Diego dos Santos Vega Senise
[editar] PRODUÇÃO GRÁFICA
[editar] Designer - Alexandre Wollner
Aos 22 anos, Alexandre Wollner entrou no curso do Instituto de Arte Contemporânea do MASP para sua iniciação artística. O MASP era berço da formação dos pioneiros do design no Brasil. Havia sido criado por Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e Jacob Ruchti em 1950
Wollner destacou-se nas ualas e se envolveu em importantes produções artísticas da época. Por exemplo, a realização dos cartazes de cinema para a Filmoteca Brasileira do MAM; colaboração na montagem da exposição retrospectiva de Max Bill (1908-1994) no MASP, no ano de 1951; e montagens das duas primeiras Bienais de São Paulo, em 1951 e 1953.
Ainda em 1953, foi selecionado por Max Bill para estudar na Escola Superior da Forma de Ulm, Alemanha. Lá permaneceu de 1954 a 1958.
De volta ao Brasil, inaugurou junto com Geraldo de Barros, Rubem Martins e Walter Macedo, o primeiro escritório de design do país: o FormInform - responsável pelos primeiros programas de identidade visual de empresas brasileiras.
Em 1962, fora do FormInform, iniciou, com o artista gráfico Aloísio Magalhães (1927-1982), um curso de tipografia no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).
Esta experiência teve como fruto o processo de estruturação e criação da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro, em 1963 - marco histórico para a profissionalização do design no Brasil.
Na década de 1960, Wollner abriu o seu próprio escritório de programação visual.
Entre 1969 e 1970 foi consultor da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Exerceu a presidência da Associação Brasileira de Desenho Industrial (ABDI), com sede em São Paulo, durante duas gestões consecutivas: de 1970 a 72 e de 1972 a 74.
Realizou a programação visual da Bienal da América Latina em 1978. Dois anos depois, mostrou seus projetos no MASP e no MAM/RJ. Em 1999, o Centro de Comunicação e Artes do Senac promoveu a sua segunda exposição individual.
Em 2003, Wollner comemorou seus 50 anos de design com o livro "Design Visual 50 Anos", publicado pela Cosac & Naify, além de uma exposição de suas fotografias no Centro Universitário Maria Antônia.
Análise de Trabalhos
Desenvolveu a identidade visual da Hering, Itaú, Indústrias Klabin, Metal Leve, Eucatex, Philco.
No livro Alexandre Wollner e a Formatação do Design Moderno Brasileiro, o autor defende que seria simplório dizer que o estilo de Wollner é “geométrico”. Para não ser superficial nesta denominação, devemos considerar que geometria dele é vinculada ao sistema de modulação proporcional. Esse sistema defende a existência de uma razão harmônica por trás de todos os seus fenômeno. Por exemplo, Wollner acredita que todas as proporções humanas derivam do número 3. Se este é um sistema que explica a forma pelas quais todas as coisas se desenvolvem, por que não utiliza-lo para demonstrar as características da empresa por meio de sua identidade visual?
Logomarca do Itaú
Todo o projeto foi baseado no conceito do número 4. Um quadrado com o nome Itaú foi dividido por 4 na vertical e na horizontal e subdividido tantas vezes quantos fossem necessárias para se ter uma estrutura modulada. Tudo no Itaú, inclusive a montagem das fachadas, segue este padrão.
[editar] Projeto Gráfico
Tipologias: CAPA:
Nome: Helvetica 10pt
Título Capa: Semilsa Skretch 19pt
Créditos: Century Gothic 7pt
Memorial de Gráfica:
Processo de impressão: Offset
4x4 cores
16 páginas (capa + 15 páginas)
Papel páginas: LCD 90grs - A4
Papel capa: Couché fosco 90grs - A4
Formato: 280x200mm (aberto) - 140x200mm (fechado)
Acabamento: Refile + Vinco + Grampo à cavalo
Tiragem: 20.000 exemplares mensais
[editar] Elemento tipográfico: Alinhamento
Texto em grupo com, Rafael Lavor
Existem cinco tipos básicos de alinhamento de texto: Alinhado à direita, à esquerda, centralizado, justificado e sem alinhamento. Mas sobre esse ponto existe muita discordância e discussão no campo do design gráfico. Nós somos determinados pelo nosso modo de leitura, da esquerda para a direita e quando chegamos ao final da linha, procuramos imediatamente o começo da próxima linha. Esta é a justificativa para o alinhamento mais comum de texto, que é alinhado à esquerda. Isso porque o começo de cada linha deve ser reconhecido precisamente, o que não precisa acontecer no final da linha (pelo menos teoricamente). Assim, os alinhamentos centralizados, à direita e irregulares são consensualmente descartados pela maioria dos designers por dificultarem o encontro do início das linhas.
