Fabiana Silvia Mimura de Melo

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

PRODUÇÃO GRÁFICA e FOTOGRAFIA DIGITAL


PRODUÇÃO GRÁFICA

Tabela de conteúdo

[editar] "Bom" Design x "Mau" Design

Neste tópico serão analisados exemplos de bom e de mau design. Para realizar tal análise é preciso ter em mente conceitos como desenho, projeto e desígnio. O bom design está relacionado a sua aparência, sua inovação, sua coerência com o objetivo proposto. Considerando estes critérios, pegamos alguns exemplos de garrafa de água "reaproveitáveis" cujo design foge àquele que conhecemos.

Bom Design

garrafa-dobravel2.jpg [1]

Esta garrafa de água dobrável é um exemplo bom design na medida em que seu desenho pode ser considerado agradável, é um projeto inovador e o seu objetivo é alcançado na prática, uma vez que as suas formas facilitam o seu uso pelo consumidor.

Bom Design 2

garrafa-capa-02.jpg [2]

Esta garrafa também pode ser considerada um exemplo de bom design na medida em que seu projeto tem um apelo estético e a sua utilização prática parece ser satisfatória.

Pesquisando pelo assunto, percebemos que design em garrafas d'água é mais comum do que podíamos pensar. Abaixo estão apresentados outros exemplos:

korse_gift_480.jpg [3]

Applica_Clear2Go2-200x300.jpg [4]

321water.jpg [5]

[editar] Equilíbrio x Desequilíbrio

Os conceitos de Equilíbrio e Desequilíbrio estão relacionados à estabilidade. Talvez um bom exemplo disso seja a decoração que a sua mãe ou pai (ou você mesmo) dá ao rack da sala: de um lado, 3 pequenos vasinhos iguais dispostos numa diagonal, do outro, um elefante de cerâmica. A imagem não é simétrica, mas é perfeitamente equilibrada. Aliás, racks por si só são bons (ou maus) exemplos de equilíbrio.

Rack_Londres_Maple_Tabaco_800.jpg Analisando o conceito em peças de design, encontramos esses dois cartazes da Festa Fau (produzidos pelos próprios alunos).

Exemplo de Equilíbrio

fau_festa09.jpg [6]

Neste cartaz, o equilíbrio foi construído de forma simples. Para se contrapor o peso do lado direito (diversas informações em letras pretas), inseriu-se a haste do "F" juntamente com um selo preto no canto esquerdo superior. Além disso, o contorno rosa - que se destaca do fundo cinza - parece segurar o cartaz na posição vertical junto ao chão.

Exemplo de Desequilíbrio

Cartaz_Festa_Fau_2008_by_lucabacchiocchi.jpg [7]

Nesse cartaz, embora haja um certo equilíbrio na quantidade de informações entre o lado direito (silhueta, informação sobre preços e localização) e o esquerdo ("open bar", título e organização), pode-se dizer que a imagem tende a pender para o lado esquerdo, uma vez que nele encontram-se elementos mais pesados: canto superior preto e letras grandes e pesadas e, no outro lado, temos imagens mais leves: a silhueta (que, embora confira certa estabilidade por estar na base, dá a impressão de leveza por ser transparente) e as informações em letras pequenas. Outro aspecto que confere certa desestabilidade são as linhas horizontais "caindo" para a esquerda.

[editar] Harmonia x Desarmonia

Para analisar o conceito de harmonia, serão observadas duas peças publicitárias de perfumes. Os dois exemplos têm a característica de apresentarem poucos elementos gráficos (como acontece na maioria dos casos na categoria perfumes)

Harmonia:

MUJER+Y+PUBLI+1.jpg

Nesse anúncio, a utilização de cores claras e iluminadas contribuem para a sensação de umidade e o surgimento do efeito de brilho. Além disso, os tipos ilustrados são delicados e leves, conferindo certa sensualidade à peça. Todas essas características dialogam entre si e, embora a peça não seja um exemplo de bom design, é harmoniosa.

Desarmonia:

photoshop-disasters.jpg [8]

Esta peça, por sua vez, traz elementos contrastantes entre si. A fotografia com o casal destoa do fundo, além de não "combinar" com a forma como o produto está anunciado. Os tipos utilizados não combinam entre si e muito menos com o restante da composição.


Exemplo extra de harmonia:

poster.jpg [9]

Podemos analisar a harmonia presente neste cartaz do filme Johnny e June. Suas formas compostas por linhas bem definidas, a tipografia empregada, a escolha das cores, em sua maioria chapadas e contrastantes conferem unicidade à peça, de forma que todos os elementos estejam amarrados e dialogando entre si.

