Ernst Haas

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.
Ernst Haas - 1982

Ernst Haas nasceu em Viena em 1921.

Fez muitas fotografias em preto e branco na época da Segunda Guerra Mundial, registrando cenas como a volta dos prisioneiros de guerra à Viena.

Viena, Áustria - 1947

Ao começar a fotografar em cores, deixou para trás esses tempos sombrios e cinzentos.

É considerado um artista pioneiro na fotografia em cor.


Seu trabalho é composto de fotografias tanto em preto e branco como em cores. Em sua página http://www.ernst-haas.com/ podemos encontrar as fotografias classificadas em preto e branco e coloridas. Em cada uma dessas divisões existem sub-divisões, nas quais temos fotos abstratas, de movimento, da natureza e de diversas localidades do mundo. Além disso, há um portifólio das celebridades, com diversar fotos em preto e branco dos famosos.

Observando as fotos de Haas, é possível perceber diversas fotos de flores nas quais ele usa a macrofotografia, mostrando os seus detalhes e a sua beleza. Em outras mostra o conjunto, mas sempre as flores preenchem toda a foto, destacando sua forma e cor, em sua maior parte sempre muito fortes, vívidas.

Uma dessas fotos é a Ranunculus [1] que nos mostra as cores vibrantes amarela e laranja e os detalhes das pétalas. Nota-se também que não há simetria na foto, primeiro olhamos para a flor alaranjada no terço superior esquerdo, descemos nosso olhar para as flores amarelas no terço inferior e depois para o restante da foto. A fonte de luz key é proveniente da esquerda, pois esta parte está um pouco mais iluminada do que a direita.

Além das flores, existem também várias fotos da natureza em geral, registrando a beleza que existe num deserto, numa montanha, num lago com o reflexo do céu na água, o brilho da lua.


Céu de Nevada

Na foto Céu de Nevada Haas conseguiu registrar a mistura meio borrada de cores como o azul e o laranja no céu, o relevo das nuvens. Mostra apenas uma pequena linha da terra na parte inferior da foto, dando uma referência da terra e a sensação de imensidão do céu.


Haas também registra movimentos, de uma maneira que conseguimos identificar a cena, perceber e até "sentir" o movimento. Esse movimento é captado de modo que a foto fica "borrada", diferentemente de uma foto de movimento congelada. Um exemplo é a foto Cavalos Selvagens [2]. Nela sabemos que as figuras são cavalos apesar de estarem borradas, que estão correndo e notamos também o reflexo deles na água. No terço superior estão os cavalos com o céu azul e alaranjado ao fundo, no meio há o solo sem cor e no terço inferior o reflexo deles na água. A fonte de luz nessa foto é natural, o sol no terço superior direito.

O fotógrafo registrou cenas de diversas localidades do mundo, como Ásia, América, Europa e Nova York. A foto Albuquerque, Novo México [3] mostra uma avenida da cidade, com a água refletindo a luz das placas que estão ao longo da avenida. Destaque para os três carros em primeiro plano e a placa no terço esquerdo superior. Há também uma perspectiva para um ponto mais a direita da foto, formada pelos postes ao longo da avenida. Poderia ser uma cena de um retorno para casa depois de um dia de trabalho.

Temos também muitas fotos em preto e branco de pessoas, registros de momentos únicos. Utilizando-se muitas vezes de um plano médio de enquadramento, ou o grande plano geral, é difícil notar que o fotógrafo estava presente. Podemos perceber a regra dos terços nessas fotos, não temos uma centralização, simetria. Um exemplo é uma foto de Marilyn Monroe num set de filmagem em Nevada [4]. A foto nos passa a curiosidade de saber o que a atriz falava ao ouvido do homem, provavelmente um diretor. O foco da foto são as duas pessoas, o restante é o que nos mostra o contexto. O que chama primeiro a atenção é o rosto da atriz, depois olhamos para a mão dela que nos leva a olhar para a outra pessoa ao lado, que está usando um relógio e segurando um cigarro, e este nos leva novamente ao rosto de Marilyn.


Marcia Akemi Baba

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