* Exemplo de alinhamento à esquerda: [1]
Designers que preferem a composição com serrilhado à direita, argumentam em favor do espaçamento constante entre as palavras, uma vez que a composição justificada exige o acréscimo de mais espaço entre as palavras (e até entre letras, dependendo dos parâmetros escolhidos pelo designer no software que utiliza para composição) para compensar a diferença do número de letras entre as linhas. Isto, segundo alguns, pode prejudicar a legibilidade e provocar rios, que são linhas brancas verticais irregulares entre as linhas do texto e pode prejudicar a legibilidade pela falta de fluência da leitura. Outro argumento é que o visual mais “casual”do texto encoraja o envolvimento do leitor.
* Exemplo de texto justificado: [2]
Os maior problema do alinhamento à esquerda é justamente o serrilhado irregular que pode distrair, perturbar o olho, e que pode ser um problema especialmente no caso de layouts com múltiplas colunas. Além disso, obriga os designers a tomar decisões de quebra de linha e desagrada os designers que gostam de contar com a forma geométrica e previsível do texto justificado. Nos caso do texto justificado, o comprimento da linha é importante para o sucesso do design, quanto menor a linha, maior a quantidade de espaços deve se adicionado entre cada palavra para compensar o serrilhado. Além disso, em ambas composições é extremamente recomendável a hifenização para garantir um bom espaçamento ou um bom serrilhado.
[editar] Tipografia: Times New Roman
Esta fonte foi desenvolvida exclusivamente para o jornal inglês The Times por Stanley Morison e Victor Lardent, que trabalhavam num escritório inglês da Monotype. Tem esse nome porque a antiga fonte usada pelo The Times até 1932 - data de lançamento da nova família tipográfica - era chamada de Times Old Roman.
Fonte serifada, tem como base do desenho de Lardent para a Times New Roman é uma fonte antiga chamada Plantin. É uma fonte que possui traços e serifas finas. Aspectos como os espaçoes internos amplos e a existência de uma transição fino-grosso bastante discreta facilitam a leitura.
Foram realizados várias pesquisas preliminares e estudos para realizar a nova fonte.. A empreitada foi levada a cabo pelo especialista de caligrafia e tipografia Stanley Morison do jornal The Times em 1929.Depois de executados 7.000 punções protótipos, apareceu uma letra equilibrada, muito bem legível e neutra. Fonte que misturava elementos estílisticos das fontes romanas renascentistas com outros das romanas de transição.
Diz-se que o sucesso da família tipográfica Times New Roman deve-se ao seu caráter atemporal. A tipografia ainda serviu de base para o desenvolvimento posterior de outras famílias tipográficas, como a Georgia. Na verdade, a difusão mundial deste tipo deve-se à sua inclusão no Windows, desde a versão 3.11. Deste então, tornou-se padrão mundial de documentos escritos. Por exemplo, é padrão no estatuto da ABNT - que regulamenta as produções científicas, e também é padrão de utilização nos dos documentos do governo americano.
[editar] Análise de Design
[editar] 1. Fotografia | The Var department, Hyères
Harmonia Existe um grande confluência de elementos na foto. O corrimão à direita, a calça e o ciclista parecem todos se encaminharem para um mesmo local. Isso garante a intensidade harmônica da obra, pois os elementos não concorrem entre si, e sim, constroem juntos um sentido, cada um sabendo qual é o seu papel. Por exemplo, o ciclista está no único lugar que poderia estar, pois preenche um espaço de maneira relevante e não conflita com outros elementos.
