Eric Danzi Lemos

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

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Tabela de conteúdo


[editar] Planejamento

Fotografias tomadas no Instituto Tomie Ohtake. Na tentativa final o enquadramento escolhido "eliminou" uma porta que aparecia à esquerda nas tentativas anteriores e a calibração Daylight proporcionou reforço nas cores e na vivacidade da imagem.


6456676823_ea32c468bb_m.jpg Rascunho - Caneta nanquim sobre papel sulfite

6160837575_4e2198c3aa_m.jpg Tentativa 1 - f/5 | 1/15s | ISO 200 | Calibração Automática

6161371914_607d695a3d_m.jpg Tentativa 2 - f/5 | 1/13s | ISO 200 | Calibração Tungstênio

6161369724_92877748e6_m.jpg Tentativa Final - f/5 | 1/13s | ISO 200 | Calibração Daylight

[editar] Planos

6090607272_c512c93f3f_m.jpg Grande Plano Geral

6090054025_f6ce4d8dd2_m.jpg Plano Geral

6090024135_f47beaccce_m.jpg Plano de Conjunto

6090012359_07ea86c8dd_m.jpg Plano Médio

6090506654_08be8a5c38_m.jpg Close-up

[editar] Luz - Filme: O Poderoso Chefão

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Fotograma - O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)

Fotograma do filme O Poderoso Chefão dirigido por Francis Ford Coppola. Na cena, em primeiro plano, à direita, Don Vito Corleone (Marlon Brando) tem sua mão beijada por Bonasera (Salvatore Corsitto). Ao que tudo indica, ambos recebem uma key light posicionada no alto à esquerda. A luz de enchimento provavelmente vem da luz ambiente que não é forte e permite o contraste. Ao fundo, a luz de backlight proveniente da janela e de luminárias na parede destaca os personagens, incluindo Sonny (James Caan).
O uso da luz pode ser melhor compreendido na fotografia de cena abaixo que tem enquadramento diferente do usado no filme original.

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Fotografia de cena - O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)

[editar] Fotógrafos - Diane Arbus

Diane Arbus (1923-1971)


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"Child with Toy Hand Grenade in Central Park", Nova York, 1962

A foto mostra um menino em pose nada usual com a cabeça inclinada e fazendo uma careta. Em sua mão direita há uma granada de brinquedo e sua mão esquerda faz um gesto como o de uma garra. A alça direita da vestimenta solta ao longo de seus braços finos reforça o desajuste e a impostura. O ponto de vista é o de um adulto que olha a criança de cima pra baixo, o que faz com que a linha do horizonte na composição fique na altura da cabeça do garoto. A sombra das árvores projetadas no solo passam a ideia de um ambiente harmônico em que pessoas circulam calmamente ao fundo, constrastando e destacando a figura nada harmônica do garoto. O fotografado é Colin Wood, filho do jogador de tênis Sidney Wood. A fotografia já foi utilizada em capas de álbuns das bandas SNFU e Cloud Cult.

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"Gêmeas Idênticas", New Jersey, 1967

Retrato de duas irmãs gêmeas lado a lado usando meias brancas, vestidos idênticos e faixas brancas nos cabelos escuros. O ponto de vista é adaptado para a altura das fotografadas e ambas olham para a câmera. O corte na altura dos tornozelos impede que sejam vistos os pés. Destaca-se na composição o paralelismo, entretanto, existe um incômodo no fato de que embora ocorra a esperada repetição dos traços físicos das gêmeas, as expressões são distintas. As duas apresentam expressões serenas, porém, a menina à direita esboça um leve sorriso e se posiciona com o braço um pouco à frente, ocultando o braço da irmã à esquerda que está mais séria. As gêmeas são Cathleen e Colleen Wade aos sete anos de idade e foram fotografadas em uma festa de Natal para gêmeos e trigêmeos. Há quem diga que a fotografia teria sido a fonte de inspiração para as gêmeas do filme O Iluminado de Stanley Kubrick.

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"Jovem patriota com bandeira", Nova York, 1967

Retrato de um jovem norte-americano com uma bandeira dos EUA, tomada em Nova York no período em que acontecia a Guerra do Vietnã. O ponto de vista adotado flagra o rapaz num instante em que não olha para a câmera e apresenta uma expressão distante e um ar desconcertado, como se não tivesse tido tempo de posar adequadamente. Seu cabelo está despenteado, o colarinho da camisa está desarrumado, o casaco escuro destaca o button com os dizeres "I'm proud". Longe de ser um retrato comum posado com o intuito de representar o patriotismo, a composição possui elementos que permitem a leitura da fotografia como a representação de uma aceitação acrítica e alienada de valores supostamente libertários que podem ter consequências perversas.

