Ezequiel de Souza Garrido Pordeus
Estudante de Audiovisual na ECA-USP
[editar] Flickr
Picasa
[editar] Foto nhé...
Quando eu tirei essa foto, pensei que ela seria nhé por não mostrar bem o que se passava no topo do prédio, a saber, que homens estavam limpando os vidros dele, de modo sincronizado, o que levou as pessoas presentes a observarem maravilhadas por acreditarem tratar-se de alguma apresntação artística, mas era só mais um símbolo da repressão capitalista impondo tarefas inglórias aos mais pobres... Nem por isso, deixava de ser uma cena impressionante, provavelmente os limpadores estavam se divertindo ao realizar suas acrobacias no arranha-céu. De qualquer modo, creio que a imagem é nhé por não dar conta de revelar o contexto que narrei e o local em que se passava a ação, a Avenida Paulista. Acredito que, incluindo-se esses dois elementos, eles recuperam e completam o sentido do que se vê, para além de simples esfregadores de vidro, ou moscas presas em um edifício de concreto qualquer. Depois, revendo a aula do Luli no blog, percebi que a imagem seria nhé também por falta de um enquadramanento melhor, ou ainda a chamada Foto-barreira, que não era meu caso. Reenquadrei minha imagem no Picnic, melhorando-a e tirando seu foco do centro.
[editar] Tema: Pontes
[4] Esta foto está totalmente fora de foco e fiquei em dúvida quanto a colocá-la no Flickr, mas achei que é bem interessante por mostrar dois esqueletos de sustentáculos de uma ponte inacabada.
[6] Acho essa foto interessante pela forte presença dos detalhes em vermelho, o que inclui o "flair" do farol do ônibus. O teto do Minhocão (Elevado Costa e Silva) não foi tão explicitado, por conta de um erro de abertura de diafragma, mas a composição já dá uma ideia de superfície que cobre o ambiente.
Outras imagens: [7]
[editar] Cor aprendida vs. Cor apreendida
Perceber as nuances cromáticas definidas na natureza é de extrema importância para a sobrevivência no mundo animal. É simplesmente notar que nada que foi criado tem um monotom, senão que pequenas, mas fundamentais, variações na coloração dos seres vivos.
Na foto apresentada, as diferenças entre amarelos é imprescindível para visualizar a presença de uma borboleta sobre a flor. O inseto se utiliza desse artifício, assim como tantos outros animais para se proteger de seus predadores, ao mesmo tempo em que se confunde com sua fonte de alimentação. Um exemplo típico nesse caso é o predador camaleão, que se adequa à matiz de seu ambiente para ser imperceptível às suas presas e obter maior sucesso em sua caçada. Na lei da selva, o contraste entre cor aprendida e cor apreendida é o mesmo que entre a vida e a morte, em que a perda de um único detalhe pode ser fatal. Na mesma esfera, podemos considerar os viventes venenosos, que possuem cores quentes, como o vermelho, para alertar os demais de seu conteúdo venenoso e manter outros bichos afastados de si.
[editar] Grão / ISO
Em uma fotografia micro, com muita luz, de nenhum movimento e pouca profundidade de foco, maior tempo de exposição, podemos obter uma definição maior, por meio de um ISO (tamanho do grão) menor, aumentando assim a sensibilidade do "filme". Já para uma imagem com mais movimento, em que os detalhes se perdem, ou mesmo com luminosidade afetada, podemos afirmar que o ISO usado foi maior, a qualidade da foto ficando prejudicada. Para ressaltar a importância de uma foto bem definida, utilizei-me de 3 arquivos no Flickr.
[9] A foto 1, diz respeito a um ISO 125. A proximidade da lente em relação ao objeto era pequena (Distância focal 13.5 mm) e havia abundância de iluminação.
[10] A foto 2 corresponde a uma sensibilidade 160. Devido à pouca luminosidade e à rapidez da exposição (1/125) o ISO teve que ser um pouco elevado. Mesmo assim, ainda mantém a imagem bem definida, caracterizando muito bem os pormenores do pêlo da gata fotografada e das folhas ao seu redor.
[11] A foto 3 se relaciona a um ISO 200. O aumento da distância focal, o uso da zoom e a probabilidade de movimentação do objeto leva a um tempo mais curto de exposição, escurecendo-o e perdendo detalhes.
[editar] Tempo de exposição
Paralisado (tempo curto) [12]
Borrado (tempo longo) [13]
[editar] Movimento
O registro do movimento ao fundo do objeto fotografado é importante para termos a ideia de que aquele objeto está se movendo, e no entanto, está bem definido (em foco). Essa foi uma foto muito difícil de se fazer e ainda não fiquei satisfeito com o resultado. Um dos exemplos que o professor dava em aula era diminuir a velocidade de exposição (algo que na minha câmera consegui colocando no modo "noite") e girar o corpo em um fundo colorido, segurando a máquina fotográfica. Isso daria o efeito de que o "mundo" está se movendo e não o personagem em si. Tentei fazer o mesmo, mas achei que deveria fazer minha própria composição. Tive vontade de fotografar alguém andando de bicicleta e eu correndo ao lado da pessoa para registrá-la focada, com o segundo plano "passando". Me faltaram "atores" para tanto. Assim, cheguei à imagem que apresento, de um carrinho de fricção, que tentei seguir para obter a impressão de deslocamento desejada. [14]
[editar] Profundidade / foco
Como focar em uma câmera Sony H-10 que não tem controle manual para isto?