Equilíbrio Apesar da predominância do elemento mais relevante (num primeiro olhar), a escada, e de sua posição imponente perante a pequenez do que está no chão, a fotografia está equilibrada. O equilíbrio é garantido pelo caráter curvado da escada, da rua, corrimão e inclusive, do caminho que o ciclista fez. A posição do ciclista também é essencial para a percepção de que ‘cada coisa está no seu lugar.’
Imagem vs. Fundo A idéia é transmitida com muita clareza. Apesar da grande proximidade do corrimão esquerdo e da escada em geral, não deixamos de sermos guiados a apreender, no fundo, a mensagem mais importante da foto: o ciclista.
Ênfase e Hierarquia Nesta fotografia, o elemento hierárquico mais importante não grita aos olhos do receptor. Ele é levado a entender que não se trata de um foto de uma escada, mas de uma situação protagonizada pelo ciclista. Apesar de estar em primeiro plano e consideravelmente maior que o ciclista, a escada não ‘compete’ com o ciclista.
Forma Apesar da presença de muitos retângulos formados pelos canos verticais do corrimão, e por alguns degraus, predomina o caráter curvo (da direita para a esquerda)
Camadas Podemos considerar que o efeito causado pelo corrimão nos leva à ter curiosidade de saber o que há no fundo da imagem.
Contraste O contraste acontece, principalmente, na relação entre o corrimão (escuro) e a parede e os degraus (claros) e entre o ciclista (escuro) e a rua (clara).
Fluxo e Ritmo Como descrito acima, a continuidade gerada pelo movimento do ciclista, aliada ao sentido curvo da rua e do corrimão direito garantem um fluxo e ritmo muito agradáveis e coerentes na fotografia.
Simplicidade / Síntese A fotografia traz uma mensagem bem simples, apesar de instigar variadas interpretações possíveis quanto ao rumo e origem do ciclista e da escada.
[editar] 2. Artes Plásticas | O jardim das delícias, Bosch
Harmonia A imensa confusão de corpos por todas as partes errantes neste jardim aparentemente louco é o que dá harmonia para a obra. Disposição de tantos corpos, nenhum mais importante que o outro, que nos impacta harmonicamente num primeiro olhar geral (como preconiza a Gestalt).
Equilíbrio O equilíbrio parte da extensão de terra na parte central e inferior da imagem, que parece sustentar os lagos e “construções” verticais na parte superior do quadro.
Imagem vs. Fundo Não existe uma distinção gritante entre imagem e fundo, justamente porque não há somente uma imagem em evidência, mas um mar de pessoas, animais, objetos estranhos etc.
Ênfase / Hierarquia Parece-me equivocado dizer que as “construções” verticais na parte superior podem ser a imagem principal do quadro. Não existe hierarquia evidente, e esta é justamente a intenção do pintor, instigar a nossa curiosidade de percorrer o quadro descobrindo o que está acontecendo nesta confusão de corpos nus.
Forma É ressaltado no quadro a massa disforme, confusa e desorganizada dos prazeres ilimitados no jardim das delícias.
Camadas O que defini as camadas é que elas instigam o receptor a querer olhar, com mais atenção o que está “por trás”, ou aquilo que não foi evidenciado num primeiro olhar. Isso é completamente o que ocorre neste quadro. Apesar de não termos efeitos de transparência, temos a curiosidade de percorrer cada centímetro do quadro e nos depararmos com algo surpreendente. Além disto, há alguns elementos específicos transparentes como uma espécie de bolha (com uma pessoa dentro) no lado inferior esquerdo do quadro.
Contraste O contraste se dá principalmente por meio da multiplicidade de cores: os diferentes tons de verde, a cor muito branca dos corpos que se encontram com pouquíssimos negros e algumas formas vermelhas, e o azul da água com o vermelho das “construções” verticais na parte superior. São contrastes setorizados, não compreendem uma primeira visai (à moda da Gestalt).
Fluxo e Ritmo Pode-se pensar em um ritmo e impressão de movimento circular causa pelas pessoas galopando sobre alguns animais no centro do quadro, ou até mesmo pelo sentido das águas. Mas, no geral, o olhar não é guiado por um só ritmo ou fluxo predominante.
Simplicidade / Síntese A simplicidade é um conceito que não se aplica a este quadro, pelo menos no que tange as imagens singulares da obra. Mesmo assim, a mensagem passada é muito clara: a confusão e o sentimento dionisíaco exaltado do jardim das delícias em contraste com a serenidade do jardim do éden.