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"Sem Título", 1970-71

Retrato de duas mulheres de braços dados, ambas sorriem e usam chapéus estranhos que inevitavelmente chamam a atenção do observador. O ponto de vista distanciado permite captar a dupla de corpo inteiro, cortando apenas a ponta dos pés. A mulher à direita usa óculos e cede o braço para a companheira ao lado. Destaca-se a espontaneidade das fotografadas que mesmo usando chapéus estranhos não se intimidaram diante da câmera.

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"Trigêmeas em seus Quartos", 1963

Retrato de trigêmeas sentadas sobre a cama. As três apresentam expressões serenas. Somente a garota à esquerda mostra os dois braços, as outras duas tem seus braços direitos ocultados, o que faz com que se intercalem de forma interessante na composição. Guardadas as proporções, a óbvia repetição de traços físicos das trigêmeas e a forma como se arranjam em sequência, lembram uma fotografia compósita.

[editar] Pintores - Goya

Francisco de Goya (1746 - 1828)


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El dos de mayo de 1808, o La lucha con los mamelucos
(1814) / 268,5 cm x 347,5 cm

Trata-se de uma representação da revolta do povo de Madrid em 2 de maio de 1808 contra os mamelucos (soldados turcos contratados pelo exército francês de Napoleão) que determinou o início da Guerra de Independência Espanhola. Diferentemente de uma batalha em campo aberto entre tropas regulares do exército, o conflito ganhou as ruas e envolveu os cidadãos anônimos que na composição são os protagonistas, não há um comandante ou um único herói. O ponto de vista é o de quem está muito próximo e quase envolvido na cena em que nada é posado e a referência ao instantâneo, a movimentação e o choque são as marcas principais. Até mesmo os corpos desfalecidos estão dramaticamente retorcidos e reforçam a composição. As edificações urbanas ao fundo estão desfocadas fazendo com que o olhar do observador se direcione inevitavelmente para a intensidade do combate.

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El tres de mayo de 1808, o Los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío
(1814) / 268 cm x 347 cm
Representação do fuzilamento dos madrilenhos pelo exército de Napoleão em 3 de maio de 1808, como represália ao levante de 2 de maio contra a ocupação francesa. O ponto de vista escolhido insere o observador como testemunha da cena noturna que tem sua dramaticidade e tensão reforçada pelo uso da luz. Na composição, a iluminação é proveniente de uma lanterna estrategicamente direcionada para o madrilenho de braços abertos prestes a ser executado pelos soldados franceses que estão de costas e não tem seus rostos revelados. A projeção da luz e as armas apontadas para o cidadão anônimo fazem dele o personagem principal da composição, construído como alvo e mártir.

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La Romería de San Isidro
(1820 - 1823) / 138,5 cm x 436 cm
Uma das pinturas murais que decoravam a “Quinta del Sordo” onde Goya morou no fim de sua vida, as Pinturas Negras ficaram assim conhecidas devido ao uso de pigmentos escuros e também pelos temas sombrios. O ponto de vista é aproximado como o de quem presencia de perto e até mesmo participa da romaria. A paisagem ao fundo é desoladora pela dificuldade de se encontrar a linha do horizonte, uma vez que o céu escuro se confunde com o relevo. Em primeiro plano, à esquerda, quase como uma formação montanhosa, aparece uma multidão de rostos empilhados e disformes em parte pelas expressões de assombro como também pela pouca presença de luz o que dificulta a visualização de detalhes, resultando em uma composição misteriosa e enigmática.

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La pradera de San Isidro
(1788) / 41,9 cm x 90,8 cm
A composição do pintor capta a animação de uma multidão no campo em momento de recreação. O ponto de vista elevado é privilegiado e guarda um certo distanciamento dos grupos de pessoas. A paisagem se abre até o Rio Manzanares e mais adiante se tem uma vista panorâmica e luminosa de Madrid. Utilizando poucas cores o pintor torna várias edificações reconhecíveis como o Palácio Real e a Igreja de São Francisco o Grande.

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La maja desnuda
(1795 - 1800) / 98 cm x 191 cm
A imagem retrata uma jovem deitada sobre um divã de veludo verde com almofadas e coberto por uma colcha, faz par com outra pintura chamada La maja vestida. Na composição, a luz incide sobre toda a extensão do corpo da modelo que se mantém em pose e mira o espectador com seu olhar. Há quem diga que a mulher é a duquesa de Alba e que ela teria sido amante de Goya, em outras interpretações se diz que é uma representação da deusa Vênus. De qualquer modo, destaca-se a importância da familiaridade para se captar uma boa imagem nesse caso.


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