El Greco

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El Greco

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El Greco pode ser considerado um bom fotógrafo por utilizar grande expressão em suas imagens através dos movimentos corporais de seus personagens e pelo direcionamento dado à visão, sempre levada ao ponto de interesse facilmente, porém sem deixar de lado as outras informações da pintura, que contextualizam as cenas muito bem gerando uma cena completa e instigante.

Seu nome verdadeiro é Doménikos Theotokópoulos, e foi um pintor da época renascentista, tendo vivido de 1541 a 1614. Nasceu na Ilha de Creta, e viveu parte da sua vida na Itália (centro da cultura, na época), e então na Espanha, onde permaneceu até o fim de sua vida.


[editar] Enquadramento e Composição

Em seus enquadramentos nota-se uma intenção clara em suas mensagens. Na maioria de seus quadros o foco de interesse encontra-se bem no meio, sendo que as áreas periféricas exprimem essa posição: são meramente coadjuvantes. Assim, ele deixa claro qual é o foco da obra. Quando ele deseja contextualizar sua mensagem com mais elementos de importância, ele muda essa composição, utilizando diagonais e deslocando o foco do centro. No caso de O martírio de São Maurício, a composição é formada de modo a contar uma história, colocando a situação passada ao fundo, a presente à frente, acima, ele acrescenta o não-terreno, o mundo superior. El Greco utiliza esse recurso repetidas vezes, juntando na mesma cena o terreno e o eterno (porém, ele quase sempre os coloca em planos diferentes). Seu estilo tem uma expressão forte, preferindo distorcer a realidade em fins expressivos a simplesmente reproduzi-la. Os personagens quase sempre possuem certo exagero em seus posicionamentos e movimentos (além de distorções na anatomia), de modo a fortalecer as impressões deixadas e comunicando mais as idéias e sentimentos por trás de suas pinturas de modo dramático. No quadro Laocoonte, por exemplo, os personagens têm seus corpos dispostos de maneira um tanto perturbadora, desesperadora. Em seus quadros é possível ver também a presença quase constante de figuras simbólicas como maneira de expressão. Em Laocoonte ele mostra os homens nus segurando cobras, fazendo referência simbólica ao pecado original. Assim ele expressa simbolicamente a agonia dos homens que lutam contra o pecado, contra a tentação das mulheres nuas. No quadro A Trindade, a pomba branca vinda da luz em cima aparece para representar o caráter divino da situação, como um contraponto ao sofrimento dos personagens da composição (incluindo entre esses personagens um ser que poderia ser o próprio Deus, demonstrando seu caráter humano e divino simultaneamente).

As situações representadas também ocorrem, muitas vezes, em espaços inexistentes, "não-lugares", como em A abertura do quinto selo do apocalipse e em O Espólio, onde ele acaba priorizando a expressão em detrimento da necessidade de encaixar a situação no mundo real.

[editar] Cores

Pode-se notar nas obras de El Greco uma tendência a utilização de cores vivas (saturadas e puras), muitas vezes primárias. Em alguns casos ele as utiliza para representar aspectos divinos ou para destacar objetos e personagens. Em alguns de seus quadros é muita clara a distinção dada aos personagens em relação às cores: em geral, os personagens coadjuvantes acabam com cores iguais e opacas, e os personagens que formam o foco da pintura (e também os personagens divinos) são tratados com cores vivas e contrastantes. No quadro "O Espólio" Jesus mostra-se fortemente contrastado às outras pessoas, formando, assim, o foco da imagem (além do fato de ele estar bem no centro do enquadramento, o que não anula o destaque dado pelo jogo de cores).


[editar] Luz

As imagens apresentam constrastes razoavelmente fortes (não tão fortes quanto as de Rembrandt, com áreas de luz e sombra muito bem demarcadas. El Greco faz um uso constante de key lights para representar a dramaticidade das situações, dando também um foco luminoso nos centros de interesse de suas imagens. Ele também aplica as luzes como diferenciador divinatório, com em O Espólio. Esse caráter é mais bem expressado no quadro A adoração dos pastores, de onde parece que o menino Jesus emana luz própria, representando seu poder e caráter divino, iluminando todas as outras pessoas ao seu redor. Em A abertura do quinto selo do apocalipse, essa key light acaba sendo utilizada para representar a luz como se ela fosse a única, o foco de luz divina, que sozinha ilumina o mundo, e sem ela sobram apenas as sombras

--Dragoni 07:50, 23 Novembro 2007 (PST)

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