[editar] 3. Cartaz | Ivo Daniel
Harmonia Os três garotos gritando, o mapa do Brasil, as palavras dentro dele e as cores da bandeira do Brasil competem violentamente entre si. Cada um tenta ser mais importante que o outro. Cada elemento isolado não cumpre seu papel, resultando numa imagem que gera um impacto desarmônico no receptor. Isso fica claro quando percebemos que temos que olhar para os elementos separadamente, não podemos ver o todo de maneira agradável.
Equilíbrio O equilíbrio, na imagem, é proporcionado pela estrutura de imagens na diagonal (do lado esquerdo inferior para o lado superior direito). Tal estrutura dá a impressão de que os garotos (elemento de ‘baixo’) sustentam os superiores (o mapa e a bandeira. Essa disposição contribui para uma interpretação metafórica de que as crianças sustentam o país, pois o futuro do Brasil depende deles.
Imagem vs. Fundo A hierarquia de informação é tão horrorosa que não há possibilidade de saber, claramente, o que é o fundo e o que é a imagem principal. O natural seria que as crianças fossem a imagem e o mapa e a bandeira, o fundo. Mas a composição do cartaz não transmite essa sensação.
Ênfase / Hierarquia Como já foi dito, os elementos concorrem ferozmente entre si. É difícil perceber qual informação é a mais importante. Contribuem para esta disputa o tamanho similar e a “força” das cores nos 3 elementos principais (meninos, mapa e bandeira). Nem com relação ao tema principal existe uma hierarquia de informações. Em vez disso, existem 8 palavras (justiça, trabalho, educação, vida, casa, pão terra e saúde) que, por tentarem falar muitas coisas, acabam não transmitindo mensagem nenhuma.
Forma O autor inverte um pouco as formas: transforma as formas curvas das pessoas em formas retilíneas – como se percebe na boca do menino que margeia o oeste do Brasil, e transforma as formas retilíneas da bandeira em formas mais naturais e menos rígidas, como se fossem folhas.
Camadas A imagem “entrega” muita informação de uma vez para o receptor e não deixa espaço para a curiosidade de um olhar mais apurado sobre algum elemento instigante.
Contraste O contraste ocorre principalmente por causa da cor vermelha do garoto de origem indígena e da parte amarela da bandeira do Brasil. A falta de cores menos intensas prejudica o contraste. Todas as cores fortes gritam, e não há como uma ser percebida, relevantemente, pelo contraste.
Fluxo e Ritmo A obra não transmite uma sensação de ritmo ou fluxo. Somente se percebe o movimento de rompimento da cerca pelo garoto, mas nada que seja muito relevante no olhar da obra como um todo.
Simplicidade / Síntese Uma imagem confusa, sem hierarquia de informação (visual e conteudística), que incomoda o receptor por ocupar tanto espaço e usar cores tão fortes não pode ser considerada simples.
[editar] 4. Basmala
(bismi-llāhi r-raḥmāni r-raḥīm) "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso"
Harmonia O desenho é harmônico pois seus elementos se distribuem de maneira muito coesa. O "grupo de informação" à esquerda não compete com a parte direita da imagem, pelo contrário, se integram de maneira coerente.
Equilíbrio Há uma diferença clara quanto à quantidade de informações (lado esquerdo mais carregado de traços que requerem um olhar mais detalhistas. Concluímos que não há simetria, porém há equilíbrio na imagem. É como pensarmos num garçom segurando uma bandeja: de um lado há vários copos e talheres, do outro há um grandes prato oval e comprido. Não estão em mesmo número nem tem o mesmo tamanho, mas se equilibram.
Imagem vs. Fundo Há uma distinção clara entre o fundo branco e todos os traços que compõe a imagem em preto. O contraste torna a visualição facilita a visualização.
Ênfase / Hierarquia Desconsiderando o fato de não eu não entender o que está escrito, me parece que os pequenos traços localizados à direita ganham uma importância maior na imagem, porque o olhar é guiado para lá, como se fosse o finalidade a ser alcançada e entendida na imagem, traços sem o qual nada do resto faria sentido.
Formas Os elementos que compõem as letras são riscos (em diferente direções, e as vezes repetidos), quadrados e círculos.