[editar] Gravidade x X

Desafio à gravidade:

supradyn_vitamins_luggage.preview.jpg

Este é um exemplo de desafio à gravidade pois os elementos presentes na composição parecem estar flutuando. Ao mesmo tempo que a imagem contém elementos de diagramas (aqueles sisteminhas de ótica aprendidos em Física) e referências impressionistas, o que justificariam a posição, os objetos parecem ser muito pesados para permitirem que isto acontecesse.

Sem desafios à gravidade:

http://adsoftheworld.com/media/print/natureza_magazine_treadmill

Este anúncio não desafia a gravidade pois o elemento mais pesado contido está bem próximo à base, exatamente onde esperaríamos que estivesse.



FOTOGRAFIA DIGITAL

[editar] Cor aprendida x cor apreendida:

Nesta foto, podemos entender as diferenças entre os conceitos de cor aprendida e cor apreendida. O primeiro refere-se, grosseiramente falando, ao nosso "senso comum", ou seja, é aquela cor que imaginamos e pressupomos que algo tenha; já o segundo termo diz respeito à cor que percebemos quando nos atentamos mais a essa qualidade de algum objeto e, consequentemente, nos deparamos com algo diferente do que imaginávamos. No exemplo, temos uma gata cujos olhos parecem azuis (cor aprendida), no entanto, quando observamos melhor, percebemos diferenças, principalmente, quanto ao valor da cor: no centro, temos um azul mais escuro e na periferia, um azul mais claro. Além disso, podemos notar alguns riscos e manchas contrastantes em praticamente toda íris.

[editar] Experimentando minha câmera

[editar] Grão

Podemos apreender, a partir dos exemplos a seguir, o significado do conceito GRÃO, e a finalidade da medida ISO numa câmera fotográfica.

Nesta foto, tirada em condições de bastante iluminação e utilizando-se a medida ISO80, percebemos um grão fino, ou seja, a imagem tem uma alta definição (muito embora, esteja um pouco borrada). Nesta outra imagem - por sua vez fotografada em condições de pouca iluminação, utilizando-se a medida ISO3200 - nota-se a presença de "grãos" e a foto já não é tão "nítida".

[editar] Tempo de Exposição

Alta velocidade 1/250 s. Quando fotografamos algo com a velocidade do obturador alta, ou seja, com o tempo de exposição baixo, obtemos esse efeito de imagem "estática". Ela nos dá a impressão de que paralisamos o mundo ao nosso redor e tiramos a foto que queríamos. Observamos, nessa imagem, as faíscas produzidas pelo isqueiro e o início da consequente combustão. Esta é uma situação que presenciamos no nosso dia-a-dia mas que, provavelmente, não estamos muito habituados a observar - ou porque nos falta atenção ou porque ela acontece muito rapidamente.
Baixa velocidade 1/4 s. Quando fotografamos algo com a velocidade do obturador baixa, ou seja, com o tempo de exposição alto, podemos obter vários efeitos diferentes. Um deles é o de movimento. No exemplo, fotogramos de dentro do metrô. A foto que obtivemos "imita" a visão que temos quando olhamos através da janela de um vagão em movimento: linhas meio borradas e não muito definidas.

[editar] Profundidade

Profundidade 1

Profundidade 2

[editar] Ser Brasileira é...

Semana da Pátria
Para mim, ser brasileira é uma ambiguidade de sentimentos e de pensamentos (assim como muitas outras coisas o são!). Acredito que essa definição seja confusa não só pra mim, mas também pra maioria das pessoas. O próprio estereótipo do que é ser brasileiro me confunde. É difícil de explicar...
Para mim, ser brasileira(o) é bom e é ruim, é fácil e é difícil... Então, quis representar essa dualidade através de um só aspecto: o modo como lidamos com o tempo: com cada momento livre e com cada momento “não-livre”. Mas, afinal, por que bom e ruim? Bom porque mostra a habilidade e criatividade que temos para nos adaptar a situações adversas, e ruim porque pode mostrar uma certa acomodação, um jeito de enxergar as coisas e acreditar que elas não podem ficar melhores. E é isso que eu quis mostrar através dessa foto: a brasileira em questão estuda e ouve música enquanto espera o sinal abrir para ela continuar o seu caminho pela Av. Paulista, ou seja, cumpre suas tarefas ao mesmo tempo em que “curte” o momento e suas músicas.

Ferramentas pessoais