Erika Kitabayashi

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] Elementos pós-modernos na Internet

[editar] Relações pessoais, internet e a pós-modernidade

As relações sociais atualmente parecem seguir um esquema louco de uma busca sem rumos pela individualidade, são tantos códigos sociais que se torna difícil conhecer alguém de fato. Nesse mundo em que todos são um pouco de cada coisa, uma questão centraliza grande parte das aflições e paranóias pós-modernas: quem sou eu e quem é você?

Eu sou aquele que veste tal marca, ouve um certo estilo musical, adoto certos trejeitos e me comporto de uma determinada maneira. Enfim, eu sou qualquer um e posso mudar minha identidade ao mudar meus códigos visuais. Em um mundo onde todos estão interligados e as possibilidades de se conhecer alguém são infinitas, como definir e distinguir aquilo que realmente torna cada indivíduo único?

Para mim, a resposta reside em um ato humano e simples: no contato pessoal e nos diálogos. Não falo do contato que temos nas aglomerações de pessoas como em festivais e metrôs, nem mesmo dos diálogos que estabelecemos em almoços executivos, em bares com músicas altas ou em scraps do orkut. Falo do diálogo no café, na casa do amigo e nas duas horas de telefone. Eu falo sobre a disposição de perder tempo em diálogo que comece com fatos sobre seu dia-a-dia, evolua para a paráfrase de um pensamento alheio e enfim chegue a uma opinião sincera, crítica e elaborada. É nesse diálogo que eu construo o meu eu e modifico o você, é nele que eu me afirmo como pessoa.

No entanto, quem tem tempo de perder quatro horas de conversa com apenas uma pessoa quanto se tem a possibilidade de conhecer milhares em apenas algumas clicadas? É neste momento que as páginas como orkut, youtube, flickr, blogs, kibeloco ganham terreno. O indivíduo se afirma como sujeito, permite que outros o conheçam profundamente, tudo isso em alguns minutos e para infinitas possibilidades de pessoas.

Se o problema não reside em se afirmar, mas em conhecer e obter informações para replicar, instigar ou seja lá o que ele queira fazer para estabelecer contatos com outros indivíduos, basta acessar site cools como update or die, brainstorm9 e the cool hunter. Existe, é claro, a opção “mother fucker VIP”, que te dão acesso ao mudo das tendências, em troca, é evidentemente, de uma boa quantia – falo de sites como warc e WGSN.


É tudo maravilhosamente rápido, efetivo e pós-moderno - já que interliga indivíduos, deixa marcas de quem ele é, tudo em um terreno extramamente volátil e efêmero. É um diálogo louco, com delay de alguns dias (até que alguém poste um comentário), mas ainda sim existe contato virtualmente pessoal e diálogo. Confesso que ainda preciso do café, da casa do amigo, das horas no telefone. Mas devo admitir que as escapadas no MSN e Orkut acalmam, e muito, a angústia em busca do único e do meu eu perdido espalhado em tantas opções.


Erika Kitabayashi. 19:02, 8 Dezembro 2007

[editar] Aplicação inovadora que use três tipos de interface

[editar] Disco Finder

A vida nas grandes metrópoles gira em torno da contraposição da solidão e da infinita possibilidade de se conhecer pessoas. Ao mesmo passo em que existem diversas opções de diversão noturna, existe uma falta de informação sobre quais os melhores points e quais os que oferecem os ambientes mais propícios para o encontro de um par ou de um amigo. Falta uma ponte entre a solidão das pessoas e a possibilidade de encontrar outras.

Neste contexto, o Disco Finder vai atuar. Trata-se de um sistema integrado de busca por baladas. O princípio básico dele é integrar informações de bares e baladas, com informações postadas pelos usuários, tudo isso em um sistema on the go – linkado com as operadoras de celular, sistema de GPS e Internet.

Funcionaria assim:

1. Sábado a noite, todos seus amigos namorando. Para onde vou? Da última vez que tentou ir a uma balada que havia ido há 2 anos, a balada havia se transformado: de freqüentadores bacanas para um público classe B+. É complicado se arriscar.

2. Então o usuário entra no site do Disco Finder. Lá ele tem opções de gêneros musicais, faixa etária, faixa de preço, etc. (Interface Gestual) Mais ou menos nos moldes do ObaOba ou o Guia da Semana.

3. A grande diferença é que ele vai contar com informações postadas pelo estabelecendo – vídeos ao vivo monitorando o movimento da casa, preço da entrada atualizada conforme a lotação da casa e número de pessoas presentes.

4. Após de informar sobre a casa e o movimento dela (e para dar maior credibilidade às informações do site), é possível ler opiniões postadas por quem está dentro da balada – as pessoas poderiam enviar SMSs para um determinado número (Interface de Comando) e através dele, ajudar no ranking das casas noturnas, assim como no Guia da Folha com especialistas.. O centro de mensagens funcionaria como um grande wiki via celular: os usuário que postarem mensagens denegrindo o local de forma mentirosa seriam banidos pelos próprios usuários, tendo seu número bloqueado.