Camadas Os próprios traços pequenos e aglomerados à esquerda nos incitam curiosidade, após um primeiro olhar geral.
Contraste O contraste ocorre devido à relação entre a imagem (preta) e o fundo (branco), como foi explicado acima.
Fluxo / Ritmo A imagem é apresentada de uma maneira que estimula um percorrer suave do olhar para o lado direito
Simplicidade / Síntese Apesar de parecerem grafismos complexos à nossa compreensão, os traços trazem elementros simples, sem rebuscamento ou firulas desnecessárias.
[editar] 5. Mosaico
Harmonia: Apesar da complexidade de traços e cores, a imagem traz grande coesão se pensarmos num primeiro olhar desinteressado dos detalhes. Coesão trazida pela simetria dos elementos mas, principlamente, pelo predomínio hierárquico do elemento central, que emerge ao nosso olhar.
Equilíbrio: A imagem é equilibrada por conta da simetria absoluta de seus elementos.
Imagem vs. Fundo: Pode-se considerar que este elemento central (que lembra uma flor), suas reproduções nas diagonais da obra (trazendo somente 1/4 da imagem central) e os traços retilíneos que as ligam são a imagem em si. Considerando-se, portanto, o fundo como a composição de cores verdes, azuis e amarelas. Logicamente, este é somente um dos pontos de vista possíveis, pois a imagem não traz em si mesma, um noção clara de perspectiva.
Ênfase / Hierarquia: Como dito acima, no ítem "harmonia", há um predomínio hierárquico do elemento central, que emerge ao nosso olhar. É o principal elemento pois dele surgem todos as outras informações importantes da obra.
Formas: A principal forma utilizada na obra é o círculo, apesar de não aparecer explicitamente em nenhum local. SOs elementos circulares são facilmente percebidos, mas sempre com a intervenção híbridizante de triângulos e retângulos.
Camadas: Num primeiro olhar, os elementos da obra nos levam a querer olhar com mais atenção o que há no centro, e qual é alógica dos traços que partem dele.
Contraste: O contraste se dá principalmente pelo encontro do marrom dos elementos retangulares da parte central (que seriam as pétalas de uma flor) e todo o restante de traços brancos. Isso permite a boa visualização da obra num primeiro olhar. Logicamente, as outras cores (amarelo, verde, e azul) também contribuem para o contraste, porém de maneira secundária.
Fluxo / Ritmo: A percepção de fluxo e ritmo trazida, novamente, pelo elemento central, de onde parte o foco do olhar, abrangindo-se para as extremidades. Trata-se de um movimento com um toque de rigidez, justamente pela falta de elementos curvos e suaves.
Simplicidade / Síntese: Somente com um olhar muito distante, pode-se considerar esta obra como simples. Com um pouco mais de atenção, percebemos a complexidade de seus traços, característica que não chega a prejudicar a mensagem que ela deseja passar.
[editar] 6. SUMI-E
Harmonia: A coesão trazida pelo confronto evidente (por ser bem hierarquizado na imagem) não permite que haja conflito harmônico na percepção da obra.
Equilíbrio: A imagem beira o simétrico, mas não o é. É equilibrada pelo seu elementos centralizador (união dos corpos em confronto).
Imagem vs. Fundo: a imagem principal dos lutadores contrasta com o fundo formado, principalmente, por espaços em branco e traços leves e claros, indicando um contexto incerto.
Ênfase / Hierarquia: Evidentemente, os elementos hierarquicamente mais importantes são os "combatentes" com suas espadas. Esta "mancha de informação" importante não compete, em nenhum momento, com o restante dos traços.
Formas: Predominam as formas circulares para a composição do corpo e roupa dos lutadores. Tal caraxcterística influencia na percepção de movimento.
Camadas: os elementos hierarquicamente menos importante que estão no fundo são desenhados de maneira desforme e com tonalidades suaves do cinza, incitando a curiosidade do observador em entender o contexto daquele embate.
Contraste: O contraste acontece pela diferença clara entre tons de preto, cinza e branco.
Fluxo / Ritmo: Fica evidente os elementos de fluxo e ritmo te importância central nesta obra. Tanto pela posição dos corpos, quanto pela "direção" dos traços suaves, transmite-se a sensação que ambos os lutadores estão projetando seus corpos e espadas para a frente, visando atingir o oponente.