Este foi um desafio que enfrentei ao realizar esse exercício. Resolvi então, usar o ajuste de "foco pontual", que permitia que o assunto no centro do quadro ficasse nítido, enquanto o restante do quadro ficava desfocado. [15]
Já para a segunda fotografia, obtive uma composição irrelevante, postando apenas para exemplificar como meu foco é "seletivo demais", isto é, divide claramente a imagem em o que está focado e o que não está. Não há transição senão abrupta, infelizmente. [16]
Profundidade de campo
Sei que o foco serve justamente para destacar elementos e dar uma dimensão de profundidade na figura, que ao se mudar o "f" pode-se enfatizar os objetos mais próximos da lente ou ainda obscurecê-los dando uma definição maior ao fundo. Mas diante da dificuldade em compor imagens interessantes com o recurso do "foco pontual" de minha máquina fotográfica, apelei para uma composição imagética que me pudesse dar uma ideia de profundidade de campo. Ambas as fotos também têm o foco na frente, mas para gerar este efeito, utilizei-me do "botão flor", que muda a configuração de nitidez, de um objeto distante para um próximo, desfocando o restante (tentei a operação inversa, mas não é executável). [17] [18]
Posteriormente, descobri que existe um modo manual na câmera (colocada no "M") que, apertando Menu, se pode ajustar o foco (quarto sub-item) para "2 pés de distância", "8 pés", etc. Considerei interessante o achado, mas percebi que não é tão preciso ou seletivo quanto outros tipos de máquinas fotográficas, sendo, na prática, inútil.
[editar] Pátria
http://www.flickr.com/photos/ezequielsgp/5017708666/
[editar] Produção Fotográfica (Dani Gurgel)
[editar] Ajuste da Variação de Exposição (EV)
Sub-exposto [20] Super exposto [21]
Fiquei com uma dúvida ao nomear as imagens dos exercícios. Uma foto super exposta é a que deixamos muita luz entrar, logo, como resultado disso, deveríamos ter uma imagem mais escura, se considerássemos uma câmera analógica. Entretanto, considerava que não era assim, tanto é que chamei de sub-exposta a uma fotografia em que não havia luz suficiente.
[editar] Zoom (Teleobjetiva)
Zoom out (Grande Plano Geral) [22]
Zoom in (Talvez um Plano Médio) [23]
[editar] Imagem de filme / Iluminação
A luz dramática
Desde que este exercício foi passado, preocupei-me em escolher uma cena em que as luzes contassem uma história, fizessem parte da ação e do conflito dos personagens. [24] No quadro apresentado, a luminância lateral das velas dá uma textura suavizada e pacificadora ao personagem central, oferecedor do brinde, e uma expressão agressiva ao personagem da direita, cuja iluminação é mais frontal. Kubrick, ao perceber que tal posicionamento achataria um rosto que estivesse virado para a frente, colocou este ator de perfil. Na composição da imagem, os olhares se dirigem para um terceiro homem, à esquerda do quadro, formando com ele um triângulo. Tal senhor, protagonista da história, olha para seu copo, como quem tem que tomar uma decisão angustiada sobre se vai beber o vinho ou não. Sua face não está sendo privilegiada pela luz, o que reforça-nos um tom de mistério e expectativa. As velas no meio da mesa, servem para lembrar-nos da instabilidade daqueles relacionamentos, pois suas chamas são disformes e mudam a cada segundo, dando à cena um aspecto de inconstância e de equilíbrio frágil e falso, podendo rapidamente serem apagadas e desfeitas. Por outro lado, a coloração da luz (cores quentes) "esquenta", por assim dizer, as relações de conflitos ali expostas e patentes, por traz das aparências e rituais daquela sociedade aristocrática (algo que percebemos pelo figurino e maquilagem).
[editar] Trabalho Final - Autorretrato
Câmera no tripé, botão de "5 segundos" apertado, tomei meu posicionamento e tirei a autofoto.
[editar] Trabalho final - Pintor: Vermeer
Vermeer tem algumas características que tentei reproduzir ao tirar as fotos. Sua luz vem geralmente de uma única fonte exterior (o sol), lateralmente; os personagens olhando também neste plano e não para o espectador. Outra peculiaridade do pintor é flagar momentos particulares das pessoas, como se não tivesse sido convidado a estar ali naquela situação, porém os personagens parecem cientes, de certa forma, de que ele está presente, em uma situação incômoda. Tentei colocar essa ideia na minha produção, e me deparei com um limite muito tênue entre cópia e referência. Seria uma "atualização" de Vermeer uma cópia? Considerei que não. Entretanto, fui além disso. Busquei as mesmas referências de Vermeer: os serviços no ambiente doméstico e seus protagonistas; o momento em que a centelha de uma ideia, misturada ao cansaço, se apodera da fisionomia de um trabalhador; a sensualidade e o jogo de sedução. Bem como tentei trabalhar também as preferências cromáticas e estilísticas do pintor: o azul, o amarelo. O plano geral.
[editar] Trabalho final - Fotógrafo: Meyerowitz
Meyerowitz tem essa coisa urbana, de solidão, às vezes de ruínas que expressam esse vazio, essa prisão louca. Sua temática passa pelas cores opacas, rosa e azul, algo que tentei prestar atenção ao fotografar. A iluminação é, por vezes, pontual, quando não-natural, sem muitas sombras. O desejo conceitual de liberdade parece estar em outras obras do fotógrafo, ao apresentar personagens dentro da água, por exemplo.