproduzir uma tablatura preexistente e acompanhá-la ao mesmo tempo: o indefectível professor George Strings fará a avaliação de sua performance, de acordo com os milhares de fundamentos de guitarra catalogados e computados em sua database.

Um tutorial com diversos níveis de dificuldade, com licks exclusivos dos grandes guitarristas em atividade, e um plugin de afinação vêm inclusos.

--Fábio Battista 09:58, 13 Setembro 2007 (PDT)

[editar] Tópicos do Cluetrain Manifesto

Tópicos escolhidos por mim: 6, 7, 8 e 9.

6 A Internet está permitindo conversações entre seres humanos que simplesmente não eram possíveis na era da mídia de massa.

7 Hyperlinks subvertem hierarquia.

8 Tanto nos mercados interconectados como entre funcionários intraconectados, pessoas estão falando umas com as outras de uma forma nova e poderosa.

9 Estas conversações em rede estão permitindo formas novas e poderosas de organização social e de troca de conhecimento.


Na virada do século XIX para o século XX, a incipiente globalização do consumo e o advento de descobertas tecnológicas iniciaram um processo turbulento e de intenso desenvolvimento da humanidade mediada pelas máquinas. A invenção do cinematógrafo em 1895, a popularização do rádio na década de 20, o automóvel e o avião na virada do século, a televisão em meados do século, são exemplos de inovações tecnológicas decisivas para o comércio, economia, política e relações humanas em todo o planeta.

Tais inventos, para a sua produção em larga escala, se utilizaram de forte padronização e hierarquização industrial, assim abaixando os custos de matéria-prima e força de trabalho e se colocando no mercado a um custo acessível para amplas camadas da população, guardadas as proporções e especificidades de cada meio. A lógica utilitarista, o discurso do progresso, a sugestão do poder e do controle e, acima de tudo, a exaltação da razão, foram preponderantes para essa invasão das máquinas no cotidiano. Muitos acreditaram na tecnocracia, na possibilidade de se prover toda a população mundial através das máquinas e do progresso; o domínio técnico, aplicado aos meios de produção, faria por si só o trabalho de alimentar e dar saúde a todos. Tal ânsia de controle esbarrou em princípios básicos do ser humano: a vontade de livre-arbítrio, de escolher, ou no mínimo fazer de conta que está escolhendo. Motivos pelos quais o Ford T não poderia ter vida longa sendo fabricado em uma única cor, e o socialismo não poderia virar a se tornar comunismo. Temos a noção de que alguém mais poderoso está fazendo as escolhas por nós, e isso gera a inconformidade.

A grande responsável por manter um certo equilíbrio na distribuição de bens de consumo e na afirmação do acúmulo de mercadorias no século XX é a comunicação de massa, mantida pela publicidade, território onde a própria indústria afirma seu valor e neutraliza a sensação de alienação causada pelo consumo padronizado. Assim é chamada por ser produzida por alguns milhares de pessoas a uma grande massa da população, num processo de mão única, onde os papéis do produtor e receptor estão bem definidos. Muito se produziu em termos de conhecimento científico a respeito do papel dessa, assim chamada, indústria cultural: a Escola de Frankfurt, representada principalmente por Theodor Adorno e Walter Benjamin, tratou de contestar e repudiar, em primeira mão, o que se produziu nesses meios de comunicação. O poder unificador dessa indústria gira não em torno dos bens em si, e sim dos valores transmitidos pela produção cultural, que encontra abrigo e escoamento nessa indústria.

Com o passar do século, os movimentos estéticos gerados por essa indústria foram se tornando cada vez mais passageiros, e restritos a nichos específicos de consumo carentes de auto-afirmação. Do jazz e da canção-crooner hollywoodiana dos anos 40 (emergidos graças ao cinema falado), passamos pelo rock dos anos 1950 (surgido graças aos programas de rádio norte-americanos), até a invasão psicodélica dos anos 60 (ocorrido pela Beatlemania e pela crescente força da televisão e da indústria fonográfica), chegando nos fenômenos mais recentes como o punk e a música de pista -disco, techno, electro etc- (impulsionados pela TV e pela indústria da moda). Como efeito colateral dessa indústria, o consumo se tornou cada vez mais um fator de livre escolha do indivíduo: não havia mais uma "cultura para todos" que levasse ao "consumo para todos" sonhado por empreendedores como Henry Ford. Hoje em dia, cada ser humano pode se afirmar (guardadas as proporções de identidade cultural geográfica de cada região) da maneira que bem entender, sem que isso seja um fator necessariamente contestatório ou afirmativo.