Simplicidade / Síntese: apesar de os traços não trazerem clareza realista para a obra, a mensagem é transmitida com extrema clareza.
[editar] 7. Iluminura
Harmonia: Apesar dos elementos ornamentais e complexos, a imagem é bastante harmônica, pois o grande elemento retangular a direita (dentro do qual estão os textos e imagens de pessoas) nos aparece com grande coesão, num primeiro olhar. O textos e os elementos decorativos não concorrem entre si.
Equilíbrio: apesar de não ser simétrica, a imagem é equilibrada. As figuras de pessoas na parte inferior da imagem transmite a sensação de sustentação do restante dos elementos.
Imagem vs. Fundo: O fundo é liso e com uma tonalidade amarelada escura, e toda a informação da obra aparecem em forma de imagem - a frente deste fundo "neutro".
Camadas: este elemento não se mostra muito relevante nesta obra. Se tornaria, se considerássemos a curiosidade que a imagem (como um todo), fazendo com que queiramos ler o que está escrito. Mas acho que seria forçar um pouco a barra.
Formas: a forma que mais se destaca é retangular. Outras formas mais curvas aparecem, com menos importância hierárquica, nos detalhes ornamentais.
Contraste: O contraste ocorre principalmente devido à diferença de tonalidade amarelada ente o fundo e o texto.
Fluxo / Ritmo: A imagem não traz elementos que remetam ao ritmo e fluxo. Trata-se de um enquadramento rígido do texto (elemento principal), somado a alguns elementos curvos que cumprem função decorativa e não conseguem transpor a característica não-rítmica do texto em “caixa retangular vertical”.
Ênfase / Hierarquia: O elemento hierárquico mais relevante é o próprio texto. As pessoas, objetos, animais, e ambientes retratados tem pura função decorativa e não tiram a importância do texto na imagem.
Síntese / Simplicidade: Apesar de conter muitos elementos decorativos, a imagem é bastante simples, pois os elementos não competem entre si, e a mensagem é facilmente entendida.
[editar] 8. Caligrafia Oriental
Harmonia: A coesão trazida pela imagem é notória. Cada elemento cumpre seu papel, sem que compitam entre si.
Equilíbrio: O equilíbrio é trazido pela posição central do elemento envoltos pelos 3 traços (que lembram as traves do gol, no futebol). Os pequenos elementos à esquerda não comprometem o equilíbrio.
Imagem vs. Fundo: existe uma clara diferenciação entre imagem (preta) e fundo (branco)
Ênfase / Hierarquia: Claramente, o elemento central e envolto por longos traços é o protagonista desta obra.
Formas: a forma que mais se destaca é retangular, ainda que não haja um retângulo perfeitamente desenhado e que seus traços sejam curvos.
Camadas: este elemento não se mostra muito relevante nesta obra.
Contraste: O contraste ocorre pela diferenciação entre imagem (preta) e fundo (branco, como já foi dito.
Fluxo / Ritmo: pode-se destacar dois elementos relacionados a movimento e fluxo. O elemento central traz traços mais curtos e sem direção definida, transmitindo sensação de agitação e euforia. Já o elemento que o envolve contém traços longos, bem definidos, com longas curvas – transmitindo uma sensação se serenidade, sobriedade, sensatez e calma.
Síntese / Simplicidade: Apesar das várias sensações e interpretações que um leigo (da língua) pode fazer desta obra, ela é muito simples.
[editar] 9. Anúncio
Harmonia:
Equilíbrio:
Imagem vs. Fundo:
Ênfase / Hierarquia: A hierarquia de informações é bem feita. Num primeiro olhar, nota-se a garganta na parte superior, e logo se olha o quadro com a logomarca da marca, sem que se perca muito tempo tentando desvendar o que ocorre no meio - claramente uma guerra vista de longe.
Formas:
Camadas:
Contraste:
Fluxo / Ritmo:
Síntese / Simplicidade:
[editar] 10. Web Site
http://www.apple.com/ipod/nike/
Harmonia: O site traz um coesão muito clara. Tal coesão ocorre devido a nítida divisão entre a imagem do tênis e do iPod à esquerda e das informações textuais à esquerda. Este dois grupos de informação não concorrem entre si, pelo contrario, se complementam.
