Design de Embalagem

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Eduardo Marcondes

Tabela de conteúdo

[editar] Design de Embalagens

O processo de design de uma embalagem, além de transpassar pela maioria dos outros conceitos de design gráfico, deve atentar-se a questões estruturais, de marketing e branding e questões ambientais.

[editar] Função da Embalagem

[editar] Embalagem e estrutura

No que difere o design de embalagens para os outros meios de design gráfico? Resumindo em uma palavra, estrutura. A preocupação do designer de embalagens, além da maioria das outras questões presentes nos outros meios gráficos, é a de atentar para estrutura da embalagem, resistência, empilhamentos, transporte, exposição no ponto de venda e etc. Caixas de papelão, garrafas de vidro, latas, potes e vários outros meios procuram garantir a integridade do produto e atender as necessidades do consumidor.

Inicialmente, a função das embalagens era prioritariamente utilitária. Tem como objetivo proteger o produto e facilitar no transporte e distribuição. Hoje, com produtos e técnicas de envasamento mais sofisticadas, vemos que o processo de design de embalagens adquire vários outros aspectos de alta importância, como carregar a marca e sua exposição no ponto de venda.

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Caixa de um Big Mac planificada

[editar] Branding e marketing

O design de embalagens tem fortíssima atuação no marketing e branding de qualquer produto. E muito das sensações atribuídas aos produtos e marcas são obtidas através das embalagens. Quando pensamos em Coca-Cola, pensamos em na clássica garrafa de vidro deliciosamente gelada ou então em uma lata e o som que ela faz ao ser aberta. Dentre tantas outras, a Coca-Cola atribui grande parte de seus atrativos de branding à suas embalagens.

Além dos atributos da marca relacionados à forma da embalagem, produtos que possuem um “padrão” de envasamento, como caixas de sucrilhos, aplicam seu foco na atuação do design gráfico da embalagem, para garantirem destaque e capturarem a atenção do consumidor na prateleira do mercado. E não devemos esquecer que o designer deve enquadrar no seu projeto diversas informações como códigos de barras, tabelas, ingredientes, instruções de uso, entre outras.

[editar] Tipos de embalagem

[editar] Caixas de papel cartão

Uma das formas mais comuns de embalagem devido a diversas vantagens do envasamento em derivados da celulose. Infinitas possibilidades de montagem e de aplicações gráficas, facilidade de distribuição e exposição, recicláveis e baixo custo são alguns dos atributos que as tornam tão atrativas. No entanto só suportam produtos secos, do contrário precisam ser articuladas com outros materiais.

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Caixa de papelão ondulado que poderia ter sido feita com o produto que carrega.

[editar] Garrafas

Tradicionalmente de vidro, se destacam pela sua resistência, baixíssima interferência nos atributos dos produtos (fato pelo qual perfumes utilizam quase que exclusivamente embalagens de vidro) e transparência, que fornece uma bela visão do produto envasado, sendo um grande diferencial e atrativo para os designers de embalagens. Também podem ser recicladas e até reutilizadas em diversos casos. As garrafas plásticas surgem com atributos bem similares as de vidro com menor custo, mas não garantem a integridade do produto como as de vidro.

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Garrafa de vidro estilizada devido ao nome-conceito da marca

[editar] Potes

Variedade. Grande diferencial dos potes como embalagem. Inúmeros materiais para produção, possibilidade de resistência alta e facilidade de distribuição são consequências de tamanha variedade. Mas o fator diferencial dos potes são as tampas. Tampas plásticas, metálicas, tampas e lacres invioláveis que atestam a integridade do produto atraem o consumidor devido a sua praticidade de reutilização e proteção, sendo não poucas vezes reutilizadas pelos consumidores em suas casas para as mais diversas funções.

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Pote de mel que simula parte do corpo de uma abelha

[editar] Latas

Desenvolvidas no início do século XIX, as latas logo tornaram-se febre no design de embalagens. Além da alta resistência, as latas trouxeram um grande diferencial para a época: a conservação dos produtos. Através do seu processo de produção, a lata foi um dos primeiros meios de isolar o produto e extender (muito) a sua data de expiração. Vegetais e carnes em conserva surgem e até hoje são muito populares pela tranquilidade que oferecem, com um produto mais processado e mesmo assim com longa data de validade.