Com o advento da internet e dos meios de comunicação digital, é gerado um curto-circuito nesse cenário, em âmbito mundial. Com as possibilidades de qualquer ser humano entrar em contato com qualquer outro ser humano no mundo, a impessoalidade da propaganda e da publicidade dos meios de massa se torna evidente. A canalização de informações se torna praticamente impensável: num passado recente, assim que uma marca era legitimada pelos meios (um cantor, um automóvel, um jeans), o consumo em massa era um dado subseqüente; hoje em dia, a legitimidade é dada pela conversação, por um atestado coletivo de qualidade gerado pela rede. Ora, se o consumo de massa se torna questionado em larga escala, o modelo de negócio citado nos primeiros parágrafos do texto (industrial, padronizado, pautado pela técnica e pelo progresso) perde o sentido. Como produzir em larga escala, sendo que uma grande massa crítica pode em questão de horas promover um boicote de seu produto? Daí a necessidade de abrir os mercados para a grande conversação em rede. Um exemplo prático é o iPod, o aparelho multimídia mais conhecido do planeta. Ao invés de entrar no mercado fonográfico através de uma forma industrial, de mão única, o iPod levou em conta que milhões de usuários mundo afora preferem baixar suas músicas em mp3 a comprar os discos na (já) velha forma física do CD. Ao invés de sugerir um consumo específico, o iPod leva à possibilidade infinita do agrupamento de conteúdo. Não é mais surpresa encontrar lado a lado numa discoteca virtual Beethowen e Slayer, Carlos Gardel e Ratos de Porão: o consumo cultural do indivíduo se torna uma questão estritamente pessoal, inalienável; e é através dessa aceitação do individualismo que a indústria começa a se reconfigurar. A vantagem não é mais a qualidade e a arquitetura do produto em si, mas qual sua "largura de banda", quais as possibilidades ele pode proporcionar ao usuário. Não é à toa que aparelhos celulares, antes simples telefones móveis, agora possuem câmeras, agendas, armazenam músicas, etc.

--Fábio Battista 14:31, 13 Setembro 2007 (PDT)


[editar] Gravador/editor de música online

Sugestões de nome: Jamboxx/ Tunecity/ Musicland

[editar] SINOPSE

Chegou a hora da canção 2.0. Traga sua banda! Jamboxx é um programa de comunicação web voltado para músicos e bandas, que possibilita a realização de composições, troca de riffs e criação de arranjos, através de uma interface de edição multi-pista acoplada a um comunicador instantâneo. Chega de gastar grana com CDs demo e horas de estúdio!

[editar] AMBIENTE

O aplicativo vem dialogar com um contexto atual onde a inovação e o consumo provêm cada vez mais de ambientes de produção colaborativa. O projeto artístico pré-concebido perde lugar para iniciativas experimentais de criação de valor e campos de abertura do conhecimento. A música, uma das áreas mais abaladas pela chegada do digital, sofre de uma carência de iniciativas experimentais no sentido mais amplo; hoje em dia, apenas a cultura do remix e da música de pista estão em pleno acordo com a nova realidade. Assim como em outras áreas que envolvem um trabalho autoral, o universo da canção sofre de um grande número de idéias mal-aproveitadas, que não saem do papel ou egos interessantes que se perdem em corredores sombrios de Myspaces e Tramavirtuais; com o Jamboxx será possível experimentar sem compromisso, montar e desmontar bandas sem entrar em estúdio.

[editar] CONSOLE

O console básico para os comunicadores instantâneos é o computador pessoal, nas suas diversas formas (gabinete, laptop, palmtop etc). O programa tem ainda a possibilidade de se aproveitar da tecnologia de comunicadores disponível para celular ou qq dispositivo eletrônico com saída para microfone (ou mic built-in) e uma conexão para internet.

[editar] USO

O programa será uma importante ferramenta tanto para aqueles que pretendem se aprimorar musicalmente ou simplesmente se divertir fazendo música com pessoas de longe, quanto para bandas já consolidadas que precisam de tempo para desenvolver seus arranjos e trocar esboços musicais. Com alguma criatividade e uma banda larga, o usuário poderá ainda implementar uma entrada em linha através de placa de som, possibilitando o compartilhamento de áudio de qualidade já apresentável. O programa é uma forma simples de baratear custos com ensaios-laboratório (ensaios mais longos de uma banda, usados para compor e arranjar) e pode ser utilizado com eficiência num ambiente didático.