Equilíbrio: Os dois grupos de informação citados se equilibram de maneira lateral, tendo como base a barra cinza de links acima (Store, Mac, iPod + iTunes etc.)
Imagem vs. Fundo: Predomínio do fundo preto e da imagem principal e em vermelho (tenis).
Ênfase / Hierarquia: Claramente, a imagem do par de tênis vermelho com o iPod é o protagonista deste site. Isso contribui bastante para a simpicidade do site, pois o entendimento é gerado facilmente, somente pela aparição desta imagem e do texto logo acima “Nike + iPod”.
Formas: Neste ste, predominam as formas circulares, trazida principalmente pelos fios do iPod e pelo próprio formato do tênis.
Camadas: As imagens são extremamente claras e nítidas, o que torna o elemento “camadas” pouco importante aqui.
Contraste: O contraste entre o preto do fundo, o vermelho do tênis e o branco do iPod garantem bastante impacto visual e facilidade de entendimento.
Fluxo / Ritmo: Podemos falar de um “trajeto” pensado para ser o movimento natural de leitura do site, vindo da esquerda (imagem) para a direita (informações e links textuais específicas).
Síntese / Simplicidade: Como comentado anteriormente, a simplicidade é trazida pela clara hierarquia dominante da imagem esclarecedora do tênis e do iPod.
[editar] FOTOGRAFIA DIGITAL
[editar] Boa Foto
Pra mim, uma boa foto não precisa ser tecnicamente perfeita. O conceito de BOA está na percepção de cada um – é subjetivo. O que é belo pra mim, não para os outros. Resumindo, uma boa foto é aquela que não passa direto pela nossa vista apressada. É instigante, curiosa, inusitada. De alguma maneira, conta uma história, exige interpretação – pede que a pessoa perca tempo olhando pra ela.
[editar] Foto NHÉ
É uma foto que não que você passa batido, que não gera nenhum sentimento fora a simples identificação do que se passa. Ou melhor, gera um pensamento "putz... por que estou perdendo meu tempo vendo isso. É aquela foto que, quando você acaba de ver, fala 'beleza, mas e aí'? Não conta uma história. Não tem nada a ver com perfeição técnica. É, simplesmente, uma foto sem graça.
[editar] Meu Flickr
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[editar] Top 10 ECAFOTO
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2) http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2099472820/
3) http://www.flickr.com/photos/65502473@N00/1172404902/
4) http://www.flickr.com/photos/navadragon/958076016/
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6) http://www.flickr.com/photos/11034228@N06/1028056900/
7) http://www.flickr.com/photos/11621945@N03/1150403546/
8) http://www.flickr.com/photos/guilhermefreire/832732578/
9) http://flickr.com/photos/mupy/954553927/
10)http://www.flickr.com/photos/danielpossa/1024912126/
[editar] Auto-retrato
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[editar] Cor apreendida - Natureza Morta
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[editar] Fotógrafa
Dorothea Lang
Dorothea Lang (1895 - 1965) foi uma importante fotógrafa da primeira metade do século XX. Seu foco eram fotografias jornalísticas (fotojornalismo) e de documentários. Retratou com genialidade um momento histórico singular: a Grnade Depressão Americana, que teve início em 1929. Dorothea foge dos aspectos técnicos e generalizantes da crise econômica e social, e parte para uma perspectiva individualizada de percepção da crise. Humaniza os efeitos trágicos causados pelo momento com extrema sensiilidade. Para isso, não utiliza-se do sensacionalismo. Não fotografa a desgraça de suicidas, bêbados ou mortos de fome agonizando por um pedaço de pão. Pelo contrário, captura a essência do sentimento em situações muito representativas. São fotos que - mesmo que não víssemos as legendas - contam histórias. Não histórias do país e da crise de uma forma geral, mas a história de pessoas e pequenos grupos capturados em cada foto.