5. O sujeito elenca três ou quatro opções na região e cadastra o número do seu celular e sistema de GPS utilizado (Airis, Quatro Rodas, etc). Ao fazê-lo, contribui para alimentar uma base de dados que deixa as casa mais selecionadas no topo das listas (mostrando a quantidade de seleções assim como sistema do Google).

6. Conforme ele vai se dirigindo para a balada, vai recebendo informações úteis para quem sai em cima da hora, como aviso por SMS de lotação da casa se esgotando, preço subindo, ou porcentagem de homens e mulheres se desequilibrando. (Interface de Atenção)

7. Através do GPS, ele vê as melhores rotas para passar na frente das opções selecionadas, alternativas com menos trânsito e lotação dos estacionamentos da região - sistema monitorado como no aeroporto de Congonhas.

9. Se o sujeito já estava um bar - nos famosos pontos de "esquentas" da cidade Porto Luna, por exemplo - ele poderá acessar as informações através de displays informativos touch screen (Interface sensíveis ao toque) como a de shoppings ou check in fáceis de aeroportos.

8. Através do cadastro feito anteriormente no site, será possível também aceitar ou não a visualização do seu perfil no site - como em site de relacionamento do tipo Orkut, Face Book ou chats como o Terra. Este é mais um meio de interligar as pessoas por afinidades e promover o encontro de pessoas em ambientes reais.

Erika Kitabayashi. 18:14, 9 Dezembro 2007

[editar] Manifesto Cluetrain – 21, 22, 23 e 24

[editar] Marcas generosas

Quando surgiram as primeiras empresas, lá no final da Idade Média, a principal preocupação era em produzir algo rentável e vendável. Com o passar do tempo, e com o aumento do número de comerciantes, sentiu-se a necessidade de diferenciar o produto produzido por X e o produto produzido por Y, como forma de garantia de procedência e boa qualidade. Desde breve histórico, é de se perceber que a origem das marcas não é um fenômeno muito moderno e que a diferenciação de produtos é algo quase que intrínseco ao capitalismo.

Está bem, mas aqueles eram bons tempo, quando uma marca no produto era capaz de torná-lo melhor ou pior, mais caro ou mais barato. Abté poucos anos atrás, era possível dar ordens ao consumidor “use sabonetes Z”. O problema é que alguma coisa muito importante vem acontecendo de uns anos para cá: as marcas passaram de simples diferenciadores de produtos para símbolos de identidade pessoal. Quais as conseqüências disso? Os consumidores passaram a ter um laço afetivo muito mais profundo com a marca, o que ao mesmo tempo dá grande poder e responsabilidade a ela. Não é mais possível falar em tom autoritário ou impessoal com esses consumidores. É como em um relacionamento saudável: é necessário haver diálogo e reciprocidade nos atos, intenções e trocas.

Prova disso é o advento das marcas que chamamos de “generosas”. É um conceito que define aquelas marcas que entenderam o seu papel social e que enxergam muito além da simples relação de venda: o lucro é resultado, conseqüência da relação que o consumidor tem com a marca. Parece um pouco estranho e até mesmo mentiroso este tipo de relacionamento, para nós que estamos tão acostumados com a troca estritamente comercial com as empresas.

As marcas generosas são marcas aspiracionais, porque trazem com elas uma visão muito leve de sua missão. Não se tratam de empresas engravatadas e sérias. São empresas como a Apple que oferecem em suas lojas aulas gratuitas, assim como demos de seus produtos para qualquer pessoa que entrar em uma Apple Store. Além disso, disponibilizam os computadores com acesso à Internet para quem passa por lá. São gestos simples, mas que constroem uma imagem extremamente positiva e sólida da empresa. De uma maneira muito simples, tornam uma empresa que vende tecnologia em uma empresa que fala com pessoas. Preciso compará-la à Microsoft? Acredito que não.

Outro exemplo é a Virgin. A empresa mantém seu posicionamento honesto e irreverente em todas as submarcas que abre: da Virgin Mobile a Virgin Blue. Para os clientes VIPs da Virgn Atlantic – a companhia aérea da marca – eles disponibilizaram aulas de guitarra gratuitas, numa parceria com a Gibson. Esta pequena iniciativa mostra a identidade da marca, forma advogados da marca e faz com que o seu logo signifique um estilo de vida, um posicionamento pessoal frente à vida.


A Innocent Drinks, além de oferecer produtos naturais, com maior porcentagem de frutas; oferece uma experiência de relacionamento com o consumidor por meio de um posicionamento baseado na honestidade. Eles estimulam os clientes a fazerem [boas ações através de atos simples, veiculados diariamente através do site, de protetores de tela e de ações beneficentes.

A tecnologia é certamente grande aliadas dessas marcas, já que para todas elas, a tecnologia é peça fundamental na genuinidade das empresas: Apple por si só é pura tecnologia, Virgin com suas inovações e pontos de contato com o consumidor e Innocent Drinks com suas formas de divulgação. O diálogo com o cliente se torna possível através dessas ferramentas, já que estamos falando de milhares de pessoas. O segredo dessas marca é a capacidade de falar com todos de forma humana, próxima, honesta e própria.

Erika Kitabayashi. 22:04, 9 Dezembro 2007

Ferramentas pessoais