[editar] INTERFACE

O Jamboxx se utiliza basicamente de uma interface gráfica, trazendo a sensação ao usuário de manipular um editor de áudio comum, com botões como Play, Pause, Rec, e uma timeline que pode ser dada em segundos ou em beats, com um metrônomo que poderá ser facilmente integrado à aplicação. Para um volume relevante de informação sonora ser trocada em tempo hábil, é necessária uma linguagem web flexível, como AJAX, em que músicas possam ser armazenadas de modo semelhante a conversações do Gmail, por exemplo, e automaticamente atualizadas (uma interface de processo ou atenção será bastante útil, avisando o usuário quando novas pistas ou novas canções forem adicionadas a uma de suas "bandas virtuais"). Para que o Jamboxx se caracterize como um verdadeiro estúdio online, deverá ser implementada também uma ferramenta simples de comunicação instantânea por texto (lembrando que os músicos jogam muita conversa fora entre as músicas...) com pequenas features diferenciais baseadas em interfaces de linha de comando. Por exemplo, "A7" poderia ser convertido automaticamente em 180px-A-Dur-7.jpg e assim por diante, como emoticons. Isso facilitaria a transcrição de músicas tiradas de revistinhas de cifras de bancas de jornal, por exemplo.

[editar] ATIVIDADES

Em era de pleno desenvolvimento das tecnologias de comunicação instantânea e compartilhamento de bits, podemos notar que ainda estamos muito pobres em comunicadores especializados em fins específicos, sendo a área dos instantâneos e genéricos um território já ganho (Msn, Google Talk, Yahoo, GMail, Skype). Conforme crescem os públicos na internet, cresce a demanda por geração de informações agrupadas para fins específicos, aumentando a velocidade da curva de aprendizado numa determinada área.

Sites de compartilhamento de música como Myspace e Tramavirtual consideram que os músicos se considerem preparados para seu público - e é notável a quantidade de ruído gerada por estes sites, afogando os poucos trabalhos de qualidade em um mar de projetos incipientes, sem credibilidade. A produção de conteúdo crítico e jornalístico não tem a capacidade de processar a quantidade de artistas que surgem a cada dia na rede; daí a necessidade de ambientes-laboratório, onde a criação seja livre e passível de manipulações ágeis, antes do "despacho" do conteúdo para a rede de consumidores. Isto é interessante para toda a cadeia produtiva.

O músico requer altas doses de tempo e de experiência coletiva para se aprimorar; quanto mais essa experiência puder ser fragmentada no tempo, ajustando-a às limitações de tempo de cada envolvido, maior a evolução e o ganho, eliminando a necessidade de espaços, momentos físicos (leia-se estúdios e horários de ensaio) e mesmo o compromisso com um grupo. Essa é a maior vantagem do Jamboxx: com ele, será possível um músico tocar com 17 bandas até encontrar o estilo onde se encaixa, e com alguma sorte montar bandas com pessoas do mesmo bairro, que se tornem shows de sucesso. Ou não; pode-se montar bandas impraticáveis com pessoas de várias partes do mundo, e mesmo que o resultado não seja atraente sonoramente, ele terá um maior fator de unicidade e atração de curiosos do que uma banda categorizada como, por exemplo, "São Paulo > Rock > Punk Rock".

[editar] MOBILIDADE

Como sugerido no item "Console", qualquer aparato que possua conexão à rede e um sistema de entrada de áudio (line-in ou microfone) poderá ser utilizável. Uma melodia que desponte durante um passeio no parque ou um sonho no meio da noite, por exemplo, poderá ser cantarolada e enviada ao site por via de celular. O músico que acorda no meio da noite com uma idéia geralmente se confundirá em registrar a melodia por escrito, em tablatura ou partitura. Novamente, é uma possibilidade do usuário fragmentar seu tempo, eliminando a necessidade do lugar certo e hora certa. Por outro lado, esse sistema não seria tão eficiente quanto ao "tocar junto" - é interessante que o usuário tenha uma situação de conforto espacial e visualidade mais ampla quando esteja interpretando junto de algum som pré-gravado, lembrando que provavelmente o próprio usuário será o técnico que vai apertar o Rec e se posicionar na timeline.

[editar] USUÁRIOS-CHAVE

1) Guitarrista de 15 anos: o tempo livre de um guitarrista de 15 anos é imenso. Ele não teria problemas em se relacionar com dezenas de bandas ao mesmo tempo, e construiria rapidamente uma personalidade musical, ao mesmo tempo em que receberia aulas práticas periódicas de seu professor de música. Sua indisciplina viria a seu favor, levando-o a se desconcentrar rapidamente de idéias fracas e bandas "de amigos". É nesse perfil de usuário que poderíamos detectar subversões de uso e novas tendências na utilização do aplicativo, aperfeiçoando-o para novas gerações do programa.

2) Dono de um pequeno estúdio de gravação: apesar de ampliar as possibilidades da gravação sonora, o programa em si não irá efetuar propriamente uma melhoria da captação, variando conforme o equipamento. Daí, temos que o programa não chega a ser um substituto ao estúdio, podendo atuar na verdade a seu favor. Um técnico versátil de um pequeno estúdio poderá direcionar seus serviços ao programa e até mesmo evoluir para um pequeno selo, imprimindo uma marca própria de sua dinâmica de trabalho ao resultado final; poderão surgir estúdios especializados somente na gravação de guitarra ou bateria, por exemplo (nota: o baterista certamente é o músico menos beneficiado pelo programa, visto que a captação de seu instrumento é a mais complicada), e estes estúdios poderão conversar entre si, formando redes.