http://www.luli.com.br/eca/album/v/fotografos/Dorothea+Lange/M__e+Imigrante.bmp.html
É impressionante como esta imagem emerge aos poucos e vai revelando uma ambiente cada vez mais aflito. Primeiro, prestamos atenção no rosto da mulher, com expressão consternada, preocupada, sem perspectiva de futuro. Depois, percebemos duas crianças, provavelmente meninas, mão sujas, cabelos mal-cortados e roupas remendadas - a da esquerda usa uma espécie de terno, provavelmente doado. Escondendo-se atrás dos obros da mãe e, mesmo sem mostrar o rosto, sugerem uma sensação de esgotamento das esperanças diante do sofrimento, medo e necessidade de proteção. Somente depois, como se estivesse coroando, inesperadamente, a cena lamentável, vemos o pequeno rosto do bebê nos braços da mãe. A foto apresenta um plano médio (do cotovelo pra cima) de seu elemento principal - a mãe. Este plano permite um distanciamento suficiente para que se consiga perceber a expressão da mulher adulta e, ao mesmo tempo, consegue evidenciar o contexto da foto muito bem. Pelo enqudramento da foto, o centro de interesse está no quadrante (terço) superior - não stá centralizado. O prioridade do foco está nas pessoas, tanto que não conseguimos identificar o que há a trás delas. PRETO E BRANCO
http://www.luli.com.br/eca/album/v/fotografos/Dorothea+Lange/Povo+Irlandes+do+Campo_+1954.jpg.html
Mãos negra de uma mesma pessoa que está de contas - só se percebe depois de observar bastante. Inicialmente, parecem ser três mãos de três pessoas diferentes. Roupa formal/pobre A criança que olha para as lentes da câmera tem um rosto que mostra confiança, determinação e seriedade - expressão dificilmente vista em um rosto de algyuém de sua idade. Mão denuncia medo e insegurnça Os dois centros de interesse das fotos não estão centralizados. As mãos estão no canto inferior esquerdo e o rosto do garoto está no canto superior direito.
Outras Fotos
http://www.luli.com.br/eca/album/v/fotografos/Dorothea+Lange/Irlanda_+1954.jpg.html
Minhas Fotos - Dorothea Lang
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2098905729/
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2098905631/
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2099684626/
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2099684536/
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2098905291/
[editar] Pintor
Roy Linchtenstein
Roy Lichtenstein nasceu em 1923 em uma família de classe média de Nova York. A maior parte de sua obra foi produzida na segunda metade do século XX (1927 - 1997). Sua obra é diretamente relacionada à pop art. Faz pinturas que conseguem "transformar quadrinhos em arte" - não somente por modificar seu lugar de origem colocando-o num pedestal de apreciação artística (assim como a roda de bicicleta de Duchamp), mas pela adoção de um estilo e uma estética própria. Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração. Utilizava a técnica do pontilhismo, usando cores brilhantes, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual. Se fôssemos comprar a uma fotografia, poderíamos dizer que, em algumas fotos, Roy fotografa com uma velocidade baixa em sua máquina - demora um pouco mais para capturar a imagem, então temos a sensação de movimento na foto. Quanto aos planos preferidos pelo pintor, grande parte das obras apresenta pessoas (principalmente mulheres) em close (ombro e rosto) ou superclose (rosto).
http://www.luli.com.br/eca/album/v/pintores/Roy+Lichtenstein_002/roy.jpg.html
http://www.luli.com.br/eca/album/v/pintores/Roy+Lichtenstein_002/No+Carro.gif.html
Minhas fotos - Roy Linchenstein
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[editar] Planejamento Fotográfico
Retrato: Duas pessoas mexendo a colher de um copo com limonada numa cozinha totalmente branca. Uma está de frente para a outra, mas sem que os olhares se cruzem - cada uma olha para um ponto fixo. Paisagem: um homem está sentado em frente a um laptop. Em primeiro plano aparece o computador e, mais ao fundo, o rosto concentrado do rapaz. Atrás do homem, 5 pessoas estão fazendo expressões realmente intensas: desespero, angústia, aflição, esperança e desprezo. Todos com os corpos e olhos dirigidos ao rapaz que está de costas para eles.
[editar] Fotos que CONTAM HISTÓRIAS
é bom que eu não tenho que escrever muito... as fotos falam por si só.
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2099457040/
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2099472820/
[editar] O sentimento NACIONAL
http://www.flickr.com/photos/10983648@N05/2098739633/in/photostream/
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