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Lata de chá orgânico escandinavo

[editar] Outros formatos e materiais

Além dos formatos abordados anteriormente, ainda existe uma grande variedade de formatos (sacolas, tubos, bisnagas, barris, etc). Mas podemos dizer que eles basicamente são compostos por seis materiais: vidro, celulose, plástico, metal, madeira e tecido. Cada qual possui características exclusivas que influenciam na escolha no processo de design da embalagem. Também não devemos esquecer que eles podem ser combinados, originando embalagens compostas que tiram o benefício de mais de uma material na sua montagem.

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Embalagens dos produtos do linha iPod da Apple, que deixam o produto a vista

[editar] Formatos inovadores

Quando estamos discutindo embalagens, abordamos o padrão de acordo com o histórico de uso cultural de formatos e materiais. Entretanto não existem restrições, e nos deparamos com diversas embalagens diferenciadas de tempos em tempos que atraem nossa atenção.

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A marca de roupas infantis inovou na sua embalagem de presente. Utilizando uma tradicional embalagem de “marmita”, coloca as roupas e a história de sua marca de uma maneira inusitada e agradável. Aliada a um layout colorido e de linhas infantilizadas, é um exemplo de branding.


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Embalagem de unidade individual de manteiga com tampa-faca descartável


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Embalagem de camiseta que é na realidade um grande biscoito da sorte chinês

[editar] Acabamento e efeitos

[editar] Efeitos e diferenciais

Os designers de embalagens aplicam diversas técnicas de acabamento e destaque nas suas embalagens, como muito utilizados em vários processos gráficos. Vernizes brilhantes, fosco ou texturizado, alto e baixo-relevo, hot stamping, cortes, vincos. São inúmeros os processos e ilimitadas aplicações no contexto das embalagens. Assim como em outros meios de design, devem ser usado com cautela e contexto.

[editar] Montagem

Embalagens de papel cartão e papelão trabalham com cortes e vincos, podendo ocorrer o uso de cola ou trabalhar o encaixe somente com os recortes. É um exercício interessante visualizar uma embalagem planificada ao lado de uma embalagem montada para compreender um pouco da dificuldade do trabalho do designer de planejar um objeto tridimensional a partir de algo plano.

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Pack para cervejas, de papelão ondulado


[editar] Questão ambiental

A embalagem, como importante componente da atividade industrial, é uma das principais responsáveis pelo acúmulo de resíduos e lixo urbano. E, em grandes cidades, é o componente de maior visibilidade (apesar de não ser o principal, que são os resíduos orgânicos) do lixo, o que torna a questão altamente relevante. Culturalmente, no Brasil e no mundo, a questão da reciclagem vem sido divulgada e aceita, mas não necessariamente aplicada. Em design de embalagem já é dito algum tempo que, uma embalagem, além de satisfazer suas funções básicos (proteção, transporte, branding) tem a função também de ser realizada com o mínimo de materiais, energia e complexidade de produção, de modo a garantir sua sustentabilidade.

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Protótipo de embalagem para sapatos que não utiliza cola, é reciclável e resulta em uma sacola reutilizável.


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Embalagem de chocolates que não utiliza tinta em nenhum processo de fabricação, reduzindo significativamente a poluição de água na sua produção. Utiliza somente alto-relevo, baixo-relevo e cortes a laser.

[editar] Referências

BOLOGNINI, DALVA S; LODY, RAUL; MARTENSEN, RODOLFO L. Embalagem, arte e técnica de um povo: um estudo da embalagem brasileira. São Paulo: Toga, 1985

CALVER, GILES. O que é design de embalagens? Porto Alegre: Bookman, 2009

MESTRINER, FABIO. Design de Embalagem - Curso Básico. São Paulo: Pearson makron Books, 2002

MUSEU DA ARTE MODERNA DO RIO DE JANEIRO. Manual para planejamento de embalagens. Rio de Janeiro: Instituto de Desenho Industrial do Museu de Arte Moderna, 1975

PINATTI, ANTONIO EDUARDO. O Design de embalagem de consumo e o meio ambiente - O sistema ecológico-ambiental: Ecodesign.São Paulo: Universidade de São Paulo - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 1999

The Dieline - http://www.thedieline.com

Lovely Package - http://www.lovelypackage.com

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