3) Compositor free-lancer: como o programa não seria destinado necessariamente à produção de conteúdo para um público final, o compositor teria um ambiente mais confortável e discreto para desenvolver e oferecer músicas a outros artistas, além de ter um retorno mais rápido (e certamente, musical). Com o passar do tempo, será mais fácil atestar qualidade a um determinado compositor, implementando um sistema de avaliação dos usuários do próprio site. O compositor poderia inclusive tornar a atividade rentável, usando o método colaborativo a seu favor na criação de novas demandas (música por encomenda para aniversários, casamentos e despedidas de solteiro, por exemplo).

[editar] CENÁRIOS

O Jammbox é um aplicativo pensado para músicos, de todas as idades e habilidades. Poderá ser uma importante ferramenta de aprimoramento musical para artistas que visualizarem a música como trabalho; no entanto, a prática musical é também conhecidamente um antigo hobby. Hoje em dia, os músicos de fim-de-semana são uma ameaça à categoria: congestionam a rede com projetos que não visam a público algum, tocam de graça em casas de shows que poderiam pagar um músico profissional, e transmitem (mesmo que involuntariamente) o ideal ultrapassado do sonho do contrato, do caçador de talentos. Ao utilizarem o site, estes músicos amadores tornarão-se úteis para a cadeia produtiva, tanto na consultoria grátis a projetos que queira participar, quanto no oferecimento gratuito de esboços e canções cruas para aqueles que a enxergarem como oportunidade. Sem dúvida, isso demanda um estudo detalhado na elaboração das condições de uso e nas categorias de privacidade do site, por se tratar de um ambiente em que o apego à criação ainda é muito forte. Porém, mesmo que um artista resolva montar toda a sua carreira em torno de músicas "colaboradas", isso não o redime de desenvolver consistência enquanto artista, enquanto performer, personagem social. É previsível que, mesmo num ambiente virtual, os músicos que tocarem sempre juntos acabem por desenvolver um entrosamento maior, uma linguagem comum; daí a boa oportunidade para músicos de uma mesma banda, que queiram continuar com a prática conjunta fora do estúdio, em utilizar o aplicativo, mesmo que optando por não tornar público o acesso às suas canções. Por último, um internauta que opte por não se comunicar tem ainda uma ferramenta útil de gravação online, para simples efeito de registro.


[editar] CATEGORIAS DE SERVIÇOS (em construção)

* Criação de perfil do músico / perfil da banda. Nesta seção do site, o internauta poderá pesquisar e acessar informações descritivas de cada músico ou banda que desejar entrar em contato, assim como criar o seu próprio perfil. Conteúdo visual / textual / sonoro (é possível adicionar um mini-player simples a cada perfil).

* Comunicador instantâneo especializado. Troca de conteúdo de texto entre 2 ou mais pessoas. Envolve também a possibilidade da troca de conteúdo visual, no caso representações de acordes de guitarra/violão, pré-desenhadas pelo aplicativo.

* Gravador/tocador de áudio multi-pista interativo. O conteúdo relevante em compartilhamento aqui é basicamente sonoro (musical), consiste no som gravado por si mesmo ou por outros. Possibilita também exportar a sessão para mp3, gerando mais conteúdo sonoro.


[editar] AÇÕES DO USUÁRIO (em construção)

Para começar, o usuário entrará no site. Ao entrar, terá na página principal a opção de escutar os destaques do site através de um dos mini-players, entrar em sua página pessoal com um login e senha ou criar um novo perfil (signup). Haverá ainda um botão Rec vermelho - caso o usuário esteja cadastrado, o botão será um atalho para o gravador em branco; caso o usuário não esteja cadastrado, clicar no botão o levará para a tela de cadastro. Ao entrar com o login e senha, o usuário irá para a página de perfis, onde pode participar da comunidade: acessar suas bandas, suas músicas, criar bandas novas, procurar bandas, procurar músicos. Nesta página haverá também um botão vermelho, que o levará para a tela do gravador em branco. Ao acessar suas músicas, poderá abrir músicas pré-gravadas, onde poderá gravar ou escutar.


[editar] WIREFRAME (em construção)

[editar] REFERÊNCIAS VISUAIS (em construção)

Pro Tools, Audacity, Garageband

protools%20screen%202.jpg Pro Tools

audacity1.jpg Audacity

garageband-aa02-tracks.png GarageBand

Fábio Battista 19:30, 6 Dezembro 2007 (PST)

Ferramentas pessoais